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História

Descobrindo o que é ser petroleiro.

História de: João Márcio Mayrink
Autor: Raquel
Publicado em: 10/06/2021

Sinopse

Mudança para Petrobrás. Se descobrindo petroleiro. Área de Empreendimento. Apicultor nas horas vagas.

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História completa

Projeto Memória Petrobras Realização Museu da Pessoa Entrevista de Morgana Maselli Entrevistado João Márcio Mayrink Local e data da entrevista: Duque de Caxias, 07 de julho de 2009 Código MPET_Reduc_TM_005 Transcrição de Guilherme Pereira de Carvalho Revisado por Thayane Laranja dos Anjos P/1 – João, queria começar a entrevista pedindo pra você dizer o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento. R – Primeiramente, bom dia... P/1 – Bom dia! R – ...aos amigos da Reduc, do Sistema Petrobras, meu nome é João Márcio Mayrink, eu tenho 46 anos, trabalho na Reduc há vinte...vou fazer 24 anos agora em agosto. P/1 – Qual é a data do seu nascimento? R – E a data do meu nascimento é 23 de agosto de 1962. P/1 – Nascido aonde? R – No Rio de Janeiro. P/1 – João, conta pra mim: quando e como foi o seu ingresso na Petrobras? R – Isso foi até uma coincidência, que eu fazia Educação Física na UFRJ – na Universidade Federal do Rio de Janeiro – e, antes, tinha feito escola técnica e eu tinha um primo – tenho um primo – que trabalhava e trabalha ainda na Reduc, na Petrobras, e ele me perguntou se eu queria ingressar na Petrobras, trabalhar na Petrobras como um técnico. A princípio, eu fiquei meio porque tava fazendo faculdade. Mas eu gostei da idéia e vim fazer a prova. Fiz a prova, passei, entrei na Petrobras – eu agradeço até o meu primo porque ele trabalha na Petrobras ainda, que é o Luis Fernando Pioli – e vim trabalhar. Não conhecia, não sabia nem o que eu ia fazer como operador. “O que era ser o operador?”. Não sabia o que era ser operador. Fiz o curso e comecei a trabalhar na área. Eu de lá pra cá, trabalhando, e cada vez mais apaixonado pela Petrobras. A Petrobras é uma paixão. P/1 – Em que ano você entrou aqui? R – Em 1985. P/1 – E você falou que na época não sabia o que era ser operador? R – Não, não sabia. P/1 – E o que é ser operador? Explica pra gente. R – Quando eu entrei aqui, procurei saber com as pessoas mais antigas, com as pessoas que trabalhavam aqui como operador e eles falaram que teria que trabalhar com grandes equipamentos, com torres, com produção de derivados de petróleo. E eu fui trabalhar numa área, a princípio, numa termoelétrica, numa unidade 2200 e trabalhei durante oito anos na unidade 2200, na termoelétrica, não foi só na unidade 2200. Eu trabalhei na unidade 3 20, na caldeira de CO, na externa e no painel, que na época era pneumático. Painel pneumático. Hoje é tudo digital, tudo SDCD [Sistema Digital de Controle Distribuído]. E, depois, fui trabalhar na coordenação de turno, como supervisor – Suprod - e como um coordenador de turno. Aí, fiquei mais oito anos como coordenador de turno. Depois vim pra Área de Empreendimentos. Tô trabalhando na Área de Empreendimentos há sete anos. Vai fazer oito anos agora. P/1 – Quais são as suas atribuições agora na Área de Empreendimentos? R – Eu trabalho comentando documentos de novos projetos na Área de Empreendimentos. Eu comento, participo de reuniões, dou assessoramento ao pessoal terceirizado, participo na fiscalização – é o termo: na fiscalização das novas unidades –, ver o que tá faltando pra melhoria nas unidades, em termos de SMS [segurança, meio ambiente e saúde], em termos de utilidades, na área de utilidades, é vapor, é ar comprimido e água. O que necessita pra cada projeto, principalmente na área de off site – off site são as interligações que aquela unidade vai ter quando ela entrar em operação. P/1 – Então, a Área de Empreendimentos cuida também da ampliação da... R – Ampliação. A Petrobras está investindo em várias novas refinarias e na ampliação das refinarias existentes. Então, todas as refinarias hoje estão sendo ampliadas, porque o novo planejamento estratégico da Petrobras