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História

Conforto para a família

História de: Henrique Santos Castro
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 19/12/2021

Sinopse

Henrique conta sobre sua infância, a vida como músico profissional, sua entrada na Vedacit e a reforma que a empresa realizou em sua casa, pelo projeto Ano Novo, Casa Nova. 

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História completa

P/1 - Bom dia, Henrique. Tudo bem?

R - Bom dia. Tudo bem, sim.

P/1 - A gente vai começar com uma pergunta bem básica: gostaria que você me informasse o seu nome completo, data de nascimento e a cidade em que você nasceu. 

R - Eu me chamo Henrique. Tenho 29 anos, nasci em Salvador, Bahia. 

P/1 - Qual o nome dos seus pais, Henrique?

R - O meu pai se chama Carlos Henrique e a minha mãe se chama Marlene. 

P/1 - Você tem irmãos?

R - Não. 

P/1 - E os seus pais são de Salvador mesmo ou vieram de alguma outra cidade, outra região?

R - Não, somos todos daqui de Salvador.

P/1 - Qual a ocupação dos seus pais, Henrique?

R - Meu pai é eletricista e a minha mãe é autônoma, trabalha por conta.

P/1 - Certo. Vamos conversar um pouquinho agora sobre a sua infância. Você se lembra da casa onde você morava? Do que você gostava de brincar, quando você era criança?

R - Bem, passei uma parte da minha infância morando na casa da minha avó. Depois eu vim pra cá, para o bairro de Brotas, que é onde moro.  Passei a morar aqui com meus pais. 

Da minha infância eu não lembro muito, não tenho muitas lembranças da minha infância, mas o que eu me lembro é que eu gostava muito de brincar com meu primo - eu tinha um primo que a gente era muito próximo, então a gente andava muito junto, geralmente ia em todos os lugares juntos. A gente brincava bastante na rua, lá na casa da minha avó; a gente ia muito pra lá também, mesmo morando um pouco distante a gente sempre ia pra lá brincar. 

A minha infância foi assim. Geralmente com ele, meu amigo, a gente brincando sempre juntos, é o que me lembro.

 

P/1 - Do que você gostava de brincar, nessa época?

R - A gente brincava muito de futebol, bicicleta, videogame. Às vezes eu ia pra casa dele e a gente brincava também de videogame, bastante. Passava até um pouquinho do ponto, mas era o que a gente mais fazia. A gente brincava, ou estava na casa de algum familiar nosso, na casa de um ou do outro. Era o que a gente fazia.

P/1 - Você se lembra de alguém contando história pra você, quando você era criança? 

R - Não. Meus pais, na minha infância… A presença deles não era muita por conta de ocupações que eles tinham, então eu não tinha muito essa coisa de história. Passava muito tempo sozinho, em casa. Assistia muita televisão, esse tipo de coisa, mas essa questão de contar história nunca fez parte da minha infância. 

P/1 - Você tinha algum sonho de infância?

R – Eu tinha. Eu queria ser motorista de ônibus, eu brincava muito disso em casa. Fazia como se fosse o próprio ônibus: pegava prato, fazia de volante, montava assim, como se estivesse dirigindo ônibus. Eu brincava muito com isso, era um dos sonhos que eu tinha. 

Depois que eu conheci a música, comecei a gostar de música, meu sonho também era fazer parte de grandes bandas que existiam na época. Tocava, ficava pegando panela, essas coisas assim, pra fazer de instrumento. Basicamente foi essa minha infância e pré-adolescência.

 

P/1 - Henrique, qual a primeira lembrança que você tem da escola, de ir pra escola?

R - Eu tenho uma lembrança que estudava numa escola chamada Mon Petit, que ficava próxima aqui da minha casa. Foi a primeira vez que eu fui sozinho pra escola - minha mãe me levava no colégio. Nesse dia eu disse que iria sozinho e fui com um pouco de medo, mas também confiante. A gente criança acha que pode tudo, [é] super-herói. Fui, consegui ir e retornar. 

A professora achou um pouco estranho. “Você veio sozinho?” Eu falei: “Vim”. 

Depois desse dia eu comecei a ir e voltar sozinho para o colégio. Foi uma das coisas que mais marcou na minha época de infância - essa independência, podemos dizer, de sair para algum lugar. Depois disso minha mãe acabou tendo confiança em mim também; acabei indo pra alguns lugares próximos, nada muito distante, também sozinho. Foi me dando essa independência, podemos dizer assim.

