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Curiosidades do Vale do Ribeira e outras cidades

História de: Camilo Aparecido de Almeida
Autor: Ana Paula
Publicado em: 04/06/2021

Sinopse

Camilo Aparecido de Almeida, nasceu em 12 de outubro de 1966, na cidade de Sete Barras em São Paulo. Na sua cidade natal estudou e foi bananicultor trabalhando junto com o pai na lavoura. Defende a preservação enaltecendo o potencial para o ecoturismo da região. Criou um blog e quer fazer um site para divulgar a região do Vale do Ribeira.

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História completa

P/1 - Oi Camilo, primeiro eu queria agradecer a sua presença. R - Eu que agradeço a presença de vocês aqui no Vale do Ribeira. P/1 - E vamos começar com uma pequena identificação com você falando seu nome, local e data de nascimento. R - Meu nome é Camilo Aparecido de Almeida. Eu nasci no dia 12 de outubro de 1966. E nasci aqui na cidade de Sete Barras. P/1 - E a sua família? R - Minha família é… Meu pai é Diogo de Almeida, minha mãe é Maria Paula de Almeida, conhecida como Dona Cotinha. P/1 - E eles nasceram aqui? R - Nasceram aqui também em Sete Barras. P/1 - E os avós? R - Meus avós, é… Joaquim Pedro de Oliveira, chamam ele de Joaquim Fagundes e Maria Cândida de Oliveira e era conhecida também como vovó Cota, Dona Cota. E os avós paternos eram Camilo Constante de Almeida e Margarida Alves da Costa. P/1 - E eles são também de Sete Barras? R - São também de Sete Barras. P/1 - Começa contando então pra gente um pouquinho da sua infância, o que você lembra da sua infância, da casa onde você passou sua infância, das brincadeiras… R - Eu morava na zona rural, no bairro do Conchal Branco. Todo mundo pergunta, por que Conchal Branco. Naquela época meu pai, meus avós falavam que existia uma divisão, por causa do tempo da escravidão. Eu morava na margem direita do rio que se chamava Conchal Branco e a margem esquerda do rio era Conchal Preto. Então os brancos moravam na margem direita e os negros moravam na margem esquerda. Depois de muito tempo isso foi passando, mas continuou chamando, aí depois acabou essa divisão. Minha infância foi muito boa, trabalhando na lavoura com meu pai, com plantação de bananas. Desde pequeno trabalhando com plantação de bananas. Trabalhava, jogava futebol, gostava de pescar. Pescava muito no rio, passava a rede no rio. P/1 - Como você lembra da cidade nessa época? Como era pra você? R - Como eu posso falar pra você? Como você quer saber? P/1 - Como você via a cidade. Era uma cidade mais rural, mais tranquila? R - Naquela época tinha muita gente que morava no sítio. A população era: menos na cidade, mais pessoas no sítio. Tinha grupo de jovens, festa em igreja, aquelas festas tradicionais de igreja que tinha. Festa na época de setembro, da pátria, as festas que tinham mais eram nos sítios. E era gostoso, uma época muito gostosa. P/1 - E a escola? R - A escola… eu estudei na escola do bairro Votupoca, lá em cima. A escola chama Armando Salles de Oliveira. Muito gostoso também aquela época da escola. P/1 - O que você se lembra da escola? R - Na escola era muito divertido, tinha meus amigos que estudavam juntos, o Reinaldo, o Flávio. Naquela época o pessoal gostava de fazer teatro nas escolas, desde aquela época já gostava do teatro na escola. E uma coisa que a gente tinha era sempre reunir o pessoal e ir passear, reunir os amigos pra jogar bola, pra contar as histórias. Lá no próprio bairro Votupoca mesmo onde tinha a escola, tem um morro lá que é o morro do Votupoca, aqui no Vale do Ribeira é conhecido como vulcão, o vulcão do Votupoca, então ele é um morro grande que tem uma cratera, em cima onde é a cratera tem uma lagoa bem grande. Então lá tinha muitas histórias. A gente sentava junto na escola e os alunos começavam: “Você sabe aquela história que tinha serpente do