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História

Desenvolvimento sustentável aliado à agricultura familiar

História de: Tárcio Randel da Silva Pessoa Rodrigues
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 27/07/2008

Sinopse

Em seu depoimento, Tárcio Randel narra o surgimento da Agência Mandala, no ano de 2003, e como se deu seu crescimento nos anos iniciais do século XXI. Narra o importante trabalho que a Mandala realiza fazendo a ponte entre os agricultores rurais e organizações sociais fundamentadas no princípio de desenvolvimento sustentável. Por fim, destaca o papel essencial que, tanto o setor empresarial quanto às políticas públicas, possuem no combate a destruição ambiental e desigualdade social presente no Brasil e no mundo.

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História completa

IDENTIFICAÇÃO Meu nome é Tarcio Randel da Silva Pessoa Rodrigues. Nasci em Cuité, na Paraíba, em 20 de janeiro de 1977. ATIVIDADE ATUAL Eu trabalho na Agência Mandala, uma organização da sociedade civil que é do interesse público, uma OSCIP com sede em João Pessoa. Sou diretor de estratégias da organização e um dos fundadores da Mandala. Nós trabalhamos com a missão de transformar a agricultura familiar em negócio sustentável, e com a idéia de trabalhar capacitando o campo pra produzir e educando a cidade pra consumir. Nós fundamos esta organização em 2003 com a idéia de difundir um conceito de desenvolvimento com sustentabilidade, tratando pessoas como pessoas, tratando os agricultores familiares como indivíduos que tem sonhos e aspirações e que merecem uma vida melhor. Nós éramos um grupo de estudantes que saindo da Universidade Federal da Paraíba, ou de universidades localizadas no Estado, que nos conhecemos dentro do movimento empresa júnior. A partir de algumas ações de consultoria nós percebemos que era interessante um trabalho social com orientação do nosso coordenador, hoje coordenador da Agência Mandala, o Ivo Pessoa. E aí a coisa foi acontecendo. Nós criamos a associação, em janeiro de 2003, fui me envolvendo com as atividades da Mandala, e a proporção das ações foram crescendo; hoje, trabalho integralmente com a Agência Mandala que é uma coisa envolvente, muito satisfatória e bastante empolgante. A Mandala é um sistema de produção, integrado que em pouco espaço, espaço bem reduzido, com a utilização de pouca água, nós trabalhamos a implementação de até 60 culturas vegetais, até 10 espécies de pequenos animais e até 450 fruteiras diversificadas, que em harmonia produzem alimentação para uma família padrão de 5, 6 pessoas. Cada Mandala consegue produzir alimentação para famílias urbanas, 10 ou 20 famílias urbanas; aí depende do planejamento produtivo da Mandala e da capacidade de produção das famílias. Mas a idéia, a razão de produção é de uma família no campo alimentando mais 10 na cidade, ou mais 20 através dessa lógica de produção integrada. A Mandala é um conceito representado através de um sistema de produção que passou a variar. Hoje, nós temos diversos formatos de produção, saiu da forma circulação e entrou em processos piramidais utilizando muito pouca terra e muito pouca água, processo de criação de peixes, enfim, uma série de tecnologias sustentáveis que são amparadas em sobre um conceito que tem como base a harmonização dos elementos, a maximização de conexões funcionais entre os elementos que formam o sistemas e o equilíbrio, a busca de um balanço energético do sistema através de um equilibro entre inputs e outputs do próprio sistema. Foi engraçada essa idéia da difusão porque quando nós fundamos, em 2003, a Mandala e quando falávamos em Mandala era meio que falar uma coisa que pra nós era óbvia. Mas, as pessoas não conseguiam entender, geralmente falavam: “Como Mandala? Como circular. Como um espaço de uma coisa tão pequena pode produzir alimento para uma família e pra mais famílias na cidade?” E aí a nossa estratégia inicial foi participar de concursos pra divulgação da Mandala e do conceito. Passamos a participar do que existia de concursos do terceiro setor pra tentar fazer com que a coisa fosse conhecida. A estratégia era de forma pontual, implantar Mandalas nos diversos estados do Brasil. Então nós fizemos isso em 2003, 2004, 2005. Depois, passamos a receber uma demanda incrível de pessoas do Brasil todo, até de fora do Brasil, interessadas em conhecer a Mandala, interessadas em ter uma Mandala, e nós percebemos que era possível pra Agência Mandala criar uma estrutura que conseguisse atender essa demanda. E aí se começou a pensar internamente em como resolver este problema, como você conseguir replicar esse conceito e manter a essência de alguns pontos que são fundamentais como custo baixo, a idéia da transformação social, a capacidade de envolvimento das famílias. Nós pensamos em algumas ferramentas e surgiu a possibilidade de trabalhar com o modelo de franquias, com foco em franquias