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História

De vendedor de veículos a propagandista na Aché

História de: Fabrício Antônio Silva
Autor:
Publicado em: 24/02/2021

Sinopse

Fabricio conta como foi sua trajetória profissional para se tornar propagandista pelo laboratório Aché. Compartilha um pouco do seu primeiro dia de trabalho, das emoções que sentiu, das viagens e histórias engraçadas que vivenciou. Do contato que tem com médicos, da visita e acompanhamento que realiza para aumentar o receituário da Aché.

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História completa

P1 – O senhor me fala o seu nome completo, local e data de nascimento.



R – Fabricio Antônio Silva, Montes Claros, Minas Gerais, data de nascimento 21 de março de 1976.



P1 – Quando você começou a trabalhar no Aché, em que lugar?



R – Eu comecei a trabalhar no Aché em primeiro de setembro de 2000, em Montes Claros mesmo.


P1 – E como é a cidade de Montes Claros e como é o seu trabalho no dia a dia?



R – O meu trabalho é um trabalho prazeroso cada vez inovando mais, sempre buscando novas alternativas. É um trabalho que hoje eu estou muito satisfeito por trabalhar no Aché, é uma profissão nova pra mim que a cada dia me entusiasma mais.



P1 – E você é o único representante nesta região do Aché?



R - Não, lá nós somos um grupo de seis acheanos.



P1 – Certo, e vocês têm contato com outros, de outros laboratórios, de outros propagandistas?



R – Sim, somos muitos propagandistas de outros laboratórios, né,  a sede é lá mesmo, são vários laboratórios, se eu começar a citar aqui vamos passar longas horas, tem um grupo aproximadamente de 40 representantes.



P1 – Vocês se encontram, tem um ponto de encontro?



R – Nós temos um ponto de encontro do Aché, mas sempre encontramos com outros colegas em consultórios, em farmácias, sempre estamos nos encontrando lá.



P1 – Certo, e vocês almoçam juntos com o pessoal do Aché ou com o pessoal...



R – Sempre estamos saindo, fazendo as confraternizações, né, sempre a gente tá junto.



P1 – E qual o local que vocês mais vão lá, na cidade de Montes Claro, tem um bar que vocês vão, tem um local que vocês vão, diz o nome pra gente?



R – Você fala que a gente confraterniza?



P1 – Isso.


R – Sempre tem uma churrascaria chamada Chimarrão, tem o barzinho lá que chama Beira Rio, muito bom dá pra descontrair bastante.



P1 – Certo, então como você foi pro Aché, como é que você resolveu ser um propagandista?



R – Na realidade é uma história que nem eu sei contar direito, né. Eu trabalhava como vendedor de veículos, eu não sei como surgiu, eu fui convidado a fazer uma entrevista, nem passava pela minha cabeça de um dia ser propagandista e nessa entrevista despertou certo interesse por minha parte. Conheci uma rápida história do Aché e isso me entusiasmou bastante fazer um dia parte desse grupo Aché, na realidade ser um acheano, né, e na verdade eu passei por uma leve entrevista, na realidade era um banco de dados que o Aché estava fazendo na minha cidade e eu não sei como eles chegaram até a mim, por dedução eu acredito que eles chegaram, foram atendido por mim lá na loja de vendas de veículos, trabalhava na Auto Norte é uma rede Chevrolet e deve ter sido por aí que começou tudo, acreditou no potencial e fez a entrevista, depois de um ano e meio tornou a fazer aí surgiu a vaga e foi onde tudo começou.



P1 – Quando você foi pra lá você achou interessante a profissão, você achou que era muito diferente do que você fazia?



R – Totalmente diferente do que eu fazia no ritmo do cotidiano mesmo. Eu passei a viajar, eu passei a ter um contato mais externo, não tem escritório e isso foi uma mudança, mas isso nunca deixa de ser partida de uma origem única que é vender pra você sempre atingir o seu objetivo e continua assim.



P1 – E as vantagens da empresa também eram mais interessantes?



R – Sem dúvida, nossa, tanto é que despertou um enorme interesse não financeiramente, mas sim como uma estrutura que o Aché é hoje oferece para o seu propagandista, ou seja, o seu funcionário de modo geral.



