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História

Determinação e certeza fazem o caminho

História de: Ana Paula Alves Rodrigues
Autor: Curso Matemática UEMG/Divinópolis
Publicado em: 14/08/2017

Sinopse

Memória e história da professora Ana Paula Alves Rodrigues apresentada à estudante Beatriz de Castro Simões do 1o período do Curso de Licenciatura em Matemática da UEMG/Divinópolis/MG

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História completa

Entrevistadora: Beatriz de Castro Simões Entrevistada: Ana Paula Alves Rodrigues Beatriz: nome completo, quando e onde nasceu Ana Paula: Ana Paula Alves Rodrigues, eu nasci em Carmo do Cajuru em 1983. Beatriz: nome de seus pais, avós e profissão. Ana Paula: meu pai se chama Geraldo Alves Pereira, minha mãe Maria Aparecida Rodrigues Pereira. Minha profissão? Beatriz: hum rum Ana Paula: minha, eu sou professora. Beatriz: é... Qual era sua rotina na infância e brincadeiras preferidas? Ana Paula: minha infância? Huum, deixa eu pensar (sussurrado).... A eu gostava de brincar com os amigos, na minha época né, (risos), é a gente brincava muito na rua, é de queimadas, de esconde-esconde né, sempre assim as brincadeiras que envolvia muita gente, muita criança. Beatriz: qual foi sua motivação para se tornar professor? Ana Paula: a facilidade em matemática, e eu gostava muito de tudo relacionado à matemática. Beatriz: é você teve algum professor que te fez querer se tornar ser um professor diferente, ou melhor? Ana Paula: sim, não na área da matemática, mas eu tive professores que me incentivaram a ser professora. Beatriz: huum, qual foi sua formação? Qual era? Ana Paula: eu tenho licenciatura em matemática e eu tenho um pós em supervisão, orientação e inspeção escolar. Beatriz: descreva como foi sua experiência no ensino superior. Ana Paula: é, no ensino superior eu tive muitos contatos com pessoas que já trabalhavam na área, né, como professora e assim, eu vi que tinha muita gente como eu, que não tinha experiência né em ser professora, na licenciatura, na docência. Beatriz: como foi seu primeiro contato na sala de aula? Foi o que você esperava? Ana Paula: muito nervosa, (risos), é o primeiro contato assim, a gente fica muito ansiosa para ter, mas com muito receio né, se aquilo ali vai ser como esperava, e se você vai dar conta do que é te proposto ali dentro da sala de aula. Beatriz: o que você mudaria na sua vida profissional? Ana Paula: vida profissional (sussurrando). Na minha vida profissional, eu teria que mudar o sistema de ensino. Eu acho que hoje, o ensino, o governo impõe para gente um sistema muito difícil de ser trabalhado, principalmente pelo fato se não se poder reprovar um aluno hoje, eu acho que isso perde um pouco da identidade da educação. Então tem aluno que vai pra escola obrigado, tem aluno que vai por causa de bolsa família, que recebe e tem que ter presença, então assim àqueles que realmente vão para dedicar, pra poder ter o conhecimento, pra poder ter um ensino superior eles ficam muito prejudicados. Então assim a gente como professor, a gente tem que ter um jogo de cintura muito grande em conseguir é... separar estes alunos de forma que aqueles que realmente querem, não sejam prejudicados. Então assim né, eu tento sempre me esforçar pra que nenhum deles fique prejudicado, na forma do conhecimento diante da dificuldade que sistema que impõe pra gente. Beatriz: quando você decidiu que realmente queria se tornar professor? Ana Paula: quando? Beatriz: hum rum Ana Paula: foi assim que eu formei o ensino médio, a minha dúvida era fazer entre ciências contábeis e ser professora, dentro da profissão de professor ou seria física ou matemática. Mais a... a minha facilidade sempre foi mais matemática e eu optei por matemática. Beatriz: como você se mantem atualizado com relação à aula? Ana Paula: eu procuro relacionar tudo do cotidiano, a vivência do aluno, sempre associar o conhecimento ali da matéria com o que se vive, pra poder facilitar á aprendizagem. Beatriz: qual seu visual e atitude diante dos alunos? Ana Paula: eu tento ser o mais profissional possível e ao mesmo tempo amiga; eu nunca entro numa sala como se eu fosse à autoridade máxima, que ali só eu que mando, e só eu que sei tudo, pelo contrário, eu falo com meus alunos eu sou a professora, vou ensinar, mais eu não sei tudo, eu estou ali pra poder transmitir conhecimento, eu aprendo com eles e eles aprendem comigo. Beatriz: como você elabora suas provas e como é a estética delas? Ana Paula: é, as provas elas sempre têm que ter um cabeçalho né, com o emblema da escola, tem que ter um conteúdo que você está abrangendo, a habilidade, ou seja, qual que é o objetivo ali do aluno diante daquela matéria e sempre tentar contextualizar isso né, não dar só aquele verdadeiro ou falso, aquele complete a lacuna né, sempre fazer com que o aluno raciocine pra poder resolver a atividade. Beatriz: teve algo que algum aluno te falou que te fez mudar enquanto profissional? Ana Paula: sim, até mesmo a forma de ensinar. Já tive situações onde que eu ensinava uma matéria de uma forma e um aluno me mostrou uma outra forma de explicar a matéria, de ensinar ela, onde a aprendizagem foi maior e é a que eu utilizo hoje. Beatriz: você já pensou em desistir de ser professora por algum motivo? Ana Paula: diante de tanta dificuldade, eu gosto, mesmo assim eu gosto é...né porque na sala de aula a gente encontra de tudo: alunos que tem dificuldade, alunos que já tem facilidade, alunos que não querem, alunos que tem problemas familiares, alunos com problemas de disciplina... mas é eu trabalho por amor, eu falo que a profissão de professor se você não tiver amor você não persiste nela. Beatriz: é... pensa em dar aula até se aposentar? Ana Paula: sim, se eu conseguir né (risos), com essa mudança das leis agora professor teria que ficar na escola até 60 anos, imagina uma velinha de 60 anos na sala de aula, então... Beatriz: sua primeira escolha era ser professor de matemática? Ana Paula: hum.. não, não sei, na época eu tinha dúvida né entre a profissão de ciências contábeis e a profissão de professora, portanto, durante o período em que eu estudei é como eu tinha que pagar minha faculdade então eu comecei a trabalhar em escritório de contabilidade. Então eu tentava conciliar o escritório com a escola, aí só depois que eu formei, que eu passei num concurso que aí realmente eu me dediquei exclusivamente à docência. Beatriz: você tem algum sonho que ainda tem vontade de realizar? Ana Paula: Sim, eu tenho o sonho de estudar mais, de poder ser professora de uma escola de... de escola federal, mas não sei se vou conseguir fazer isso mais não, a idade já não tá permitindo (risos)
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