morro do Votupoca?” O cara falava que tinha uma serpente de 1,5/ 2,0 metros, grossa, curta e essa serpente tinha duas asas pequenas. Então essa serpente voava a uma altura de uns 2 metros acima do chão, ela saia voando e ela pegava carneiro, pegava porco, pegava galinha. Enquanto foi pegando só isso aí o povo conta que ninguém ligava, aí quando começou a sumir criança, começou a sumir pessoas o pessoal da época ficou preocupado com isso. Dizem meus avós, os antigos contam que na época foi pegado um senhor, um benzedor. Naquela época tinha muito benzedor. Pegaram um benzedor, trouxeram de outra cidade que eu não me recordo o nome e esse benzedor benzeu e essa cobra voou e saiu de lá do morro do Votupoca, sumiu. Depois que saiu, que passou essa coisa, o pessoal do povoado foi pra lá, foram pro morro pra ver onde a cobra se entocava. Aí descobriram uma gruta e nessa gruta acharam ossos de animais, vários ossos, dizem os antigos que até ossos de crianças, isso eu não sei falar pra você se é verdade. P/1 - E a cobra? R - E a cobra sumiu, foi embora. Tem muitas lendas do morro do Votupoca. P/1 - Qual mais você lembra? R - Eu lembro outra que o pessoal falava que tinha vindo um pessoal do Estados Unidos, tinha feito uma pesquisa, que tinha muito ouro na época do morro do Votupoca, que eles iam fazer uma mineração, mas até hoje… não sei se tem, se existe esse ouro lá, mas existe uma cratera, uma lagoa muito grande em cima do morro do Votupoca e esse morro do Votupoca você consegue enxergar ele de vários municípios do Vale do Ribeira, uma curiosidade. Você estando em Pariquera você enxerga o morro do Votupoca, você estando em Registro você enxerga ele, você estando em Sete Barras você enxerga, você estando em Eldorado você enxerga, qualquer município do Vale do Ribeira você enxerga ele e ele faz divisa com Registro, Sete Barras e Eldorado, muito legal. P/1 - E essa história da lenda do ouro… o que mais você tem pra contar pra gente? R - Essa história da lenda do ouro são várias lendas que o pessoal conta, que tem a parte de espanhol, outro conta dos portugueses. P/1 - Conta pra gente. R - Eu sei a parte dos portugueses, na época Martinho Afonso de Souza começou a colonizar o Brasil, ele vem de Cananéia, de Cananéia ele começou a subir com os barcos, com os bandeirantes subindo rio acima pra desbravar, aí foi que ele começou desbravar Sete Barras… o Vale do Ribeira inteirinho, Sete Barras, Eldorado, Iporanga. Eles pegavam e faziam a mineração do ouro, pegavam esse ouro e levavam em Registro, lá eles fundiam o ouro, faziam as barras e registravam o ouro, onde eram registrados era cobrado um imposto que era mandado pra Portugal. Fala na época que um português fugiu com as sete barras, botou numa canoa e foi tentar fugir da fiscalização, pra sair da fiscalização de Registro para os portugueses não registrarem o ouro. Nesse meio tempo, uns falam que foram os índios que soltaram as flechas que acabaram matando o português, outros falam que como naquela época tinha muita doença, tinha ficado doente e a canoa tinha afundado, outros já contam que ele teria enterrado esse ouro e depois não conseguiu descobrir onde era. Existem muitas variações da lenda. Ah, uma coisa importante também, a colonização japonesa no Brasil, ela se confunde com a parte do Vale do Ribeira. Quando o navio Kasato Maru chegou em Santos uma parte dos japoneses vieram pro Vale do Ribeira, se instalaram em Registro e em Sete Barras e a cultura japonesa influenciou bastante aqui no Vale do Ribeira. Até em Sete Barras, não sei se você sabe, aquela festa que tem em Registro que é o Tooro Nagashi que é comemorado no Japão, eles fazem um barquinho com uma vela e soltam no rio em homenagem aos mortos. Ela começou a história aqui em Sete Barras. P/1 - Como? R - A história começou aqui em Sete Barras com um viajante que veio. Ele era adepto da