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Devagar e sempre, a gente chega lá

História de: Leandro Henrique de Souza
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 17/09/2004

Sinopse

Eu tenho muito medo de perder a minha família, de não conseguir realizar meus sonhos, que são conseguir ter uma boa profissão e ver minha família feliz. Uma frase que eu acho que é muito importante, principalmente para os “apressadinhos” (como eu, por exemplo), é a seguinte: “DEVAGAR E SEMPRE, A GENTE CHEGA LÁ”

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História completa

Meu nome é Leandro Henrique de Souza, nasci no dia 6 de junho de 1989, no Hospital Sepaco, na Vila Mariana – cidade de São Paulo. Eu sempre morei aqui em Heliópolis. O nome da minha mãe é Teresa Silva de Souza, e o nome do meu pai é Wilson de Souza. A minha infância foi muito boa, eu morava em uma viela, a rua era uma espécie de quintal, onde todos os meus amigos se reuniam para brincar. Em relação a passar dificuldades como fome, eu nunca passei por isso, graças a Deus. As brincadeiras que eu mais gostava eram esconde-esconde e pega-pega. Um fato muito engraçado que eu me lembro da minha infância foi quando o meu cachorro caiu da segunda laje da minha casa, eu achei engraçado porque ao invés do meu cachorro ficar caído, ele ainda conseguiu se levantar e saiu correndo.

A casa em que eu morei na minha infância passou por várias mudanças, quando eu nasci ela era bem simples, de telha, e quando eu fiz uns 7 anos de idade, ela começou a mudar, hoje ela é um sobrado, e quem mora lá atualmente é o meu irmão, com sua mulher e suas duas filhas. Quando eu passei pela transição da minha infância para a minha adolescência, senti uma transformaçãos muito grande, muitas responsabilidades apareceram, muitos compromissos etc. Eu tenho 2 irmãos, que moram comigo, e um irmão, que mora na casa que eu morava antes. A rotina na minha casa é muito corrida de manhã e à noite, de tarde é tranqüila, de manhã, eu vou para a escola e minhas irmãs vão para o serviço, na hora do almoço eu chego e minha sobrinha vai para a escola. Na hora do jantar, minha sobrinha chega da escola e o meu irmão chega do serviço.

Eu tenho um grupo de amigos, os da escola, da rua e agora os amigos daqui da sede. Eu não sou muito de sair, eu me divirto com os meus amigos durante a educação física, na escola: a gente conversa, joga dominó, baralho etc. Eu não pratico um esporte específico. Os lugares que eu freqüento são a escola, a sede e, dificilmente, vou para algum outro lugar. Eu não sou muito de namoro sério, eu sou mais de “ficar”. A primeira menina que eu fiquei eu tinha dez anos de idade, foi no Museu do Ipiranga, nesse dia também aconteceu o meu primeiro beijo; esse beijo foi uma experiência legal, não foi um “horror” como a maioria dos primeiros beijos, a única coisa chata que aconteceu foi que no final do passeio a menina terminou comigo porque falou que eu não sabia beijar.

Eu nunca trabalhei, mas já pensei em seguir várias carreiras, como arquitetura, administração, técnico de informática; agora o que está mais perto e o que eu mais desejo é ser técnico de informática, caso eu faça alguma faculdade um dia, pretendo fazer arquitetura e, quem sabe, seguir essas duas profissões. A escola influenciou em pouca coisa na minha escolha em relação a profissão que pretendo seguir, a única coisa que me ajudou foi que lá tinham computadores, por isso eu comecei a ter contato com o computador desde quando eu estava na 1ª série, com seis anos de idade. Uma lembrança marcante que eu tive nessa escola foi quando eu quebrei a minha perna esquerda disputando com meus amigos quem pulava mais alto da escada (fiquei uma semana sem ir para a escola). Um fato que me marcou na comunidade foi quando eu mudei de casa, apesar de não ter ido para muito longe, perdi um pouco de contato com meus amigos mais antigos. Eu tenho muito medo de perder a minha família, de não conseguir realizar meus sonhos que são conseguir ter uma boa profissão e ver minha família feliz. Uma frase que eu acho que é muito importante, principalmente para os “apressadinhos” (como eu, por exemplo), é a seguinte: “DEVAGAR E SEMPRE, A GENTE CHEGA LÁ”.

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