Busca avançada



Criar

História

Mas bah, tchê! Tu é baiano?

História de: Nickson Kleber Cordeiro de Almeida
Autor: Nathalia Kerkhoven
Publicado em: 22/09/2016

Sinopse

Nickson Kleber Cordeiro de Almeida teve uma história digna de um livro que ele ainda pretende escrever em autobiografia. Kleber gosta de ler e escrever poemas. Baiano viajante que se encontrou na terra dos pampas, tornando-se um “baita gaudério”.

Por: Desirée Ferreira da Cunha e Nathalia Kerkhoven

Tags

História completa

- A jornada na Bahia e a chegada nos Pampas


Nickson Kleber Cordeiro de Almeida, nascido em Salvador/Bahia, teve uma história de vida complexa. Ao começarmos a entrevista, ele quis de verdade contar e nos mostrar passo a passo de sua jornada. Um menino novo que havia passado por coisas difíceis, hoje está feliz e não quer saber de ir embora do RS. 

 

Abandonado pelo pai, que desconhece até o nome, antes mesmo do seu nascimento e pela mãe, Neisa Clei Cordeiro de Almeida, com apenas 18 dias de vida, foi criado pela sua avó materna, Maria da Glória Rosa da Silva, até seus 14 anos de idade.

 

Em 2011, Nickson foi para o Rio Grande do Sul a passeio e com o intuito de visitar sua mãe, na cidade de Tupanciretã, onde permaneceu exato um ano.  Junto de sua tia e prima, conheceu as cidades de Sapucaia e Canoas e passado um tempo, decidiram vir e residir na Capital, Porto Alegre.

 

A partir de então, ao conhecer a tradição gaúcha, o menino começou a se descobrir e ver um sentido na vida. Foi através desse contato com o Rio Grande do Sul que o rapaz, com 18 anos de vida, teve sua primeira relação com uma figura paterna: Sr. Ricardo, da família Liscano. Esta família não mediu esforços para acolhê-lo e fizeram isso muito bem, "adotando-o" como filho.  

 

- A sintonia com a tradição

 

Através de um passeio pela capital junto de um amigo no ano de 2015, Nickson visitou o Acampamento Farroupilha onde encontrou o piquete “Tradição e Glória” que foi a ligação entre ele e Paulo Ricardo Rodrigues, seu pai por consideração, que explica essa relação:

 

- Ele me viu tocar violão e se aquerenciou. Claro que não vou colocar uma pessoa que eu não conheço para dentro da minha casa sem investigar, ele foi visitar a minha casa e há seis meses temos convivido mais próximos, como uma família.

 

Hoje com 19 anos, técnico de informática, Nickson se denomina gaúcho e apaixonado pela tradição, declarando não ser baiano, só ter nascido no lugar errado. Mesmo tendo conhecido outros estados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, nunca sentiu vontade de ficar, pois afirma ser aventureiro e que o calor do Sul é diferente.

 

Atualmente, o rapaz mantém contato com a família materna apenas por Redes Sociais, já fazendo parte da família Liscano e deixa um recado:

- O bom da vida é ser feliz. Se não é para ser, não vale a pena viver. Acho que todo ser humano deve buscar na vida um objetivo maior, se não está contente com aquilo, procure algo que te faça feliz. A mudança é sempre bem-vinda.

Ver Tudo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+