 

P/1 - E nessa época de primeiros anos de escola, tinha alguma matéria que você gostava mais ou alguém professor que tenha te marcado por algum motivo?

R - Eu gostava de Matemática, gostava muito na época, e Química. Eram as duas matérias que mais me chamavam atenção - Química principalmente, por causa da tabela que tinha, dos elementos químicos, gostava bastante. [De] professores daquela época, quando eu era menor, não me lembro bem os nomes. 

Depois que eu passei para o ensino médio, a Química ficou mais forte ainda. Comecei gostar mais ainda de Química. Tinha uma professora chamada Adriana, que me ensinou bastante e me fez gostar mais ainda dessa disciplina. 

P/1 - Chegando nessa fase do ensino médio, em que você passou a se dedicar, a gostar mais de Química, você já estava adolescente. O que mudou pra você nessa época? Você mudou de escola pra algum lugar mais longe ou era outro bairro? Conta como foi essa mudança pra gente.

R - No ensino fundamental eu estudei ainda aqui no bairro, mas no ensino médio eu fui para uma escola chamada Manoel Novaes, que fica no bairro do Canela, aqui em Salvador, no Centro da cidade. Foi meu primeiro contato com outros bairros, sozinho, de pegar um transporte coletivo, ir e voltar, muitas pessoas… Porque a gente, aqui no bairro, não tem talvez a noção de quantas pessoas a gente pode encontrar pelo nosso caminho. Quando você pega o ônibus lotado, você tem que saber o trajeto novo que você nunca conheceu e isso, pra mim, foi um pouco difícil no início, mas depois eu consegui me adaptar e me acostumar bem. 

Fiz muitos amigos nesse colégio, inclusive a minha esposa eu conheci nesse colégio e estamos aí até hoje. 

O ensino médio não foi aquilo que eu esperava muito em questão de estudo, vou ser sincero para você, mas me deu grande experiência de como, hoje em dia, lidar com a minha vida, essa minha transição para o ensino médio.

 

P/1 - E nessa época de adolescência, o que você gostava de fazer no seu tempo livre?

R - Como eu falei pra você da música, no ensino médio eu já tive oportunidade de viver profissionalmente da música. Eu tocava em bandas conhecidas daqui da cidade, viajava com elas, fazia eventos. Minha maior parte do tempo era música, respirava música. Inclusive esse colégio em que eu estudava é um colégio que tem um curso técnico em música, da oportunidade para pessoa de se profissionalizar também na música e foi a música que hoje me fez conhecer o que eu conheço. Viajei, conheci muitos lugares, conheci muitas cidades do Brasil. Tive essa oportunidade através do ensino médio, conheci pessoas na escola que tocavam nessas bandas, que tinham essa fama na cidade e aí eles me deram oportunidade, eu fui e abracei. Como eu costumo dizer, tenho esse dom de música, então foi fácil pra eu me adaptar. Consegui crescer e me desenvolver, consegui tocar em bandas melhores e ser conhecido aqui na cidade. 

P/1 - E que instrumento você toca, Henrique?

R - Eu sou percussionista. Todo instrumento que envolva percussão a gente tenta, da melhor forma possível, fazer o melhor. 

P/1 - Conta como foi aprender um instrumento. Quando você começou a tocar, de fato?

R - Na verdade, como eu te falei, primeiro [foi] em casa. Eu escutava muito, então eu acredito que teve também essa participação de ouvir; eu ouvia bastante música e tentava executar, via vídeo e tentava executar. 

Chegou uma época que ingressei numa escola de música e percussão chamada Pracatum, não sei se você já ouviu falar, fica aqui no bairro do Candeal. Lá eu tive mais o conhecimento técnico, de como aplicar determinados instrumentos em cada tipo de música, aprendi a ler partitura, esse tipo de coisa e isso me deixou mais profissional, me fez ter um nível de profissionalismo maior. Foi através de lá. 

 

P/1 - E depois que você terminou o ensino médio, o que você foi fazer? Você foi trabalhar? Você pensou em faculdade? O que aconteceu? 

R - Continuei o caminho da música, só que a gente passou por essa situação toda no país. [Com] a música ficou meio complicado de conseguir sobreviver e como eu ainda era jovem, era novo e não tinha nenhum tipo de contato com emprego, nada disso, só vivia da música, eu tomei essa decisão de buscar ingressar no mercado de trabalho. 

