Busca avançada



Criar

História

Corpo e Alma

História de: Depoimento de Rodrigo Coelho de Carvalho Góes
Autor: Kathleen Loureiro Reis
Publicado em: 21/07/2021

Sinopse

Rodrigo Coelho de Carvalho Góes nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1971. Trabalhou em várias empresas, mas sempre quis se dedicar para a indústria farmacêutica, especialmente para a Aché. Trabalha na região de Ipanema, que já conhecia desde criança, pois sempre ia visitar a avó. Fez também trabalho voluntário no Orfanato Santa Clara. É pai de duas meninas e gosta de surfar.

Tags

História completa

Nome do projeto- Aché 


Realização do Museu da Pessoa


Depoimento de Rodrigo Coelho de Carvalho Góes


Entrevistado por Imaculada Lopes 


Mangaratiba, 30 de abril de 2002 


Código: Mangaratiba 021 



Transcrito por: Leandro S. Motta 


Revisado por Sâmmya Dias.



 

P/1- Rodrigo, para começar, eu gostaria que você dissesse seu nome completo, data e local de nascimento.



R- Rodrigo Coelho de Carvalho Góes 12 de janeiro de 1971.



P/1- Em que cidade que você nasceu?



R- No Rio de Janeiro.



P/1- você mora lá ainda hoje?



R- Moro lá no Rio de Janeiro no bairro Recreio dos Bandeirantes, na capital.



P/1- Foi Lá que você entrou no Aché, no Rio?



R- Bom o Aché é até razoavelmente próximo da minha casa, onde é o Aché hoje, inclusive o Aché vai se mudar parece que para bairro do Recreio dos Bandeirantes. O primeiro contato com o Aché não foi lá, foi como os representantes na rua que eu queria ser propagandista. O que precisa de fazer para ser propagandista? É só ir lá no Aché, só que você tem que ser indicado por alguém. Aí, eu descobri com um amigo meu que visitava orfanatos junto comigo - e que ele já tinha sido propagandista do Aché - e ele falou: “ Você tem o perfil”. Só que ele já não trabalhava mais no Aché: “Então eu vou ligar para um amigo meu que é representante e vou pedir para ele te indicar”. Foi até engraçado, porque eu cheguei no Aché sem saber quem era o Michel, que hoje é gerente distrital. “Quem te indicou aqui?”, “O Michel.” Só que eu não sabia, e de repente eu estava falando com o Michel (risos). “Quem me indicou aqui foi o Michel”,  “Qual o seu nome? Há não é o Michel então. 



P/1- Porque você queria ser propagandista? Da onde veio essa idéia?



R- Eu já havia trabalhado na indústria farmacêutica três anos, quase quatro no laboratório Canonne, que fazia pastilha Valda. Trabalhei na era de marketing, fui trainee na área de marketing, fui promovido algumas vezes, mas sempre na área de marketing. Trabalhei na área de vendas também, mas como subsistema de marketing. Que dizer, lá era uma coisa extremamente integrada, na mesma sala funcionavam as duas coisas. A indústria farmacêutica eu já sabia que era um bom lugar de se trabalhar, tanto em termos financeiros, tanto quanto em termos de desenvolvimento pessoal. Quando eu saí, eu fiquei sempre tentando voltar, trabalhei na Xerox um tempão, trabalhei na Esso, mas sempre tentando voltar. Para voltar como representante é que eu não sabia quais eram os meandros, o caminho das pedras.



P/1- Em que ano que você entra no Aché?



R- Em 1998.



P/1- você vai trabalhar em que parte do Rio?



R- Eu já entrei para trabalhar em Ipanema, Leblon e na época na Gávea também. Hoje em dia eu só estou trabalhando em Ipanema, Leblon.



P/1- Gostaria que você descrevesse um pouco o dia a dia do seu trabalho ali naquela região.



R- Eu particularmente chego muito cedo, porque eu tenho que deixar minha filha na escola no (Maita?) que é um bairro bem próximo. Tem que deixar ela lá dez para sete da manhã, então eu já chego em Ipanema sete e cinco. Estaciono, leio o jornal, tomo um café na padaria (risos). E quinze para as oito mais ou menos a gente já está trabalhando. 



P/1- E são consultórios? Ou são hospitais? Como é que é?



