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Escola de vida

História de: Rejane Pitanga
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 13/12/2021

Sinopse

Rejane veio com família, de Salvador (BA) para Brasília, aos três anos de idade. Lembra das brincadeiras de infância na imensidão da nova capital recém-construída e das primeiras escolas em que estudou. Aproximou-se dos movimentos sociais quando entrou para a Universidade de Brasília, em 1975, no curso de Química. Em 1978, foi admitida, por concurso, como professora na Fundação Educacional do Distrito Federal. Participou, grávida do primeiro filho, da primeira greve convocada pelo SINPRO-DF, em 1979, e dali em diante nunca mais deixou a militância política.

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História completa

Quando nós chegamos, a quadra em que a gente morava era perto da L2 Sul. Brasília então era um grande canteiro de obras, aqueles acampamentos, eu não entendia muito bem. Mas era muito bom, porque a gente tinha um monte de lugar para brincar, tinha córrego ali para baixo da L2, meu pai levava a gente, soltava pipa, enfim! Foi uma infância muito livre. A escola ficava quase de frente para o prédio em que eu morava, dentro da quadra, que é concepção de Brasília. Estudava na Escola Classe 403 Sul. Era muito bom, muito livre, tudo muito aberto. Estava bem no início de Brasília. Eu fiz vestibular para Química e entrei em 1975. Eu era muito jovem ainda na universidade. Foi meu primeiro contato com o movimento. Foi para mim um grande choque cultural a universidade. Eu tinha uma expectativa muito maior, apesar de a Universidade de Brasília naquela época ser um celeiro cultural de movimentos. O meu primeiro contato foi no diretório dos estudantes de química, nos movimentos que começaram acontecer, e dois anos depois que eu entrei, em 1977, veio a primeira grande greve. Depois, a ocupação do UnB, em 1968, então foi barra muito pesada. Nessa época eu já participei muito do movimento de greve. E me filiei ao Partido Comunista Brasileiro, que já tinha uma boa militância nos estudantes – o PT nem existia nessa época. Foi na universidade que eu tive contato com os movimentos, movimento estudantil basicamente. Depois é que eu entrei na Secretaria de Educação, em 1978, fiz concurso, passei super bem colocada e entrei. Em 1979 teve a primeira greve dos professores, então eu muito menina, grávida do primeiro filho, estava esperando gêmeos e tal, uma greve complicada, muito complicada? Então aí eu entrei e não sai mais dessa coisa da militância política. Minha vida foi muito marcada pela atuação política, desde muito cedo. Eu participei de todos os movimentos que houve na educação, tive uma vivência muito forte da luta dos trabalhadores da educação e da construção desse sindicato. Que é uma experiência fantástica, uma entidade de vanguarda. O SINPRO é um sindicato que produziu muitos quadros políticos para o Distrito Federal. Para mim foi a maior escola da minha vida, me ensinou muita coisa, me deu muita experiência. Fui dirigente do SINPRO, fui presidente da CUT, depois fui deputada distrital – na minha primeira disputa eleitoral, em 2010, fiquei na primeira suplência do PT; nós ganhamos o governo do Distrito Federal, eu fiquei um ano como deputada distrital e depois eu fui secretária de Estado. Então eu pude viver todos esses espaços institucionais, e com certeza o sindicato para mim foi a maior escola.

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