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História

Da pesquisa à ação - Dos laboratórios aos grandes empreendimentos

Sinopse

Rodrigo Junqueira Calixto nasceu em Passos - MG em 03 de maio de 1975. Filho do funcionário de FURNAS, o engenheiro Célio Junqueira Calixto e da professora Maria Blandina da Silveira Calixto.  Desde criança Rodrigo se lembra do pai trabalhando na Usina de Marimbondo e das visitas que fazia com ele na usina. Nessa época se encantava com a barragem, o lago calmo e as turbinas. Essa vivência lhe fez escolher seguir a carreira de engenharia civil. Encantado por construções, se especializou em obras de usina e em 1996 passou no concurso para estágio no Departamento de Engenharia Civil de FURNAS. Em 1999, já formado, foi trabalhar no Laboratório de Concreto e Solos na Subestação de Goiânia, especificamente na parte de tratamento de fundações. Atuou no projeto da construção da Usina de Cana Brava, nos estudos da Usinas do Rio Madeira, na Usina Hidrelétrica de Tapebi e na implantação do novo laboratório de sistemas construtivos de FURNAS.

Em 2007 foi transferido para o Escritório Central no Rio de Janeiro para atuar no Departamento de Engenharia Civil, trabalhando na coordenação de projetos de engenharia hidrelétrica com usinas do Sul do país, onde FURNAS era sócia. Posteriormente, em 2008, assumiu o projeto da Usina de Batalha. Quando esse empreendimento já estava iniciado, em 1999, Rodrigo foi convidado a assumir uma divisão de recuperação de usinas hidrelétricas na Usina de Luiz Carlos Barreto. Em 2013, retorna ao Escritório Central, para atuar na coordenação de projetos e em 2015 assume a Superintendência de Implantação de Empreendimentos.

Rodrigo é casado com uma funcionária de FURNAS, pai de um menino.

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História completa

Um pequeno excerto sobre a vida de Rodrigo 

 Todas as etapas de um empreendimento são vitais, mas a parte que eu mais gosto de atuar é a final, quando a gente começa a construção [...] Quando você chega a primeira vez no local e vê ali apenas um curso d'água, uma área de mata, realmente é muito difícil imaginar que um dia vai ter uma usina ali operando, com grandes volumes de materiais, grandes volumes de solos, de rochas empregadas, com as estruturas de concreto, com as turbinas, que às vezes são fabricadas a muitos quilômetros de distância dali, são transportadas até o local e finalizadas suas montagens por lá. Meu sentimento ao final do processo é de plena realização.

 

A parte que eu mais gosto é realmente a parte construtiva, a etapa final do empreendimento, mas um empreendimento passa por várias etapas.

Inicialmente, há um estudo de inventário do rio, onde são definidos alguns pontos que podem vir a ter aproveitamento hidrelétrico, posteriormente, é realizado um estudo de viabilidade de cada um desses pontos. Na sequência é feita uma otimização, isso segue com estudos cada vez mais aprimorados, mais detalhados, até que você tenha um projeto básico daquela usina e possa iniciar a contratação e a execução. Isso já na metáfora bem avançada.

Desde o inventário até você tomar a decisão de construir uma usina, passam-se 10, 20 anos; estudando, otimizando, é um processo longo, realmente longo. Esse esmero todo é necessário para obter um melhor aproveitamento, para você evitar maiores impactos ambientais, há todo um cuidado que é feito nessas áreas para ter um ótimo empreendimento.

Todas as etapas de um empreendimento são vitais, mas a parte que eu mais gosto de atuar é a final, quando a gente começa a construção, quando você vê realmente aquele empreendimento sair ali, em uma área que não tem nada, muitas vezes quilômetros de distância de alguma cidade, onde não tem ninguém residindo, enfim, onde tem só o curso d'água, geralmente, uma queda d'água, que você pode aproveitar, ou criar uma, ou construir a sua usina naquele local. Até que você chega naquela estrutura gigantesca, que vai fazer o aproveitamento naquela região, proporcionando, além da geração de energia, diversos outros usos, principalmente na área de reservatórios. Hoje, as usinas funcionam para usos de turismo, para pesca, para diversas outras atividades, que são consideradas de antemão no plano ambiental da usina.

Quando você chega a primeira vez no local e vê ali apenas um curso d'água, uma área de mata, realmente é muito difícil imaginar que um dia vai ter uma usina ali operando, com grandes volumes de materiais, grandes volumes de solos, de rochas empregadas, com as estruturas de concreto, com as turbinas, que às vezes são fabricadas a muitos quilômetros de distância dali, são transportadas até o local e finalizadas suas montagens por lá.