sociais. No segundo semestre de 2005, nós participamos de um prêmio com a Ashoka, que é o prêmio Ashoka McKinsey de negócios sociais. Durante seis meses, nós participamos de diversas etapas com consultores da McKinsey pra desenvolver um plano de negócio que gerasse a capacidade de expansão da Mandala. Daí surgiu a estratégia da franquia social, que a partir de então nós começamos a implantar e que funciona de forma bastante simples. O que nós pensamos dói o seguinte: se a Agência Mandala trabalha com agricultura familiar aqui, outras diversas organizações também trabalham com agricultura familiar e nós temos objetivos convergentes aos objetivos dessas organizações, seria, no mínimo, irracional tentar criar estrutura pra trabalhar onde essas organizações trabalham. A idéia foi deixar de trabalhar na ponta, trabalhar digamos assim no varejo, e passar a trabalhar no atacado, fazendo parcerias com as organizações sociais que já tem um pouco de experiência, que já tem estrutura montada nas regiões e conhecem profundamente a realidade socioeconômica, ambiental e cultural das áreas a serem trabalhadas. Passamos a identificar essas organizações e aquelas que pudessem receber todo o know-how da Agência Mandala. A partir daí, elas passarem a operar a implementação sobre a supervisão e o acompanhamento da Agência Mandala pra manter um padrão, que é observado no processo. E nós passamos a desenvolver o aprimoramento das tecnologias e a desenvolver um processo de pesquisa e desenvolvimento constante pra formação de agentes de difusão. É nessa fase que estamos hoje. A idéia é criar uma rede, de capilaridade pra conseguir chegar até nosso público-alvo. São hoje cerca de cinco milhões de famílias que vivem na agricultura familiar; queremos chegar até essas famílias e garantir uma assistência técnica, passando pras organizações parceiras todo o know-how que a Agência Mandala acumulou e vem acumulando ao longo dos anos. E percebemos também que existe um movimento crescente de busca de investimento social privado por parte das empresas que trabalham com a responsabilidade socioempresarial e pensamos: “Ora, se nós criarmos uma rede com capilaridade e com uma estratégia de gerenciamento que se paute por resultados e por transparência, facilitaria muito a captação de parceiros junto ao empresariado”. Isso é extremamente complicado pras pequenas organizações ou pras organizações que trabalham na base. Então a idéia é criar pontes. A Agência Mandala com a idéia de franquia e o desenvolvimento de uma estratégia de tecer pontes entre organizações sociais, entre comunidades rurais, entre empresas e governos também. A idéia é criar uma ferramenta que viabilize a difusão do nosso conceito de desenvolvimento, criando o que nós chamamos de teia de alimentação de rede sociais, trabalhando em cima do potencial do que já existe e que é desenvolvido nas comunidades; é também fazer com que seja mais fácil a replicabilidade do conceito Mandala de desenvolvimento. Quando nós iniciamos um trabalho numa comunidade, o primeiro ponto é fazer uma ambiência processual, é adaptar o processo ao ambiente. Nós temos dentro da Agência Mandala uma concepção eminentemente organicista de ações. Então a idéia é que a sociedade funcione como um ser vivo e as atividades que vão ser trabalhadas em determinadas comunidades já devem ser adaptadas àquela comunidade. Se não for feito dessa forma, o insucesso estará quase garantido. Nós identificamos as principais características dessas comunidades e a partir daí passamos a desenhar o processo específico pra essa localidade. O primeiro ponto da Mandala, o primeiro objetivo, é você produzir alimentação pra suprir as demandas nutricionais básicas de uma família. Ora, nós sabemos que precisamos de dois mil e 300 a três mil quilocalorias pra manter o nosso balanço nutricional, pra transformar essa capacidade nutricional em, digamos, combustível para o nosso corpo. Isso custa, hoje, por pessoa, em torno de 150 Reais Uma família média brasileira tem cinco pessoas, então são necessários, no mínimo, 700 Reais por família pra manter o balanço nutricional. O que é observado? 70 a 75% das pessoas que buscam o sistema público de saúde não o acessariam se tivessem a sua alimentação adequada e boas práticas de higiene. Nós percebemos que o problema da saúde é conseqüência de um problema de desnutrição crônica que afeta os brasileiros. Inicialmente, nós buscamos produzir alimentação, da família; o primeiro mercado a ser conquistado é o mercado da família. Implantamos uma Mandala e iniciamos as estratégias de produção pra que essa família se alimente daquela Mandala. Se conseguirmos isso, entramos num processo equilibrado, onde a Mandala alimenta a família e a família alimenta a Mandala, porque nós quebramos um paradigma de produção: todos os produtos que vêm da Mandala são orgânicos e se tem uma sustentabilidade intrínseca ao sistema. Então se nós criamos