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História

Crescer com a cidade

História de: José Luciano de Barros
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 20/08/2020

Sinopse

Nasceu em 1967 em São Paulo. Mudou-se para São Bernardo do Campo quando tinha 7 anos.

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História completa

P/1 – Diga o seu nome completo.



R – É José Luciano de Barros.



P/1 – Local de nascimento.



R – Local de nascimento? Ipiranga, São Paulo.



P/1 – Que dia?



R – Dia 9 de novembro de 1967.



P/1 – Certo. Vamos começar pela sua infância. Fale um pouco sobre a casa em que você cresceu.



R – É, eu nasci no Ipiranga, né, na Vila Carioca. Morei em vários lugares lá em aluguel até os 7 anos de idade, aí dos 7 anos de idade em diante morei, estou morando em São Bernardo, na Alto Paraná, na Paulicéia. Estou há uns 34 anos já. Então chegando lá, a região era toda só de mato, era terras e tudo. A nossa rua era terra, a gente, moramos em barracos, essas coisas toda, né. Mas, conforme o tempo foi passando, desenvolvendo, trabalhando, meu pai ajudando, começamos a construir uma casa lá. Hoje a Paulicéia está bem desenvolvida, temos o Extra por perto, hipermercado, tem o Carrefour, tem a Mercedes Benz, está tudo começando a evoluir, crescer. Mas, aí a gente vê que hoje em dia é muitos prédios e estou pensando que futuramente aqui a nossa região vai ser só isso também. Mais alguma coisa?



P/1 – Claro. Eu queria que você me falasse um pouco mais sobre a sua infância na Paulicéia. Como era o começo?



R – Ah, ixi, eu jogava muito bolinha de gude, jogava futebol, a gente brincava nas ruas, era uma delícia só, não tinha videogame nessa época, não tinha muita… A televisão nossa mesmo era preta e branca, videogame, essas coisas todas, não tinha brinquedos eletrônicos. Brincava sempre na rua, o dia inteiro, andava de bicicleta, ficava à vontade.



P/1 – Mas, e o bairro mesmo, como é que era, era assim só mato?



R – Era só floresta, mata antigamente nesta região. Até muitos moradores que é antigos vai saber, a floresta chegava até a Telefônica, na região nossa ali próxima. Só tinha a Mercedes Benz, mais nada. O resto era tudo floresta, granjas, fazendas, era só essas coisas todas. 



P/1 – Como mudou?



R – Nossa, mudou da água para o vinho. Começou a aparecer moradias, casas, as indústrias começaram a aparecer ao redor, foi tudo só crescendo. 



P/1 – Você prefere hoje?



R – Eu prefiro o antigo.



P/1 – Por que?



R – Porque o antigo as crianças principalmente ficava à vontade, hoje em dia se perdeu muito a liberdade. Não é igual como antigamente. 



P/1 – Entendi. Mas, qual é a coisa que o senhor mais gosta hoje em São Bernardo?



R – Ah, eu gosto que a… Eu gosto das informações, a internet principalmente, o Jornal Diário do Grande ABC que eu leio muito, nos informa, nos instrui, eu acho que falta mais informação de bairros, mais… Quem sabe as coisas vão chegando aos poucos, as pessoas todas interagindo, tem uma comunidade, eu acho isso legal. 



P/1 – Entendi. E em São Bernardo, o que é que te cativa assim? Qual é a sua relação com a cidade, você gosta daqui ou… O que é que te cativa?



R – Eu gosto de tudo, porque antigamente a gente precisava ir pra São Paulo, hoje em dia a 25 de Março, né, o Brás, Liberdade, mas como a gente tem hoje o comércio bem forte, a indústria, São Bernardo está bom hoje, está bem melhor nessa parte. Está faltando mais informações como, por exemplo, tem a cidade, o Circo Spacial aqui perto, está faltando mais divulgação e várias coisas, né, muito mais informação que tiver é melhor pra todo mundo.



P/1 – Para finalizar, então, eu queria que o senhor me contasse uma história de algo muito importante na sua vida que aconteceu aqui na cidade.



R – Aqui da cidade, é, Tito Costa, que foi nosso prefeito na época, ele foi um dos ótimos prefeitos que nós tivemos porque ele teve mais presente de tudo, o Marinho que está começando agora, ele está começando a parecer o Tito Costa, ele está indo para um caminho legal, mas ele tem que estar mais…  



P/1 – … Conte uma história.



R – Hein? Ele estando mais presente… 



P/1 – … Conte uma história de algo que aconteceu na sua vida.



R – Não, essa do Tito Costa é legal, porque ele fez na… Foi a primeira rua a ser asfaltada na Paulicéia, Alto Paraná. Ele foi, de bom prefeito e tudo, não deixou a desejar. A gente tinha mais liberdade e tudo, mas hoje… Na minha infância a gente ficava à vontade, jogava bola, andava de bicicleta. Eu pegava a bicicleta vinha até São Bernardo, hoje em dia não dá mais para fazer isso, muitos carros, está muito perigoso. Está faltando uma… Acho que isso, uma área de ciclovia para todo mundo se circular, polui menos. Acho que é isso.



P/1 – Está certo, muito obrigado, Zé Luciano. 



--- FIM DA ENTREVISTA ---








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