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História

De Madureira a Santa Helena

História de: Marcelo Monteiro Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Brincadeiras durante a infância em Madureira. A relação de união com a família. Mudança para Jacarepaguá. Estudos. Escolha de cursar Engenharia Química. Ingresso na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estágio e processos seletivos para empresas.Contratação na Votorantim Cimentos. Desafios dos cargos que exerceu na empresa. Mudança para Salto. Processo de integração na empresa. Inovações e registros de qualidade no setor cimenteiro. Importância da segurança de trabalho e o acidente.

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História completa

P1: Vamos começar com a identificação, então fala o seu nome completo, local e data de nascimento.

 

R: Marcelo Monteiro Silva, nasci no Rio de Janeiro, no dia 28 de Junho de 1972, vou fazer 34 anos agora, daqui a 16 dias.

 

P1: Está comemorando já?

 

R: É.

 

P1: Nome dos seus pais.

 

R: Meu pai Antonio da Silva, minha mãe Rosalina Monteiro da Silva.

 

P1: Onde eles nasceram?

 

R: Meu pai e minha mãe nasceram em Portugal, em Viseu.

 

P1: E a atividade deles?

 

R: Meu pai é aposentado, minha mãe, dona de casa.

 

P1: Seu pai fazia o quê?

 

R: Meu pai tinha uma loja de borracharia, né? Esse negócio de trocar pneu, comprar e vender.

 

P1: Morava no Rio de Janeiro também?

 

R: Rio de Janeiro, meu pai veio para cá com 14 anos e minha mãe com 18 anos.

 

P1: Se conheceram aqui?

 

R: Se conheceram aqui.

 

P1: Tá certo. E a sua infância, onde você passou a sua infância?

 

R: Eu nasci em Madureira, né, morei lá 13 anos e é um bairro agradável, morava entre as duas escolas de samba Portela e Império, gosto muito de futebol e de samba, e sempre, o único brinquedo que a gente tinha, na infância, sempre foi o futebol, soltar pipa, né, então são coisas que eu sempre fiz e pratico. Soltar pipa eu parei tem uns oito anos, futebol continuo fazendo até hoje ainda.

 

P1: E como era o dia a dia da sua casa lá em Madureira, o que você lembra, como é que eram as suas molecagens, conte um pouco da sua infância?

 

R: Ah eu lembro de jogar bola com o meu irmão na sala, né, a gente jogava bastante bola na sala, né, a gente até treinando para jogar na rua, a gente morava...em Madureira, as ruas, naquela época, você tinha, tipo como se fosse um clube né, as pessoas se reuniam e elas enfeitavam as ruas, praticava tanto em festa junina quanto, em época de copa do mundo, de futebol, todas as atividades você tinha alguma coisa, né? E a gente tinha time de futebol por rua, a gente batia um campeonato de bola, né, soltar pipa, porque tinham aquelas pessoas que puxavam isso na comunidade. Então eu lembro de, às vezes, meus pais não deixarem a gente jogar bola na sala, quando deixavam ia na rua  pra jogar bola, aí a gente jogava bola na sala, quando deixava, a gente jogava com o pessoal. Eu lembro de todas essas atividades da infância, de fazer junto. Uma família que sempre almoçou junto, jantou junto, sempre aquela de esperar os pais para fazer a refeição, né, a gente sempre aprendeu isso desde a infância. Meus pais são católicos, então a gente sempre teve a nossa infância o acompanhá-los de ir à missa todo domingo, né, e isso preservo até hoje, é... Assim, nos 33 anos de vida, eu sempre vou à missa, todo domingo eu vou a missa.

 

[Interrupção]

 

P1: Então, estávamos falando sobre almoço e jantar, como é que era a família, reunia mais gente, eram só vocês, quantos irmãos, como é que era esse dia a dia do fim de semana, por exemplo?

 

R: É, somos em três, lá é uma escadinha, meus pais casaram muito tarde. Eu nasci minha mãe tinha 43 anos, a minha irmã é um ano mais velha, eu sou do meio e meu irmão é um ano mais novo, então minha família sempre foram cinco pessoas muito juntas. Meus avós, eu lembro deles até uns oito anos de idade, mais ou menos, quando a minha avó faleceu. E com a minha avó viva, o pessoal reunia todos familiares, então, no dia das mães, era feito lá em casa, porque a família da minha mãe está toda no Brasil, do meu pai está toda em Portugal ainda, né, então reunia todo mundo na casa pra comemorar esses dias. Mas depois que a minha avó acabou falecendo, a família acabou ficando um pouco mais...não tão unida assim de estar sempre junta  em algum evento, né? Mas a família em si, meus pais, meus irmãos a gente sempre muito juntos, até hoje.

 

P1: Até hoje?

 

R: Até hoje.

 

P1: E como são seus irmãos, a diferença de idade para você como é que era?

 

R: A minha irmã é um ano mais velha, ela é dentista e mora em São Caetano, e tem dois filhinhos, tenho dois sobrinhos. Meu irmão é um ano mais novo, mora no Rio de Janeiro, também é engenheiro, engenheiro eletrônico e vai ser pai agora, no dia 17 de agosto, vai nascer o sobrinho.

 

P1: Filhos você não tem?

 

R: Ainda não.

 

P1: Você é casado?

 

R: Eu sou casado vou fazer oito anos de casado, agora no dia 26 de setembro, oito anos.

 

P1: Nome da sua esposa?

 

R: Minha esposa é____________

 

P1: Tá. E o que é que ela faz?

 

R: Minha esposa é consultora, ela se formou em Administração de Empresas e hoje presta consultoria para uma de empresa de colocação de pessoas e trabalha com treinamentos.

 

P1: Voltando ainda para a infância, escola o quê que você lembra, qual o seu primeiro dia de aula, escola, você era quietinho, aprontava, como é que você era?

 

R: Eu sempre estudei em colégio municipal, né, toda a minha infância, eu e meus irmãos. Eu lembro quando terminou a primeira série, fui pra segunda série e lembro da professora, aquela que você tinha a professora dentro de casa, né, falou pra minha mãe que eu não tinha muito futuro, assim, pra estudo, que eu não seria aquela pessoa inteligente. Concordo com ela num certo ponto de ser inteligente, mas de futuro eu acho que ela errou um pouquinho né? Era sempre a minha irmã que foi a mais inteligente,né, ela se...a destacada sempre foi a que puxava a família, tanto que é que eu sempre estudava com ela, várias dúvidas, sempre tirava com ela, ela sempre foi a mais inteligente e eu era uma pessoa no começo muito desligada, né, não era aquela pessoa de ficar estudando, fazendo trabalho em casa, na verdade eu sempre fui uma pessoa calma, sou muito alegre, mas sempre muito calmo...

 

P1: Mas não era arteiro?

 

R: Não. Sempre muito calmo, mas também sempre muito alegre.

 

P1: E você estudava em Madureira mesmo?

 

R: Sempre em Madureira, Miguel Romero até a oitava série, aí depois fui morar em Jacarepaguá aí passei para outro colégio em Jacarepaguá, uma estadual, no meu segundo grau.

 

P1: Você mudou com a família para Jacarepaguá?

 

R: Mudei com a família, quando a gente morava em Madureira meu pai tinha um comércio e ai em Madureira, veio um shopping para Madureira, né, aí quando veio o shopping escolheu logo o nosso bairro, a nossa rua, né? Pegava várias ruas, aí meu pai acabou vendendo o comércio, vendendo onde a gente morava e a gente acabou indo para Jacarepaguá, com 13 anos de idade...

 

P1: Ele tinha comércio do quê?

 

R: Ele tinha uma borracharia, né, comprar pneu...

 

P1:Você ia lá?

 

R: Eu ia lá bagunçar, entra no pneu, sai do pneu, mais atrapalhava do que ajudava, né?

 

P1: Mas gostava de ficar com ele?

 

R: Gostava de ficar com ele, era perto,né, nossa casa era do lado, então era legal, pra gente, era diversão, você não imaginava qual era o sufoco que tinha de manter um comércio, né, você quando criança tudo era brincadeira, tudo diversão, depois você conhecendo um pouco mais da vida você percebe qual é as dificuldades que você...que ele tinha no comércio.

 

P1: E a sua relação com ele, com a sua mãe, como que era?

 

R: Minha mãe é muito alegre,né, muito brincalhona, gosto de “zuar” e curtir minha mãe, sempre muito animada. Meu pai é uma pessoa sempre muito mais séria, né, meu pai é uma pessoa mais fechada, não demonstra muito sentimentos, mas é uma pessoa que gosta da família, que gosta de todo mundo, de viver junto, mas é aquela pessoa mais fechada. Minha mãe já é alegre com todo mundo, ela pode nem conhecer a pessoa já está rindo falando, minha mãe é bem mais descontraída...

 

P1: E ele é mais sério?

 

R: Meu pai é mais sério.

 

P1: E a sua época de adolescente o que te influenciou para você virar engenheiro químico, conta um pouco essa transição?