seita budista e começou a visitar a casa dos colonos japoneses, foi quando começou a pregar o budismo pras pessoas. Passado uma semana mais ou menos esse japonês acabou falecendo e acabou falecendo no dia 01 de novembro, em comemoração como sabiam que esse japonês budista usava no Japão a vela, o Tooro Nagashi, aí eles fizeram um Tooro, colocaram no rio e soltaram em homenagem a esse japonês. Daí em diante a cidade de Registro pegou mais sete pessoas lá e começaram a fazer as velinhas também e é comemorado todos os anos na cidade de Registro, mas começou aqui em Sete Barras o Tooro Nagashi. P/1 - E no dia a dia atualmente como você sente a presença japonesa? R - ah, bastante… a cultura japonesa… P/1 - De que maneira você percebe? R - Na alimentação. O pessoal gosta muito de comer sushi, come sashimi, tempura, yakisoba. Quem não gosta de um yakisoba, né? P/1 - A religião? R - A religião. Também. Naquela época acho que o único templo budista aqui no Vale do Ribeira era esse em Registro. Eles se encontravam aqui… eu não sei aonde aqui em Sete Barras falar pra você o lugar específico. Aqui tinha até o clube de Nissei, o clube de Nissei próximo à praça, um clube japonês de Sete Barras. P/1 - O que você faz hoje em dia? R - De tudo eu fiz um pouco já. Eu vou falar pra você [risos]... P/1 - Conta pra gente. R - Eu já fui bananicultor, trabalhava com banana. Até 1997 eu trabalhei com banana. Depois o Vale do Ribeira sofreu duas enchentes grandes, foi a enchente de 1995 e a enchente de 1997, destruiu tudinho. Naquela época eu fiquei sem condições financeiras pra trocar o sítio e fui obrigado a pegar outro tipo de renda, foi na época que eu fiz o curso de segurança e fui trabalhar de segurança. Saí da região do Vale do Ribeira, saí da cidade de Sete Barras e fui trabalhar na região de Campinas e Jundiaí, depois que eu trabalhei nessa parte, em 2005 eu tive um grave problema de coluna, nesse grave problema que eu tive eu voltei pra região, pro Vale do Ribeira. Em 2007 eu fiz 04 cirurgias na coluna e acabei me aposentando como segurança. Depois desse tempo em 2008 eu criei um blog do Vale do Ribeira, porque eu queria divulgar o Vale do Ribeira. Pesquisava na internet e não conseguia encontrar nada sobre o Vale do Ribeira, aí foi quando eu criei o blog Curiosidades do Vale do Ribeira e comecei a divulgar a cultura, a cultura de Sete Barras, a cultura de Registro. Eu também participei de como apresentador do programa História Viva na TV Ribeira, onde eu tinha um programa em que eu contava as histórias do Vale do Ribeira. Agora já não estou mais no programa, mas estou na cultura e é um prazer imenso estar aqui com vocês vendo o trabalho do “Museu em Rede”, eu fico feliz em ver isso, tá resgatando a história aqui do Vale, não só de Sete Barras, como do Vale do Ribeira. Vocês tão conseguindo resgatar história e não deixar que essa história morra. P/1 - O seu blog chama… R - Curiosidades do Vale do Ribeira e suas cidades. P/1 - Conta pra gente uma curiosidade que gera muito comentário pro blog. R - No blog… não só aqui também, mas fora. É uma comida típica aqui da região que se chama coruja. Todo mundo fala: “O que é coruja? Coruja é um passarinho? ” Coruja é um prato típico da nossa região que é em formato de pão, feito com a massa da mandioca, com a banha do porto, com ovos e sal. É feito a massa numa forma cilíndrica, enrolada em folha de bananeira e assada em um forno de barro. Uma delícia, vocês precisam experimentar. Uma das curiosidades, não só do Vale, mas aqui de Sete Barras também, é a coruja. P/1 - Tem uma específica aqui da cidade? R - Um prato específico? P/1 - uma curiosidade… é, um prato. R - Ah, a curiosidade aqui da cidade é o morro do Votupoca, é o vulcão do Votupoca, que aqui todo mundo conhece. Nosso vulcão. Vulcão, a própria lenda das Sete Barras. Também tem outra coisa. Nessa praça onde