Busca avançada



Criar

História

Desafios constantes

História de: Flávio Augusto de Mattos Flor
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 16/12/2006

Sinopse

Flávio Augusto de Mattos Flor, em sua entrevista, relembra como foi sua entrada na companhia como vendedor em 2000, e conta toda a trajetória até tornar-se supervisor de vendas. Descreve as atividades de vendas, relembrando alguns desafios e alguns momentos engraçados. 

Tags

História completa

IDENTIFICAÇÃO Nome, data e local de nascimento Meu nome é Flávio Augusto de Mattos Flor. Nasci em 14 de março de 1976. Sou natural do Rio de Janeiro e ingressei aqui na Companhia em 2000, quer dizer, em 1999 já começava o processo seletivo por isso que eu sempre até me confundo com a registração, mas, efetivamente, fui contratado em fevereiro de 2000 aqui na Companhia.

TRABALHO Ingresso na empresa/Trajetória profissional Entrei como vendedor, processo seletivo pra vendedor. A princípio era para uma composição nova de um centro de distribuição, que seria para Angra e Itaguaí, que era alocado, lá na Nova Rio no CDD Campo Grande. Eu morava perto de uma da fábrica da Brahma, na época eu entrei ainda era Brahma nessa época ainda não tinha a AmBev não tinha acontecido a primeira fusão e então conhecia algumas pessoas, do bairro amigos que já trabalhavam na Companhia, mas, assim, não tinha nada a ver a minha composição em pensar, apesar de admirar e falar assim “pó, que trabalho legal e tal” de estar trabalhando com a garrafaria com cerveja, marcas de refrigerantes, cervejas e tal, mas até porque ainda era ainda estava naquela fase da saída da adolescência lá aquela juventude e tal então não diretamente tinha esse pensamento de estar entrando na Companhia até que me veio essa oportunidade de estar ingressando. Quando eu entrei na Companhia Cervejaria Brahma, nesse período, foi uma situação de ansiedade. Lógico, que a gente está entrando numa grande Companhia. Eu vinha de outras já tinha trabalhado em outras companhias também assim de um bom status no mercado de trabalho, embora, assim, trabalhar na Companhia Cervejaria Brahma era o que naquele momento pro ano lá de 2000 e tal era tudo de bom. Então eu já tinha participado de um processo e não tinha e não tinha sido selecionado. E pra este segundo, pô, lá numa insistência e tal fiz e me dei muito bem e assim tinha até mais pessoas então assim pra uma situação pessoal foi até uma vitória ainda maior do que a anterior, porque você esta sendo pré-selecionado assim está sendo selecionado com uma gama de pessoas muito maior e foi num primeiro momento e assim a expectativa era de euforia total, e aí eu não queria saber. Eram da minha casa, que eu morava no centro da cidade do lado da fábrica ali da Sapucaí, era, pô, eram 60 quilômetros todos os dias sem carro, sem nada, com chuva ou com sol e passei por cima disso tudo e hoje estamos aí. Hoje eu sou Supervisor de Vendas aqui em São Cristóvão mesmo. Quando eu iniciei, a minha rota era a rota que a gente chamava lá daquela rota do Mangue, que a gente olha pra um lado e pro outro e não tem mais pra onde vender cerveja. A comunidade é muito carente, descapitalizada completamente comecei fazendo a rota de Campo Grande lá de Bangu e acabei nem pegando nem fui pra área onde deveria estar indo. O gerente preferiu na época lá o gerente preferiu estar dando essa outra rota pra mim estar fazendo e aí fui pra essa área que ficava ali em Bangu numa daquelas comunidades ali. E bom, olhava pra um lado e pro outro e mesmo com um sol o astro-rei lá queimando o cérebro, a gente não tinha olhava para um lado e para o outro e a gente não tinha mais pr onde vender cerveja. E a meta estava lá, tem que estar chegando e aqui a Companhia é feita por pessoas que batem metas e que só dessa forma que as coisas acontecem realmente. E eu ficava desesperado, né e começava a me questionar, “pó, será realmente que eu estou fazendo a coisa certa?” Aquele sentimento de insatisfação constante pra realmente estar fazendo o melhor possível, mas com o passar dos tempos as coisas foram acontecendo até que me deram uma outra oportunidade e fui continuei em Bangu, mas aí fui lá pro centro de Bangu e tal comecei com uma outra oportunidade onde a renda per capita era um pouco maior lá das pessoas e aí o consumo um pouco melhor também. Consegui fazer lá bons trabalhos com avaliações do PECs, PEV, visitas importantes pra Companhia de acionistas ou não, ou de diretores coorporativos e aí foi dado lá eu fui ganhando cada vez mais a confiança dos meus gestores até que fui ao supervisor. Foi um período duro, principalmente nesses momentos, se no calor e no sol já estava é, vamos dizer assim, trash, no momento então que estava chovendo aí mesmo que o mundo desabava. E aí eu falava assim: “Pelo amor de Deus pra onde que eu vou, não estou mais me agüentando.” E aí eu ligava e “Supervisor, estou aqui o que que eu faço o que que eu tenho que estar fazendo, vou ser mandando embora eu não vou estar lá levando o resultado que era esperado” e aí ele, “Pô, calma, faz assim, faz aquilo e tal” pra poder estar chegando num resultado lá satisfatório, e aí foi muito bom.