 

R: Quando eu entrei no segundo grau, comecei a fazer segundo grau estadual, então meu pai não tinha condição de pagar uma faculdade pra gente, para os três filhos, então a meta nossa, meus pais não têm ensino completo, né, mas são pessoas muito sábias, podem não ser inteligentes, mas são bem sábios. E falou: vocês têm que estudar, vocês têm que dedicar um tempo pra estudar nesses três anos que vocês têm agora, porque se não conseguir passar numa universidade federal ou estadual, vocês vão ter que trabalhar, porque não tenho condições de pagar a universidade. Então, nós três começamos a estudar muito, não só o que davam no colégio, mas procurar correr atrás de informações, e minha irmã sempre como pessoa mais inteligente, né, a gente sempre ia na cola dela. A minha irmã queria fazer odonto e eu sempre gostei da odontologia, sorriso, né, sempre gostei disso, só que eu não posso ver sangue, eu vejo sangue meio que desmaio, eu até para tirar sangue é um problema, eu só tiro na fábrica e é um problema sério que eu não posso ver sangue, fico branco e tem que ser muito homem para admitir que desmaia quando vê sangue, é o meu caso, eu passo mal. E aí quando eu vi que precisaria mexer com anatomia e ver sangue eu desisti de fazer isso, “ah, não quero mais isso para a minha vida”, desisti e no último ano, não sabia o que iria fazer, né, falei “não vou mais fazer odonto, mas não sei o que vou fazer”. E no último ano na faculdade, em 1989, a Petrobrás abriu um grande concurso onde falava sobre engenheiros químicos, né, várias engenharias e aquele nome, engenharia química me chamou a atenção porque eu gostei muito de sempre química, física e matemática, e era o que precisaria para a pessoa ser bastante forte pra isso, né, e aí eu escolhi, vou fazer Engenharia Química assim de ouvir falar, mas sem ser influenciado por ninguém, porque eu não conhecia nenhum engenheiro químico, nem sabia muito bem o que que era, né, só por ver o anuncio e me interessar, sei lá achar o nome bonito, achar aquela coisa interessante.

 

P1: E como foi quando você chegou lá e viu o que era?

 

R: Aí eu minha irmã sempre estudamos junto, porque minha irmã perdeu um ano nessa transferência, né, aí a partir dali passamos a estudar juntos no Segundo Grau e eu sempre fui na cola da minha irmã. Nesse sentido a gente passou pra UFRJ, na Federal do Rio de Janeiro. Quando eu comecei a fazer Engenharia Química, lá é integral e é muito focado em matemática, física e química, e eu fui gostando da matéria, eu fui gostando, só que durante o meu percurso de faculdade eu sempre me via trabalhando em fábrica de cerveja, né, cervejaria, não sei porquê. Eu nunca me via trabalhando em fábrica de cimentos e até quando eu fiz a entrevista com a Votorantim, na primeira fase, lá eles perguntaram pra mim se eu conhecia sobre cimento, eu falei: “na aula, que foi há seis meses, de cimento eu faltei, porque eu estava fazendo estágio, não conheço nada de cimento” e eu estava fazendo trainee, mas estava com um foco de passar para outros cursos. Isso que eu estava fazendo, quando eu tomei bomba em todos, e voltei para fazer a segunda fase da Votorantim eu falei “puxa porque que eu falei que não gostava de cimento, que eu faltei na aula de cimento? Se eu pudesse voltar atrás eu mudava essa história” e eu acabei entrando no cimento e hoje é minha paixão, eu gosto, são dez anos trabalhando lá sempre com bastante carinho.

 

P1: Quantos anos você tinha quando entrou na faculdade?

 

R: Eu entrei com 17 anos.

 

P1: E se formou com?

 

R: Eu com 22 anos. Eu fiz em 6 anos, porque eu tive que fazer...a dificuldade na UFRJ por ser integral, ninguém te dá estágio, né? É difícil alguém te dar estágio por quatro horas, então quando eu fiz estágio eu fiz na __________. Na entrevista, lá eu sempre levava bomba, né, “puta, eu faço UFRJ e não consigo pegar um estágio”. Ou era muita gente, aí sempre passava na primeira fase, e ficava na segunda, ou não passa na primeira e quando eu fui para a (SANDORAS?), para a segunda fase, a pessoa me perguntou se eu tinha disponibilidade de fazer, qual horário que eu tinha, eu falei o dia todo, você pode escolher qualquer horário aí que eu faço e aí eu acabei passando e ficou das 7hrs as 17hrs, por isso eu tive que fazer a faculdade, eu tinha que arranjar alguém para assinar pra mim e fazer prova e tal, acabava não podendo fazer isso. Depois de seis meses de estágio, aí eu abri o jogo, né, falando pra me desculpar, fiz os seis meses, agora nos próximos seis meses, enrolação, eu não posso mais fazer assim, senão não consigo me formar, né, e aí eles reduziram a carga horária e aceitaram que eu ficasse lá, também não sei porquê, acho que gostavam de mim, aí aceitaram que eu reduzisse a carga horária  e eu consegui levar a faculdade e me formei em seis anos.

 

P1: Seu primeiro emprego foi na Sandoras?

 

R: Não, foi como estagiário...

 

P1: Como estagiário?

 

R: É.

 

P1: Conta um pouquinho dessa sua passagem pela Sandoras.

 

R: Era no Rio de Janeiro, era perto do interior do Rio de Janeiro, ficava há uma hora mais ou menos da minha faculdade, e é uma farmacêutica, né, e ela também tem a parte de pigmentos e tem uma linha de aditivos, né, que hoje é a (MBT)_____________Sandoras, um grupo grande da (MBT), e foi uma experiência boa, porque eu não conhecia nada de indústria, só a formação acadêmica até então, nunca tinha feito estágio. Quando eu comecei a fazer estágio o dia todo, eu comecei a perceber que as pessoas achavam que o estágio era como mão de obra, como hoje, acabam não valorizando muito e sempre aquela atividade que ninguém quer fazer, precisa fazer um negócio que não tem ninguém que queira fazer, então essa pessoa pode fazer, né, acaba te mandando fazer aquela atividade. Já no segundo período, eu comecei a pegar algumas atividades, assim quando você é estagiário você aceita fazer tudo, você acaba querendo se identificar e querendo aprender e a grande oportunidade que teria isso como estagiário seria que essas pessoas identificassem que você tem um chance de poder conhecendo a cultura da empresa, a política da empresa, se identificar com isso para poder crescer, porque você estaria aprendendo desde o básico, o que que é ralar, ter que aprender. E eu tinha um chefe que fazia eu trabalhar demais, então ele botava a gente pra fazer mesmo, sempre se esforçando bastante, então isso te dá aquela vontade de você gostar da empresa, né, ““puta”, eu vou querer ficar aqui porque eu sei que é difícil, a caminhada é longa, mas é legal”. Aí quando terminou o meu estágio, a ideia seria me contratar como técnico em química, e como eu estava fazendo engenharia, eu meio que falei: “Ah não, acho que o que eu queria fazer era ter o meu estágio eu já fiz, vou encarar a vida sendo engenheiro ou uma outra atividade qualquer, mas não como técnico em química”.

 

P1: E aí qual foi o seu caminho?

 

R: Aí eu saí do estágio, me formei, saí, terminei o estágio em Dezembro de 1995 e comecei a mandar meus currículos para o programa de trainee, né, basicamente trainee. E aquela mesma história, aí você vai na primeira fase, você leva bomba, aí uma você passa na primeira, na segunda leva bomba de novo, você vai passando várias atividades, várias fases e vai levando bomba ou não. Eu lembro que eu fiz prova de Americanas, que eu tinha passado, mas falei pó para trabalhar nas Americanas tinha que ficar apresentando comercial e estava fazendo para uma empresa de ___________ que era a ______________ e estava fazendo para a Votorantim. E estava na última fase na _______________ e na Votorantim estava na primeira fase ainda, né, e como eu não conhecia cimento na faculdade eu tinha faltado nas aulas de cimentaria, também não era aquele meu interesse total, também não conhecia muito o grupo. Aí quando eu fui fazer a segunda fase, foi até interessante, eu fui na Cantagalo fazer a segunda fase, eu liguei para a minha mãe dizendo que eu tinha chegado de viagem, cinco horas de viagem, peguei três ônibus, quando eu cheguei lá minha mãe falou que eu, tinham ligado para casa e minha mãe tinha falado que eu tinha levado bomba, tinha recebido uma carta e tinha levado bomba na ____________. Aí eu falei “nossa senhora, agora porque que eu falei que não gosto de cimento, agora eu estou ferrado para a segunda fase”, mas até que deu certo, aí fui passando na fase eu comecei a trabalhar em Março, me chamaram no final de Fevereiro, né, eu comecei a trabalhar em Março.

 

P1: Em Março de?

 

R: De 1996.

 

P1: 1996. Em?

 

R: Em Cantagalo.

 

P1: Tá. E me fala um pouco qual era a sua visão antes de entrar no grupo?

 

R: Sobre o grupo?

 

P1: É. O que é que você sabia, como é que era?

 

R: Eu conhecia no Rio de Janeiro na época, a marca forte de cimento, era a Mauá, né, a Mauá fazia um merchandising muito grande, e eu gostava muito de futebol, você ia lá no radinho de futebol, sempre falava sobre Mauá. Intervalo do jogo, a propaganda muito grande sobre cimento Mauá, então automaticamente eu conhecia muito pouco sobre a Votorantim Cimentos, né, e na faculdade também, como eu dei preferência a uns outros lados da química orgânica e não inorgânica, você acaba não conhecendo em detalhes a Votorantim. Eu passei a conhecer o grupo quando eu entrei, quando eu fiz as entrevistas, né, eu fui apresentado a comissão era feita pelos funcionários internos da planta, então tinha pessoal do RH que ainda está lá até hoje que é o Paulinho, o _____________________ trabalha comigo, foi um das comissão que me escolheu, eu não sei se ele me escolheu a favor ou contra, né? (risos) Isso eu não sei até hoje, mas ele estava na comissão lá que você vai entrevistar ele, um dos que estava na comissão enquanto eu estava fazendo as várias fases, então eu vim a conhecer o grupo mesmo quando eu entrei na Votorantim, antes disso eu não conhecia o grupo, né?

 

P1:E essas entrevistas o que que você lembra? Além de imaginar que você queria trabalhar com cerveja ?

