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Comunicação é tudo

História de: Lívia Duarte
Autor:
Publicado em: 15/04/2020

Sinopse

Mudança de Paraty para Niterói. Formação em jornalismo. Trabalhos anteriores em lojas de roupas. Oportunidade de trabalhar na Brazil Foundation. As funções prestadas na área de comunicação.

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História completa

P/1 - Márcia de Paiva

R - Lívia Duarte



P/1 – Lívia, boa tarde! Gostaria de começar pedindo que você me diga o seu nome completo, local e data de nascimento.

 

R – Meu nome é Lívia Moreira Duarte Coelho, eu nasci em Paraty, no estado do Rio. Tenho 21 anos.

 

P/1 – Você cresceu em Paraty? Data de nascimento?

 

R – 21 de janeiro de 85. Eu nasci e cresci em Paraty, vim morar em Niterói tem uns sete anos, vim para estudar, mas estou sempre lá, todo o final de semana praticamente.

 

P/1 – Lívia, como foi a sua formação? O que é que você escolheu? Por que você escolheu?

 

R – Bom, na verdade, eu me formei em jornalismo, e não foi uma escolha de coração, assim, porque não é uma coisa que eu decidi porque queria muito. Eu fiz um ano de cursinho pré-vestibular. Não podia ficar mais um ano, porque eu tinha que trabalhar, e eu acho que o cursinho... Enfim, a gente tem que se dedicar. Lógico que várias pessoas trabalham e estudam, mas eu consegui uma bolsa na faculdade, uma bolsa integral de jornalismo, e aí, acabei aceitando. Eu passei na UERJ também para história, mas eu achei que jornalismo teria um retorno imediato, financeiro.

 

P/1 – Você fez jornalismo onde?

 

R – Na Unipli - Universidade Plínio Leite -, em Niterói.

 

P/1 – Você disse que não foi sua escolha do coração. O que você teria escolhido?

 

R – Produção cultural. 

 

P/1 – E essa bolsa que você recebeu também, ela foi para o curso de jornalismo, mas ela veio de onde?

 

R – Pelo Prouni. Eu fiz o Enem, tive uma nota boa, fiz inscrição no Prouni e fui selecionada. Então resolvi fazer jornalismo.

 

P/1 – Você disse que estava trabalhando também?

 

R – Porque a minha mãe não tinha condições de me manter aqui em Niterói, então, eu tinha que trabalhar para me manter. Eu morei um ano, um pouco menos, com a minha prima, depois eu tive que sair da casa dela. Acabei morando sem pagar nada justamente para me dedicar ao cursinho. Aí, tentei a UFF (Universidade Federal Fluminense), tentei a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Paraty... Por mais que eu sempre gostei muito de estudar, mas lá era muito fraco o ensino. Eu não tinha uma base muito boa, mas aí eu acabei conseguindo essa bolsa.

 

P/1 – Como é que foi na faculdade, você apesar de não ser do coração, gostou?

 

R – Eu gostei, mas senti muita falta de estímulos, de me colocarem para pensar. É claro que isso a gente procura também, mas como eu entrei na faculdade e já comecei a trabalhar numa loja, eu trabalhava o dia inteiro, então [era] aquilo de ficar cansada, aí, você acaba não procurando muita coisa. E na faculdade não tinha muito isso, senti muita falta de um preparo melhor.

 

P/1 – A loja foi o seu primeiro emprego formal?

 

R – Não, em Paraty eu trabalhei em loja, meu primeiro emprego formal foi em Paraty, mas alguns anos atrás, eu já trabalhei em escola com crianças. 

 

P/1 – Quantos anos você tinha?

 

R – O primeiro com carteira assinada mesmo acho que eu tinha 16, mas antes já tinha trabalhado. Comecei a trabalhar com 13 numa loja do meu tio, depois trabalhei numa sorveteria, um café, sem carteira. Depois trabalhei numa escola, que eu trabalhava para pagar a escola, estudava de manhã - era uma escola particular - e trabalhava à tarde para poder pagar. Eu era ajudante de professora e cuidava dos pequeninhos.

 

P/1 – Você é filha única?

 

R – Não, eu tenho quatro irmãos homens.