visa isso. P/1 – João, você trabalhou já em algumas áreas diferentes aqui dentro da Reduc. Você poderia falar um pouquinho da produção da Reduc? Quais são as características principais aqui? R – É, a Reduc tem a característica de produzir vários derivados do Petróleo. A Reduc é a refinaria mais complexa do Sistema Petrobras. Ela produz hoje 56 produtos diferentes de derivados do petróleo. Ela produz desde asfalto até óleo de bebê. O nosso spindle branco é um óleo que você envia pra Indústria Johnson da vida e eles fazem um oleozinho pra passar na bundinha do neném. Então, a Reduc tem uma complexidade muito grande. Ela é a refinaria mais complexa do Sistema Petrobras. P/1 – E aí, João, qual que é o produto top de linha aqui da Reduc? R – Não, o produto top de linha é a gasolina Podium. Nós produzimos a gasolina Podium aqui na Reduc, nós distribuímos e é o carro chefe da Petrobras. Não só da Reduc, mas também da Petrobras. P/1 – Você tava me contando, ali fora, sobre o tamanho da Reduc. Você poderia explicar um pouquinho sobre o tamanho e o que ela tem de diferente em relação às outras refinarias do sistema? R – O que ela tem de diferente das outras refinarias é a quantidade de unidades. O tamanho dela é de 13 milhões de metros quadrados e dez milhões de metros quadrados de área com unidades. Ela produz aqui lubrificantes – 80% do lubrificante que a Petrobras produz pra distribuição são produzidos aqui na Reduc. E ela produz vários tipos de lubrificantes básicos e nós enviamos pra BR Distribuidora e lá eles fazem um blend – blend é a mistura – e distribuem pro mercado. Não só brasileiro, mas envia também pro exterior. P/1 – E, João, o que você poderia comentar sobre a presença da Petrobras e da Reduc aqui na região metropolitana no Rio? R – A presença da Reduc, não só em termos de derivado, em termos de produção de derivados de petróleo, a presença da Reduc nessa área aqui é uma presença marcante em termos de social, né? Nós, aqui na Reduc, temos uma responsabilidade muito grande de desenvolver a região. Aqui nós, em termos de impostos, pagamos uma grana. Muito dinheiro de impostos. E nós também temos a nossa área aqui que nós temos algumas pessoas que vão às comunidades desenvolver o lado social, principalmente o pessoal da comunicação que trabalha aqui. Então, eles são pessoas que a comunidade gosta. A comunidade tem a Reduc como uma coisa boa, né? P/1 – E, lá dentro da Área de Empreendimentos, vocês tem algum tipo de relacionamento direto com a comunidade externa? A refinaria? R – Não, no Empreendimentos, não. Nós temos sim algumas. Nós, inclusive eu, ajudamos uma creche. Mas não é assim separado, nós temos nossa ajuda. Nós nos reunimos no Empreendimentos e vamos até lá e damos a nossa ajuda, mas não é em relação à Petrobras. Mas eles sabem que nós trabalhamos na Petrobras. Mas nós fazemos isso voluntariamente. P/1 – E, João, você que cuida aí dessa parte dos novos empreendimentos e administra e fiscaliza. Quais são as preocupações que tem aqui em relação à proteção do meio ambiente? R – É, você falou que eu coordeno a Área do Empreendimento. Não, eu faço parte do Empreendimento. Eu tenho a minha gerência e eu faço parte do Empreendimento. Em termos de meio ambiente, nós do Eempreendimento recebemos uma demanda da Petrobras, uma demanda da Reduc e nós temos vários empreendimentos na área ambiental. Um empreendimento da área ambiental que nós já fizemos foram as torres de resfriamento, a torre 1363, 1364, que nós fechamos o sistema de resfriamento da Reduc e não jogamos mais produtos, não jogamos mais água pro rio. Nosso sistema tornou a ser fechado. Sistema fechado de resfriamento. E isso foi uma demanda da Petrobras pra área de empreendimento. Nossa área de empreendimento. Nós fizemos e foi um sucesso. Hoje opera tranquilo. E existem outros empreendimentos: nós estamos aumentando uma unidade de água ácida: a 1910. Estamos ampliando essa unidade para recuperação do tratamento da nossa água ácida. Temos vários outros empreendimentos: várias HDTs [Unidade de Hidrotratamento de Diesel], uma unidade que retira o