 

R: Eu lembro e é engraçado que tinha uma pessoa que fazia entrevista direto e eu tinha encontrado com ele em vários programas de trainee, né, de Dezembro pra cá eu tinha encontrado ele em uns cinco programas e na _________________ a gente passou em todas as fases e ele estava chegando na final também e ele falava que a mãe dele era cimenteira, o pai dele era cimenteiro, que avô dele era cimenteiro, a gente brincava com ele e falava que toda a família dele era cimenteiro, porque na entrevista ele falou, não minha mãe é cimenteira, meu pai é cimenteiro, meu avô trabalhou, minha avó, falava que a família toda trabalhou lá e ele já tinha feito estágio numa cimenteira, né, e ele queria cimenteira e eu queria ______________ eu estava na __________ na final e com ele na cimentos junto, aí ele tinha passado por outras empresas trainees juntos, aí eu lembro disso. E na hora que eu cheguei lá no hotel em Cantagalo, depois que eu fiquei sabendo que tinha levado bomba, se ele estava na final, automaticamente ele tinha passado e na hora do jantar ele falou que tinha passado, só que ele queria cimento aí eu falei, “putz, vai ganhar a _______________ e vai ganhar o cimento porque já fez estágio em cimento, todo mundo da família dele é cimenteiro, falei que não conhecia cimento” e na verdade acabei indo para o cimento e ele ficando na ___________.E depois eu vim encontrar ele no grupo só que na parte de cálculo, foi em 2001, num desses seminários que reunia todo mundo eu encontrei ele na sala, você olha pra pessoa e fala: “eu conheço de algum lugar”. A fomos conversar e a gente se conhecia dessa caminhada aí e ele estava na cal.

 

P1: E aí você morava em Madureira e mudou para Cantagalo?...

 

R: Não mudei para Jacarepaguá...

 

P1: Jacarepaguá?

 

R: Com treze anos, aí fiquei lá oito, nove anos aí depois mudei para Cantagalo, morei em Cantagalo quatro anos, cidade pequena com 27 mil habitantes, não sei bem a precisão, mas muito legal de morar, sempre gostei muito das pessoas de lá e passei a vim muito menos para o Rio de Janeiro do que imaginava que ia vim, né, eu vinha uma vez por mês, uma vez a cada dois meses, passei a ficar direto em Cantagalo.

 

P1: Você lembra do seu primeiro dia de trabalho?

 

R: Lembro eu fiquei umas três horas esperando, não tinha integração, mas as pessoas me mostraram o trabalho, só que cheguei segunda feira às sete horas da manhã aí tinha uma reunião gerencial e aquele negócio da correria, né, então eu vou para reunião, devia ter pegado lá, ta com problema e fiquei sentado na sala, lá, esperando três horas até, acho que liberaram meu chefe pra começar a falar do trabalho. Naquela ansiedade de querer trabalhar a vontade, eu lembro. Fui super bem acolhido em Cantagalo, as pessoas sempre me trataram muito bem, alguns problemas você sempre tem, mas sempre, até hoje, eu estive lá mês passado numa reunião e é bom você rever amigos e ver que as pessoas ainda lembram de você e te tratam com carinho, isso é muito legal.

 

P1: E como foi a sua trajetória lá, entrou como trainee?

 

R: Entrei como trainee de Controle de Qualidade, fiz laboratório durante nove meses, aí depois foram contratados mais dois trainees, e aí um no Controle de Qualidade e outro entrou para a parte da ISO 9000, aí depois de nove meses eu passei pelo processo, fiquei uns três meses no processo e aí pintou uma vaga para chefe de moar cimento e ensacadeira, né, mas não efetivamente como chefe, né, eu ainda continuei como trainee, fiquei dois anos como trainee, aí fui para parte de moar cimento e sacadeira, aí fiquei três anos nessa área,né?

 

P1: Conta um pouco desse trabalho?

 

R: Ah, o Controle de Qualidade era...você imagina chegar como trainee num laboratório que tem bastante gente com quinze anos de experiência e que você vai assumir uma equipe que não tinha um representante de qualidade naquela época, sendo novo e não conhecendo nada sobre cimento? Então se você não trabalhar em equipe, não usar as pessoas, no sentido de você crescer com elas, você não teria nada né? Porque é um conhecimento, e as pessoas com o conhecimento estavam ali, e estavam dando a oportunidade pra mim de ser o chefe, o gestor naquela área, então eu guardo com bastante carinho as pessoas como o Vitor, que está até lá hoje, que me ajudaram, eu encontrei lá e falei: Pô você sempre me ajudou, sempre ajudou tudo quanto é engenheiro que passou por aqui, você sempre ajudou. Eu lembro que eu ia para reunião e falava: “Ah o Vitor analisou lá e isso aqui e aqui”, porque ele que fazia, né, ele que via as coisas. Ele tinha aquela visão e eu aprendi bastante com ele. Depois passei no processo, para uma área mais difícil, porque aí a recepção não foi tão boa, em função das pessoas também já terem bastante tempo de cargo na chefia, né, me verem como um cara novo chegando na área, mas foi um desafio bom também para poder aprender a lidar com desafios e depois, quando assumi a parte da moar e sacadeira que aí que ficou mais complicado, porque aí separaram meio que a área de __________ é uma coisa, sacadeira é outra e sempre tem trabalhar junto, né, aprender junto, tinha aquela separação, mas aí você está formando uma equipe e eu acho que, se você monta um ambiente de trabalho bom com as pessoas, além das pessoas serem mais produtivas e ficarem satisfeitas em trabalhar, você consegue debater ideias, você consegue trabalhar em equipe, você consegue crescer, então eu acho que isso aí foi um dos pontos positivos que eu consegui no amadurecimento dessa cadeira, é bom chegar e ver que as pessoas lembram de você, falam bem de você, querem cumprimentar você, né, isso é legal.

 

P1: No cargo de chefia?

 

R: No cargo de chefia é mas sempre como trainee, eu deixei de ser trainee acho que com dois anos e meio, numa entrevista que fizeram comigo descobriram que eu era trainee ainda, é aquele negócio de, às vezes, as pessoas não acompanharem, esse é um grande problema no século, você acaba não acompanhando a pessoa que entra na empresa, né? Do acompanhamento, das sucessões, acaba tendo o problema de até perder a pessoa depois porque ela acaba saindo, ficando descontente, né, mas, como sempre, em Cantagalo tinha bastante desafios, né, você acaba não tendo tempo de ficar pensando que vão mudar meu cargo ali, mas está sempre com desafios, a única oportunidade de crescimento.

 

P1: E da moagem você passou...?

 

R: Aí em 1998 teve um seminário que a gente apresentou um trabalho, seminário de processo em grupo, um trabalho sobre CKP, apresentei o trabalho que a equipe fez, nós montamos juntos e aí em 2000 eu recebi o convite para vir para a fábrica de Salto. Salto era a fábrica que eu já olhava lá como, você tem todos os rankings das fábricas, né, Salto sempre foi aquela fábrica que me chamava a atenção, aquela colocação de ranking de custos, dos investimentos, por ser uma fábrica complexa que as outras pessoas falavam então sempre me interessou, uma fábrica que brilhava os olhos, “putz nessa fábrica deve dar orgulho trabalhar nela, né?” E quando me convidaram pra vir para Salto, eu lembro que eu sentei na mesa com o meu chefe e com o gerente e ele me convidou,  ele queria me dar um tempo para pensar e eu falei “não precisa dar um tempo para pensar não, eu vou amanhã se quiser, é só dar o tempo dá uma passada aqui, liberar e vou”, apesar de eu gostar de Cantagalo, mas das pessoas, da cidade, porque eu já ficava muito mais tempo em Cantagalo do que no Rio de Janeiro, e fui para Salto.

 

P1: Salto era a referência assim para você?

 

R: É, não era o primeiro do grupo, o primeiro do grupo sempre era a Rio Branco, Salto era aquela que ficava em segundo lugar em custos, né, mas não sei porque sempre foi uma coisa que me chamava a atenção, Salto, aí eu vim pra cá em 2000. Cheguei na fábrica com bastante experiente e fui super bem acolhido, a fábrica que me acolheu de braços abertos, aí, só tenho a dar elogios, um clima muito agradável para trabalhar e a fábrica que eu acabei pegando um carinho especial, né, por Salto e hoje Salto de Santa Helena que eu tenho orgulho de trabalhar e acho que eu não troco essas plantas aqui, por uma planta do grupo com ela.

 

P1: E como foi essa mudança de Cantagalo, do Rio de Janeiro, para o interior de São Paulo?

 

R: Tranquilo, eu nunca fui muito apegado ao local, eu sempre fui bem família, de estar com os meus pais, com a minha mãe...

 

P1: Você já era casado?

 

R: Eu casei, era um ano casado já. Sempre fui muito apegado ao local, né, mais a família  e quando teve a oportunidade de vir para Sorocaba, interior mas é muito maior do que você tem em Cantagalo. Cantagalo você não tinha muitas oportunidades, você queria continuar estudando inglês, você não tinha muita opção, né, ou uma faculdade, ela acaba tendo algumas limitações é um lugar tranquilo para você morar, mas assim com oportunidade de crescimento não seria o ideal e quando eu vim aqui conhecer Sorocaba, eu me apaixonei pela cidade, apesar de eu não conhecer nada de Sorocaba, eu mal conhecia o nome da rua, apesar de morar aqui a seis anos, mas é uma cidade bonita, a Votorantim né, eu me adaptei muito bem aqui, as pessoas e a cidade.

 

P1: E você que tinha Salto como referência e como foi a sua chegada aqui?

 

R: ah foi legal, Salto estava...

 

P1: Na planta mesmo.