 

P/1 – A única moça?

 

R – Sim, então, eu tenho três mais velhos, que são gêmeos, e mais um filho de mãe diferentes, mesmo pai, e tem um mais novo que mora comigo hoje em Niterói. Então, eu sou a do meio mais ou menos.

 

P/1 – Aqui no Rio você fez faculdade e trabalhou em loja, é loja de roupa?

 

R – Era uma loja de roupa, trabalhei seis meses. Aí, depois que eu saí da loja, vim para a Brazil Foundation. 

 

P/1 – Como é que você soube da Brazil Foundation? Você foi apresentada?

 

R – Porque a Clarissa que trabalha aqui é minha prima e ela sempre falava daqui e tal, ela já tinha vindo trabalhar - já estava dois anos aqui. Então, quando eu saí da loja, fiquei procurando um trabalho e ela queria me ajudar, porque eu não queria ir para loja de novo, eu queria ir para um lugar que eu pudesse crescer. Enfim, aí, ela me indicou aqui, fiz entrevista e tal, entrei como estagiária, mas não da comunicação, de outro setor.

 

P/1 – Você entrou como estagiária em que ano?

 

R – Eu entrei acho que em 2008, 2007. Eu não me lembro.

 

P/1 – Qual foi a sua primeira atividade?

 

R – Eu comecei a ajudar no monitoramento, que era o setor onde a Clarissa trabalhava. Comecei a organizar os documentos que eles tinham, que eram muitas coisas, pastas e projetos. E logo depois, acho que algumas semanas depois, eu já fui para a capacitação para trabalhar com uma pessoa que tinha aqui, que era a coordenadora da capacitação. E aí, logo eu comecei a viajar, fiquei organizando os materiais da capacitação, porque estava tudo também muito perdido, muita coisa fora do lugar.

 

P/1 – Viajar para onde? Eram viagens de visita?

 

R – Não. São as viagens que a gente faz para capacitar projetos, gestora de projetos de outras instituições, principalmente, o HSBC. E ia a Curitiba, principalmente, que a gente vai a São Paulo, a gente já foi para Recife.

 

P/1 – Ligados a esses projetos, essa prestação de serviço... Esse apoio técnico ao HSBC, me conta direitinho como é que funciona isso? 

 

R – Na verdade, é um serviço, um apoio que a Brazil Foundation oferece para instituições, empresas que queriam capacitar gestores dos projetos que elas apoiam. Então, a Brazil Foundation organiza esse evento e dá a capacitação, produz todo o conteúdo. E eu faço parte da organização do evento, faço os materiais gráficos, apostilas, certificados. Hoje em dia eu ainda estou na capacitação.

 

P/1 – Que tipo de material vocês levam para essas capacitações? 

 

R – Os materiais que os gestores vão precisar para conseguirem seguir o curso. Então, é apostila, certificados, crachás, lista de presenças, essas coisas mais materiais, e no evento eu ajudo a Nádia com qualquer problema, organizar... Enfim, são várias coisas.

 

P/1 – Trabalha-se na capacitação ligado ao HSBC? Nas outras também ou não?

 

R – Na verdade, hoje em dia o nosso parceiro forte é o HSBC, com as capacitações. A gente já fez para Vinna, para Furnas, para Alcoa, mas eu acho que só participei na HSBC. Então, eu faço esse trabalho para HSBC, mas com o Brazil Foundation.

 

P/1 – São dados nas localidades?

 

R – Onde se concentra a maior parte dos projetos. Por exemplo, em Curitiba, - a maioria são do sul, sudeste -, a gente já fez em Recife, que eram muitas organizações do Nordeste, onde se concentra a maior parte [e] a gente acaba indo para facilitar, para as pessoas chegarem. Às vezes, acontece de vir lá são onde, mas são menos pessoas que tem que viajar menos, por muito tempo.

 

P/1 – As capacitações são dos projetos da Brazil Foundation que você colabora?

 

R – Também participo do mesmo modo com a confecção dos materiais e durante o evento, na organização.

 

P/1 – Os materiais são parecidos?

 

R – São, os conteúdos são diferentes, mas o formato é o mesmo.