enxofre da gasolina e do diesel; nós estamos, agora, vamos partir uma HDS [Unidade de Hidrodessulfurização de Gasolina], no ano que vem; é uma unidade, uma HDT. E todas as unidades são ambientais, né, são unidades que estão vindo pra que nós, pra que a Petrobras possa distribuir gasolina e diesel com um menor teor de enxofre. E vários outros empreendimentos. Nós estamos com vários empreendimentos ambientais. Se eu for ficar falando, vou ficar durante muito tempo falando sobre os nossos empreendimentos. P/1 – Não, tudo bem. E eu ia justamente perguntar do crescimento que a Reduc vem tendo nos últimos anos. Você já falou aí algumas novas unidades, além desses projetos ambientais o que tem de novidade? R – É, uma unidade que nós partimos no ano passado, foi uma unidade de coque, que também é uma unidade ambiental, que é chamada “unidade verde”, que é o coque. Ela, nós partimos agora, botamos em operação o ano passado e existem várias outras unidades que tão partindo. Partimos agora uma HDT, uma unidade de Nafta de coque que ela fica ao lado do coque. Partimos agora esse ano. Que também é uma unidade que também vai retirar o enxofre da gasolina. P/1 – Por que o coque é uma unidade verde? Por que tem esse nome? R – Por quê? Porque o coque, o produto que o coque opera é o óleo combustível. O óleo combustível é vendido, parte dele, é vendido pra você queimar em caldeiras, pra você queimar em navios, ele é o combustível de caldeiras, de navio e esse óleo tem um teor de enxofre muito alto. Ele polui. Então, o que é uma unidade de coque? Ele pega esse óleo RV – Resíduo de Vácuo –, que tem, ele é muito pesado, vai para os reatores. Esse óleo passa num forno, desse forno ele vai pros reatores e no reator ele separa, quebra as moléculas, que são grandes moléculas de carbono, quebra molécula gerando gás combustível e, principalmente, óleo diesel. E esse produto, esse fundo de produto, ele é um coque, uma pedra. E essa pedra é quebrada no reator. Se eu for falar aqui eu vou ficar muito tempo falando, ela é quebrada no reator e vai pra um depósito, vai pra um silo. E nesse silo ele é distribuído pra cimenteira, vai pra cimenteira e vai pra indústria de alumínio. Por isso que ela é chamada unidade verde, porque você consegue desse produto, do óleo combustível, retirar óleo diesel ainda. E esse óleo diesel vai pra uma unidade, uma HDT, e lá é retirado o enxofre. Então, todas as refinarias que têm unidade de coque, são muito importantes. P/1 – É uma coisa que seria um resíduo descartado e aí foi reaproveitado? R – Não seria um resíduo descartado, óleo combustível não seria um resíduo descartável porque ele tem um destino. Você pode retirar o produto e transformar em asfalto. E o RV você pode tirar um produto dele e pode transformar em asfalto e também esse óleo combustível pode ser queimado em caldeira. Então, ele vai gerar energia ainda, mas não é legal. Pro meio ambiente não é legal. P/1 – João, a gente tem perguntado a todo mundo sobre a atual crise financeira e você, de repente lá no empreendimento, pode falar um pouco sobre isso. Afetou de alguma forma aqui a Reduc? Algum projeto foi cancelado ou adiado por conta da crise? R – Não, afetou a Petrobras, ela teve que reformular algumas coisas pra que a Petrobras pudesse economizar, mas não afetou tanto, não. Inclusive, no novo planejamento estratégico, a Petrobras iria gastar um valor e acho que ela foi até além. Então, não teve assim… nós tivemos, lógico, que nos adequar. Nós tínhamos que nos adequar à crise. Só que pra Petrobras e até mesmo pro Brasil – que nós achávamos que a crise fosse afetar o mundo todo. Afetou, realmente, alguns países, mas o Brasil, mesmo, sentiu, mas nós fomos tocando. Nós enfrentamos tantas crises, o Brasil enfrentou tantas crises, que nós já estamos calejados. P/1 – Em relação às descobertas do pré-sal, João, tem alguma perspectiva de mudança aqui dentro da Reduc? R – Com certeza. Não só pro Reduc, mas pro Brasil ,né? Eu acho que a sociedade como um todo vai ganhar vai ganhar e ganhar é muito com as novas descobertas. Volume de petróleo é muito