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Diógenes Pereira da Fonseca

História de: Diógenes Pereira da Fonseca
Autor: Memória Local na Escola - Bom Jesus e Currais, 2015
Publicado em: 15/11/2015

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Escola Municipal João Pedro da Fonseca Professora: Érica Depoente: Sr. Diógenes A infância Sua infância foi sofrida porque nesse tempo trabalhava muito, começou a trabalhar com 10 anos de idade, tinha pouco tempo para brincar, mas, de vez em quando fugia para casa dos amigos. Foi uma época muito difícil, pois, sua mãe teve sete filhos. Todos tinham que ser sustentado pelo trabalho do seu pai na roça. Por isso seu pai José Mariano, a quem ele é muito grato, os colocava para trabalhar junto com ele. Ele se recorda do trabalho na roça com seu pai e seus outros irmãos Júlio e Paulo. Todos os dias acordavam bem cedo, quebravam o jejum, amolavam as enxadas e quando o sol raiava saíam todos para a roça que era um pouco longe, caminhavam por meia hora até chegarem à plantação de mandioca, arroz, milho e feijão - fonte de sustento para toda a família. Embora cheio de trabalho para fazer, ele arrumava um tempo para brincar de cavalo de Pau feito por ele mesmo com talos de buriti todo equipado com rédia e tudo! Brincava com seu amigo Valmir dizendo que era vaqueiro; brincava também de peteca, pião e bola. Ele sempre morou no Piripiri onde foi criado, se divertia muito com seus amigos, mais seu pai era um pouco controlador, pois, às vezes não o deixava sair de casa, uma casinha de taipa e palha lá no alto. Naquela época filho respeitava pai. Lembra que nunca frequentou uma escola pública. O professor era pago pelas famílias, o nome dele era Fernando Dias da Silva, ainda se faz presente na memória do Sr. Diógenes. Profissão Seu Diógenes tinha a carpintaria por profissão, era muito puxado trabalhava até o anoitecer. Seu primeiro emprego foi em Brasília onde trabalhou fichado durante dez anos. No retorno para Bom Jesus, trabalhou também de pedreiro. Namoro e Casamento O namoro era devagar, naquele tempo não podia chegar perto da namorada porque os pais brigavam. O namoro era escondido dos pais dela e por isso ele teve que casar no cartório. Só pessoas da família participaram do casamento, muito simples, de roupas normais, não houve festa porque não tiveram tempo. Nascimento do primeiro filho No dia do nascimento do seu primeiro filho ele estava distante, em Brasília, foi um mistura de sentimentos, feliz com o nascimento do filho, mas triste por está distante e não poder vivenciar este momento. Mas teve muita alegria ao saber que ele havia nascido, revelou ainda ter muito prazer em ser pai, foi muito emocionante, pulou de alegria. Vida atual Hoje o Sr. Diógenes vive muito bem na comunidade Piripiri junto com sua mulher e seu filho, e termina sua história dizendo que sente saudade do tempo que os filhos respeitavam os pais... (Texto coletivo produzido pelos alunos do 7º da escola municipal João Pedro da Fonseca)

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