 

R: ...Passava por alguns problemas né, tinha tido problema então a pessoa que estava no lugar que eu vim, tinha saído a fábrica tinha problema. Só que a fábrica tinha uma coisa muito legal que eu sempre gostei, que era senso de equipe muito forte, né, as pessoas sempre trabalharam muito juntas, as pessoas sempre valorizaram o bom relacionamento, e aí eu trouxe para cá um pouco da minha pitada de bom humor, eu acho que isso é muito importante, todo problema você ficar triste ou você achar que se a tristeza resolvesse alguma coisa não ficaria, mas não resolve, então eu sempre gostei desse ambiente do trabalho aqui em Salto, e não conhecia, mas quando cheguei aqui era muito legal.

 

P1: Você se lembra do seu primeiro dia?

 

R: Lembro que eu cheguei no dia 17 de Abril, né, o __________ tava parada ___________ de Salto tinha vários problemas operacionais, né e o ___________ estava parado, e aí eu conversei com o gerente da planta, na época do Celso e fui fazer integração pegar uniforme e falou: Ah, fica aqui na sala que daqui a pouco vem alguém pra mostrar a fabrica pra você. Eu falei não precisa, né, fábrica de cimento, não precisa de ninguém me mostrar a fábrica de cimento, aí fui para a central comecei a conversar com as pessoas e fui pegando papel pra anotar a área, para dar uma volta né? E tem um fato interessante também que Salto tinha acabado de contratar uns estagiários para trabalhar na produção, eu lembro que um dos estagiários chegou perto de mim, me viu na área lá com a planta, olhando: “Ah, você aqui também é estagiário?” Eu falei: ‘não, eu sou novo aqui”. “Ah então vem que vamos dar uma volta aqui pela planta”. E nós fomos dar uma volta pela planta e tinha alguns equipamentos eu já conhecia, como maçarico, aí a gente chegava lá e, não sei o que é isso aqui e isso aqui, aí eu como conhecia, começava a explicar. Aí ele: “Ah você como estagiário está sabendo bastante coisa, né?” Aí depois quando a pessoa ficou sabendo que eu vinha para ser chefe, ele veio pedir desculpa, engenheiro de produção. “Ah desculpa, aí rapaz!” Você tem razão eu sou novo também na planta, né, mas foi legal.

 

P1: Você tinha quantos anos?

 

R: 22...Não, tinha 26 anos, 25 a 26 anos.

 

P1: E aí quando você chegou estava dizendo tinha problemas, mas qual foi a sua reação, já que era uma referência para você?

 

R: Não é que é uma planta grande, tem uma boa capacidade de produção, né, tinha problemas, só que era um...Aquilo que eu tinha falado é um desafio bom a encarar e eu cheguei e a planta estava parada, então esse negócio de integração assim muito grande, né? Mas eu já fui pra área, eu lembro que eu já sai daqui as 19 horas com os funcionários, com o Pedro e com o Firmino, porque já ficaram na operação e eu era chefe do Pedro, já fiquei com eles também ajudando e aí aquele negócio, a curiosidade de ficar junto com as pessoas e aí quando voltou a rodar já entramos no esquema sem ter aquele negócio, “ah, tem que ter integração formal, tem que ter aquela passagem de bastão, conhecer a planta”, foi no peito e na raça mesmo, mas foi muito legal. Não tenho nada a reclamar, seu eu pudesse voltar atrás eu não mudava nada do que foi...

 

P1: Faria igual?

 

R: Igualzinho, acho que a minha integração foi perfeita.

 

P1: e você mora aonde?

 

R: Eu moro aqui perto, tem um condomínio, né, são dez casas numa fazenda e eu moro em uma dessas casas, eu e os outros coordenadores.

 

P1: Você chegou então com o cargo de coordenação de manutenção?

 

R: Não, de coordenação...

 

P1: Coordenação de produção, desculpa. E quando você passou para gerente das duas fábricas, porque você me falou que pegou uma e depois pegou outra, depois era um só, como é que foi?

 

R: Até 2001, as plantas eram separadas mesmo, gestão era separada, tinha uma gestão em Santa Helena e uma em Salto, então as coordenações tudo separado. Em 2001, no final de 2001 teve uma unificação quando virou Sul- Sudeste, né, e aí a planta passou a 2002 a ter uma gerência única né, e começava a pensar em coordenação única, né, coordenação para duas plantas juntas. Então nesse período eu trabalhei em coordenação só de cimento e sacamento das duas, depois peguei a coordenação total das duas plantas durante o ano, depois separou de novo as coordenações de produção e fiquei só com Salto e em Abril  de 2005 eu assumi a gerência das duas unidades, né, fui convidado no final de Fevereiro, né, quando o Ismael tinha sido convidado para ser gerente na diretoria e aí o Josué e o Marinho me convidaram para assumir a gerência das unidades e assumi no dia 1º de Abril, que não é mentira, assumi as duas unidades.

 

P1: E os desafios que você teve nesse período, quais os grandes desafios?

 

R: É, você vem para uma planta que você tem orgulho de trabalhar e você vai ser o gestor na planta, então eu tinha como objetivo um desafio mudar um pouco o clima que já estava bom, mas fazer um clima de integração maior ainda, considerar..quebrar algumas barreiras, e considerar como uma equipe única, né, ou seja não importa seu estado, é da mecânica ou da fabricação o resultado da planta,né, então você pensar em uma visão única, já que é uma planta única, todo mundo enxerga como planta, então porque que internamente teria que ter a separação de enxergar você como planta separada né? Então isso era um grande desafio, o outro é como um entre os meus coordenadores eu era o mais novo, tanto de idade quanto de tempo de casa, né, então também tinha aquele grande desafio de saber como é que eu vou lidar com pessoas que _______ meus pares, às vezes, com mais experiência do que eu com cimento e eu que fui escolhido para essa unidade, fora os desafios operacionais e técnicos, né, da planta, de você querer que a planta crescesse, que a planta se tornasse a melhor do grupo, né, então esse seria o nosso desafio.

 

P1: E como foi essa relação que você estabeleceu com essas pessoas?

 

R: Foi legal, eu sempre tratei todo mundo muito bem, né, eu não sou uma pessoa de falar alto, de bater na mesa, sou uma pessoa que gosta de corrigir o que está errado, e gosta de valorizar os pontos fortes, né, sempre tive esse estilo, sou uma pessoa super alegre para trabalhar, na hora que tem que reclamar de alguém eu reclamo, mas sempre profissional, eu saio dali, trato todo mundo bem, e nem quando eu estou reclamando eu nunca perco a linha, né, eu acho que você não pode é..nunca levar para o lado pessoal, você está falando do trabalho, da profissão, um trabalho que você achou que ficou bom ou que não ficou bom. Então sempre tive um bom relacionamento com todos os coordenadores, eu, do meu ponto de vista, porque é muito fácil falar do que eu acho, vou falar que é uma maravilha, eu acho que está indo muito bem, tenho preservado bastante a gente trabalhar como equipe, né, equipe única, eu acho que pra você conseguir o comprometimento de todo mundo, uma única coisa, né, você ser coerente com o que você fala e com o que você faz, se você consegue falar...se o que você fala você faz, aí você consegue o comprometimento, você quer o comprometimento assim você consegue, então eu acho que isso é importante.

 

P1: Fora os desafios quais os grandes avanços que você já conseguiu, que você tem conseguido e os avanços também da própria fábrica?

 

R: Acho que o importante é as pessoas começarem a perceber que a fábrica é uma só, né, não existe mais a separação por área, existe claro no papel, porque você precisa ter a sua estruturação, metas departamentalizadas, mas tem que ter um foco único,né, esse é um grande desafio. Acho que a gente está conseguindo fazer, de um ano e dois meses, quando as pessoas vem de fora conhecer a planta, né, e eles te dão um feedback com relação ao ambiente agradável de trabalhar, descontraído, as pessoas falando de planta como uma coisa só,né, todo mundo querendo ajudar os outros, né, então eu acho que isso aí é uma coisa que a gente tem conseguido, só que é um negócio que demanda tempo, né, é um investimento de tempo que você precisa continuar fazendo, né, você continuar investindo nessa cultura de trabalhar unificado, trabalhar como uma coisa só né? As pessoas saberem que cada um,  ser aquele nome da união, que o todo é mais forte, né, que tem que juntar todas as partes para você conseguir um objetivo em comum, acho que esse é um grande desafio e vai demandar mais tempo, a gente tem auditoria do sistema de gestão em que a gente tem mostrado isso,né, a gente tem feito auditoria na planta como uma coisa só, todas as áreas, mas como uma coisa só e todo mundo trabalhando junto, né, a ideia de coisas que no passado você tinha muita reclamação. A turma reclamava de tudo que era muita coisa, né, muita coisa é, mas não tem que reclamar tem que fazer, né, porque eu acho uma coisa interessante a gente precisa dividir com o papel de cada um e ter uma única coisa, atitude, se você tem o pontapé inicial, você tem atitude, você acaba mudando muitas coisas, então isso aí é uma coisa que a gente está plantando, e tem conseguido legal. A unidade conseguiu bons resultados, mas a gente tendo alguns bons resultados ________________________ e ela vem mantendo bons resultados em Capei ________ a gente vem mostrando a planta bem confiável para trabalhar esse objetivo, só que por ser uma planta que equivale a 24 horas, 360 dias por ano, só as paradas programadas, você sempre tem problema né? E a ideia é você ter o problema e saber tratar os problemas para evitar que se consiga, para garantir que você consiga ter perenidade dos seus resultados. Salto nós vamos fazer auditoria ISSO 14000 esse ano, pra gente é um ponto importante, né, vai ser agora em meados de julho, então vai ser um marco interessante pra gente, a gente tem a auditoria da ICPS agora no começo de Julho também, pra gente é um marco saber como é que está o sistema de gestão? Aquela ideia da gente tentar mostrar pra quem vem aqui o sistema de gestão não é feito por uma pessoa, né, não existe super homem, que as pessoas conhecem isso que amanhã o Marcelo saindo, os coordenadores saindo, continua rodando o sistema de gestão, então isso a gente quer mostrar agora na auditoria, as pessoas começarem a ver e perceber como foi na outra, que as pessoas estão inteiradas no sistema de gestão e fazem rodar a planta e fora os investimentos, tem o rock disk, o queimador de pneu, para a fábrica de Salto...

