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História

Da europa para a zona cerealista

História de: Tereza Raquel Iba
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 20/12/2012

Sinopse

Identificação. A infância e os tempos de escola, quando já se interessava pela área de alimentação e saúde. O início da atividade, ainda em sua cidade natal, Mogi das Cruzes, e o trabalho em loja de produtos naturais. A participação no comércio da zona cerealista, localizada no bairro do Brás, e a divulgação de um livro sobre saúde alimentar. Os cursos e trabalhos relacionados ao assunto e as viagens que realizou no Brasil e no exterior. O retorno ao comércio da Zona Cerealista, atuando como vendedora, gerente e também trabalhando na montagem de novas lojas.

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História completa

“As coisas que eu vi, que eu aprendi, na viagem à Europa, elas me deram um suporte maior no trabalho, porque é uma coisa você estudar, outra coisa é você trazer procedimentos diferenciados. Então, quando eu voltei para a Zona Cerealista, voltei naquele espírito que você está encantado. Minha vontade era mudar a loja toda, mas eu sabia que tinha que ir devagar. A primeira sugestão que eu dei foi parar de trabalhar com famílias. Aqui no Brasil o pessoal trabalha com famílias. Por exemplo, você coloca lá família Hellmann’s, você coloca todos os produtos Hellmann’s. Família Arisco, você coloca produtos Arisco. Então, quando eu voltei, eu pensei: ‘Não, isso não é legal. ’Por exemplo, se você é uma pessoa diabética e entra numa loja, o que você quer encontrar? Produtos para diabéticos. Então eu comecei a comentar com o meu chefe, o Waldir: ‘Olha, eu acho que seria interessante dividir a loja por setores.’ Ele concordou depois de um tempo e então a primeira mudança foi a criação de um corredor só de soja e derivados. A pessoa tinha desde extrato de soja até o sabonete de soja; tudo derivado de soja. Depois foi criado um setor de produtos diet, desde sobremesa, de cobertura de sorvete até o adoçante mais simples. E foi indo assim. Eu tinha passado a ver a loja com outros olhos e estava insatisfeita, só que eu tinha que ir devagar e manter os pés no chão. O Waldir, as pessoas têm impressão que ele é uma pessoa brava, mas não é. Ele é português, então é uma pessoa desconfiada, mas, se você acha um canal de acesso, fica muito mais fácil. Então eu comecei a comentar as coisas com ele, falar: ‘Oh, Waldir, eu fotografei algumas coisas na Europa que eu queria que você visse.’ Eram fotos de lojas, gôndolas, organização de prateleira. Então eu falava: ‘Olha, Waldir, eu acho que, se a gente fizesse isso, ia ficar um diferencial na loja. Facilitaria mais tanto pros funcionários se localizarem como para os clientes.’ E com o tempo ele começou a ficar mais maleável. Outro exemplo: muitos clientes chegavam no balcão e falavam: ‘Olha, estou procurando um adoçante, você pode me ajudar? Eu não achei.’ E às vezes o funcionário falava: ‘Adoçante fica no segundo corredor à esquerda.’ Só que o cliente não queria isso, ele queria que você fosse até a prateleira e mostrasse para ele. Então o Waldir começou a falar: ‘É, realmente tem que mudar algumas coisas, porque tem cliente que não consegue se localizar. Ele sai daqui e vai comprar em outra loja. ’Então a gente começou a modificar. Quando eu comecei a fazer algumas mudanças de prateleira, eu comecei também a ter uma parte agregada de compra, porque quando eu estava mexendo, visualizando a prateleira, algum cliente chegava e falava: ‘Você é de compra?’ E eu respondia: ‘Não, mas pode falar, senhor.’ ‘É o seguinte, quando eu viajei, achei um adoçante muito legal. Era legal você comprar esse produto aqui que eu acho que ia sair bem.’ Então eu passei a fazer o quê? Por conta própria, eu comecei a fazer uma lista com o nome dos produtos e passar pro Waldir. Eu falava: ‘Acho que seria interessante você comprar isso. Os clientes têm pedido.’ Primeiro ele ficou na dele, mas depois falou pra mim: ‘Raquel, acho que vou começar a ensinar você a mexer com nota, cadastro de mercadoria.’ Ele me deu a oportunidade e eu comecei a mexer com outras funções agregadas, mais com a parte comercial mesmo.”

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