No ano de 2014 eu entrei na primeira empresa de carteira assinada. Eu comecei a ter mais maturidade, mais responsabilidade; foi uma virada de chave e a música já ficou mais como hobby, não poderia mais ser meu meio de sustento. Nessa empresa eu passei quatro anos e foi onde consegui constituir minha família, noivei, tive condições de casar e comprar as coisas de casa. Foi através dessa empresa. O início foi por aí. 

 

P/1 - Com o que você trabalhava nessa empresa, Henrique?

R - Eu comecei como auxiliar de operador, porque era uma empresa gráfica. Eu trabalhava auxiliando os operadores das máquinas, retirando os materiais impressos da máquina de corte, da guilhotina, das máquinas de impressão, dobradeiras. Depois eu comecei a me interessar pela dobradeira que existia lá, tive a oportunidade de aprender, fiquei responsável por essa máquina. Consegui evoluir na empresa e foi a máquina que mais me identifiquei quando eu entrei; a maior parte [do tempo] que eu passei lá passei trabalhando na dobradeira. Entrei como auxiliar, saí como auxiliar, mas já com essa experiência no maquinário.

P/1 - E depois que você saiu dessa empresa, você foi trabalhar onde?

R - A empresa passou por problemas financeiros e acabou desligando alguns funcionários. Eu tomei a iniciativa de pedir desligamento, porque eu vi que em breve seria minha vez e eu não queria esperar. Eu sou novo, posso conseguir uma oportunidade melhor. E foi o que aconteceu, graças a Deus: após um mês que eu me desliguei dessa empresa, apareceu a oportunidade na Vedacit. Eu fiz o processo seletivo, consegui entrar como auxiliar de produção e me mantenho lá até hoje, já faz três anos. 

P/1 - Certo. A música, então, acabou ficando, nesse momento, em segundo plano. Você continuou tocando, fazendo apresentações ou não?

R - Eu ainda continuo. A música ainda é presente na minha vida, mas não com a mesma intensidade de antes, pelo fato de ter esse emprego, ter a responsabilidade. Chega uma hora que você tem que fazer uma escolha, então eu escolhi priorizar esse trabalho e a música, por ser uma coisa que eu gosto de fazer, assim que eu tenho tempo livre, é o que eu estou fazendo. Geralmente é isso. Ela se tornou um hobby. Não digo nem mais uma segunda profissão e sim um hobby, porque eu faço realmente porque gosto. Não visando fins lucrativos, mas sim porque eu gosto de estar na música, gosto de participar dela. Gosto bastante, sempre estou com fone de ouvido, ouvindo músicas, buscando novos conhecimentos, mesmo não estando em prática cem por cento como antes, mas a música faz parte, com certeza, da minha vida.

P/1 - E falando um pouquinho sobre essa escola de música onde você estudou, você estudou por quanto tempo lá?

R - Eu passei dois anos lá na Pracatum. O primeiro ano foi o ano que eu realmente estive como aluno e recebi certificação, tudo certinho. No segundo ano já foi mais um apoio aos que estavam iniciando, porque o professor sempre deu essa oportunidade pra a gente, de ensinar tudo aquilo que ele tinha passado. Como eu moro próximo, eu ia muito para lá. Passei um ano indo, mais para auxiliá-lo nas aulas. 

Como eu te falei, realmente eu gosto de música. Toda oportunidade que eu tenho de estar envolvido com música, eu não penso duas vezes. Ia mais pra lá, passei um ano indo auxiliá-lo. A gente fazia alguns eventos que às vezes a escola fechava, alguma coisa, mas foi uma fase que me ajudou bastante a entender realmente o sentido da música. 

 

P/1 - Voltando pra Vedacit, como você ficou sabendo desse programa Ano Novo, Casa Nova?

R - A gente estava numa reunião que acontece lá, chamada Flash. É uma reunião mensal em que eles falam sobre tudo que aconteceu na fábrica: financeiro, de produção, de saúde, fazem um resumo do mês. Essa reunião acontece todo mês. Aí foi falado sobre esse projeto, o RH chegou com a proposta desse projeto, “Ano Novo, Casa Nova”. Falou que quem quisesse se inscrever enviasse fotos do local da casa [que] poderia ser melhorado por impermeabilização, que é no que a gente trabalha. 