 

P/1 – Me diga também sobre a área de comunicação, quando é que você foi para lá? Agora você também acumula essa parte?

 

R – A área de comunicação, quando eu estava no monitoramento, na capacitação, tinha duas pessoas que eram a Alice e o Tiago, e aí, os dois saíram quase que ao mesmo tempo, uma diferença de um mês. Como eu já estava no segundo ano da faculdade, aí a Suzane me chamou para ficar na comunicação enquanto não chegava ninguém, para eu levar o que estava acontecendo, enfim, mas eu acabei ficando. Acho que fiz um trabalho legal, continuei e estou até hoje na comunicação.

 

P/1 – E você já se formou?

 

R – Já. Me formei no final do ano passado.

 

P/1 – Você entrou, então, bem no início da faculdade? Quase no início?

 

R – Quase no início. Eu entrei, acho que estava no segundo período, aqui e aí fiquei.

 

P/1 – E lá na parte de comunicação, me conta como é que você encontrou? E o que é que você faz?

 

R – Bom! Difícil definir, assim, exatamente o que eu faço, mas toda a parte de divulgação do trabalho da Brazil Foundation, o contato com a imprensa - isso agora está meio esquecido agora.

 

P/1 – Quais são os alvos para divulgação de mídia? Tem algum?

 

R – Principalmente os do terceiro setor, que são os que a gente consegue entrar, porque é difícil conseguir divulgar. Tem a parte do Gala, a parte das festas, que é importante e que a gente consegue um espaço bacana, sempre divulgando. Mas a parte do trabalho da Brazil Foundation diretamente com os projetos é mais difícil de conseguir espaço.

 

P/1 – Seria mais nos órgãos do terceiro setor?

 

R – É. E o nosso site, que é o principal, a gente está sempre divulgando.

 

P/1 – Quem é que cuida do site?

 

R – Eu e a Mariana, que trabalha em Nova Iorque.

 

P/1 – Você fica com a parte toda daqui?

 

R – Praticamente isso. Eu cuido do site em português, ela de inglês. Mas as notícias conforme vão chegando para mim e para ela, a gente vai fazendo e uma trocando com a outra.

 

P/1 – É uma publicação constante?

 

R – Diária, a gente se fala todos os dias.

 

P/1 – A atualização do site é diária? Como é que é?

 

R – Não, a atualização do site, acho que de repente duas vezes por semana, depende do que a gente recebe também, muito sobre projetos, sobre o que acontece aqui, então, não dá para ser diário. Acho que duas vezes por semana.

 

P/1 – Essa parte de comunicação tem assessoria de imprensa, tem a parte do site?

 

R – Agora a gente está com relatório anual, que é bem complicado.

 

P/1 – Como é que é? Me conta?

 

R – Bom, a gente tem que juntar, reunir tudo o que a gente fez o ano passado, sempre um ano antes, e colocar num relatório assim, então a gente tem que ter muita clareza para divulgar o que aconteceu aqui e conseguir reunir todas as essas informações, porque por mais que a gente tente organizar, acaba perdendo uma coisa ou outra. Vê “layout” de relatório, vê o que vai entrar, o que não vai, e aí fazer texto, revisar texto, traduzir.

 

P/1 – Quem faz a redação?

 

R – Eu, a Suzane [e] a Mariana também faz. Acho que esse ano a Cecília vai fazer um pouco, e o Cláudio. 

 

P/1 – E aí, vocês vão reunindo essas informações?

 

R – A gente junta todas num relatório, mas não é simples, porque é uma coisinha aqui outra ali, aí muda isso, muda aquilo. Vai e volta toda hora com a agência que a gente trabalha.

 

P/1 – Qual é a agência?

 

R – É a Premiata.

 

P/1 – Que faz o “layout”?

 

R – Eles trabalham com a gente há muito tempo.

 

P/1 – Eles são responsáveis?

 

R – Banners, relatório, folders, eles fizeram o site novo. Então, eles conhecem bastante do que a gente gosta, como a gente gosta de fazer, então é legal. Porque a Mônica, que a pessoa que a gente trata direto, ela dá sempre ideia. 

 

P/1 – Toda essa parte visual do site é feita por aqui pelo Brasil?