 

P1: Conta um pouquinho essa queima dos pneus, como é que funciona?

 

R: Está a cinco anos já essa briga aí para conseguir côo processar em Salto-Santa Helena. Salto –Santa Helena é a única unidade do grupo que ainda não consegue co processar e aí tem tantos problemas, acho que nosso e acho que organizacional de São Paulo, na Cetesb, é muito rigorosa e a gente está, no ano passado, a gente conseguiu fazer um investimento e a montagem do rock disk que começou agora em Fevereiro e a gente está agora, junto com a Cetesb, tentando a licença, né, já fizemos um teste de queima e agora estamos esperando o laudo do relatório, né, vendo alguns probleminhas e daí continua a luta, não desanimar nunca, para conseguir a licença para co processar em Santa Helena, esse vai ser um grande desafio.

 

P1: Marcelo a gente estava falando sobre a queima dos pneus, esse novo formato, como é que é?

 

R: É a luta para coprocessar em Salto-Santa Helena vem a cinco anos, né, ela é a única unidade do grupo que ainda não faz coprocessamento, uma por algumas dificuldades técnicas nossa também e a outra por estar inserida em São Paulo, onde o orgamental setegra muito pesado, né, tem muita exigência. No passado começou a iniciou o rock disk né, que é um queimador de pneu, na verdade é um gaseificador que você acaba queimando pneu e você acaba trocando calor, aí tirando o combustível do forno,  a gente iniciou ele em fevereiro desse ano, fizemos o pré-teste, fizemos o teste de queima com a Cetesb, onze dias de teste na planta, todas as medições, saiu o resultado, tivemos apenas um probleminha, então agora a Cetesb avaliando o relatório para conseguir refazer esse...quatro horas de teste, para tentar a licença para começar a co processar o pneu, né, e foi um investimento alto de 10 a 8 milhões de reais que tem como grande objetivo na redução de custo na unidade de Salto, isso vai alavancar bastante a unidade de Salto em relação a custo, né, para a gente é muito importante.

 

P1: Ele substitui o coque de petróleo?

 

R: O coque de petróleo...

 

P1: explica um pouquinho esse processo?

 

R: A ideia é pegar o pneu e pelo pré-teste ele mostrou ser um equipamento muito bom, que você acaba queimando pneu fora do forno e você acaba trocando apenas o calor, né, você pega o pneu e como se fosse uma câmara de gaseificação você queima o pneu dentro desse equipamento, aí você coloca o calor para dentro do forno e você tira combustível, porque fábrica de cimento você pega combustível para você queimar e gerar calor, é como se você estivesse com combustível alternativo, queima do lado de fora e você acaba trocando pelo coque. Tem aí as vantagens para o meio ambiente porque a redução de NHX, NHX na emissão, então como a gente está aqui em São Paulo, Sorocaba você tem um problema de dispersão, você tem toda a região da emissão você acaba favorecendo o meio ambiente, também tem outra vantagem, você acaba tirando o pneu do meio ambiente e queimando em fábrica de cimento, a química é completa, né, porque você acaba gerando combustível e esse ferro da malha de aço, né, você acaba incorporando no (clinque) porque o ferro é uma matéria prima nossa, então você acaba tendo uma química completa, fora também o benefício que você tem custo, né, porque você acaba tirando combustível caro, por um combustível alternativo que as pessoas pagam para você usar, então por isso é importante.

 

P1: Você estava falando do ISO 14000 fala um pouco da importância da qualidade de uma fábrica de cimento?

 

R: Ok. Quando você vende cimento e por ordem o cimento tem que ter uma resistência a 28 dias num certo patamar, num certo valor, ninguém fica esperando dá os 28 dias para vender seu produto, né, então você precisa deter no seu processo vários __________ que garante para você no final que aquele cimento que você está vendendo ele vai sair na qualidade certa, então a qualidade é, seria assim, a prioridade zero da Votorantim, junto com acidentes dos produtos, ou seja, você vender numa época de crise, num ambiente ácido, né, de concorrência, você está sempre preservando a qualidade, né, a qualidade do seu produto que é a sua imagem no mercado você manter em alta sempre. Então todo o processo, desde a extração do calcário, até a produção de farinha, de (clinque), a retomada para refazer o cimento, todo esse processo você tem várias análises que são em 24 horas, para garantir que o produto final que vá entregar para o cliente, vai superar a expectativa de cada órgão, né? Então esse que é o foco pesado da Votorantim, daí você tem certificações como ISO 9000, parte do sistema de gestão e a ISO 14000 mais ligada ao meio ambiente, né?

 

P1: Você conhece, você identifica no seu trabalho do dia a dia os valores da Votorantim?

 

R: Identifico, eu acho que solidez, ética, respeito, aquela coisa de união é muito importante para qualquer ambiente, né, eu acho que o respeito ainda é fundamental, como estava falando no começo, você não precisa xingar ninguém, nem bater na mesa para alguém obedecer a fazer,né, e como eu falei, né, você é coerente no que fala e faz, você acaba enxergando aquilo que é importante, e a parte da união, né, de que é uma coisa que eu preservo bastante, né, eu acho que o todo é mais forte e acho que todo mundo junto, você consegue o sucesso, né?

 

P1: Como é a sua relação com os funcionários?

 

R: É boa, eu me dou bem com todo mundo, eu sou uma pessoa fácil de lidar, né, eu conheço a maioria dos meus funcionários pelo nome, cumprimento todo mundo todo dia, hoje jogo futebol com eles, né,apesar de que as pessoas falam que eu jogo bola porque sou dono do time, da camisa e da bola, mas eu quero crer que é porque eu sou bom em futebol, mas eu sempre me dou muito bem com as pessoas, eu não tenho dificuldade em lidar com ninguém, né?

 

P1: Que tipo de ação existe dentro das fábricas com relação aos funcionários, como por exemplo, jogo de futebol, uma festa para a família, uma comemoração do dia das crianças, o que existe dentro das fábricas nesse sentido?

 

R: Existe um programa corporativo que se chama Mais Vida, né, em que ele tem três pilares, né, que seria a parte familiar, a parte profissional e a parte do lazer, né, sustentado nesses três pilares você ir bem, porque é o que a gente estava conversando no carro, né, difícil você conciliar um grande objetivo entre a sua vida pessoal e profissional, esse é o grande esforço, então a ideia é você ter alguns eventos relacionados com isso, então você tem desconto em cinema, desconto em bares, cabeleireiro, ou seja, algumas atividades ligadas ao seu lazer, né, e também atividades físicas, né, hoje a gente tem o cd que a gente joga, futebol de campo, society, salão, aí tem o pessoal praticando corrida, né, ou seja você tem algumas das atividades ligadas nesse sentido, né, aí você faz eventos que você tenta juntar todo mundo para valorizar esse negocio da qualidade de vida, e o mais importante, se tem um ambiente com de trabalho a qualidade de vida está automaticamente relacionado a isso, né, as pessoas ficam mais satisfeitas, aumenta produtividade e ela acaba tendo uma relação melhor entre a vida profissional e pessoal.

 

P1: E ações diretamente junto à comunidade local, como é que é, como é que funciona isso e também queria que você falasse um pouquinho da vila operária, como é que era, o que você tinha um pouco em mente e o que você imaginava?

 

R: Ok. Os estudos da Votorantim tem ajudado bastante a unidade de Salto-Santa Helena, né, trouxe esse projeto memória local na escola, está sendo muito bacana, trouxe o Toca Atitude para comemorar a Votorantim 70 anos, tem trazido bastante programas sociais para o município de Votorantim,né, então nosso relacionamento com a comunidade está muito bom em função disso, né, agora vai ter o patrocínio da festa junina que começou sexta feira a Votorantim está patrocinando, então você acaba tendo essa relação da empresa com a comunidade, tanto ligada em projetos de cultura, projeto social, de meio ambiente, isso é ,muito legal e você acaba percebendo esse vínculo forte, né, e você também tem muitos patrocínios que a própria planta fala em relação a doação de cimento, que você acaba tendo várias instituições, né, igreja católica até qualquer tipo de instituição que, às vezes, uma APAE que, às vezes, precisa ter alguma ajuda em cimento, construção a gente acaba ajudando, né, APAE é uma instituição que a gente ajuda bastante, aqui perto da Votorantim.

 

P1: E na área de meio ambiente também tem ações junto a comunidade, você estava me contando um pouco o que estava imaginando fazer ali na entrada da fábrica, que é uma coisa que vai humanizar um pouco, se é que se pode dizer dessa forma?

 

R: É que todo mundo tem a impressão de que fábrica de cimento tem que ser uma fábrica, cinza lá, com ________  vai estar jogando _____ para tudo quanto é lado e a Votorantim não tem essa visão de fábrica de cimento, a fábrica de Salto é uma fábrica que tem bastante ponto verde e a gente quer aumentar esses pontos verdes, a gente quer conviver, produzindo cimento, uma atividade de extração e você ter uma área agradável, um ambiente muito bom para se trabalhar e poder estar convivendo, porque se você passa um terço da sua vida dentro de uma fábrica, trabalhando, então, ou seja, você precisa ter um ambiente legal para trabalhar. Tanto que em Santa Helena tem um orquidário, um lugar muito bonito para ser visitado, ou seja, era uma antiga mina de cádmio que foi montado, que tem uma prainha que é uma outra instituição, né, de uma área de extração, que tem um campo de futebol, tem quiosques, um lago, uma área muito bonita e a empresa está investindo bastante, não só na recuperação das plantas, né, nessa parte verde, mas também em filtros, nas tostagens, para você garantir que você não vai ter um _____________ particulado, que você vai cumprir todas as normas, até superar as exigências das normas em relação ao meio ambiente, então o foco de investimento no meio ambiente na Votorantim é bem pesado.