P1 – Você acha assim, tem muita diferença do seu trabalho da região, da região que você tá com a capital?



R – Se há diferença?



P1 – É, com visitas aos médicos.


R – Não, nós sempre estamos trocando ideias nas reuniões, né, e de modo geral torna-se tudo a mesma coisa.



P1 – E assim os médicos, o seu contato dia a dia com o médico, chegar nos pacientes, ficar sentado aguardando, você pode contar alguma coisa?



R – Olha, em certo ponto em algum momento a gente passa por um certo estresse, porque nós temos um volume de visitas diárias às vezes você atrasa em um médico, atrasa no segundo, no terceiro, no quarto você já começa a se preocupar com a visitação se está sendo comprometida, mas de um modo geral é sempre prazeroso, você tá sempre trocando uma ideia, sempre ouvindo uma história diferente e a gente do grupo Aché é muito bem vindo em cada consultório.



P1 – Você faz não só a sua cidade em Montes Claros como outra cidade quando você tá em Montes Claro você consegue ir almoçar em casa ou também...



R – Sem dúvida nenhuma eu procuro fazer, faço questão de procurar almoçar em casa junto com a minha família.



P1 – Tá, você consegue manter esse...



R – Eu procuro sempre, por ser uma cidade de menor porte ela me dá essa condição.



P1 – E aí quando você viaja você pega a estrada, quais são as cidades que você faz?



R – No meu setor?



P1 – Isso.



R – Reduziu bastante com essa nova filosofia do Aché objetivando maior receituário, então a a gente cortou algumas cidades. Hoje eu visito no setor do Norte de Minas a cidade de Anaúba, é uma cidade de um grande porte para o interior eu visito também Janaúba, Mato Verde, Monte Azul, Espinosa, faço também Januária, Brasil de Minas, Bocaiúva e a sede que é Montes Claros que é onde tem o maior porte médico.



P1 – E as outras cidades são muito pequenas, tem poucos médicos, como é que é?



R – Tem poucos médicos, são cidades que não oferecem o respaldo que esperamos e o custo benefício ainda não é tão favorável.



P1 – E nessas cidades que são pequenas vocês não visitam farmácias, só os médicos?



R – Só visita médica, a visita em farmácia que nós fazemos pra acompanhamento de produto mesmo.



P1 – Certo e todos os companheiros dessa área fazem o mesmo serviço que você faz ou nessas cidades pequenas é só Aché?



R – Algumas cidades só Aché vai, porque muitas priorizam cidades de maior porte.



P1 – Certo, você tem algum produto que é marcante que você lembre de ter feito algum diferencial na campanha.



R – Sem dúvida nenhuma eu tenho uma relação muito íntima com o Biofenac, é um produto desde que eu entrei no Aché ele está comigo até hoje e eu tenho uma relação muito forte com o Biofenac, é um produto que quando eu faço a propaganda eu faço com um entusiasmo muito grande, não que eu não faço com outros, mas é que eu tenho uma relação mais íntima com o Biofenac.



P1 – E você criou alguma estratégia assim diferente, individual de tá...



R – Não, propaganda pessoal dia a dia nossa que é muito gostosa de fazer.



P1 – Como foi o seu primeiro dia de trabalho no Aché que você tem uma história pra contar sobre isso.



R – Realmente, quando a gente entra no Aché a gente fica um pouco reprimido e acaba tendo vergonha de fazer uma propaganda, na realidade você vai ter contato com o médico que sabe tudo o que você vai falar e você fica com medo, inibido de falar alguma coisa errada e acabar ele gozando de você, né, então realmente a gente tem uma certa dificuldade no início e eu tive uma experiência logo no início do Aché, foi no primeiro mês posteriormente eu ter entrado no Aché eu estava em Janaúba fui visitar um médico lá e após a visita pra você chegar até o consultório ele tava no andar de cima, é um corredorzinho e uma escada grande e faz a curvinha muito fechadinha e logo quando terminei a visita, eu saí bem descontraído com o médico, na hora que eu saí o médico me chamou de novo a atenção pra fazer uma solicitação de um medicamento no que eu voltei eu atendi o médico, no que eu retornei eu escorreguei na escada e realmente foi bastante engraçado, eu caí de costas e fui caindo até no ultimo degrau e o meu GD lá embaixo, o meu supervisor na época era supervisão, ele me esperando lá e eu caí tranquilo isso era por volta de meio dia e só pra vocês entenderem melhor por ser novo no Aché (troca de fita).



