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Entre o Direito e a Contabilidade

História de: Oswaldo de Camargo Manzano
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 26/02/2010

Sinopse

Neste depoimento, Oswaldo de Camargo Manzano fala sobre sua infância, seu bairro e como se divertia naquela época. Conta sobre sua experiência no exército, além da situação política do país pós-Segunda Guerra Mundial. Aborda seus trabalhos tanto na área da Contabilidade, quanto na área do Direito, além de também comentar sobre sua família e suas viagens.

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História completa

Meu nome completo é Oswaldo de Camargo Manzano, nasci em São Paulo, capital, no dia 27 de março em 1930. Sei. Meu pai é Rafael Manzano, minha mãe é Aida de Camargo Manzano. O meu avô paterno é Antônio Manzano e minha avó paterna, agora o primeiro nome eu não estou me lembrando, mas é Torralvo Manzano, eu não me lembro o primeiro nome dela. E os meus avós maternos era João Bueno de Camargo e a minha avó é Angelina Rocco de Camargo. Meus avós paternos são espanhóis e os meus avós maternos, meu avô brasileiro, descendente inclusive de bandeirantes lá da cidade de Campinas e outras coisas mais, porque ele é Bueno de Camargo. A minha avó era italiana.

 

Fiz os meus estudos lá no Grupo Escolar, depois posteriormente, quando eu me formei no Grupo Escolar, naquele tempo a gente fazia o técnico que era o guarda-livros e Contabilidade.

 

Mas na verdade, se a guerra continuasse mais um pouco, talvez eu fosse, porque tanto é que em 1949 eu fui ser militar, aliás, fui convocado, fui servir o Exército. Servi o Exército até aqui em Duque de Caxias, que aliás, depois que eu fui licenciado tudo, quem morou lá foi o Geisel.

 

Quando eu comecei trabalhar eu fui ser boy, que a mamãe vendeu o armazém, depois de uns quatro anos, então eu vim morar na Rua Albion e fui trabalhar num escritório de contabilidade lá na Rua Benjamim Constant, que o dono era também um advogado, o Doutor Mário Jorge. Trabalhei lá um tempo. Não fiquei satisfeito, fui trabalhar com um advogado no mesmo prédio Doutor Ernesto. Também não fiquei satisfeito e fui trabalhar numa empresa, na Interoceanica, que era na Rua XV de Novembro, naquele edifício central que faz a comunicação entre a Rua XV e a Rua Boa Vista. Então fui trabalhar lá. E papai depois arrumou emprego pra mim na Santos–Jundiaí, trabalhei na Santos–Jundiaí cinco anos. Depois, quando eu vim já na Santos–Jundiaí, fui ser secretário do gerente, que era presidente do clube. Depois me formei e montei um escritório.

 

E eu fui fazer o cursinho, fiz e não consegui entrar por meio ponto na matéria eliminatória. No ano seguinte, eu casei, começaram a vir as crianças. E o escritório de contabilidade não dava pra fazer o curso. Mas quando chegou em 1960 e tanto, que as crianças já estavam maiores e começou a ter mais faculdade, então até comecei, lá em Bragança, e depois foi feita a faculdade de Guarulhos, que eu sou de Guarulhos... Inclusive a faculdade de Guarulhos pertenceu ao Montoro por trás do Noronha, que ele era senador, Franco Montoro, e não podia aparecer. Mas foi bom, uma faculdade muito boa. Então me formei, em 1972 me formei em Direito, e exerço a profissão até hoje.

 

Geralmente a gente ia lá umas sete e meia, oito horas da noite, ficava parado, conversando, brincando, e as meninas passando (risos), o importante era isso, passando. Depois ficava até umas oito, oito e pouco, ficava por ali. Quem namorava, ia dar uma namorada e voltava. Quando chegava lá pra umas nove e meia, dez horas, voltava pro ponto e o máximo que a gente conseguia ficar na rua era até umas dez e meia, onze horas, porque o pai não dava a chave, você tinha que tocar a campainha. E quando a gente ia em baile, trazia no baile e voltava de madrugada. Como a gente estava no tempo da guerra e tinha o racionamento, então o que eu fazia? Ia no baile, quando saía do baile, às quatro horas, eu entrava na fila do pão, e quando chegava em casa, já lá pelas quatro e meia, cinco horas, sem a chave, que tocava a campainha, eu estava com o pão na mão (risos), então não tinha bronca. Eu fiquei esperando o pão sair, então o veiho ficava todo contente, não precisava dele ir na fila pra pegar o pão, já estava com o pão em casa. Era uma forma de poder chegar na boa. Daí passou um tempo, ele falou: “Está aqui a chave”.

 

Naquele tempo, principalmente entre 1939 até 1945, quando terminou a guerra, o pão era medido, não tinha farinha. Não tinha farinha, leite não tinha, não era industrializado como hoje, o negócio era tudo natural. Tinha cara que vendia leite de cabra como vende hoje lá no Nordeste, tirando o leite na hora. Depois do término da guerra, começou a melhorar porque era o tal do esforço de guerra. Mesmo o salário, naquela época, o que pagava pro pessoal era salário pequeno.

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