 

P1: A gente não retornou a história da vila operária?

 

R: Ah tá, ok. A vila operária eu não cheguei a conhecer, existem só a igreja  em Santa Helena, em que no final do ano passado a gente começou com uma parceria com a Igreja católica e eu por ser católico também, começou ter missa todo segundo Domingo, né, então você acaba tendo a Igreja cheia com pessoas que já trabalharam na planta que já moraram na vila que tinha em frente a planta e acaba sendo um ambiente bem agradável, até de comoção porque as pessoas depois, casaram naquela igreja, viram seus filhos serem batizados naquela igreja, né, fazer a primeira comunhão, então acabam vendo esse vínculo legal. Hoje mantém-se o condomínio da empresa, né, onde você tem dez casas, eu moro numa delas e os coordenadores também moram e lá tem um clima muito agradável, que nós montamos um condomínio nosso, né, em que a gente arrecada o nosso dinheiro para manter o condomínio, a piscina, fazer as nossas festas, então todo final de semana tem alguma comemoração, a gente comemora tudo, se não tem motivo para comemorar, a gente faz uma comemoração e faz arranjar algum motivo para comemorar, então o pessoal não joga muito bola comigo, não gostam muito de futebol, mas de churrasco e de cerveja a gente gosta, a gente faz bastante comemoração nesse sentido, né, até campeonato para adivinhar marca de cerveja a gente faz isso aí.

 

P1: E o que você acha que mais mudou nesses anos que você está na Votorantim?

 

R: Eu acho que o foco em pessoas é uma coisa que chama bastante atenção né, você vê a empresa muito preocupada com gestão de pessoas, né, acho que isso aqui é um marco de quando eu entrei, podia até ter né, o da auto direção, mas você não via isso permeado em todas lideranças, em todos os níveis, né, então você acaba vendo hoje o foco que a empresa tem em pessoas, né, tanto na parte de avaliação de desempenho, de formação, de cuidados com os profissionais, né, com a indicação de talentos, acho que isso aí é importante, ligado a isso você vê bastante a empresa pensando em reconhecimento, né, você vê a empresa querendo reconhecer os valores, as pessoas que acabam dando ideias boas e você vê o reconhecimento como recompensa, isso é uma coisa importante, o foco também em meio ambiente eu acho que foi uma coisa que a empresa aumentou bastante, com a vinda do co processamento, investimentos pesados nesse sentido e a parte da segurança, a segurança é uma das coisas que mais mudou na empresa isso, né, segurança deixou de ser uma meta e passou a ser um compromisso de todos os colaboradores, com a sua segurança e com a segurança de seus companheiros.

 

P1:  Como é isso? Exemplifique com alguma coisa?

 

R: Sempre teve formado CIPA, na engenharia de segurança, tem a engenharia de segurança, mas eu acho que as pessoas pensavam que a segurança era feito por essas áreas, né, e aí tem mudado um pouco a cultura, né, quem faz a segurança não é o engenheiro de segurança que trata da segurança, porque se tivesse que ter para cada atividade  um engenheiro de segurança olhando direto, na verdade quem faz a segurança são as pessoas, né, você precisa infundir em todo mundo que o responsável pela segurança são as pessoas, as pessoas precisam ter comportamento seguro para garantir que não vai ter problema de segurança, né, então você vê a empresa investindo bastante em sistema de segurança, mas com foco sempre em pessoas, né, aí precisa ter ferramentas para trabalhar e sentir que ela faz parte disso, ela tem que dar aquela atitude, tem que dar o pontapé inicial em segurança, né, então hoje você bastante as atividades em que registro de qualquer tipo de acidente é feito, as pessoas estarem recordando acidente, para poder valorizar isso, né, eu em 2000, final de 2000, eu queimei 15% do meu corpo, né, quase que eu morri...

 

P1: Acidente que você?...

 

R: É acidente na _____________________ e eu como gostava de acompanhar todos os trabalhos de perto e não estava com todos os EPIs necessários né, então quando aconteceu um imprevisto na __________ eu acabei levando um banho de farinha quente, né, e queimei 15% do meu corpo, então você vê que na realidade depende das pessoas, né, você precisa ter ferramentas, você precisa ter acima de tudo, autogestão, mas as pessoas precisam reconhecer que ela precisa fazer o primeiro passo, né, precisa analisar os riscos, usar os epis necessários para você evitar que tenha algum tipo de acidente. Uma coisa interessante que foi falado até naquele vídeo de segurança da Votorantim, né, a máquina não sai do local dela atrás de você pra te fazer o acidente, geralmente é uma pessoa que acaba cometendo um erro, acaba sendo um descuido ou com muita experiência ou por pouca experiência acaba cometendo ali o acidente, né?

 

P1: Neste acidente houve algum caso mais grave?

 

R: Não, teve duas queimaduras, o meu foi o mais grave que queimou 15% do meu corpo o outro funcionário que estava com todos os EPIs, né, e quando ele se chocou ele acabou indo para o lugar errado que eu estava correndo, que eu ouvi falar quando tem um problema você corre com o (nariz) apontado e foi o que aconteceu, né, eu fui para o lugar errado e nesse choque ele foi para o lugar errado e eu acabei vindo para a escada, né, e eu me joguei da escada abaixo, ele como estava com todos os equipamentos ele teve pequenas queimaduras, né, apesar de estar com os equipamentos de proteção, ele queimou as costas e eu como estava sem proteção acabei queimando 15% do meu corpo, cabeça, rosto, braço, costas.

 

P1: Agora você não deixa mais de usar?

 

R: Não, aí você acaba montando sistemas que você acaba não cobrando teve um problema você quer que resolva o problema, mas a segurança, ou seja, nada vale a pena você ter um acidente, falar aquilo porque queria ganhar em produtividade, fez aquilo para resolver outras paradas, nada é válido para você ter um acidente, né, é melhor você não ter acidente e explicar o problema do que você explicar o problema e o acidente.

 

P1: E você estava falando sobre gestor de pessoa me fala um pouco da CLV, você tem usado ou trabalhado com isso?

 

R: É eu tive o grande prazer que me escolheram para participar da VC nessa montagem da CLV, claro que acabei imaginando muito, tive nos últimos dois encontros só, na formação, mas é um sistema muito legal a nível de competência, né, agora em Maio, Maio e Junho, né, começo de Junho eu fiz a minha auto avaliação, né, avaliação dos meus pares, né, nesse sistema e é um sistema em que ele foca sete competências e três estilos e o interessante que é com o grupo todo, né, não é só mais para a VC, para pra VEM ou pra AVQ, né, é para a Votorantim como um todo e aí foram definidas, lá quais seriam as sete competências e para cada competência qual seria os atributos de cada competência e os três estilos que a Votorantim queria ter, né, em pessoa que engaja, que realiza, e que renova.

 

P1: E você já está repassando isso?

 

R: É eu AVC eu fiz a minha auto avaliação agora em Maio e a avaliação dos meus pares, né, e agora no segundo semestre vai ser dado o treinamento para os coordenadores das plantas, né, e aí que vai começar a avaliação, vai começar a rodar depois de avaliar os subordinados, os coordenadores e automaticamente, também, meus pares me avaliam, meu chefe e meus subordinados me avaliam, vai ser legal porque você vai ter uma visão de 360º de como você é, né?

 

P1: E isso estimula, incentiva o funcionário?

 

R: É, assim até os coordenadores já conhecem um pouco isso, mas o bom disso é que você acaba, todo mundo reclamou que você não tinha um plano sucessório, né, um plano de carreira, você acaba nessa CLV esse plano de carreira porque você tem a sua avaliação, avaliação do grupo como um todo, você acaba lá tendo o seu perfil identificado e quando você sentiu surgir alguma oportunidade em algum nível do grupo, vamos imaginar você num grupo, a cara que as pessoas possam estar assumindo, né, então é sinal de que você está avaliando a pessoa, esse talento que você tem na Votorantim e que você quer saber qual vai ser os próximos gestores quem vai estar assumindo as próximas sucessões, né, então eu acho que isso aí vai ser uma coisa que pra gente, de gerência, chamou bastante atenção que é você fazer, o objetivo de todo mundo quando vai para algum emprego é falar assim: Ah o que me faz me reter nesse emprego, né? Primeiro porque a expectativa de eu vim pra cá e depois o que vai fazer eu reter aqui, né, então isso aí ele vai responder a pergunta da retenção que você tenha um sistema estruturado em que você vai ter a possibilidade de ser avaliado, poder estar crescendo no grupo, né, a medida que vai surgindo as oportunidades.

 

P1: Quais os principais avanços da Votorantim nesses anos que você está aqui?

