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História

Envolvimento comunitário como motor de melhora do ensino

História de: Elenice Rotella Ferri
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 15/07/2020

Sinopse

Elenice Ferri, membro da Diretoria de Ensino Campinas Leste, brevemente relata seu otimismo com ínicio dos projetos "Prevenção também se ensina" e "A comunidade presente", programa que reúne 11 escolas, ressaltando o papel da comunidade na melhora do ensino e no aprendizado das crianças e adolescentes.

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História completa

P/1 - Por favor, diga seu nome, local e data de nascimento.

 

R - Elenice Rotella Ferri. Nascimento em 4 de novembro de 1953, em Vinhedo.

 

P/1 - Sua região é Campinas?

 

R - Diretoria de ensino Campinas Leste. 

 

P/1 - Por favor, esse projeto "Prevenção também se ensina", como é que você vê esse projeto?

 

R - "Prevenção também se ensina" eu vejo como forma da gente tentar fazer com que as coisas ruins não aconteçam na escola. Tentando prevenir, projetando ações para que a gente possa ter um mundo melhor para a frente. 

 

P/1 - E "A comunidade presente"? Como é que você vê esse projeto?

 

R - "Comunidade presente"? Os pais atuando na escola. Eu acho que a comunidade é o principal, é o que interessa mais à escola, interessa para a comunidade. E a escola tem que viver em função da comunidade. Então, eu acho que a comunidade dentro da escola é o caminho que vai levar a uma qualidade melhor. 

 

P/1 - Você tem algumas experiências interessantes para contar nesse nível desses projetos?

 

R - Olha, nós temos lá na diretoria um... participam desse projeto onze escolas. Nós montamos um núcleo de protagonismo juvenil, onze escolas que participam do projeto. Então, essas crianças têm orientação de uma pessoa, de uma professora, e eles fazem atividade de protagonismo juvenil. Nessa última semana nós tivemos um fórum onde todas essas crianças se reuniram, cada um participava de uma discussão de um tema relacionada à cidadania. O nome do fórum foi "Cidadão é meu nome". Cada três alunos participaram dentro de uma sala de aula discutindo um tema, e no final foi feito uma carta com propostas de ações para se melhorar a escola, a comunidade

 

P/1 - E qual a receptividade que vocês estão notando?

 

R - Das crianças? Dos alunos, dos adolescentes? Olha, eles são muito participativos. Eles têm gostado, têm participado bastante. 

 

P/1 - Já dá para medir algum resultado, não?

 

R - Olha, nós começamos em agosto, então eu acho, assim, é um tempo muito pequeno. Mas a atuação deles é gratificante.

 

P/1 - Para você, o que é valorização da vida na escola?

 

R - É tornar a vida melhor para as crianças, tornar a escola um ambiente prazeroso, onde eles tenham... onde seja um lugar que eles possam discutir os assuntos de interesse, que eles possam estar crescendo.

 

P/1- E quais são as perspectivas que você vê na prevenção? Quais são as tendências?

 

R - Na prevenção? Olha, eu acho que a gente tem que trabalhar com prevenção, antes de deixar a coisa acontecer. Então, é melhor prevenir para a gente não chegar a situações de risco, de perigo.

 

P/1 - Mas para onde você acha que está caminhando essa iniciativa?

 

R - Como assim?

 

P/1 - Caminhando eu quero dizer o futuro, como é que você vê? Você acha que isso vai em frente, isso vai dar resultado? Você está otimista ou não?

 

R - Estou otimista. Eu acho que o caminho é esse mesmo, que a gente tem que prevenir e tem que dar oportunidade para o jovem participar, colocar as suas dificuldades e a gente tentar resolver. Antes que lá na frente aconteça uma coisa pior, que ele se perca, que ele vá para drogas. 

 

P/1 - E a receptividade pelos pais também está sendo boa?

 

R - Também. Eu acho que o pai é o maior interessado na educação e na valorização da vida do filho. Então, se o pai não estiver interessado...

 

P/1 - Fica mais difícil.

 

R - Fica mais difícil. Eu acho que eles são os que se interessam mais, para que a coisa melhore, para que a gente viva num mundo melhor.

 

P/1 - Muito obrigada pela entrevista.



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