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História

Ele falava: “Sua pele é linda!”

História de: Higor dos Santos Fabri
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 04/11/2021

Sinopse

Higor conta como começou a namorar o Leandro pela internet e da ida a São Paulo para conhecê-lo. Como foi falar para sua família de sua sexualidade e voltar para sua cidade, Santa Mercedes, e construir uma casa com Leandro. E da sua primeira crise de dermatite atópica com o companheiro ao seu lado. Difícil, longa, de duros seis meses de duração. Mas que foi amenizada pelo afeto de seu amor, que falava que sua pele era linda e estava ao seu lado.

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História completa

Eu conheci o Leandro pela internet. Começamos a namorar virtualmente e quando fizemos um mês de relacionamento, fui para São Paulo. Fiquei por volta de quatro ou cinco meses lá e depois fomos pra Dracena. A princípio eu ia para ficar um tempo em São Paulo e depois voltar, mas eu acabei indo e não voltei. Voltei depois de alguns meses, mas com ele junto. Só depois que eu fui para São Paulo que me abri para minha família. Primeiro eu contei para a minha irmã: joguei a bomba para ela e falei: ‘‘Você conta’‘. Aí meu pai me ligou, me questionou porque eu não tinha falado para ele, mas foi bem tranquila a aceitação. Quando a gente chegou, ficou na casa dos meus pais. Só tinha o cômodo que é o salão, mas o Leandro ergueu o banheiro e a gente ficou naquele cômodo com banheiro. Depois fizemos o segundo, que é a sala.

 

Depois eu tive uma crise muito forte. Fiquei seis meses atacado. Durante esse tempo, devo ter saído umas três vezes de casa. Não dava nem para pôr roupa! Eu ficava deitado, sentado dia e noite porque para dormir também não dava. Só dormia quando já estava bem exausto.

 

O corpo coçava bastante, ardia também, eu não conseguia esticar os braços, esticar as pernas porque a pele das dobras tinha praticamente saído. Eu tomava anti-inflamatório para não dar infecção generalizada.

 

Não estava muito bom não. No começo até estava tranquilo porque o máximo de tempo que eu já tinha passado em crise eram três meses, mas quando deu um mês que eu estava praticamente trancado, eu comecei a ficar com o psicológico afetado. Eu falava para o Leandro que eu precisava sair de casa poque já não estava aguentando mais. Aí à noite eu colocava samba canção e saía no terreiro pelo menos para tomar um ar. Foi uma fase bem complicada.

No começo deve ter sido difícil para o Leandro porque até então ele nunca tinha me visto entrar em uma crise, essa foi a primeira vez e durou seis meses. Ele que fazia tudo praticamente. Eu acho que bastante disso me marcou, porque depois que a gente se mudou, a gente começou a andar sozinho.

 

Em momentos durante a crise, ele falava que me amava muito e que minha pele era linda. Foi o que mais marcou!

 



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