Meu sentimento ao final do processo é de plena realização. Eu me lembro da usina de Batalha, que é uma usina não muito grande, de 52,5 MW, mas que tem um grande reservatório. A primeira vez que eu fui lá, não tinha absolutamente nada no local, tinha só o curso d`água e uma área de mato. Hoje, a usina está lá operando, uma bela usina que foi construída pela equipe de Furnas e que hoje gera energia, gera desenvolvimento, gera oportunidade. Realmente, é uma grande realização, você sair ali do nada, você sair de um mero curso d'água, sem nada no entorno, e depois você ter toda aquela estrutura construída, operando e gerando energia para o nosso país.

Eu considero a usina de Serra da Mesa como um símbolo de tecnologia, é uma usina impressionante, realmente, por ter sido toda escavada em rocha, toda a casa de força, é uma usina diferente das que são construídas usualmente. Claro, cada usina tem sua particularidade e genialidade, a usina de Santo Antônio, por exemplo, é uma usina colossal, aquilo é quase uma cidade, são 50 unidades geradoras, quando você anda dentro da casa de força parece que você está andando dentro de uma cidade, realmente, é algo que impressiona. Mas em termos de estrutura, eu destacaria Serra da Mesa, por sua particularidade e alguns arranjos, como por exemplo, de Forte Chapecó, que aproveita uma curva do rio para fazer, para instalar ali a casa de força. E Simplício, que é uma usina realmente impressionante, do ponto de vista da engenharia civil. Para quem não conhece lá, são 30 km de túneis e canais, desde a usina de Anta até você chegar na casa de força de Simplício. Em termos de engenharia, realmente, é uma usina muito impressionante, mais 30 Km de túneis e canais. Inclusive, ela foi objeto de um desses programas de TV, talvez Discovery Channel, que fez uma reportagem durante a construção da usina. Ela realmente impressiona.

FURNAS sempre foi uma empresa pioneira, desde o início, desde a construção da própria usina de Furnas. Foi lá, ainda com JK, que ela veio para solucionar o problema energético do Brasil. Na época, era uma das maiores usinas do mundo, talvez o maior empreendimento de todo o mundo, em construção. 

E a empresa seguiu sendo inovadora. Construímos as primeiras linhas de transmissão de 345 KV, as primeiras linhas de 500 KV, as primeiras linhas de 765 KV, as primeiras linhas em corrente contínua de 600 KV. A tecnologia das barragens, Itumbiara por exemplo, na época, nós batemos o recorde mundial de lançamento de argila, tecnologia empregada na construção das usinas, a tecnologia. Já mais recentemente, em Foz do Chapecó, inovamos com a utilização do núcleo de asfalto. Todo o desenvolvimento de engenharia da usina de Simplício, de grande complexidade, que depois aconteceu novamente, não como FURNAS, mas em Belo Monte, é praticamente uma Simplício ampliada, e ali em Simplício também houve grandes avanços. As tecnologias empregadas em Serra da Mesa, para escavação em rocha, por exemplo, nos barramentos, túneis verticais ali de 100 m de altura, com desvio de 1 ou 2mm; uma tecnologia realmente super avançada!

FURNAS sempre caminhou com essas tecnologias, sempre no limiar das tecnologias, sempre trazendo isso para aplicação na empresa. Hoje, nós temos aí estudos em andamento, por exemplo, em Itumbiara, nós temos uma planta fotovoltaica flutuante e uma outra planta em solo. Essas plantas são acopladas a um banco de baterias com dois tipos de armazenamento, uma bateria comum de lítio e uma outra bateria à base de hidrogênio, onde há, inclusive, a produção de hidrogênio lá na usina. Esse projeto está em fase final, deve ser concluída agora no final do primeiro semestre. É mais uma vez, um grande avanço tecnológico da empresa.

Temos também estudos, na parte de heliotérmica, que é a produção de energia a partir do calor da radiação solar. Também estudos de usinas eólicas, por exemplo, para ventos de baixa intensidade, os aerogeradores, que são desenvolvidos para ventos de oito a nove metros por segundo, até acima disso. O Brasil tem grandes regiões com ventos bons, em torno de 5, 6 metros por segundo, mas cuja tecnologia dos aerogeradores não permite que eles gerem a essa velocidade, então, uma linha de pesquisa que nós temos é justamente desenvolver um aerogerador que aproveite esse enorme potencial de ventos de baixa intensidade.

FURNAS é isso e sempre foi dessa forma, a empresa continua constantemente trazer essas tecnologias para aplicação nos seus empreendimentos, seja em hidrelétricas, térmicas, eólicas fotovoltaicas, enfim, nas diversas áreas de atuação da empresa.

 

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