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Empoderamento e Liderança Feminina

História de: Santa Regina Zagretti
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 16/07/2021

Sinopse

Santa Regina Zagretti nasceu em Dumont-SP, a 12 quilômetros de Ribeirão Preto, em uma família de imigrantes italianos. Pais tinham uma pequena área de terra em Dumont e toda a família trabalhava no meio Rural. Ao completar 13 anos sua família mudou-se para Ribeirão a fim de melhores condições de estudos. Aos 15 anos começou a trabalhar no comércio; seu primeiro emprego foi na Udular. Por lá ficou por 27 anos. Em 1994 se licenciou da empresa e aceitou cargo no Sindicato dos Empregados do Comércio, que participava desde 1972. Com os desafios no Sindicato e responsabilidade com associados, cursou Direito, ainda que mais velha que a maioria dos calouros. Criação do AEC- Associação dos Empregados do Comércio. Conquistou a importância como dirigente sindical. Dez anos depois assumiu a vice-presidência e depois a presidência do Sindicato. Assumiu a vice-presidência no comitê das mulheres trabalhadora das Américas. Deixa uma mensagem de perseverança e empoderamento de mulheres.

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História completa

          Meu nome é Santa Regina Zagretti. Eu nasci em Dumont, uma cidade bem próxima aqui de Ribeirão Preto, e sou de uma família de imigrantes italianos. Meus pais tinham uma pequena terra lá, e nós trabalhávamos juntos. E aí, num determinando momento, Dumont ficou pequeno e nós viemos pra Ribeirão Preto quando eu tinha 13 anos. Nós éramos em quatro mulheres e dois homens e viemos a Ribeirão Preto para poder estudar melhor, ter uma qualidade de vida melhor.

          Com 15 anos eu já comecei a trabalhar no comércio. Eu tenho muita honra de ter trabalhado na Udular, foi meu primeiro emprego. Na época, eu fazia informação comercial. Isso é bem legal lembrar. Eu buscava e fazia os cadastros das pessoas, ia de loja em loja pedindo informação comercial para ver se aquela pessoa podia ou não ter aquele crédito. Não tinha esse sistema dos dados. E já naquela época, vendo mesmo a dificuldade, vendo a distância, vendo a falta de informação que o trabalhador tinha, o Sindicato dos Empregados do Comércio dava cursos, tinha assistência, tinha concursos, dos quais eu participava.         Mas isso foi em 1972. Aí, em 1976, eu fiz a primeira viagem para Praia Grande, que foi financiada e organizada pelo Sindicato dos Empregados do Comércio, o que despertou muito mais essa proximidade. Eu era associada e frequentava o sindicato. E estudava também. Fizemos o ginásio, depois fizemos o colégio. Eu queria ser professora, cheguei a ministrar aulas, porque eu gostava muito. Mas na própria Udular eu já fui crescendo, trabalhando lá por 27 anos. Eu respondia pela gerência da loja, tanto administrativa, quanto financeira. E aí, em 1979 eu me formei em Administração de Empresa pela Universidade Moura Lacerda. Passei a dar aulas de Estatística à noite e continuei no comércio de dia.

          Em 1981, eu passei a fazer parte da diretoria do sindicato, mas mesmo assim trabalhando no comércio - eu fazia as divulgações do sindicato e participava de todas as reuniões e cursos que eles faziam. Eu fui trabalhando como relações públicas do sindicato, fazendo a divulgação, aproximando pessoas, lançando outras frentes.

          E em 1994, eu fui chamada para entrar efetivamente no sindicado e tive que me licenciar da empresa. Eu vim para o sindicato fazer essa dedicação total, um desafio muito grande – pois a partir da hora em que você tem uma outra responsabilidade, muda a tua visão. Aí eu já fui fazer Direito, já mais velha. Eu me formei e passei no exame da Ordem. Tudo isso foi um grande desafio que o sindicato me trouxe. Eu estava dando uma informação para uma outra pessoa, então eu tinha que ter essa responsabilidade e o conhecimento. E neste momento que nós estamos passando, de pandemia, o desafio é maior, por conta de todos os desempregos, de todas as lutas, mas nós estamos cada vez mais buscando o melhor para o trabalhador.

          Conciliação é o que a gente faz de mais importante. Normalmente a gente chama o empregado aqui, conversa com ele e depois chama o empregador, pra conversar com ele também. Depois, tentamos chamar as duas partes para conciliar.

          A partir da hora em que eu aceitei o cargo de presidente do Comitê de Mulheres aqui da central, da UGT, quando eu aceitei representar as mulheres nacionalmente, logo em seguida eu já fui apresentada para o comitê das mulheres trabalhadoras das Américas. E no mesmo ano em que eu assumi, estava tendo a eleição desse comitê. E aí, quando eu apresentei meu currículo para essa seleção, ele foi aceito de pronto, porque eu já tinha feito um curso superimportante em Turim, pela Organização Internacional do Trabalho. Eu acredito que foi um desafio muito grande, porque eu tive que aprender a falar espanhol - acho que foi uma bela oportunidade.

          Para mim, o que mais encanta no comércio são as pessoas. Quando você vende alguma coisa para a pessoa e imagina aquilo na casa. E eu sempre me transportava para a casa do cliente; porque muitas vezes a família iria se reunir pra curtir a televisão nova, o sofá novo. Essas coisas me encantam.

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