MUNDO DO TRABALHO Cotidiano de trabalho O Supervisor de Vendas tem uma grande responsabilidade na Companhia em treinamentos. O posicionamento do Supervisor hoje é realmente de muita responsabilidade tanto quanto as outras funções também, mas lá é ali que acontece. A gente tem lá os nossos soldados, que são os caras que fazem o negócio acontecer, que são os nossos vendedores e assim o direcionamento realmente de um líder e de como passar a informação e orientar eles pra poder estar realmente chegando ao resultado, eu acho que é fundamental. E aí o papel do supervisor de vendas hoje está muito intenso e realmente assim tem uma grande possibilidade de realmente fazer as coisas acontecer, lógico junto com os direcionamentos do gerente de vendas, do GDD, enfim, de todos, mas com certeza o supervisor de vendas hoje tem uma responsabilidade muito grande e aí não só com a sua equipe, que trás os resultados e também com o relacionamentos com os grandes clientes da sua área de atuação.

PROCESSOS INTERNOS DA EMPRESA Fusão Eu tenho pessoas aqui que até hoje trabalham conosco que eu tenho assim são pra mim pessoas que eu me direciono realmente como postura de profissional e todos aqui tenho certeza que todos os que tiveram aqui dando o seu depoimento ou que você pode estar passando pelos corredores e conversando tem paixão pela Companhia. Aqui não dá pra ficar quem tem meio termo, ou você compra o seu negócio ou saia porque realmente você não vai ser feliz. Então assim desde lá desde então o primeiro passo com a fusão lá com a Antarctica Paulista e depois com a InBev era tudo aquilo que realmente eu esperava. Era uma Companhia extremamente importante lá para a economia brasileira e depois com a InBev mundialmente, e hoje a gente está numa multinacional. Eu posso falar que eu sou Supervisor de Vendas de uma multinacional e com certeza isso é um valor que não tem preço, que não tem preço. E espero outras oportunidades para poder estar ingressando, pois o mundo é o limite.

CULTURA DA EMPRESA Valores/Metas Tem umas coisas da cultura da Companhia que eu acho que são muito legais. É sobre os seus gestores, de como eles tratam a informalidade sem banalização, sem aquela libertinagem que faz com que realmente a gente gaste a sola de sapato e estão do nosso lado pra realmente estar fazendo o negócio acontecer. Eu acho que isso diz realmente o porque que a Companhia cresce tanto e todos os anos. Os desafios são constantes aqui na Companhia. Dia-a-dia todo dia metas e objetivos para ser compridos, mas desafio eu encaro como uma situação crítica que a Companhia conseguiu passar foi, mais ou menos, em 2003 quando a gente perdeu share, mercado aqui, principalmente, aqui no Brasil, mas no Rio de Janeiro o baque foi também muito grande com a choca, e aí tiveram vários programas, dentre eles, veio Programa “Estou Contigo”, o Programa de fidelidade “Estou contigo” onde realmente a gente executou e aí eu até me lembro na época o meu GDD não era o Arivaldo, ainda era o Marcel Regis, que hoje parece que está em São Paulo, a gente tinha uma meta lá pra estar cumprindo e a minha área é uma das áreas mais críticas por conta dessa situação dessa invasão assim da “Choca”, da Schincariol, e aí caímos pra dentro. Eu e a minha equipe fomo pra dentro do mercado fidelizando cada cliente, pegando cada ponto de venda e no passo a passo gastando sola de sapato lá como eu tinha dito anteriormente pra poder fazer realmente o negócio acontecer que deu até, vamos dizer assim, uma boa referencia para premiações, pra premiação na época aí como destaque nesse período. Acho que isso aí foi um dos grandes desafios, entre outros aí que a gente sempre conta, mas esse foi um período crítico que todos nós assim passamos realmente aí na Companhia.

EMPRESA AmBev Trabalhar na Companhia é um diferencial, realmente. Todos falam que quem trabalha na Companhia é louco, quem trabalha na Companhia na AmBev não bate bem da cabeça. Eu falo que realmente não batem não ou coisa assim, se você sentir realmente o gostinho você não vai querer sair, não sai, não sai. É aquilo que eu fali com você, não tem meio termo a pessoa realmente quer ou não quer, mas todos te olham de forma diferente, você passa com o uniforme da Companhia ou com a mochila da Companhia ou com alguma camisa que seja lá da Companhia e tem o pessoal olhando pra você “Pô, esse aí é da AmBev.” Teu sobre nome já passa a ser Skol, Brahma, Antarctica, Pepsi então não tem jeito, esse lance assim acontece.