grande e na Reduc nós vamos esperar o petróleo chegar aqui pra gente trabalhar com ele com muito orgulho. Quando fala de desenvolvimento, eu penso não só no desenvolvimento da Petrobras, mas no Brasil como um todo. Isso é muito importante. Eu acho que a sociedade vai ganhar muito com isso. P/1 – E, João, desde que você entrou aqui na Reduc, já lá em 1985, o que mudou na empresa e aqui dentro da refinaria? R – A Petrobras em si teve uma transformação muito grande. A Petrobras, quando eu entrei aqui, era conhecida no Brasil, algumas pessoas tinham uma desconfiança: era “Petrossauro” [RISOS]. E hoje a Petrobras é conhecida internacionalmente. Então, a Petrobras hoje é um marco. Você fala da Petrobras aí fora, todo mundo já conhece, né? Inclusive, o nosso presidente, o Lula, vai nessas viagens aí, quase sempre vai um diretor da Petrobras, presidente da Petrobras, junto, pra negócios. Quando entrei aqui eu não lembro disso existir. E hoje a Petrobras é uma empresa conhecida internacionalmente. P/1 – E aqui dentro da refinaria, qual foi a mudança que mais te chamou a atenção? R – A mudança é o crescimento da Reduc. A Reduc vem se desenvolvendo, inclusive até a gestão de SMS – Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Ela é agressiva, ela é muito. Hoje, a Petrobras e a Reduc, eles estão pensando no homem. Hoje, você não pode fazer nada que agrida o meio ambiente, você não pode fazer nada que agrida a sua segurança, você não pode. E isso é muito importante, muito bom, né? Hoje, a Petrobras, ela visa muito o homem, visa muito o homem e o social. P/1 – E desse tempo todo de trabalho, nesses vinte e tantos anos, tem alguma história interessante pra contar pra gente? R – Se eu, nesses 23, vou fazer 24 anos, tenho muita história pra contar. Eu ficaria aqui horas conversando com você. Tem uma história que eu acho até engraçada, que eu conto pra todos os meus amigos, vários amigos sabem disso: é que eu tenho um apiário. Eu sou apicultor também nas horas vagas. Saindo aqui da Reduc, nas minhas folgas, eu gosto de trabalhar com abelha. Eu tenho um sítio perto de Juiz de Fora e desde criança eu aprendi com o meu tio a trabalhar com abelha. Treze anos de idade. Hoje estou com 46, então eu tenho uma certa experiência com apicultura. E toda vez que aparecia um enxame de abelhas nas unidades, esses meus amigos – que eu tenho vários amigos aqui, acho que todo mundo aqui na Reduc me conhece, eu sou amigo de todo mundo, eu gosto de todo mundo – então, eles me chamavam: “ô, João Márcio, tem um enxame de abelha aqui, tal. Venha cá!”. Aí eu ia lá, tirava o enxame de abelha, levava lá pra trás, o chamado estande de tiro, deixava lá a caixinha de abelhas. E um dia, eu estava em casa numa sexta-feira, tinha acabado de chegar em casa, sai daqui, fui pra casa e o Pinheiro, que se aposentou esse ano, amigo meu, trabalhava no SMS, ele ligou pra minha casa: “Ô, João Márcio, quebra um galho: segunda feira o Príncipe Charles tá chegando aqui na Refinaria – e tava o maior alvoroço, todo mundo – e nós tiramos o paralelepípedo do arco, do chão do arco, pra recuperar o paralelepípedo que tava e apareceu um enxame de abelhas aqui e entrou no lustre do arco e não tá deixando ninguém trabalhar. Tá picando todo mundo. E segunda feira ele vai chegar aqui e nós tiramos o paralelepípedo e como é que vai ser?”, e tal. Falei: “Não, cara, vou. Amanhã de manhã eu tô chegando aí”. Aí, eu vim pra Refinaria, cheguei aqui, realmente um enxame de abelhas tava atacando todo mundo aqui no arco, aqui ao lado. E aí, fui e falei: “Não, vamos ver o que pode fazer”. Eu pedi pra trazer um caminhão, caminhão munck, como é chamado caminhão muque, que pudesse me levar até o arco da refinaria. O lustre tava caído e eu falei assim: “Ó, o enxame de abelhas tá entrando ali, então mais tarde eu tiro”. Aí, quando tava escurecendo, né, eu preparei tudo primeiro, trouxe roupa, cerquei a área e tal, fiz o que o SMS tem que fazer e eles fizeram junto comigo, nós fizemos juntos. Cercamos tudo, não deixamos ninguém ficar perto, aí quando chegou umas seis horas da tarde, tava