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História

Dos seguros aos shows

História de: José Carlos Rubino
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 13/10/2013

Sinopse

A entrevista de José Carlos Rubino foi gravada pelo Programa Conte Sua História no dia 04 de julho de 2013 no estúdio do Museu da Pessoa, e faz parte do projeto "Aproximando Pessoas - Conte Sua História". José, descendente de italianos é uma pessoa muito alegre e bem disposta, como ele mesmo se denomina um "brincalhão". Conta uma história entre trabalhar na corretora de seguros e seu gosto pela rádio, além de também estar sempre envolvido com músicas e shows.

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História completa

Os avós paternos, os dois, chamados de nonno e nonna nasceram na Itália, vieram pra cá por volta de 1899, por aí, e já se radicaram direto. Se conheceram aqui, por sinal, por incrível que pareça. Os filhos todos nasceram aqui. Em 1910, por aí, já tinham propriedades no centro da cidade, na Rua Riachuelo, Quintino Bocaiúva Meu pai também nasceu na capital, nesse mesmo local onde eles tinham negócio Meus pais moravam na Vila Sarzeda. Eu sou filho único, nasci numa casa de vilinha. Era uma casa térrea, simples, da época. Nem sei agora como está porque foi modificada tanta coisa na cidade. Foi ali, no fundo dessa vila que hoje virou um terreno do Tribunal de Justiça. Não sei qual é a utilização que eles têm lá. Acho que as casas, inclusive, poucas devem existir ou nem existem mais. Lai era um ambiente que parecia interior, um ambiente sossegado, tranquilo, todo mundo se conhecia porque pouca gente morava ali no local e todo mundo descendente de italiano. Eu gostava de programa musical, programa humorístico principalmente, eu gosto muito de humorismo, então, admirava os humoristas da época, Jararaca e Ratinho, PRK-30 que era um programa tradicional de toda. Então isso foi uma das coisas, características que eu sempre gostei de apreciar. Já na adolescência ia ao cinema. Tinha um cinema perto de casa, dois cinemas, um na São Joaquim e outro na Praça Almeida Júnior, que chamava Largo São Paulo, era o Teatro São Paulo, onde passa hoje a ligação leste-oeste. Acontece que ali eram os locais mais frequentados por um pessoal mais de respeito, não via esse ambiente que a gente tá vivendo. Ainda novo fui trabalhar numa agência de turismo, na Splinter, na Rua Barão de Itapetininga, número 111. Ali já comecei a conhecer. Eu queria fazer Jornalismo, que era meu objetivo. No que eu estava no jornal fazendo reportagem, trabalhando com o Ignácio de Loyola Brandão, inclusive, que foi um mestre, é um gênio no jornalismo. E apareceu, de uma hora pra outra, a minha ideia de procurar uma agência que eu tinha deixado meu nome lá há algum tempo. Chego lá na agência de emprego e tinha um emprego numa companhia de seguros. Ainda era fim de tarde. Já me entrevistaram, perguntaram, fizeram o teste: “Pode começar segunda-feira?”. Eu falei: “Pô”. Porque no jornalismo foi a mesma coisa. Quando eu comecei na companhia de seguros eu tive que largar o jornal. Como eu ia fazer as duas coisas? Meu serviço era externo, chamava Inspetor de Risco. Depois que eu passei pro outro cargo, fui subindo, melhorando, até durar cinco anos, daí eu já estava no limite, porque eu nunca fui de receber ordem, gostava muito de ser livre. Aí como via a possibilidade de ser corretor junto como funcionário, aí eu pensei em deixar de ser funcionário, fiz um acordo e fiquei só como corretor, como autônomo. Aí veio uma regulamentação em 64, um decreto do João Goulart que foi presidente, e aí fui obrigado a regulamentar a situação. A opção era: ou era funcionário ou era corretor, as duas coisas não podiam ser juntas. Eliminou um lado e tive que ser regulamentado como corretor. Aí tirei documentação como ditava a lei, que foi feita nessa época, em 64, na época da revolução. E só em 66 que eu consegui oficialização documentada de corretor de seguros, com diploma. E depois a minha vida se enveredou para a parte de locução e produção de shows, a parte artística mesmo, que eu fiz por muito tempo, mais com o pessoal veterano e que abandonei só quando não dava mais para seguir. Então hoje eu trabalho como autônomo.

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