R- Atualmente eu deixei de visitar hospital, porque o hospital que seria do meu setor é o Miguel Couto, só que existe uma linha hoje que está fazendo o trabalho especial de visitar mais os médicos de hospital. Ipanema hoje em dia é um setor que tem muito médico de extrema importância, do tipo presidente de sociedade, professor da UFRJ, professor da UERJ, a maioria deles são todos encastelados lá em Ipanema. É um setor mais delicado nesse sentido de estar falando com gente que forma opinião. Acaba que a média de visitação acaba sendo menor, porque essas pessoas são mais estrelinhas, já deixa você esperando mais tempo na sala de espera e por aí vai.



P/1- E que estratégia que você percebeu que no dia a dia funciona para se aproximar desse médico com esse perfil?



R- São pequenos detalhes às vezes (risos).



P/1- Por exemplo?



R- Por exemplo, uma coisa simples: você identificou que o médico é de determinada seita religiosa. Parece uma coisa boba, mas os judeus tem todo um ritual de... Os Mórmons, os espíritas que acabam dando mais atenção para quem é da mesma seita e às vezes só de você saber isso você consegue... Isso é uma das estratégias, mas existem outras coisas pequenas, do tipo, o médico que é do Clube de Regatas do Flamengo fica na gávea, mas é do meu setor também. Eu hoje em dia trabalho com ________________, esse é o tipo do produto que você sabe que eles usam direto. Então, só de você às vezes estar com alguma coisa que te vincule a um produto que é de extrema necessidade, para ele faz com que ele queira te atender, são pequenas coisas. 



P/1- Nesse dia a dia com os médicos surgiu alguma situação, alguma ocasião que tenha te marcado?



R- Têm várias, mas a que eu achei mais engraçada em relação à essa coisa de médico, foi justamente num suposto médico. Alguém mandou um e-mail para São Paulo solicitando Respexil,   que era __________________. Um médico de Copacabana que foi um setor que eu cheguei a pegar uma parte de Copacabana por um tempo. Chegou no ponto de encontro de manhã, naquele ponto coletivo, e na época tinha supervisor: “Rodrigo tenho uma missão para você. Tem um Dr. Fulano de tal que está solicitando aqui Respexil.’ Aí, você prontamente tem que ir lá, quando um médico chega ao ponto de ligar para o Aché porque está necessitando de um produto, em vez de ligar para gente. Porque a gente tem algumas...  Eu faço carimbo com disque Rodrigo com o meu telefone, se o médico. Aí eu falei “Poxa esse médico eu não conheço, e ainda é em Copacabana, e o número da Av. Nossa Senhora Copacabana, que é a Avenida principal do bairro, não me é familiar”. Eu fui lá, quando eu bati um cara falou, desceu um cara de bermuda, um senhor, devia ter o seus 60 e tantos anos, ele falou assim: “ Pode deixar o remédio”. Eu falei: “Dr. Só por curiosidade, o Dr. Costuma...” Porque alguns médicos fazem isso, de atender o paciente em casa mesmo, assim quando o médico já é consagrado mesmo, já não quer ficar indo para o consultório mais: “Onde é que o Dr. Normalmente atende os seus pacientes?” e ele falou “ Ah, veja bem, eu costumo atender aqui em casa mesmo.” Aí eu falei: “Qual é a especialidade do Dr.?” E ele respondeu “Eu sou tributarista”. Tributarista (risos), quer dizer que na verdade ele se utilizou do título de Dr. Como advogado para poder pedir a amostra grátis para o Aché. Eu voltei com isso para lá e falei gente esse aqui melhor não dar muita corda não (risos).



P/1- Deixou as amostras?



R- Deixei as amostras, não ia tirar da mão dele.



P/1- Você falou do carimbo disque Rodrigo, Como é que é isso? Cada propagandista inventa uma coisa? Todo mundo tem esse carimbo?



R- Não, foi na última reunião de treinamento, o representante Galvão, como eu faço que é uma parte da seção de treinamento, ele falou: “Eu fiz o disque Galvão , que é um carimbo com o meu telefone”. Porque isso acaba estreitando, é uma prestação de serviço, os produtos no Aché estão sempre mudando de linha, mudando de representante, e às vezes o médico não associa você a todos os seus produtos, ele às vezes consegue lembrar que você é de um determinado, você é o Rodrigo do Biofenac, mas ele não lembra que na minha linha tem ainda o Dorilax, Cefaliv, Colpistatin, Vitae e tudo mais. Então você fala “Ó Dr., quando você precisar de algum medicamento do Aché tá aqui, é só ligar para mim. Se for meu, eu venho aqui e trago, se for de outro colega, ou eu vou apanhar com o colega, ou aviso o colega que o Dr. está precisando.” A gente podendo atender, a gente quer estar mais próximo.