nós estamos, aqui foi feita a reportagem do Aqui Agora do SBT [Sistema Brasileiro de Televisão, emissora de TV] falando sobre o Seu Leandro, o homem mais velho do mundo, nascido em Sete Barras. Essa reportagem saiu no Aqui Agora, a Madalena Bonfioli que fez a reportagem do Seu Leandro. P/1 - E quantos anos tinha Seu Leandro? R - Na época tinha 110 anos, uma coisa assim. P/1 - E o que você acha que sete Barras tem pro Seu Leandro viver tanto? R - Ah, eu acho que o clima daqui [risos]. Como diz o pessoal, quem vem aqui pra Sete Barras bebe água da ribeira e come manjuba não deixa de voltar pra Sete Barras [risos]. P/1 - Conta um pouquinho mais da cidade. Qual seu lugar preferido aqui? R - Aqui na cidade? P/1 - É. R - Na cidade mesmo? É onde nós estamos aqui. P/1 - Aqui? R - Aqui era o ponto de encontro da juventude. O pessoal vinha, se encontrava no coreto. Já marcava. “Olha pessoal, vamos nos encontrar lá no coreto.” Chegava aqui, tinham os bailes do Nissei. Tinha o clube Nissei, nós íamos para os bailes. Nossa, era muito divertido. O carnaval daqui chegou a ter 03 escolas de samba. Uma cidadezinha pequenininha igual a Sete Barras com 03 escolas de samba. Era muito agitado. O pessoal vinha de outras cidades maiores do Vale. P/1 - Você sente que mudou bastante essa época que você fala pra hoje em dia? R - Mudou. O êxito. O pessoal saindo da cidade, não tendo trabalho fez com que os jovens fossem estudar fora, Curitiba, Santa Catarina, então ficou como uma cidade dormitório. Agora a prefeita, Dona Nilce tá conseguindo trazer, tentando resgatar isso aí, tentando lutar com o ecoturismo, pra trazer o ecoturismo. Não só Sete Barras, mas o Vale do Ribeira precisa trabalhar essa parte do turismo, é muito rico. É uma cidade muito rica em cachoeiras. Temos o rio maravilhoso que é o Rio Ribeira de Iguape, ele tem 450 km de extensão, ele nasce no Paraná, Ribeirão Grande e deságua em Iguape. É enorme, muito bonito. P/1 - Você acha que é só por causa disso … R - A falta de emprego fez com que o jovem fosse estudar fora. Aí ele arruma uma oportunidade melhor de serviço lá fora. Muitos acabam voltando pelo amor. P/1 - Por que as pessoas voltam? R - Ah, pelo amor. P/1 - Por amor. R - Eu morei na região de Campinas, morei na região de Jundiaí, morei em várias regiões, mas não tem uma região tão bonita, tão gostosa como essa região aqui. Um povo que se você chega aqui… vocês mesmo podem ver isso. Um povo hospitaleiro, que trata você bem, acolhe bem as pessoas, povo acolhedor. E agora graças a deus devagarinho as prefeituras estão tentando trabalhar com ecoturismo, tentando trazer o turismo pra cá. É uma forma de não poluir o meio ambiente. Porque as indústrias vão acabar tendo aquela dificuldade com Ibama [O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e outras coisas e o ecoturismo não, ele vai trazer as pessoas aqui pra região pra visitar, pra ver aquilo que é bonito. P/1 - Conta pra gente uma história marcante aqui na sua cidade. R - Minha? História marcante [risos]... eu tenho umas que eu não posso contar [risos]. Aquela enchente de 1997, aquela enchente lá foi sofrida. Nós morávamos no sítio ainda, aí quando veio a notícia que vinha a enchente… Na enchente passada a gente foi erguendo as coisas. A nossa casa lá deu mais ou menos um palmo de água. Começamos a erguer as coisas, peguei minha ex mulher e começamos a erguer as coisas dentro de casa. Quando terminamos de erguer as coisas dentro de casa a água já estava batendo pela cintura. E você sair… morava lá no sítio, aqui no Conchal Preto, dava uns 04 km daqui da cidade. Imagina que tem uma ponte e a cabeceira da ponte tinha caído e você não sabia que a cabeceira da ponte tinha caído. E eu vim, com a água na cintura, minha ex mulher, um saco de roupa nas costas e o cachorrinho aqui. Quando cheguei em cima da ponte eu fui encostando o pé no trilho