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Educação, um caminho de transformação

História de: Wesley Braga Chaves
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 03/03/2020

Sinopse

Da inadaptação escolar ao exemplo de como a educação enseja transformações, Wesley Braga Chaves, natural de Rio Branco, no Acre, conta uma história de vida com destaque para o que o Poronga, o Telecurso no Acre, significou para ele. Da infância conserva boas recordações e da vida escolar, assim como da adolescência, tem a reconhecer certos descaminhos que, na verdade, representaram os seus maiores desafios, dentre eles a frustração da primeira repetência, no sexto ano. A escola, por sua vez, já não lhe interessava mais e não encontrava nela meios de superar as suas dificuldades. Mas, felizmente, também tem a registrar a transformação obtida por meio do Telecurso, seja no aspecto do estudo, seja em relação à socialização e à responsabilidade. O Memorial, a dedicação docente e a metodologia diferenciada, no seu conjunto, representaram a superação dos seus maiores desafios. Por isso, atribui ao projeto Poronga o que hoje é, o que hoje faz e o que sonha para o futuro: a graduação em Educação Física e novas conquistas pessoais. Pretende levar o Telecurso para sempre com ele, aonde for.

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História completa

Sou do Acre. Nasci em Rio Branco no dia 29 de agosto de 1996. Meu nome é Wesley Braga Chaves. As primeiras lembranças são aquelas de brincadeiras com a minha irmã - no quintal, na rede. Também de ir pescar com o meu pai e dos cuidados de minha avó - cuidava da gente quando minha mãe não podia. Outra lembrança, já por volta dos cinco anos, é de um bosque que havia perto do bairro para onde mudamos; as brincadeiras de todas as tardes.

 

Da escola lembro bem do primeiro dia: eu chorando, como quase toda criança, porque queria voltar para casa, para minha mãe; não queria ficar ali. E também dos tempos difíceis do ensino fundamental, que pela minha inadaptação com a escola, influenciava o meu comportamento: todo dia pulando o muro, na hora do intervalo, para jogar videogame. O caderno ficava sobre a cadeira, eu estava longe, perdendo aula. Resultado: duas reprovações - uma na sexta e outra na oitava série.

 

Então minha mãe foi renovar a minha matrícula - novamente a oitava série. E foi nesse dia que o Poronga, como o Telecurso é chamado no Acre, entrou em minha vida, atravessou o meu caminho, promovendo incríveis transformações. Desviou o curso dos acontecimentos que comprometiam a minha vida de estudante e mesmo o meu futuro. Hoje eu olho para esse passado relativamente recente e vejo o Poronga como um caminho de transformação, que literalmente promoveu um resgate. A professora, veja só, ia na minha casa me buscar para eu assistir aula; quer dizer, algo inusitado que me tocou profundamente. Isso foi o começo da minha transformação, a interrupção do meu afastamento da escola, o retorno do meu interesse pela atividade escolar. Uma experiência positiva que eu comecei a sentir, a viver também pelo que eu encontrei em sala de aula. Ou seja, a participação de um aprender junto, desde a disposição das carteiras em círculo; a sistemática de uma disciplina por dia, ao invés de ‘n’ disciplinas com quarenta, quarenta e cinco minutos de duração, cada; os trabalhos em grupo, as equipes de Socialização, de Coordenação, de Avaliação e de Síntese. E a nossa participação direta em cada uma dessas equipes.

 

Eu passei a me interessar. A transformação maior foi querer ser alguém.

 

De fato, com a Metodologia Telessala e as teleaulas veio a vontade de assistir e participar intensamente daquela experiência em que havia aprendizagem, realmente. E muito por conta da dedicação da professora, do tempo disponível para ensinar, repetir, elucidar, explicar, numa verdadeira construção do conhecimento. O gosto por estar na escola, na sala de aula, com os colegas, em meio a trabalhos, atividades, participações e projetos. A importância para a vida, da socialização. E para o mercado de trabalho. E era inevitável a comparação com o ensino regular. Lá era bom, mas foi fácil eu perder o interesse. Aqui, no Telecurso, pelo contrário, eu recuperei o interesse, o desejo de aprender, de estar em sala de aula.

Vale mencionar uma prática essencial para toda essa transformação: o Memorial. Para mim significava uma relação direta com a professora; entre as minhas dificuldades de aprendizagem e a orientação para superá-las. Mas, sobretudo, um espaço para o desabafo de nossos problemas, nossas angústias, nossos dramas pessoais, revelando, por parte da minha professora, um envolvimento com o ser humano. Algo que transcendia a relação professor-estudante; repleto de carinho, de atenção, de cuidados, de respeito, de apoio, de conselhos, de orientação. E foi assim, por me sentir acolhido sobretudo, que eu fui retomando o meu interesse pela escola. O Telecurso me ajudou a seguir uma trajetória de transformação ampla, não só escolar mas como indivíduo; de conquistas e de realizações: o emprego, o casamento, a constituição de uma família, o lar, a filha. E, ao seu tempo, será responsável também pela concretização de um sonho antigo: a graduação em Educação Física, que sempre foi o que almejei.

 

“(...) O Telecurso representa muito na minha vida. Uma coisa que eu sempre vou levar comigo para aonde eu for.”

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