P/1- Eles ligam às vezes para pedir umas coisas que não tem nada a ver?



R- Ligam às vezes até da concorrência (risos). E a gente almoça junto com a concorrência, estou precisando aqui para um familiar meu.



P/1- Como é esta convivência com os colegas do próprio Aché e de outros laboratórios? Tem um ponto de encontro, um barzinho, um restaurante?



R- Tem, o pessoal acaba sempre almoçando praticamente sempre no mesmo lugar, para poder se encontrar e...



P/1- Onde que vocês almoçam?



R- No caso de Ipanema é no Da Silva, que é um restaurante à quilo nota dez.



P/1- Qual é a especialidade lá do Da Silva preferido dos propagandistas?



R- Ali varia muito. Na sexta-feira é uma feijoada que é clássica já, mas não tem só esse ponto no Leblon. Já tem o (Bell Bife?) que é outro restaurante também bem legal que o pessoal acaba se encontrando. Os garçons já atendem a gente de forma... Tanto no (Bell Bife?) quanto no Da Silva o pessoal já dá um desconto para os representantes.



P/1- Porque é assim você acaba conhecendo aquele bairro super bem. Frequenta todo dia.



R- Com certeza.



P/1- Você frequentava Ipanema quando você era criança?



R- Já quando era criança porque minha avó morava lá, mas aí ela faleceu...



P/1- Queria te perguntar também sobre os produtos. Teve algum que te marcou, nesses quatro anos de trabalho que você gostou mais de trabalhar?



R- Olha existem alguns produtos que você percebem que são mais bem aceitos, então acaba que a pessoa vincula o teu nome ao nome do produto. Na verdade acaba sendo, tem uns que são muito fáceis de vender, mais e daí a cota também é muito maior,  então não tem nenhum especial assim.



P/1- Vocês freqüentam a filial no Rio? Tem isso também de ter encontros existe uma filial um prédio no Rio?



R- Existe.



P/1- aonde é que fica?



R- Fica na Curicica, é um sub-bairro de Jacarepaguá.



P/1- Como é essa filial? O que acontece lá?



R- Olha agora está se desativando, mas a gente jogava tênis sempre à noite, tem um campo de futebol excelente, tem mesa de sinuca, mesa de totó, mesa de ping-pong.



P/1- O pessoal se encontrava lá de fim de semana ou era também durante a semana?



R- Final de semana a gente quase sempre utilizava esse espaço para eventos com a classe médica, o que até repercutiu muito bem, porque já que a gente não tinha as armas da concorrência, dinheiro para bancar... Principalmente no meu setor, que um cara... O caso de um médico importante, não vou falar nome porque (risos) é presidente de sociedade “O Rodrigo, olha só, antiinflamatório que você está falando. Eu já viajei para Suíça, já viajei para França.” Esse ano, no meio do ano mais ou menos; “ ...Suíça, França, Japão, Áustria tudo participando de congressos pago pelo laboratório tal, o que você vai me dar para eu poder prescrever o seu produto?” naquele caso eu falei: “Olha eu posso deixar uma quantidade maior de amostra.” Ele riu obviamente: “... Mas eu sei que o senhor é professor, então caso o senhor deseje, as nossas instalações são a sua casa. Por favor, se quiser fazer um evento com seus alunos, campeonato de futebol, fazer ali uma palestra, faz alguma, vamos falar de infecções das vias aéreas superiores e seus tratamentos. Faz ali meio dia uma palestra, na parte da tarde um churrasco, uma cervejada, um futebol com o pessoal.” Isso ele: “Poxa isso interessa.”



P/1- Isso acontecia?



R- Acontecia com frequência, quase todos os finais de semana.



P/1- Queria te perguntar sobre o trabalho de voluntariado. Além do trabalho do dia a dia e nesses momentos de lazer, existe outro tipo de atividade na equipe do Rio?