Eu não pensei duas vezes. Falei: “Poxa, vou. Estou precisando aqui na minha casa de um ajuste, vou tentar.” A princípio fiquei um pouco retraído porque a gente, às vezes, não quer expor nossa vida, não quer expor as coisas, mas depois eu parei pra pensar melhor e vi que se tinha oportunidade de ser ajudado, por que não? Eu fui, me inscrevi no mesmo dia e falei com minha esposa. Ela deu toda a força. Tramos as fotos e eu mandei no mesmo dia que soube da inscrição. 

 

P/1 -  Como você se sentiu quando recebeu a resposta de que tinha sido aprovado? 

R - Foi uma coisa inacreditável, porque já tinha saído o ganhador. Eles falaram que seria um ganhador apenas, inclusive nesse Flash eles mostraram a casa desse ganhador e ficou muito bonita. Eu falei: “Poxa, que bacana! Vou me inscrever nas próximas, vai que eu consiga, né?”

Passou uma semana, eu recebi a ligação da Juliana, que é a responsável por esse programa; ela me falou que eu tinha sido contemplado. Fiquei meio retraído, falei: “Poxa, mas já saiu, a pessoa já foi premiada”, mas ela se identificou, mostrou que realmente era da Vedacit, aí eu fiquei feliz demais. 

Compartilhei com a minha esposa a informação e fiquei muito feliz. Falei: “Poxa, graças a Deus. Se eles conseguirem resolver somente esse problema que a gente está mandando essas fotos, já é suficiente”. A gente ficou feliz demais. 

 

P/1 - E você recebeu apoio também do seu gestor, o Aldo, pra fazer sua inscrição? Você chegou a conversar com ele?

R - Na verdade, eu não esperei o apoio dele. Depois que eu me inscrevi, cheguei a conversar com eles que tinha feito a inscrição, mas eles me incentivaram também, depois de ter feito a inscrição, porque realmente é uma coisa que a empresa está podendo proporcionar pra gente. A gente tem que sempre se inscrever nessas coisas, até pra a gente poder trazer melhoria de vida. O que eles fizeram na casa vai ficar para o resto da vida, porque nossos produtos são bons, então nessa questão que precisava tratar… 

Foi maravilhoso. Eles sempre [falavam] comigo, querendo saber como estava o andamento das coisas aqui, sempre presentes, pra saber, mas eu não precisei de um incentivo dele; na hora eu vi uma oportunidade de melhoria aqui na minha casa e fui pra cima.

 

P/1 - Certo. E qual era o problema que você mandou, qual era a reforma que era necessária?

R - Na minha casa tinha uma parede lateral que bate muito sol, ela fica exposta ao sol. Chegava certo horário que a gente não conseguia nem ficar dentro da casa direito, por conta do calor muito forte. 

A gente tem uma filha pequena. Às vezes a nossa filha não conseguia nem descansar, nem dormir durante o dia, por conta do calor, que era muito forte. Pra você ter uma noção, quando eu chegava era tarde da noite; essa parede que encosta, que o sol bate, atingia o banheiro e quando a gente ia tomar banho a gente encostava na parede quente. Já era noite, não tinha mais sol, não tinha nada; não tinha reboco na parede, nada disso, era uma situação que incomodava bastante a gente. 

Quando chovia, tinha algumas infiltrações nas paredes, causava mofo, essas coisas assim. Foi o que eu mandei pra eles, mandei a parede que precisava ser rebocada e mandei a questão das infiltrações que tinha na casa.

 

P/1 - Como foi a reforma, durante esse período de pandemia? Quanto tempo durou? Como foi vocês conviverem ali com essa reforma, quando começaram a fazer?

R - Demorou um pouco mais que o esperado por conta do tempo, da chuva. A chuva acabou atrapalhando um pouco, mas a chuva é de Deus, né? Jamais se pode pensar que pode ter nos atrapalhado, mas ajudou alguém, a chuva. A chuva não vem para atrapalhar. 