 

R: Eu acho que o modelo de gestão é que mudou no grupo em 1998, né, os acionistas passaram a ir para o conselho, né, e você começou a profissionalizar a Votorantim, né, como um todo, tendo aí a (VID) na figura do Raul (Confar) que é o diretor geral de toda a Votorantim industrial, né, acho que assim é um grande avanço né de você perpetuar o negócio, né, e também as aquisições falando mais pela VC que eu conheço. A VC começou a conquistar mercados no Canadá, EUA, já tinha seu espaço na Colômbia, ou seja, ela começa o processo de internacionalização, ela começa a ter esse crescimento, né, como Votorantim acho que isso daí foram um dos grandes avanços da Votorantim e fora a parte de segurança, né, que aí é uma coisa que ao longo dos anos, final de 2000, e 2001 para cá é um dos sistemas que mais cresceu em todo o grupo foi a segurança. Estamos longe ainda do objetivo de não ter acidente, de você ter um ambiente seguro, mas nunca se falou tanto em segurança, nunca se fez tanto por segurança, nunca se valorizou isso como uma meta principal em todos os níveis da empresa.

 

P1: E na fabricação mesmo de cimento, o que houve de avanço tecnológico, houve alguma mudança ou o processo é o mesmo, conta um pouco daquele processo que você falou pra gente?

 

R: Ah, ok eu vejo que a inovação é um grande segredo para você ter um negócio, né, acho que se você não inovar, você não consegue manter o negócio, aí tem um grande desafio primeiro, né, que para você inovar você precisa mudar o ambiente que você trabalha, né, porque se as pessoas tem medo de dá opinião, tem medo de errar, aí a pessoa não ousa, a pessoa não cria porque ela sabe que o erro dela, aquele fracasso não vai ser encarado como um aprendizado, mas e sim como um erro ou fracasso, né, então essa é uma grande mudança que eu acho que a Votorantim sim, mas o grupo precisa começar a mudar isso, trazer isso. O engenheiro precisa começar a dar o exemplo de todos os níveis que inovação é importante vai ter aquele objetivo. A Votorantim investe muito em tecnologia, né, só que fabricação de cimento, como eu falei pra você, é um processo relativamente simples, como um receita de bolo, né, que você mistura o calcário e argila, você mói essa farinha, você obtém essa farinha e depois você queima no forno, que tem o (clinque), depois você faz as dosagens de calcário, gesso, escorria ou um sulco cinza, mexe com ____________ e você obtém o cimento dependendo de que cimento você quer, então se é P2E, se você quer um CP2E, se você quer um CP3, CP5, então um processo conhecido em todo o mundo em toda a fábrica de cimento e o que você muda aí é o equipamento, né, tendo um equipamento _______________ que gasta muito mais energia, um outro vertical que consome menos energia e é mais eficiente, né, só que a Votorantim tem feito algumas, no sentido de inovações, os cimentos, né, cimentos dedicados para determinados tipos de produto. Então no Sul saiu o cimento canela, você vê um cimento para resistência a sulfatos, você vê determinados cimentos já sendo lançados que atende uma demanda específica do mercado aquele cimento para o cliente, né, o cliente precisa de uma certa necessidade e você vai lá e arruma um cimento para isso, eu acho que nesse sentido que nós precisamos encaminhar, né, precisamos encaminhar para uma ciência de inovação, porque aí você vai conseguir a perpetuidade do negócio, do grupo, né?

 

P1: Na sua opinião, qual a grande importância da Votorantim para a indústria brasileira?

 

R:É a Votorantim Cimentos quando começou aqui a operar com o Pereira Inácio,né, montando a sociedade anônima Votorantim em 1918 mostra que ele é um visionário,né, porque ele tinha uma tecelagem e foi montar uma fábrica de cimento, numa época em que você precisava de investimentos em ferrovia, em rodovias e aí você vê todo o crescimento, em que ele conseguiu montar, né, ________________, então eu acho que é importante para o público do Brasil você ter um grupo brasileira, familiar que usa a ética como uma ferramenta importante como um estilo de liderança, como um valor para  empresa, né, que você vive num ambiente que, às vezes, você não vê muito isso ainda, né, e que você perpétua isso lá pelo exterior, você acaba valorizando o nome do Brasil, lá fora. Uma empresa brasileira vai lá e começa a ser o melhor jogador com uma fábrica dos EUA, isso é motivo de orgulho para qualquer brasileiro, né, é um brasileiro que vai lá fora e faz sucesso.

 

P1: E como você vê essa coisa da internacionalização do grupo?

 

R: Eu me candidatei lá, quando foi...em 2000, numa época meio turbulenta, né, eu acabei até me candidatando para ir também para a internacionalização, eu acho que como foi feito se foi certo ou errado, né, mas o importante é que foi feito, eu acho que se você errou e foi encarado como um aprendizado isso é muito legal, acho que isso aí que é o grande segredo e o que eu torço é que continue isso,né, esse processo de internacionalização, de aquisição de empresas que você acaba fortalecendo o nome do grupo, né, você acaba fortalecendo o grupo como um todo e aquilo ali perpétua o negócio, perpetua o seu emprego, né, perpetua o emprego de muitas pessoas, né?

 

P1: Sobre os desafios, quais os principais aprendizados nesses anos de Votorantim?

 

R: Ah eu aprendi que vale a pena continuar cuidando de pessoas e gerenciando pessoas e trabalhando com pessoas, né, é difícil, não é fácil porque quando você quer fazer um trabalho de consenso, né, você quer trocar ideias e trabalhar junto, ele não é fácil, porque quando você abre para todo mundo dar a sua opinião, a opinião das pessoas é diferente das suas e se você quer realmente trabalhar num ambiente assim ê quer realmente trabalhar num ambiente assim, você tem que saber, você tem que gerenciar esse tipo de conflito, porque é muito mais fácil quando a opinião da pessoa é aceita, né, ela fica muito legal trabalhar em equipe, mas quando a opinião não é aceita, pô porque que eu dou a minha opinião se a minha opinião não foi aceita, né, então não é fácil, mas é muito bom é o caminho, eu acho que quando você abre para isso, você acaba melhorando o ambiente, você acaba fazendo várias coisas que você não faria se fosse fazer sozinho, né, então se a gente pensar em que liderar, é liderar pessoas, quando você consegue abrir o consenso você acaba liderando ______________ , as pessoas acabam tendo um objetivo comum, e todo mundo querendo fazer.

 

P1: Como é ter 33 anos e liderar essas duas grandes fábricas?

 

R: O desafio é grande, na realidade são acertos, erros todo dia, né, eu falo pra todo mundo que eu começo a trabalhar sempre alegre, eu venho sempre alegre para trabalhar, né, tem alguns dias que você está meio triste, nem sempre você sai alegre, mas no outro dia eu volto alegre de novo e falo para todo mundo, você tem que começar alegre. Se já começa triste você vai chegar no final do dia você vai se jogar da primeira ponte que você achar, o estresse é normal você sempre tem muita coisa, a demanda é muito grande, mas você tem que saber que lidar com isso, o gerenciar com fusão é importante. Eu fico contente de ter uma equipe com bastante experiência que eu consigo aí crescer como pessoa, né, porque você acaba tendo um modelo participativo muito forte, eu gosto sempre com as pessoas, né, eu acho que quando todo mundo acha que aquilo faz sentido para todo mundo, aquele negócio acontece, né, não adianta somente você falar, falar que a pessoa não saí fazendo, né, mas quando ela sente que aquilo é importante, ela acaba fazendo e aí todo mundo cresce. Então os desafios são grandes, né, eu acho que tem erros e tem acertos todos os dias, né, reconheço que quando eu piso na bola com o pessoal eu não tenho esse problema de reconhecer que eu errei que eu acertei, né, mas eu gosto. Eu faço aquilo que eu gosto, eu curto fazer o que eu gosto, né, então continuo firme e forte, aí.

 

P1: E como era juntar ao mesmo tempo a sua vida pessoal da sua vida profissional. Você trabalhar em duas fabricas, mora no meio do caminho?

 

R: Eu moro no quintal da Santa Helena, eu costumo falar, né, é complicado, é uma planta que roda 24 horas, então esse é um grande desafio, não vou contar como (saída de boca) que eu ainda não aprendi como fazer isso, né, é difícil separar a vida pessoal e profissional, mas isso tem que ser um marco, né, porque eu tenho pensado muito nisso, né, na verdade você acorda hoje, mas quem disse que você vai ter emprego, posso chegar hoje e ser mandado embora, eu posso chegar hoje e ser atropelado por aquele cara que dirige embriagado e bate no seu carro, entendeu? Pode acontecer várias coisas no meio do caminho, que aquilo que você pensa para o seu futuro, não vai acontecer, então se você não viver o momento, aí você acaba não escolhendo as coisas para fazer, você pode não ter a oportunidade de fazer aquilo lá na frente, então você não deixa de ver lá os seus pais, amanhã eles não estão aí, seu trabalho continua ou não e você vai falar seu eu tivesse feito aquilo no passado é ruim, então essa dificuldade não é fácil, porque para fazer algumas coisas eu deixei de fazer aquilo, mas é aquele negócio você tem que continuar sempre tentando, separar e pensar, acorda hoje sem saber se no final do dia você vai ter seu emprego, se você vai estar vivo, então você tem que viver o melhor momento no dia, né, ficar alegre todo dia, porque isso é importante.

 

P1: Quais as suas expectativas para os próximos anos, para os próximos dois, para os próximos cinco, até para os próximos 12 quando a Votorantim fizer 100 anos, pra você pessoal, profissional e para a empresa o que você imagina?