TRABALHO Momentos marcantes Olha, é difícil falar dos momentos marcantes porque na Companhia cada dia tem situações muito diferentes que você realmente faz ou se emociona ou faz valer você fica pra explodir, mas quando se tem a solução e acredita naquilo que você está fazendo eu acho que é satisfatório. Mas uma coisa assim que seja muito especial que tenha sido assim marcante realmente eu acho que foi na minha passagem realmente aí na... Assim que eu passei pra supervisor era lá de Campo Grande vim pra cá, lance de faculdade e tal, então precisava realmente estar vindo pra cá até mesmo pra estar cumprindo o processo lá externo, que era a minha especialização e aí passei. Então estava com a cabeça muito cheia, cansado e tal, tal, tal, aí mês depois que eu assumi como supervisor tivemos aí uma visita coorporativa e aí estavam todos aqui. Uma coisa é como vendedor, você como vendedor e tal já tinha o negócio na mão já sabia como me portar e tal já tinha a minha rota, lá como a gente diz aqui, no gabarito, mas aí como supervisor de vendas, pô, eu tinha pego a área tão logo e tinha visitantes pra todos. Eu falei assim: “não tem jeito, eu vou ter que estar dando o jeito, o jeito AmBev, pra poder não estar fazendo feio e aí vamos acreditar.” E aí se move daqui, dali, e tal e aí eu ia estar recebendo algumas pessoas daqui, entre elas, tinha diretor nacional de vendas, que realmente era marcante aquele negócio e eu não tinha como estar passando pra trás e nem estar voltando atrás então eu tinha que preparar a rota. E aí ficamos lá o dia inteiro, dois três dias, além do que já estava pronta e a gente ainda tinha que acertar os detalhes. Que a gente não podia deixar uma vírgula pra trás. E aí chega-se o dia. E a gente pesa que assim: “pó, será que eu fiz tudo? Tudo está certo?” E assim, não dormi, não dormi, cheguei aqui no outro dia meia hora mais cedo pra ver se todos os relatórios de acompanhamento pro dia dessa rota dessa visita estavam corretos e tal e aí pô, beleza e tal, tal, tal e fomos pra rota e o coração palpitando “e agora seja o que Deus quiser” e confiava plenamente no meu vendedor, hoje ele já não se encontra mais conosco, mas assim foi uma visita muito boa e isso foi também um aprendizado como todos os dias a gente tem aqui, mas esse também foi um dia de muita pressão que realmente me fez crescer também na Companhia como gestor.

PROJETO MEMÓRIA VIVA AmBev Importância dos depoimentos Eu acho que esse trabalho de vocês da Companhia é muito importante porque deixa-se lá o legado pra quem está entrando na Companhia, processo de integração pra realmente estar passando para as pessoas o que é exatamente a Companhia AmBev e o que pode se esperar dela. E que não é fácil, e que não é fácil, mas você, se quiser, pode realmente estar fazendo diferente e se posicionando bem dentro da Companhia. Então, sem dúvida nenhuma, é mais um bem e mais uma situação que a Companhia está criando que realmente tem que se dar prosseguimento a isso.

CAUSOS “Carro novo” Tem uma situação que foi hilária, de muita felicidade pra todo mundo que foi com um vendedor, com o Wanderlei, que é até da nossa sala da Ilha, e que dentre um desses incentivos nacionais que a Companhia faz ele foi contemplado, chegou lá no resultado e aí a supervisora de marketing, o supervisor de marketing enviou os cupons dele e tal, tal, tal e ele foi sorteado. E assim, poxa, o Wanderlei é uma pessoa que é bem visto por todos, é querido por todos. E a gente ficou muito feliz que o Wanderlei é o vendedor que vem desde lá de auxiliar da base mesmo da Companhia e hoje está como vendedor e num momento desse ele foi contemplado com um carro. E o cara ficou assim tão desesperado de felicidade, tão desesperado de felicidade, que saiu correndo, saiu correndo daqui da sala de vendas e entra fora e pelos corredores e todo mundo atrás dele ninguém mais prestando atenção em nada do que estava passando na TV AmBev e aí desceu foi até o carro dele - tinha ganhado um carro novo - ele pulou em cima do carro dele e amassou o carro dele inteiro. Ele pulou em cima do capô e foi amassando o carro dele. Era bem velhinho o carro dele e ele foi amassando o carro inteiro, inteiro, inteiro, pulou no capô e foi uma loucura assim. Aquele dia realmente ficou muito marcado, muito marcado aquilo pra mim, aquele ali foi um dia de felicidade, porém muito engraçado realmente.

ENTREVISTA Avaliação/Recado Eu acho que a gente conseguiu abordar todos os assuntos assim como um todo da Companhia e acho que é legal, uma bela iniciativa que a Companhia está tendo em ter registrado memórias e histórias de todas as pessoas que passaram e que estão passando pela Companhia aqui. Eu acho que fica marcado uma coisa que um dos meus gerentes falava muito, que era o seguinte: todos nós somos vendedores e, por isso, nunca devemos desistir nossas metas, eu acho que isso é uma situação bem forte, uma expressão bem forte e que serve realmente aí pra gente estar realmente renovando essa motivação e que nos traz por todos esses dias difíceis aí.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+