Durou em torno de três meses a obra, mas o pessoal que fez a obra, o pessoal da Habitar, foi bastante eficiente naquilo que a gente tinha colocado. Eles conseguiram resolver os problemas, tanto de telhado, quanto do reboco lateral. Hoje em dia a gente chega na casa, no horário de pico do sol, quando a gente tinha o problema, consegue encostar na parede e não sente nada. A parede não esquenta, literalmente fica gelada a parede; no horário que o sol está forte a gente consegue ficar na casa, sem problema nenhum. Foi algo mesmo inacreditável, eles trabalharam bem. 

Vieram aqui e sempre que tinha alguma coisa para fazer na casa, consultavam, houve comunicação em algumas coisas. Eu mesmo não podia acompanhar muito por conta do trabalho, então minha esposa ficava mais nessa parte de acompanhar a obra, mas foi em torno de três meses. 

Posso dizer que eu já não reconheço a casa que eu ganhei. Praticamente, essa casa [é] nova, se eu não soubesse onde ela fica, talvez não conseguisse encontrar.

 

P/1 - E além dessa questão do calor, dessa parede, o que você acha também que acabou ajudando, melhorando a moradia de vocês?

R - Eu tinha colocado somente a parede e essa questão da infiltração. Eles reformaram a casa toda. Não só reformaram por fora; reformaram por dentro, trocaram a fachada da casa, trocaram todos os telhados, o forro da casa, a iluminação e a parte elétrica da casa. Eu ganhei, como eu te falei, uma casa nova. Eles não fizeram só aquilo que eu tinha pedido, fizeram muito mais. Foi algo que até hoje eu me sinto grato e às vezes nem acredito que eu consegui essa oportunidade. Agradeço a Deus, porque ele está em primeiro [lugar] nas nossas vidas e nos deu essa oportunidade, porque a casa é totalmente diferente do que a gente vivia, do que a gente pediu. Eles fizeram muito mais e melhor. 

P/1 - Por fim, qual você acha que é o impacto, a importância de ter uma casa salubre, na vida das pessoas?

R - Eu vejo isso como uma concretização do que eu faço, porque a gente trabalha nessa empresa, fabrica esses produtos. A gente leva para as pessoas a nossa palavra de que, usando aqueles produtos, vai melhorar sua condição de habitação, elas vão conseguir ter uma vida melhor, uma qualidade de vida melhor. Eu pude experimentar isso na prática, tive esse experimento com os produtos da Vedacit e hoje vejo, como te falei, outra casa. Não parece que a casa tinha os problemas que tinha. Não parece que a casa, quando chovia, pingava em tudo, as paredes ficavam com mofo, o banheiro ficava muito mofado, era horrível. As paredes [eram] muito quentes; a gente, com dois ventiladores na casa, não conseguia amenizar o calor. Hoje a gente entra na casa sem ventilador algum e a casa [está] fria. 

A gente percebe que a Vedacit, com esse programa… Sempre falo isso e faço questão de falar: que continue, que não seja só o primeiro ano, que seja o primeiro de muitos anos, porque realmente tem pessoas que precisam dos nossos produtos e faz toda diferença, não só na saúde, mas também no bem-estar, no conforto. Hoje a gente sente vontade de estar dentro da nossa casa. Essa diferença eu pude sentir na pele e isso me faz querer, cada vez mais, dar o meu melhor quando eu sair daqui pra trabalhar, porque com certeza o que a gente faz ali funciona, dá muito certo e ajuda muita gente. 

 

P/1 - Indo pra perguntas mais pessoais, para o final da entrevista, me conta, você me disse que tem uma filha. Quantos anos ela tem? 

R - Tenho uma filha que se chama Helena. Ela tem dois anos e cinco meses; vai fazer [dois anos e] seis meses agora, essa semana. Tenho uma esposa, a gente é casado há cinco anos, mas nos conhecemos há oito anos, no colégio que eu falei anteriormente. De lá pra cá temos essa história de vida. 

Tenho pai e mãe vivos, graças a Deus. Procuro ser uma pessoa que no tempo que eu tenho disponível de estar com eles, de estar com a minha família, [procuro] proporcionar o melhor. 

 

P/1 - Você se lembra do dia do seu casamento? 

R – Lembro, sim. 

P/1 - Vocês tiveram festa, teve família? Como foi?  

R - A gente fez uma cerimônia só no civil mesmo, não fizemos ainda a cerimônia religiosa. Eu lembro que no dia eu fiquei um pouco tenso, mas quando cheguei onde seria feita a cerimônia fiquei mais tranquilo. 