da ponte, segurando no trilho da ponte pra água não levar. Se a água levasse, ia levar e ia embora, porque não tinha onde se segurar. Aí quando fui passar na cabeceira da ponte minha mulher escorregou e caiu dentro da ponte. Eu segurei ela com um braço e outro braço segurando a roupa e o cachorro do lado. Parece que foi Deus que me deu força. Segurei, levantei, consegui puxar ela com o braço, ergui e passei ela pro outro lado e ela saiu. Nesse instante vinha vindo outro casal atrás. Eu falei: “cuidado que tem um buraco aqui”. Consegui catar um pedaço de pau, finquei na cabeceira da ponte, pra não deixar que outras pessoas também não caíssem lá. Foi uma passagem que eu passei aqui . P/1 - Voltando um pouquinho. Você falou do Conchal Branco e do Preto. R - Isso, isso! P/1 - Como era então? Explica para a gente melhor. De que lado ficavam? R - Então o bairro Conchal Branco e o bairro Conchal Preto. O bairro Conchal era onde os Branco viviam, aquelas pessoas que eram as pessoas que eram brancas e do lado do Conchal Preto viviam as pessoas negras. Então, naquela época faziam muito baile. O pessoal chama puxirão, outros chamam mutirão. Juntava todas as pessoas. Um sitiante se juntava com outro sitiante e ia ajudar naquela roça lá. O cara tinha uma roça lá de arroz para colher, juntavam todos os sitiantes, colhiam aquela roça de arroz e no final eles faziam um baile. Aí tinha comida. Pra não tá precisando um pagar o outro. Pagava em dia trocado. Naquela época, como o bairro era dividido, os negros e os brancos. Os negros não podiam vir nos bailes daqui e os brancos não podiam ir no baile que tinham os negros também. Sempre tinha aquele espertinho. Tinha um tio meu que gostava de ir nos bailes do pessoal negro. Chegava lá ele apanhava bastante. O pessoal batia mesmo [risos]. Naquela época havia essa divisão. Depois com o passar do tempo as coisas foram evoluindo. P/1 - E como que passou isso? Como foi? R - Como foi a evolução? Depois foram vindo pessoas novas, pessoas de outras regiões e foi falando: “Deixa disso”, “essas coisas não existem”, “esse preconceito não existe”. E foi acabando com esse preconceito. P/1 - E era a divisão de dois bairros mesmo? R - Era a divisão de dois bairros. P/1 - Bairros distintos… R - Isso, mas o pessoal tinha amizade. Só que quando tinha baile o pessoal nem imaginava um bairro com o outro bairro. Tinha aquela rivalidade. P/1 - E fala um pouquinho, qual o seu sonho agora? R - Ah, o meu maior sonho… Estou com meu blog lá e estou lutando pra transformar ele num site. Faz 3 anos que eu venho lutando com esse blog pra tentar divulgar a cultura, as belezas do Vale do Ribeira só com recurso próprio, correndo atrás, batalhando, sem nenhum patrocínio, sem nenhuma entidade, sem nenhuma ong, batalhando sozinho, correndo por amor à cultura mesmo. Minha cunhada fez o curso de webdesigner e ela que vai fazer pra o site e se deus quiser esse ano a minha vontade é tá lançando o site pra eu ter anunciante, pra eu ter mais recursos pra tá correndo mais atrás da cultura, desenvolvendo a cultura aqui do Vale do Ribeira. P/1 - Fala pra gente, como foi contar essa história pra gente? R - Foi muito gostoso, alegria imensa estar junto com vocês, com o pessoal do Museu em Rede. Espero que esse projeto se expanda pra outras cidades do Vale do Ribeira, que esteja em outras cidades como Cananéia, cidade histórica, merece também, Apiaí, Iporanga. Eu torço por vocês e vou estar junto com vocês, aquilo que vocês precisarem contar com a ajuda, o meu blog está a disposição de vocês. Deixo liberados as fotos que tenho, tenho um álbum com 480 fotos também pra vocês, um acervo grande, um acervo histórico. O que você está precisando do blog fica à vontade pra vocês usarem. P/1 - Muito obrigada. R - Nada. Eu que agradeço. - - - FIM DA ENTREVISTA - - -
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