Busca avançada



Criar

História

Descongelando o futuro

História de: Cristina Azevedo Costa
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 01/09/2013

Sinopse

Cristina nasceu em São Paulo capital em 1944. Filha de uma união entre alemão e sergipano. cresceu ouvindo memórias de famílias que sua mãe fazia questão de contar. Cursou a primeira turma de comunicação da FAAP e mais tarde dedicou-se à gastronomia Hoje, juntamente com o seu marido sérgio levam adiante o projeto do museu da gastronomia.

Tags

História completa

A história dos meus pais foi essa: mamãe estava no bonde, no carnaval, com um casal de amigos, e papai estava ali na frente da escola de direito de São Francisco. Então o bonde estava passando, papai conhecia o casal de amigos, casados, que a mamãe estava junto. Então papai viu mamãe, pegou uma serpentina, jogou, caiu no colo dela, e ela falou “é esse”. Eles ficaram casados muitos anos. Sempre foram muitos divertidos. E práticos. Então na nossa caixa de cartas, onde punha leite e tudo, já tinha um vidro de Maravilha Curativa, já tinha um pacote de algodão. A gente adorava, porque tinha de tudo, às vezes tinha palavrão, coisas que não se falavam, era muito divertido. E um dia meu irmão, pequeno, foi ficar na casa da minha avó e daí quando voltou chorava, chorava, daí minha mãe não sabia o que era, ele falou “ah, mãe, toda vez que eu vou na casa da vovó tem pastel e trombada”. Estudei no Porto Seguro. O colégio tinha uma coisa que era fantástica, ele falava pra você: “escolhe cinco roupas, essas cinco roupas vão te acompanhar” – por quê? As pessoas que vinham da Alemanha, da Guerra, vinham sem dinheiro, nenhum; então fulano era um grande industrial, chegava aqui ia ser chacareiro, porque ele não tinha o que fazer. Então, eles saíram de lá com uma mão na frente outra atrás, mas eles tinham muita coisa na cabeça. Então, eles conseguiram porque eles tinham coisa na cabeça. Então isso foi uma coisa que me marcou muito, que eu nunca tive medo de nada, porque eu sempre soube que se eu tivesse com a minha cabeça inteira eu podia fazer qualquer coisa. Ah, eu tinha vontade de fazer Direito, mas no fim não deu certo e a mamãe me obrigou a fazer Secretariado, porque eu falei que ia fazer Clássico, ela falou “isso não dá diploma, então você vai fazer Secretariado”. Minhas duas irmãs tinham feito. Fiz um ano e meio, não suportei, aí eu fiz Madureza, que é supletivo hoje, terminei e fui fazer Comunicações. Foi a primeira turma da FAAP, eu fiz Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Depois eu casei e engravidei. Eu já fiquei grávida e daí já morava na casa da minha sogra, que a minha casa não estava pronta. Era em Campinas. Mais tarde então a gente voltou pra São Paulo. E lá pelas tantas, surgiu meu negócio. Sempre gostei de cozinhar... A história é assim: uma irmã morava nos Estados Unidos, e lá eu conheci congelado, fiquei encantada com tudo e tal. Fiz até um curso lá, de congelado e tudo, que eu nunca tinha visto. Aí mamãe já comprou um freezer aqui, acho que foi o primeiro freezer de São Paulo foi da mamãe. E então a gente resolveu fazer congelados, mas eu acho que a coisa foi um pouco antes, adiantado do tempo, sabe? As pessoas não estavam preparadas para o congelado, como estão agora, necessitadas. Hoje seria diferente. Mas seguimos num rumo próximo, de alimentos. A gente tem frigoríficos grandes com quem trabalhamos, fazendo as peças de carne e outros alimentos para eles.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+