 

R: A curto prazo eu acho que sou novo como gerente de planta, né, estou a dois meses, pouco tempo, acho que ainda preciso amadurecer nessa função pelo menos uns três anos, para passar mais problemas, mais desafios, né, poder aprender mais com a situação eu me vejo ainda nos próximos três anos como gerente de planta tentando dar o meu melhor aí para ver as unidades, e claro, que como toda pessoa você pensa e bota um desafio lá na frente e fala eu quero chegar em tal ponto e aí você está trabalhando para aquilo,né, na realidade vai juntando as pessoas, vai fazendo essa rede de informações para tentar chegar lá, você pode chegar como pode chegar no meio do caminho e decidir que não é aquilo que você quer, porque como eu falei, quando eu comecei eu queria ser mestre cervejeiro, né, e não é nada disso que hoje eu quero ser, né, então na realidade você pensa alguma coisa pra você e você vai chegar lá na frente e ver que não é bem aquilo que você queria, né, mas eu pretendo ficar três anos como gerente de planta e chegar a ser diretor da unidade, diretor da Votorantim, ou continuar no grupo, né, eu me vejo muito no grupo, né, eu sou uma pessoa que gosto muito da Votorantim, tenho orgulho de trabalhar aqui, então me vejo aqui, quem sabe completar 100 anos de grupo e ainda estar por aqui, né?

 

P1: Doze anos nem está muito longe, você é jovem ainda, tem bastante tempo. E profissionalmente, qual que você acha que é o seu principal desafio agora, presente e futuro, mas mais presente mesmo?

 

R: Presente eu acho que a gente precisa consolidar o sistema de gestão, né, no grupo hoje é ICPS, a gente precisa fazer com que realmente as pessoas na ponta conheçam o sistema de gestão. Nós terminamos uma auditoria, na sexta feira agora e eu lembro que no meu discurso final, né, eu falei que precisam ter duas coisas, né, as pessoas precisam primeiro dar opinião, só que eu não quero só aquelas pessoas que ficam dando opinião, né, eu acho que se você tem alguma coisa pra falar você tem que falar, mas você tem que ter atitude, né, tem que ter o pontapé inicial, tem que ir lá e fazer, né, então a gente precisa ter isso, dar a opinião e ter atitude, né, então eu acho que o sistema de gestão precisamos consolidar, né, e acho que ainda vai levar um tempo, porque através das pessoas você não faz isso de uma hora para outra, porque não é só uma pessoa que faz isso, tem 420 pessoas tem que fazer isso e aquilo tem que fazer sentido para 420 pessoas, né, então não é tão fácil, sendo que elas rodam 24 horas, vai ser um grande desafio, o outro é para consolidar os indicadores, nós temos bons indicadores que vem se mantendo, aí, um ano e meio com bons indicadores, nós precisamos perpetuar isso, né, mostrar que as duas fábricas são confiáveis e que vão rodar bem e as pessoas vão estar saindo, nosso sistema está implementado e vai rodar bem. E custo, custo é um grande desafio nosso que nós precisamos (startar) o (rock disk), nós precisamos reduzir as nossas metas de custo, para chegar a ser aquela planta que a gente quer hoje, né, precisa chegar onde a gente pensa em chegar com Salto-Santa Helena junto, né, então esses são desafios, e tem o maior que eu acho interessante que é formar pessoas, né, eu acho que eu me sinto responsável pelas pessoas que trabalham comigo de estar preparando as pessoas para que elas possam  ir no meu lugar ou assumir em outros lugares, né, possam crescer e mostrar os talentos que elas são aqui em Salto-Santa Helena.

 

P1: Me fala um pouco sobre os indicadores?

 

R: É nós temos vários indicadores de desempenho, quer dizer, o que mais tem é indicadores, o pra esse PPE tem uma grande mudança,né, o PPE deste ano as duas plantas tem apenas 10 indicadores e esses 10 indicadores são comuns para a unidade, né, ou seja, desde quem trabalha na imigração até quem trabalha nesse cadeira tem os 10 indicadores, há grande vantagem disso é que você acaba tendo um número de indicadores menores, aí você acaba conseguindo com que as pessoas comecem conhecer os indicadores, porque você falar me ter um PPE como a gente já teve de 761 indicadores e achar que as pessoas vão saber os indicadores do PPE é difícil, você mesmo acaba não conhecendo, dez é um desafio bom para fazer com que as pessoas consigam conhecer, né, então a gente tem dez indicadores principais da planta, em que está no PPE em que as pessoas consigam atingir e a gente tem hoje um painel com GPD que roda e tem os principais indicadores da unidade, em que duas vezes por semana na reunião com os coordenadores e aí depois eles fazem com o chefe a gente está sempre olhando, ou seja, __________ indicadores de empenho é uma coisa que as unidades, o grupo tem muito forte, né, a gente vem de uma linha operacional muito forte, até nosso sistema de gestão se você olhar bem ele é muito, meio operacional, aqui está mudando para sistema de gestão, né, em que você planeja, você faz alguma coisa e você controla depois a automação, né, e mostra muito o operacional, faça assim, assim que você tem e como unidade de GV que é esse grande guarda chuva, né? Você está conseguindo mudar um pouco esse sistema de gestão, ser um sistema de gestão mesmo, né?

 

P1: E me diz uma coisa, 70 anos de VC, se você pudesse deixar uma mensagem, falar alguma coisa sobre esses 70 anos, como se fosse uma mensagem para a fábrica mesmo o que você falaria?

 

R: É eu falaria, eu falei num discurso, lá e acabei me emocionando um pouquinho, eu acho que é importante, é um grande marco, né, numa fábrica que faz 70 anos como a Votorantim cimentos fez é porque durante esse período nessas sete décadas, várias pessoas passaram  por ali, como eu com os meus dez anos e contribuindo na minha história para esse 70 anos e é legal que cada uma das pessoas tem a sua visão na própria estrada na Votorantim, então quando você consegue captar isso, a história da Votorantim, contada pelas pessoas que fazem a empresa, então eu queria desejar para a Votorantim bastante sucesso, para que ela continue crescendo e que as pessoas que tem orgulho de trabalhar nesse grupo, continue tendo orgulho, né, e quando você foca as pessoas, você acaba tendo esse fator de reconhecimento das pessoas, claro que quando você tem ponto fraco, você tem que corrigir, mas quando você tem ponto forte você tem que valorizar, também, aí as pessoas vão conseguir e sentir orgulho de trabalhar lá, e também quando você tem orgulho de trabalhar numa empresa esse sentido de renovação é muito mais fácil, né, porque se você tem orgulho, se você se sente parte dessa empresa você quer dar opinião, você quer fazer, quando você não tem orgulho de trabalhar aqui, você não quer dar a opinião, você não quer fazer nada, então eu desejo para todos os funcionários, né, para mim e que o grupo tenha bastante sucesso aí nos próximos 70 anos.

 

P1: Você conhecia já o projeto Votorantim, nosso projeto aqui?

 

R: Não, foi uma coisa interessante que quando a Inês pediu para vir aqui na planta, ela queria ficar cinco minutos para falar de um projeto, ela se deslocou por três horas, para falar de um projeto em cinco minutos, né, ela falou que vim pra falar cinco minutos, isso aí é interessante, é sinal de que você viajar três horas para falar cinco minutos de alguma coisa é porque você gosta daquilo, né, que aquilo é importante e aí a gente acabou conhecendo ali o projeto, né, e todo mundo que participou da reunião, eram treze pessoas, achou interessante e para você ver a história do grupo sendo contada pelas pessoas, né, e todo mundo ficou interessado e falou assim, muito legal eu posso contar a minha história ali que ficará marcado que eu tive aquela passagem pelo grupo, então naquela reunião surgiu uma coisa interessante que a gente fez aqui para Salto-Santa Helena que foi pegar um quadro em que tem a foto da empresa, em que todos os funcionários assinaram e deixaram o seu recado com a ideia de que nos próximos 70 anos, quando sei lá, o neto de um funcionário estiver trabalhando aqui, ele fale meu pai trabalhou aqui, meu avô trabalhou aqui e esteja lá naquele quadro assinado que trabalhou em 2006 lá em, 2046, sei lá, então isso é legal e a gente achou bastante você contar a história da empresa pelas pessoas, né, para todo mundo de Salto-Santa Helena fez sentido que a Inês veio aqui e explicou pra gente o quão bonito é essa visão.

 

P1: Na sua opinião de que maneira o projeto poderia interagir com a sua unidade, você tem alguma ideia, alguma sugestão para deixar?

 

R: Eu acho que se conseguir pegar bastante...eu tenho falado isso para todos os coordenadores e chefes, né, que as pessoas contem a sua história, tem pessoas que falam: Ah eu não tenho nada para contar da minha vida, minha vida pessoal é simples, profissional é simples também, como a minha também, é né, mas você relatar essa simplicidade é história  e aquilo que você falar poxa qual é a expectativa de entrar aqui, o que eu quero fazer, o que eu deixei de fazer, ah me arrependo, não me arrependo, isso aí é história né, isso é legal e tem gente interessada em querer ouvir, então é isso que a gente está querendo difundir pra todo mundo, para que todo mundo possa contar e que Salto-Santa Helena possa lá na VC, todo mundo de Salto-Santa Helena presente nesse memória do tempo, aí.

 

P1: O que você achou de dar o depoimento?

 

R: É diferente, sofre maquiagem pra mim falar na câmera é interessante, mas eu minto se falar que eu passei batom, eu minto, mas é legal, né, é diferente você poder falar da sua vida  e estar contando coisas que, às vezes, você tem aquele pensamento, será que aquilo é interessante para alguém, tal, estar falando da minha história, né, e é diferente, né, porque está todo mundo te olhando, filmando, tem bastante gente na sala, né, e você ter que contar a sua história e saber se está falando certo se está falando errado ou faltando algum erro de português também, né, porque aí você acaba, mas foi legal, muito legal, eu fico contente de poder dar  a minha visão do grupo, né, porque que eu entendo que a Votorantim como todo. Muito orgulhoso.

 

P1: Tá ótimo Marcelo, em nome do Memória Votorantim e do Museu da Pessoa, a gente agradece muito a sua participação no projeto.

 

R: Eu que agradeço a escolha, muito obrigado.

 

[Fim da Entrevista]








 


 

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