Foi um momento marcante, porque é uma virada de chave na nossa vida. A gente decide seguir uma pessoa que é totalmente diferente nos pensamentos, totalmente diferente do que a gente vive e procura adaptar da melhor forma, pra que os dois consigam viver bem. É um desafio, casamento é um desafio. 

Eu me lembro. Nós fizemos a cerimônia no civil, depois os convidados que foram... Não foi muita gente, foi mais família. A gente foi a um restaurante, almoçamos, depois passamos o final de semana fora. Foi bem legal. 

 

P/1 - E como foi pra você ser pai, Henrique?

R - Foi uma surpresa, não vou lhe mentir. Eu não estava com esse pensamento ainda de ser pai, a gente tinha feito um planejamento de alguns anos ainda à frente para pensar nisso. Eu estava em casa ouvindo música e ela, minha esposa, chegou com um papel. Abri o papel e vi que era de um laboratório; ela me mostrou que era um exame de sangue, que eles falam que é beta, [em] que a gente descobre se a pessoa está grávida ou não. Tem o medidor lá: acima de determinado valor é positivo, acima de outro negativo. Quando eu olhei aquele indicador, vi que estava positivo, eu fiquei um pouco assim, na hora, sem reação, né? E ela chorando e tal. Demorou um pouco pra ficha cair ainda, olhando o papel. 

Depois desse dia em diante, a gente avisou aos nossos pais, que também ficaram bastante emocionados. Já havia muita cobrança: “Está na hora de ter o netinho, né? Está na hora, já passou da hora.” “Calma, vai chegar.” E chegou. Eles ficaram bastante contentes; nos ajudam, sempre estão ali à disposição pro que a gente precisa, é só alegria. Foi um momento de muita alegria, mas eu fiquei bastante surpreso. 

 

P/1 - Então, vamos às últimas perguntas: quais são as coisas mais importantes pra você hoje, Henrique? 

R - Acima de tudo é a minha comunhão com Deus. Eu hoje sou uma pessoa que acredita que Ele existe, procuro obedecer a sua palavra. Depois de Deus vem minha família, minha esposa, minha filha, os valores. 

Depois vem o trabalho, né? Mesmo vindo depois, não deixa de ser algo importante na minha vida, em que eu vou colocar toda a força. 

São os três pilares que hoje em dia regem a minha vida: primeiro é Deus, depois minha família e depois o meu trabalho.

 

P/1 - E quais são seus sonhos para o futuro, Henrique?

R – É proporcionar... A gente que tem família quer sempre ver a nossa família bem. A gente nunca se sente satisfeito no que a gente faz, a gente sempre quer fazer mais. Eu penso dessa forma, então tenho procurado ao máximo proporcionar à minha família qualidade de vida que a gente sempre quis ter. 

É isso. Eu me resumo muito nisso. Hoje em dia, se minha família está bem, eu estou bem também. Meu sonho, meu objetivo futuro é esse e estamos trabalhando forte para cada vez mais a gente conseguir alcançar. 

 

P/1 - Vamos pra última pergunta: como foi pra você contar sua história pra gente, hoje? 

R – Rapaz, eu gostei. Foi uma experiência bacana, porque uma coisa é a gente estar conversando pessoalmente. Nunca tive experiência de conversar assim, por vídeochamada - inclusive até meu processo seletivo foi assim. A gente fica um pouco travado, meio receoso, procura às vezes pensar no que vai falar, fica um pouco tenso, mas eu gostei bastante, você me deixou bastante à vontade. 

Eu espero que esse depoimento ajude muitas pessoas a se motivar, a ter uma razão para viver, porque a nossa vida depende muito da gente. A gente tem que sempre acordar com isso: “hoje eu posso fazer mais, hoje eu posso ser melhor, hoje eu posso contribuir em algo.” Mesmo que não seja aquilo que a gente espera, se a gente pôde fazer alguma coisa que melhorou nosso dia, melhorou o dia de alguém, já é o bastante. Pra mim foi uma experiência nova. Nunca tinha passado por essa experiência, gostei bastante.

 

P/1 - Então, em nome do Museu da Pessoa, agradeço muito sua participação e seu depoimento.

R - Eu que agradeço. Espero que vocês façam isso com mais colaboradores da Vedacit e que esse projeto possa ajudar muitas pessoas, assim como ele me ajudou. Muito obrigado. Estou aqui à disposição.


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