R- Bastante. Não de uma forma sistematizada, como a gente estava conversando. A gente ajuda a fundação Santa Clara, inclusive já se fez um vídeo institucional aqui... Institucional? Aqui da filial Rio em que se filmou a fundação Santa Clara mostrou o Braguinha, que é um representante amigo nosso que vai lá dar aula de caratê. Mostrou a tia Heliete, o tio Cícero, que são os pais da crianças, minha esposa que vai lá também até apareceu inclusive na fita.



P/1- O que é a fundação Santa Clara?



R- Juridicamente ele é um orfanato que tem mais de 80 crianças, tinha 83 crianças. Agora quem vai lá percebe como se fosse uma grande família, uma família com mais de 80 crianças.



P/1- E qual é a relação desta fundação com o Aché? Vários propagandistas são voluntários.



R- A gente faz... Sempre tem festa de final do ano. Aí o Luiz Antônio fala “Vem gente, vamos fazer o seguinte: quem quiser, a gente vai ajudar a fundação Santa Clara, quem quiser traga um quilo de arroz, de alguma coisa de preferência de alimento não perecível e a gente faz a nossa festa e no final quem quiser vai lá junto com o Rodrigo e vamos entregar esses donativos”. É um gesto pequeno, mas com certeza ajuda o final do ano que as despesas são maiores, com certeza ajuda bastante. Agora a gente vai ter uma festa junina que vai estar revertendo donativo para lá.



P/1- E você tem uma relação mais forte com essa fundação?



R- Tenho.



P/1- Com é que começou essa historia?



R- Começou com uma entrevista que eu vi no jornal com a Márcia Peltier. Era dia das mães, gente agora eu vou mostrar para vocês uma mãe especial, uma mãe de mais de 80 crianças. Ai filmou o orfanato, isso é em Vargem Grande, que é um bairro gastronômico, perto da central Globo de Produções. Mostrou o Santa Clara e  eu estava vendo com a minha esposa, eu falei “Poxa é aqui pertinho, vamos lá conhecer”. Chegando lá, teve uma afinidade enorme, porque o pai e mãe das crianças são pessoas extremamente dóceis, são pessoas ímpares mesmo. Às vezes, daí hoje em dia gente vai para lá,  frequenta umas duas vezes na semana a gente está lá batendo papo às vezes, não é nada de específico, mas poxa quem assume um negócio desses acaba se isolando muito da sociedade, porque as pessoas vão ali, “Ah tadinhos, tadinhos” e vão embora. Deixam às vezes um... E esquece que uma pessoas dessas precisa também de suporte emocional, de amigos para conversar.



P/1- Com as crianças ou com a equipe?



R- Tanto com a equipe quanto com as crianças. Hoje em dia a gente faz muito disso. A minha esposa faz teatro, eu também de vez em quando dou umas participações. Gente, vamos estrear a peça em tal lugar. Pega o carro de três, quatro colegas, enche o carro de crianças e não paga nada. Vai lá e leva a garotada para ir para o teatro, cinema.



P/1- Essa relação começou quando com a fundação?



R- Olha foi antes do Aché, já tem uns cinco, seis anos mais ou menos.



P/1- Teve um ano inclusive que você passou as férias lá. Como é que foi isso?



R- É eu trabalhava na Xerox e nas minhas férias na Xerox, eu peguei, eu minha esposa, minha filha mais nova, fomos lá e moramos um mês com as crianças, tomamos conta de 36 crianças. Isso foi até anterior à adoção da minha filha mais velha, que inclusive eles, por eles já terem esse relacionamento com o juizado de menores eles acabaram facilitando bastante. Essa coisa de uma mão lava a outra realmente acontece.



P/1- Como é que se chamam as suas filhas?



R- Camila e Ana Carolina. Camila é a mais nova, tem sete anos, a Ana Carolina tem 14.



P/1- Aí quando você foi para o Aché foi você que levou esse contato para o pessoal? Foi você que criou essa ponte?



R- Foi.



P/1- Qual que é a primeira iniciativa que você fez junto com o pessoal do Aché? Lá na fundação você lembra?