quase escurecendo, eu fui, botei minha roupa, peguei a caixa de abelhas que eu trouxe da minha casa, cheguei lá, tirei o enxame de abelhas, coloquei dentro da caixa tudo direitinho. E sempre fica alguma voando em volta, aí eu fui e coloquei e fechei a caixa de abelhas, guardei ela com o enxame de abelha e aí peguei um pig, chamado pig de espuma, que você empurra a linha, serve pra empurrar a linha, pra limpar a linha. Peguei um pig, arrumei direitinho e tal e coloquei no buraco lá do lustre e tive que sacrificar algumas abelhas que estavam lá dentro. Não tinha jeito. Peguei a caixa de abelhas e levei lá pro estande de tiro. Aí, no domingo de manhã cedo, eles trabalharam, fizeram lá o recapeamento com o paralelepípedo e tal e o Príncipe Charles, na segunda feira de manhã, pode entrar pelo arco sem problema algum. O pessoal encarnou, brincaram comigo e eu foi gratificante. O Pinheiro me agradeceu, a refinaria me agradeceu, eu achei legal. P/1 – Ah, bacana! --------- FIM DA PRIMEIRA PARTE ------- P/1 – João, você é sindicalizado? R – Sou. P/1 – E você já alguma vez exerceu cargo no sindicato? R – Não, sindicato não. Eu sou uma pessoa atuante. Eu não trabalho no sindicato, mas sou uma pessoa até conciliadora, eu vejo os dois lados: o lado do sindicato, a gente tem porque é necessário. O sindicato, a atuação do sindicato é necessária, isso aí todo mundo sabe, desde o presidente da Petrobras, todo mundo sabe que o sindicato é necessário ter numa empresa. Isso aí sem dúvida. E um sindicato atuante, isso aí é bom pra empresa. Isso aí pode ter certeza. E eu faço parte da Cipa. Eu sou indicado pela empresa na Cipa. Eu fui por três vezes indicado pelos trabalhadores e por duas vezes indicado pela empresa. Hoje eu sou cipista indicado pela empresa. P/1 – Pra quem não conhece, Cipa é o que? R – É Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, né? Toda a empresa com uma quantidade de funcionários tem que ter uma Cipa. E nossa Cipa aqui na refinaria é muito atuante. Ela visa o bem estar do trabalhador. Não só do trabalhador, mas também dos equipamentos da empresa. E a Cipa da Reduc é bem significativa e bem atuante. O próprio superintendente elogia muito a nossa Cipa. Ele dá muito valor. Hoje ele dá muito valor à Cipa, vê que a Cipa é um braço da própria empresa. P/1 – João, o que é pra você ser petroleiro? R – Petroleiro é orgulho. Eu, no início da entrevista, falei que eu fazia Educação Física, fazia faculdade de Educação Física e quando entrei aqui não sabia o que ia fazer e, se continuasse como professor de Educação Física, eu não saberia o que era ser petroleiro. E hoje, graças a Deus, a opção que fiz, e mais uma vez, graças a Deus, e ao meu primo Pioli, sei o que é ser petroleiro. Ser petroleiro é ser orgulho, é ajudar a nação, ajudar o país a prosperar. Então eu, nesses 24 anos de empresa, tentei dar o máximo, tento, né, que eu ainda vou ficar mais alguns anos na Petrobras, se Deus quiser. Fazer o máximo pra ajudar, não só a minha empresa, que eu sou apaixonado por ela, mas também ao Brasil. P/1 – João, a gente tá caminhando pro fim, tenho mais uma pergunta. Mas, antes dela, eu queria saber se tem alguma coisa que não perguntei e que você queria deixar registrado? R – Não, o bate-papo foi interessante, foi legal. Eu, no inicio, tava meio nervoso e continuo assim porque é a primeira entrevista que dou. As entrevistas que eu fui foram coisa bem rápida. Essa tá parecendo até que sou um artista, demorando pra caramba. Mas eu tô me sentindo muito orgulhoso de estar dando essa entrevista, de ser um dos entrevistados. P/1 – A pergunta era justamente essa, o que você achou de ter participado, ter contado um pouquinho da sua história aqui pra gente? R – Maravilha, muito legal! A minha escolha foi, assim: tem uma semana atrás, a Petrobras, a Reduc me convidou e eu tô há uma semana ansioso. Falei: “Poxa, como que vai ser?”. E foi muito legal. Muito legal, mesmo. Eu tô muito orgulhoso de ter sido escolhido. P/1 – Tá. Obrigada pela sua entrevista, foi ótima. R – Tá ok.
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