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Energia passada de pai para filho

Sinopse

Luiz Laércio Simões Machado Junior nasceu no Rio de Janeiro em 17 de março de 1978. Terceiro filho do engenheiro Luiz Laércio Simões Machado e da psicóloga Sandra Maria Verdine Machado. Dos dois lados da sua descendência esteve ligado à FURNAS, com muitos familiares trabalhando na empresa. Cresceu vivenciando o crescimento do setor elétrico brasileiro. Tem no pai o exemplo vivo de um homem gigante, de honradez, caráter e correção. Essa grande referência paterna o fez, desde criança, sonhar em seguir carreira na engenharia de Furnas. 

Já como estudante de engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) despertou a curiosidade pelo setor elétrico e por FURNAS, o que fez com que se aproximasse mais do pai. Esse momento coincidiu com a nomeação do seu pai para o cargo de presidente de FURNAS, em 1995. 

A primeira experiência profissional em Furnas foi como estagiário na Diretoria de Operação no setor de planejamento energético e que tempos depois, foi para a Diretoria de Novos Negócios que a área que ele atua até hoje. 

Em 2011, ao completar 10 anos de empresa, se tornou Gerente de Divisão de Comercialização de Energia. Mais tarde, assumiu o cargo de Gerente de Departamento também na área de comercialização de energia. Migrando posteriormente para a Gerência de Departamento de Análise de Controle de Risco. Retorna à Gerência do Departamento de Comercialização de Energia.   Em 2019, assumiu a Superintendência de Comercialização de Energia, Transmissão e Serviços. Teve como mentores na sua carreira os funcionários Sergio Dias Canela e Silvia Maria de Carvalho Celestino. 

Luiz Laércio é casado com uma funcionária de FURNAS.

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História completa

Um pequeno excerto sobre a vida de Luiz 

[...] às vezes, eu me pego surpreso e espantado quando eu aperto o interruptor e a luz acende, algo que parece um milagre, mas não, isso é obra de muitos e muitos brasileiros, muitas e muitas mentes iluminadas que viabilizaram esse processo, que para gente parece algo absolutamente natural, aperta e acende a luz. A gente que está aí, no dia a dia, sabe o trabalho que dá para viabilizar isso, então, até hoje, às vezes, eu me espanto.



Meu pai fazia o que eu faço, trabalhou em FURNAS a vida toda, se formou em engenharia e foi um funcionário de carreira da empresa, fez toda sua carreira profissional em FURNAS. Atualmente, ele tem algumas atividades pessoais, mas está aposentado, e a minha mãe foi professora, é psicóloga, e, hoje, também diria que está aposentada.

Minha relação com FURNAS é uma relação sanguínea, ela vem desde o berço, desde que eu nasci. Quando passei a ter a consciência, eu já percebi que meu pai era engenheiro, que trabalhava numa empresa de energia, que trabalhava em FURNAS. E que ela era uma das empresas mais importantes do setor elétrico brasileiro. 

Eu passei minha infância, adolescência, início de fase adulta conhecendo FURNAS, pelo meu pai e também por outros parentes, aliás, tenho inúmeros outros parentes, por parte de pai e mãe, que também trabalharam no setor elétrico, e grande parte deles em FURNAS

 Conheço a empresa desde a infância, e certamente esse conhecimento me influenciou para que eu quisesse, tivesse como sonho, como meta, também trabalhar lá. Claro que não basta querer, a gente na vida tem que lutar por aquilo e também tem que ter alguma predestinação, alguma vocação. Eu nasci vocacionado para engenharia e, como meu pai, tenho dois irmãos, um médico e um advogado. Segui pros lados da engenharia, como meu pai, e com isso, o caminho para FURNAS foi muito natural e desejado. Minha história com a empresa começou assim, há 20 anos, e certamente foi influenciada por essa relação, sanguínea, que tenho com a empresa.

 

Desenho de um círculo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Como nasci no Rio de Janeiro, eu me lembro de alguns episódios no escritório central, indo visitar meu pai na empresa. Eu me lembro de uma ida minha, justamente nesse período do Doutor Camilo, que meu pai foi seu assistente, em que eu conheci o presidente Doutor Camilo. Eu era muito criança, a minha memória é muito vaga, é meio turva, mas eu tenho algum registro, muito precário, mas tenho. 

Meu pai me lembra que o Doutor Camilo me falou: “Olha ali menino, é para lá que todos nós vamos um dia, apontando para o São João Batista”. Eu me lembro desse episódio visitando meu pai e o presidente de FURNAS. 