um sistema equilibrado o que nós vamos comercializar é expurgo do sistema; teoricamente nós comercializamos o lixo. E nós colocamos no mercado produtos orgânicos competindo em preço com agroquímicos, que é outro paradigma que nós buscamos quebrar é que produto orgânico não é feito, ou não deve ser um produto pra classe A e B; produto orgânico pode ser acessado por qualquer pessoa que queira comprar alimentos saudáveis. Com esse formato harmonizado e equilibrado nós conseguimos produzir o orgânico com valor baixo. Depois, entra a segunda estratégia que é a de comercialização conjunta. Nós criamos uma marca que vai funcionar como um selo: chamamos de Produtos Mandala, todos os produtos que são adventos das ações da franquia social da Agência Mandala. Eles virão com essa rotulagem, que é a idéia de um produto ambientalmente correto e socialmente responsável, e passa a ser comercializado de forma conjunta: são criadas associações de produtores e aí nós estamos desenvolvendo diversas ferramentas de escoamento dessa produção pra que o agricultor consiga produzir e que as pessoas na cidade consigam consumir pagando um preço justo. INSTITUTO ETHOS Primeiros contatos O Instituto Ethos é uma referência nacional em responsabilidade social e empresarial. Na época da faculdade, eu lembro que o Instituto Ethos pra gente era referência. Ele estava bem no início - o Ethos tem 10 anos de fundação; era início dessa discussão e sempre foi referência. Nós sempre buscávamos as publicações do Ethos, buscamos acompanhar o que surgia nas discussões através dos sites, através de contatos com as pessoas do Instituto, do UniEthos. E surgiu a possibilidade da gente participar dessa conferência que era sempre um desejo das pessoas que fazem a Agência Mandala. Eles lançaram nesse ano, um prêmio de tecnologia sustentável, que eu acho uma idéia fantástica; na minha percepção pessoal, creio que esse prêmio tende a se transformar numa coisa de extrema importância para o terceiro setor; creio que ele vai virar referência pras organizações sociais e a partir dos próximos nós vamos ver uma quantidade incrível de projetos sendo inscritos. E por ser referência, nós, quando tomamos conhecimento através da internet do prêmio, a primeira reação nossa foi: “Nós vamos inscrever porque se nós conseguimos um reconhecimento desse Instituto pra gente vai ser extremamente positivo, pra Mandala e pra nossos objetivos”. Nós pensamos, nos próximos cinco anos, em implantar franquias sociais da Agência Mandala em todo o Brasil. Então, a idéia agora é buscar parcerias e possibilidades de viabilizar essa idéia e esse desejo da Agência Mandala. PRÊMIO Ganhar esse prêmio foi uma emoção muito indescritível porque nós tínhamos o Instituto como uma referência e participar de uma premiação, ser premiado pelo Instituto Ethos, pra Agência Mandala é uma das premiações mais importantes que nós conseguimos. E também traz um a imensa responsabilidade, porque nós temos isso dentro da Agência Mandala de um jeito muito forte, como uma diretriz: nós buscamos trabalhar transformação social tratando de acompanhar resultados e de acompanhar realmente o quê aquele investimento determinado por uma organização privada gerou de transformação pras pessoas. Nós temos um cuidado, um zelo muito evidente com as nossas atividades, com a implantação dos nossos projetos. Pra gente não interessa o quantitativo, mas o qualitativo. Nós não temos o menor interesse em colocar esse ano mil Mandalas se essas mil Mandalas não gerarem transformação social pras mil famílias que a receberão. Então pra gente é uma responsabilidade e uma alegria. INDICADORES DO ETHOS Nós procuramos, dentro da Agência Mandala, desde a fundação, criar um diferencial na organização. Nós somos organização social sim, mas trabalhamos com gerenciamento empresarial. Nós temos a plena convicção de que trabalhar no terceiro setor sem ferramentas de gerenciamento, sem ferramentas de melhorias constantes da atividade fim é, no mínimo, romântico, e até certo ponto irresponsável. Então nós buscamos trabalhar com o que vem surgindo, de ferramentas de gestão e de acompanhamento de processos, e estamos antenados com o que está surgindo. E o que está surgindo nós avaliamos juntos com os membros da organização, e a partir daí passamos a colocar em prática dentro da Mandala. RESPONSABILIDADE SOCIAL É um processo que a cada dia nós percebemos um avanço. O consumidor está percebendo, as empresas estão... Enfim, todos estamos percebendo que o nosso modo de relação com o meio ambiente, com a natureza e com as outras pessoas saturou; o planeta está reagindo às agressões que sofre do ser humano, de nós. Eu creio que nós estamos chegando num ponto de saturação, seja saturação por tamanha desigualdade social, por modo de vida, que leva a questão ambiental ao segundo plano. E nós percebemos que existe uma evolução por parte das empresas, por parte dos consumidores. Nós temos