R – Por ser novo no Aché preocupado o supervisor me liga: “Fabricio amanhã cedo nós vamos pra Janaúba e você me pega no Hotel Colorado às seis e meia”, às 6h30min da manhã eu iria pegá-lo no Hotel e não deu tempo de tomar café em casa, mas eu cheguei no Hotel às 6h30min e ele me perguntou: "Fabrício você já tomou café?”, respondi: “Já tomei”, novo no Aché preocupado, pensando: “Eu vou falar que eu tomei e na hora que der uma folguinha lá pelas 9 horas em Janaúba eu faço um lanchinho leve”. Coisa que não deu, a visitação foi comprometida acabou que nós correndo atrás isso era por volta de 12h15min que eu fui visitar esse médico, né, eu só to falando isso pra ilustrar melhor e pra você só ter uma idéia mais ou menos que o clima lá é tão gostoso que 39 graus lá dá na sombra, então imagina até 12h30min em jejum depois de uma viagem de quase 200 quilômetros de carro e trabalhando até meio dia e meio e visitando médico um sol de 39 graus na sombra. Eu cai de uma escada, bati o cotovelo, cortei o cotovelo assim que saiu sangue pra caramba, mas até então eu tava tranquilo demonstrando: “Não, que é isso, beleza”. O supervisor lá com a gente, eu falei:  “Não Brito, tudo tranquilo não precisa se preocupar não, aqui nós vamos no pronto socorro agora dá um pontinho e tudo resolve” e fui pro pronto socorro com o Brito. O Brito segurou a minha pasta, beleza, tranquilo e abalado obviamente, em jejum, 12h30min, sol de 39 graus depois de uma queda dessa e eu ainda estava em pé, até aí tudo tranquilo cheguei no pronto socorro e o Brito saiu pra visitar mais dois médicos: “Ó Fabricio tudo tranquilo aí, eu vou visitar mais dois médicos que ficou faltando e você aguarda aí que vai dá o ponto e eu respondi: “Tá beleza Brito, pode ir”. E nesse intervalo eu comecei a falar com a enfermeira: “Olha, a minha pressão tá caindo”, isso eu em pé continuava: “Minha pressão tá caindo, eu to sentindo que eu vou cair”, ela riu da minha cara, falou assim: “Que é isso você tá assustado não se preocupa não, senta e fica à vontade", eu só lembro até aí, posteriormente eu acordei, tava no chão, acordei e só vi aquele monte de pé ao meu redor, olhei pra um canto olhei pro outro e só pé, eu falei: “Gente o que tá acontecendo?”, quando bati a mão na minha boca assim aquele sangue, eu cortei a minha boca toda por dentro, o que eu passei a língua eu senti falta de dois dentes, eu falei: “Cadê meus dentes?”, eu comecei a ficar nervoso, né, continuava: “Cadê meus dentes?” boca cortada, sangrando muito, a enfermeira: “Não meu filho, você tá assustado, você não perdeu o dente não, o seu dente tá aí”, passou o dedo e viu o dente, eu disse: “Minha filha eu to passando a língua aqui e to sentindo a falta de dente”, ela disse: “Não, você tá preocupado, não tá falando coisa com coisa”. E começou a falar isso pra mim e nessa hora eu fiquei mais nervoso ainda e  o Brito chegou , falei para ele:"Britto, quebrei dois dentes aqui, tá doendo demais e pessoal tá falando que eu não quebrei o dente”, e ele respondeu: “Calma Fabricio, calma Fabrício", aí quando pensa que não a outra enfermeira falou: “Eu achei dois pedaços de dente aqui é seu?”, eu falei: “Olha minha filha isso aqui é meu, isso pertence a mim” no que eu abri a boca aquilo faltando dois dentes, eu deitei lá, aí começou: “Não, ele não tem nada”, o médico me examinou e disse: “Parece que realmente ele quebrou dois dentes”, aí eu fui colocar o dente no leite e tal. E por incrível que pareça isso aconteceu como eu te falei por volta de meio dia e 15 quando foi 2 horas da tarde na minha cidade sede que é Montes Claro, todos os representantes da minha cidade já tava sabendo, então você vê que a notícia na boca de representante corre mais que a velocidade da luz. Duas e meia o meu telefone tocou: “O Fabrício, eu fiquei sabendo que você caiu de uma escada e quebrou dois dentes não sei o que e tal”. Pra você ter uma ideia a minha história inicial no Aché foi essa aí. Preocupado, nervoso, muito tenso com o supervisor do lado, realmente aconteceu esse lance aí que jamais irei esquecer e toda vez que o Brito encontra comigo em reunião ele me lembra disso: “Como é que tá o dente aí”. E no dia seguinte eu fui fazer uma propaganda e ele me apresenta como Feiticeira, fazendo propaganda assim pro médico “Doutor aqui tá o Biofenac", que eu não podia mostrar a minha boca toda cortada e faltando dente, os dois da frente , aí o médico disse: “O que é que foi que você tá com a boca assim?”, aí o chefe: “Não se preocupa não que ele é igual a Feiticeira”, eu tava visitando médico assim, então passou isso, foi uma gozação, andei pra frente, disse que eu até ia ser processado lá, né, que a pessoa subiu na escada lá cortou o pé, quando foi ver era os meus dois dentes fincados no negócio, tô correndo o risco de até ser processado, mas é isso.