R- A primeira coisa que começou a acontecer foi o pessoal do meu setor sabendo que eu ajudava o Santa Clara: “Ah tem umas roupas usadas aqui”. Eu comecei a levar, aí isso chegou nos ouvidos do Luiz Antônio, ele falou: “Poxa Rodrigo não sabia que você fazia isso e tal. A gente inclusive faz a festa aqui no final de ano, a gente não sabe nem a quem ajudar em relação a isso poxa vamos ajudar lá”. Depois, eu descobri inclusive, que o Santa Clara já tinha inclusive um contato com a Adriana, que faz a parte da recepção. A parte de papéis já utilizados o pessoal doava para o Santa Clara usar de rascunho. Ela falou: ”você ajuda lá? Eu sempre falo com eles por telefone, mas não conhecia”. Nisso, o Braguinha começou a dar aula de caratê, o Anderson foi lá ajudar também. O Luiz Antônio foi lá conhecer.



P/1- O que você mais gosta desse trabalho voluntário?



R- A maior riqueza que existe é você conhecer gente, gente que você percebe que é gente com G maiúsculo. Lá realmente... Você não tem como chegar lá e não sentir que pulsa sangue, que tem um coração grande e gente que está preocupada com o outro. Hoje em dia você vê essa canibalização do mercado, você fica “Caramba essa loucura de dinheiro, dinheiro, dinheiro”, mas lá os valores se invertem. Você vê crianças que têm históricos sociais horríveis se transformarem em cidadãos.



P/1- A sua filha você conheceu lá, a mais velha?



R- Não, a mais velha não.



P/1- Só fizeram...



R- A gente chegou pensar nisso, só que não dava para agente adotar um de lá (risos). Eu e minha esposa decidimos: “Esse ano a gente cresce a família! Ou engravida ou adota” foi há três anos atrás. Quando a gente falou para adotar vamos dar chance para que aconteça uma afinidade, a gente começou a rodar vários orfanatos vestido de palhaços, fazendo brincadeiras com as crianças, tocando violão e nisso sacando, olhando, aproveitando. Para não ser uma coisa igual quando você vai numa loja comprar uma roupa, não é isso que a gente estava fazendo. Rolou a afinidade grande com a Ana Carolina.



P/1- Que já tinha uma idade...



R- Já tinha 11 anos.



P/1- Por último eu queria... Além do trabalho de voluntariado, estou te perguntando isso porque outras pessoas não falaram sobre isso. Eu acho que é uma face da empresa. Esta parte das artes você falou do teatro. Isso está presente de alguma forma no Aché? Existe um grupo de teatro, um grupo de música?



R- Tem um colega faz um trabalho de teatro que é da região não sei se é Friburgo? Ou Teresópolis? Inclusive com peça em cartaz, patrocinado, fazendo o trabalho acontecer. Eu sou diretor de arte do CRE que é Conselho Regional Espírita que engloba Barra da Tijuca, Jacarepaguá, mas a minha participação é muito mais fomentação. Como eu tenho cunhado que trabalha na Globo, contatos nessa área, eu acabo falando “Gente, olha, eu consigo para você os centros culturais da Estácio, eu consigo para você o teatro Barra Shopping”, que agora está fechado.



P/1- Mas no Aché não tem uma vida cultural? Tem algum tipo de atividade cultural?



R- Não na filial Rio de Janeiro _________________ Aché especificamente não. Existem movimentos isolados.



P/1- Tem uns artistas perdidos Lá no meio.



R- Exatamente. 



P/1- Gostaria de completar o seu depoimento com alguma história a mais relacionada ao seu trabalho?



R- Não, só agradecer.



P/1- Queria saber o que você achou dessa experiência de contar um pouco da sua história?



R- Eu acho a idéia de vocês genial, de contar a história das instituições através das pessoas é a alma. Eu estava no Estados Unidos agora... Eu ganhei uma passagem num campeonato de surf, fui lá para Nova York, que tem o Guggenheim Museum, tinha a exposição Brazil Body and Soul,   corpo e alma, e você via que quase tudo ali era contando a vida de um Aleijadinho, a vida de todos esses homens que fizeram a história, o que faz a diferença são a pessoas. Não adianta você dar um monte de rótulos, um nome bonito para um monte coisas, e às vezes o que vai fazer a diferença são justamente as pessoas que estão fazendo isso aí. Hoje em dia a gente percebe que está fazendo muita diferença inclusive.



P/1- Quer dizer que você é do grupo dos surfistas junto com o _________?



R- Isso.



P/1- Então teatro, voluntariado e ainda por cima tem o surfe ai na tua vida. Obrigada pela sua participação.



R- Obrigado vocês.

Ver Tudo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+