também a plena convicção que isso não vai acontecer de hoje pra amanhã, é um processo que vai levar algum tempo e vai, até chegar a um ponto de transformação e de ruptura. Mas nós ficamos felizes em perceber o crescimento da quantidade de pessoas que passam a comungar com esse pensamento que hoje está se tornando uma força coletiva e a cada dia está se tornando mais forte e mais coeso. Eu creio que nós estamos passando por um processo de mudança e mudança profunda. Nós percebemos que quando se fala em sustentabilidade, dentro da lógica econômica, social e ambiental e quando se fala em preservação ambiental é pensando em preservar o planeta. Eu acho que nós devemos pensar em processos de sustentabilidade pra preservar não só o planeta, mas a raça humana, porque o planeta tem mecanismos para se sobrepor às agressões e reagir ao que nós estamos fazendo. A minha preocupação é como a humanidade vai reagir à reação que o planeta está apresentando. Então o que é evidente é que se nós não começarmos a pensar em ações sustentáveis, não pra salvar o planeta, mas pra salvar a humanidade, a natureza na sua capacidade de ação e reação ela vai chegar a um ponto que vai dizer “basta” e a humanidade vai ser expurgada de dentro das reações, biodinâmicas que existem dentro do planeta Terra. FUTURO Eu acho que os próximos 10 anos serão cruciais pra evolução desse pensamento coletivo. Eu creio que o empresariado junto com organizações do terceiro setor, organizações que trabalham com foco realmente em mudança, têm um papel fundamental na influência e no desenvolvimento de uma mudança profunda nessas relações. Eu creio que a ação de organizações como o Instituto Ethos, trazendo a consciência empresarial, pra uma lógica de sustentabilidade e responsabilidade social empresarial, ela tende a ser muito forte, e juntando com organizações do terceiro setor, pra influenciar o setor público a tomar um posicionamento em busca da sustentabilidade. Nós, infelizmente, vivemos em um país que não se trabalha com políticas de Estado, com políticas públicas de Estado pra preservação ambiental, para o desenvolvimento sustentável, para o desenvolvimento econômico, para o desenvolvimento como um todo de forma holística. Eu creio que o Instituto Ethos tem um papel fundamental nos próximos dez anos, junto com organizações do terceiro setor como a Ashoka, como a Avina, e como outras organizações que contam com redes de empreendedores sociais, de passarem a influenciar políticas públicas de Estado, e pra que se passe a perceber que as ações que são desenvolvidas pela sociedade devem ser trabalhadas de forma coletiva. Hoje nós trabalhamos dentro de esferas: o primeiro setor faz um trabalho, o segundo setor faz outra lógica de trabalho, o terceiro setor vem dentro de outra lógica. Nós segmentamos uma coisa que é única. O que nós fazemos no terceiro setor com o apoio de organizações privadas, muitas vezes, nós trabalhamos no espectro da irresponsabilidade dos governos. Então eu acho que é fundamental um processo que vai trazer uma reflexão coletiva, que vai trazer uma maturação da sociedade pra que se quebre velhos conceitos, e que se passe a pensar o seguinte: ou nós tomamos uma posição e assumimos essa posição - e aí o Instituto Ethos tem um fator preponderante dentro desse processo, porque ele representa a massa crítica empresarial, que tem o poder de pressão pra gerar essa mudança - ou nós tomamos a posição de: “Olha, basta e vamos pensar em uma coisa diferenciada” ou vai ficar insustentável. Hoje nós sentimos isso. Você tem uma sociedade onde o “ter” suprime o “ser”, as pessoas são julgadas pelo que elas têm, pelo que elas conseguem acumular e o caráter das pessoas é levado a segundo plano. É uma sociedade onde as pessoas vivem uma angústia constante e uma busca desenfreada por satisfação em cima de bens materiais; a satisfação da essência, a satisfação em cima da ética, de coisas essenciais, passa a ser desprezada por essa sociedade. E nesse ritmo desenfreado por busca de acúmulo patrimonial, coisas materiais, nós jogamos, nós expurgamos dezenas de milhares de pessoas pra periferia desse mundo. O que acontece é que nós passamos a ter pessoas que querem, ou que buscam uma melhoria de vida e que não tem. Então você começa a ter uma pressão muito forte em cima das classes que tem o maior poder aquisitivo. Vemos o crescimento da violência, de mazelas nas grandes cidades, por quê? Porque você tem um processo de segregação brutal entre as pessoas. E está chegando a um ponto que ou nós passamos a perceber que isso deve ser sanado ou vai chegar num momento que a gente não vai conseguir sair de casa ou ficar tranqüilo quando nossos filhos forem sair de casa. Esse papel de iniciar um processo indutor de transformações acho que vindo do empresariado e vindo de organizações como o Ethos é, sem nenhuma dúvida, de suma importância.

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