P1 – Então, você contou essa história, mas na verdade vocês são muito brincalhões e gozadores cada um com sua história.



R – Pra você ver como a história distorce, né, cada um conta a história de uma forma e acaba achando graça eu mesmo.



P1 – E com os próprios médicos vocês têm essa descontração ou é uma coisa mais tensa?



R – Sem dúvida nenhuma quando a gente tem um relacionamento com os médicos a gente goza. Por incrível que pareça eu cheguei numa reunião e o gerente era o Osmar hoje tá desligado da empresa, aí ele falando: “Eu fiquei sabendo que tem um rapazinho lá no Norte de Minas que resolveu pular de umas escadas lá, que tava com preguiça de descer, andou deixando os dois dentes lá na escada”, mas outros colegas já falaram o seguinte, que o supervisor quando vai no setor os representantes novos eles procuram até chamar de neófitos, né, e tem que te lançar no campo, o supervisor vai te lançar no campo e nessa hora o meu supervisor recebeu o telefone do gerente, o gerente: “Ó você tá aí, como tá o Fabrício beleza, lança o Fabrício direitinho aí viu, eu quero que ele seja bem lançado no campo” e o Brito naquele estresse danado do dia a dia ele entendeu errado e me lançou na escada: “É pra lançar? Vup”, você imagina as outras histórias que os representantes distorcem por aí.



P1 – Imagino. E assim você já falou o que te agrada mais no Aché. O que você achou de tá contando essa história, essa história deve ter ficado registrada.



R – Essa história me marcou bastante, eu não guardo rancor de ninguém todo mundo conta a história e eu levo como brincadeira mesmo e foi marcante eu gostaria muito de ter essa oportunidade, estou tendo hoje de contar esta história e com certeza virão outras por aí, como existe outras, mas não será o caso de hoje com certeza a gente estará contando foi um prazer pra gente de fazer parte da história do grupo Aché que é o sonho de muitas pessoas e eu me sinto privilegiado hoje de fazer, de ser integrado no grupo Aché, fazer parte da família Aché.



P1 – Então tá, espero que você continue contando outras histórias e aumentando também.



R – Estaremos contando sim.



P1 – Nós agradecemos então a sua participação, na esperança que você tenha gostado e esperamos você mandar outras histórias.



R – Sem dúvida nenhuma ,receberá lá por nossos e-mails.



--- FIM DA ENTREVISTA ---

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