Lembro também de visitas à usina de Furnas. Eu ia muito durante meu período de engenharia, muito por conta do meu parentesco, um tio meu que trabalhava lá. Eu gostava muito de Passos, sempre gostei de visitar o sul de Minas, Itajubá, Passos, enfim, várias cidades ali. 

Nesses períodos em que eu visitava a usina de Furnas, lembro que ficava esperando meu tio sair para voltarmos juntos, da usina para Passos.  

 

Desenho de um círculo

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A primeira vez que eu vi uma usina foi emocionante.  Eu já estava fazendo engenharia e eu já tinha um pouco de noção da grandeza, noção do que era uma obra de engenharia de verdade.

A gente, ali nas cadeiras universitárias, via tudo num quadro, de giz, naquele tempo ainda era giz e quadro negro. Você via tudo em teoria, em fórmulas, em desenhos, e ali você chega na usina e vê aquelas máquinas gigantescas, fazendo a coisa acontecer, gerando energia, para Minas, pro Brasil. Aquilo foi muito impactante para mim.

Na primeira vez, eu tive a oportunidade de visitar a sala de máquina, de controle, e aquilo foi muito impactante. Eu desconfio que até hoje seria, nunca vai deixar de ser, aliás, às vezes, eu me surpreendo e me espanto quando eu aperto o interruptor e a luz acende, algo que parece um milagre, mas não, isso é obra de muitos e muitos brasileiros, muitas e muitas mentes iluminadas que viabilizaram esse processo, que para gente parece algo absolutamente natural, aperta e acende a luz. A gente que está aí, no dia a dia, sabe o trabalho que dá para viabilizar isso, então, até hoje, às vezes, eu me espanto. Como é que essa coisa funciona? Acho que se eu visitar uma usina hoje, eu vou ter o mesmo espanto que eu tive aos 18 anos de idade.

 

Desenho de um círculo

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Eu sempre atuei muito com comercialização de energia, então, qual é o grande produto de FURNAS? FURNAS gera e transmite energia. Agora, para isso ser monetizado, para isso ter valor, você precisa vender esse produto, é intuitivo as pessoas enxergarem FURNAS como a empresa que gera e transmite, mas talvez não seja tão intuitivo se pensar: “Como que FURNAS vende isso? Como que isso gera dinheiro para FURNAS? Quem paga? Quem é seu cliente? Como é que você transaciona isso no mercado? Que mercado é esse? Onde que eu vendo? Com quem eu procuro para vender? Essa é a atividade de comercialização de energia.

Para você comercializar energia, você precisa ter conhecimentos em diversas áreas, áreas de planejamento energético, que foi aquela área onde eu comecei em FURNAS, porque o planejamento energético é o que vai te dar noções das condições de preço de energia mesmo, condições de disponibilidade de energia, quanto que você tem, quanto que isso vale na sua mão, e também áreas de gestão de risco, áreas de noções contratuais, negociação, administração de contratos, administração de cliente. Eu sempre percorri esse lado da comercialização de energia. 

Em 2011, já com 10 anos de casa, eu me tornei gerente de divisão, divisão de... se eu não me engano, comercialização de energia, era o nome na época. Depois eu substituí, também como gerente divisão, fui substituto de gerente de departamento. Mais tarde, eu virei gerente de departamento de comercialização de energia, depois migrei para o departamento de gerência de risco, de análise de risco, controle de risco, e posteriormente eu voltei para o departamento de comercialização. Comecei a substituir a superintendente, à época, para assumir ocasionalmente a superintendência de comercialização, até que em 2019, em abril, eu assumi a superintendência, só que a superintendência que eu assumi é um pouco mais ampla, ela é uma superintendência de comercialização energia, transmissão e serviços.

A partir de 2019, eu passei a ter contato com um mundo que até então eu não tinha, que era o mundo da comercialização da transmissão, que é um outro negócio de FURNAS. A empresa, hoje, metade da sua receita é transmissão, a outra metade é energia. A minha superintendência, hoje, é responsável por praticamente aferir e gerenciar 100% da receita operacional de FURNAS.

 Nós temos uma gerência de comercialização de transmissão e três gerências de comercialização de energia. Temos também na superintendência, uma área de comercialização de serviços. FURNAS presta também serviços ao mercado, tais como engenharia, fiscalização de obras, segurança de barragens, operação e manutenção, telecomunicações, que é um serviço muito relevante e que vai ganhar cada vez mais relevância e peso na atividade de FURNAS. Há, inclusive, impulso para que essa atividade seja mais valorizada nas empresas Eletrobrás, de uma forma geral, e em FURNAS, especificamente. Tudo isso também é feito nessa minha superintendência atual, esse é o panorama, e um pouquinho do histórico até onde eu cheguei. 

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