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Das caixas da Aberje

História de: Entrevista de Matheus Furlaneto
Autor: Tayara Barreto de Souza Celestino
Publicado em: 08/07/2021

Sinopse

Como conheceu a Aberje. O primeiro escritório da associação na rua Dona Antônia de Queiroz. Trabalho e importância da preservação do acervo da Associação.

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História completa

 

Projeto Museu da Comunicação Empresarial Aberje

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista de Matheus Furlaneto

Entrevistado por José

São Paulo (?)

Código: MIXA_CB016

Transcrito por Maria Carolina Kovaleski Ferreira

Revisado por João Marciano Neto

 

 

P/1 - Matheus, boa tarde.

 

R - Boa tarde, José.

 

P/1 - Queria começar então a entrevista pedindo para você falar o seu nome completo, data e local de nascimento.

 

R - Matheus Furlaneto de Oliveira. Nascimento... Nasci em Ribeirão Preto no dia 11 de abril de 1978.

 

P/1 - Matheus, você está na Aberje desde que ano?

 

R - Eu entrei na Aberje [Associação Brasileira de Comunicação Empresarial] em maio de 1999, não me lembro o dia exato, foi numa sexta feita, isso.

 

P/1 - E foi em que mês? Você lembra?

 

R - Maio.

 

P/1 - No mês de maio. E Matheus, você conheceu a Aberje antes ou no momento do seu ingresso?

 

R - Não, eu... logo quando eu entrei na faculdade, eu via folders de comunicação dos fóruns de comunicação da Aberje, eram eventos gratuitos e comecei a frequentar os fóruns. Na ocasião conheci o Paulo Nassar e os outros diretores que geralmente iam ao evento. Então, eu... de modo que quando eu comecei a ... quando eu frequentava os eventos, nunca imaginava que fosse trabalhar na Aberje, mas também quando entrei já tinha todo um conhecimento da entidade, das pessoas que faziam parte dela, de modo que foi um início que eu acredito que tenha sido facilitado...

 

P/1 - Tenha facilitado, né?

 

R - ...porque eu já tinha um olhar do exterior, como o público externo enxerga a entidade.

 

P/1 - E Matheus, você podia contar, assim, do seu primeiro mês de trabalho, como era a Aberje e onde era a Aberje naquela época?

 

R - A Aberje era na rua Dona Antônia de Queiroz, eram dois conjuntos. Logo que eu entrei, entrou junto comigo mais duas estagiárias e depois entrou mais uma e éramos, então, quatro estagiários entrando ao mesmo tempo. Com um computador para todos eles, sem mesa nem gaveta. Era uma coisa meio improvisada, vamos dizer dessa forma. De modo que no início eu tinha uma caixa, aquelas caixas de arquivo, onde colocava as anotações, os papéis que eu utilizava para também não ficar uma coisa muito perdida. Era uma sala em que a nossa mesa era a mesa do Paulo, que era o diretor e só podíamos usar o computador quando desse tempo [risos]. Aí, logo depois, justamente por essa entrada súbita de quatro pessoas para trabalhar lá de uma vez só, aí alugou-se a sala do lado. Aí sim ficou uma coisa mais adequada para o número de pessoas que trabalhavam. Eu conquistei a minha mesa, era só mesa, não tinha as gavetas ainda, que o Alex tinha as gavetas [risos]; depois, um dia eu disse "Alex, posso tirar as suas coisas da gaveta?", aí conquistei as gavetas e depois o computador. Então, gradativamente eu fui conquistando as coisas lá dentro.

 

P/1 - Foi literalmente conquistando seu espaço, né, Matheus?

 

R - Sim.

 

P/1 - Matheus, você nesse tempo de Aberje, muito intenso, muitos eventos, você acha que já é o momento propício de se criar o Museu da Comunicação Empresarial?

 

R - Eu acho que sim, porque a gente vê pelo próprio prêmio, que todos os anos as empresas escrevem material, e por questão de espaço a gente não consegue conservar, manter com a gente. Então, a gente só fica com o acervo dos vencedores do ano que se passou e no próximo ano todo aquele material é perdido, de certa forma. Só não é perdido os que são apresentados em congresso, porque é uma gravação, uma fita de áudio desse material e artigos que são feitos para revista. Então, há uma perda muito grande desse conteúdo e eu acho que é muito importante a criação desse museu para estar resgatando, organizando, conservando e, principalmente, facilitando o acesso; porque, também, outra questão é o acesso a esse material que, mesmo estando lá, não é você chegar lá que você pesquisa e consegue. Até existem circunstâncias que acontece isso, mas aí está tudo dentro de caixa. Até abrir a caixa tem um processo demorado que o Alex que cuida dessa... de guardar esse material, então é basicamente ele que sabe onde está cada material. Se a gente for tentar procurar demora muito mais tempo e vai acabar desordenando o que ele já conhece. Então é importante se criar o Museu da Comunicação Empresarial para estar guardando essa memória.

 

P/1 – Tá. E Matheus, agora indo para o caso pessoal, queria que você mandasse um recado para a dona Anna Chala, que está fazendo aí 25 anos de Aberje.

 

R - Dona Anna, nós trabalhamos muito próximos um ao outro e tem sido... eu tenho aprendido muitas coisas com a senhora. Venho de uma formação acadêmica, estudei relações públicas, e a senhora, que trabalha há muitos anos na Aberje, traz consigo o conhecimento essencial. Eu aprendo muito com a senhora, é muito interessante nos eventos que nós fazemos juntos, principalmente nas viagens onde há uma aproximação, e a gente toca tudo o que vem por aí. Eu admiro muito a senhora, que apesar da idade é uma pessoa que me ajuda muito, carrega caixa, monta pasta, está sempre dinâmica. E a senhora se lembra de uma viagem que a gente fez, uma pessoa chegou e ficou: "Nossa, eu estou surpreso, me sinto surpreso de ver a senhora trabalhando com esse dinamismo, com essa agilidade". Eu queria te dizer que a senhora é uma professora, uma mãe, uma amiga que eu posso contar sempre.

 

- - - FIM DA ENTREVISTA- - -

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