 

R – É com Nova Iorque, é sempre os dois juntos. 

 

P/1 – Mas o lado todo mecânico é por aqui?

 

R – Sim. A gente preferiu assim, porque é mais fácil. Se tiver problemas, a gente entra em contato. Como são pessoas que ficam em Ipanema, a agência, então fica mais fácil.

 

P/1 – O site novo, quando você fala, novo desde quando?

 

R – Desde fevereiro, se não me engano, fevereiro ou março. A gente ainda está atualizando, ainda tem algumas coisas para serem colocadas, mas já está quase finalizado.

 

P/1 – Fevereiro deste ano [2011]?

 

R – Desse ano. Novinho.

 

P/1 – O que é que mudou nele?

 

R – Tudo. 

 

P/1 – Me conta um pouco do tudo?

 

R – O site que a gente tinha antes era uma coisa estressante, ele não voltada. Quando você queria retomar, ele voltava para a página inicial. Cada notinha que você colocasse era uma página nova, ele tinha milhões de páginas na configuração, o esqueletinho dele lá, então ele era complicadinho. Tinha um fundo verde, uma letra amarela, aí, esse a gente preferiu fazer um “layout” mais “clean”, mais limpo. Ele é todo branquinho e a nossa logo tem já umas cores muito fortes, é bom que dá para gente trabalhar sem ficar muito “papagaiado”. E aí a gente atualizou quase todo o conteúdo, texto, quase todo, porque ainda tem uma parte para atualizar, todos dos resumos dos projetos. A gente está atualizando. A navegação dele está muito mais fácil, está mais simples.

 

P/1 – Então, ele começou praticamente quase do zero?

 

R – Começou do zero.

 

P/1 – E você acompanhou?

 

R – Sim. A Mariana ficou responsável, a gente sempre deixa uma pessoa responsável. O relatório eu fiquei responsável, o site ela ficou, mas a gente o tempo todo fazendo juntas. Muita coisa Nova Iorque fez, essa parte de doação [foram] eles que organizaram, mas sempre trabalhando juntos.

 

P/1 – A parte de conteúdo que eles dominam mais?

 

R – É. 

 

P/1 – Aqui, assim, de banco de imagens, também está nas suas mãos? Eu queria que você falasse desse banco.

 

R – Bom! Eu comecei a tentar a atualizar, a organizar esse banco o ano passado, mas é complicado, porque a gente, às vezes, não tem fotos muito boas. A gente depende que os projetos mandem, que os gestores mandem para a gente.

 

P/1 – Que fotos?

 

R – Projetos que já foram apoiados.

 

P/1 – São enviados por eles?

 

R – Enviados por eles. E quando os analistas vão visitar, eles também tiram, mas como tem projetos desde 2002, a gente precisa que eles enviem para a gente, que é complicado visitar todos de novo. Seria até muito interessante.

 

P/1 – Vocês já pediram para projetos desde 2002 mandarem uma foto atualizada? Já aconteceu isso?

 

R – Já, a gente fala que é para atualizar o banco. Mas essa questão da foto é complicada, porque as pessoas não conseguem ter uma noção direito de mandar o que é interessante para a gente usar. E são muitas fotos, porque não são só os projetos, a gente tem fotos de todos os eventos de seleção que acontecem aqui no Brasil, de todos os galas desde 2003, tem fotos de visitas, de eventos que acontecem eventualmente. Enfim, tem um banco bem grande. 

 

P/1 – Você tem uma noção de quantas? 

 

R – Quantas fotos? Quantas imagens?

 

P/1 – Isso.

 

R – A gente já fez, deu 64 gigas algumas, sei lá, 1000 imagens, não sei se 300. Bem grande.

 

P/1 – Ele tem capacidade de aumentar e se ampliar? 

 

R – Ele agora está num HD externo, porque o computador já não estava suportando mais. Então, agora a gente pode alimentar sempre, mas eu já fiz limpeza, tem foto que não dá para usar, ou está embaçada, não dá para ver nada. Esse banco a gente tem que sentar e fazer, mas é difícil, porque tem muitas outras coisas acontecendo.

 

P/1 – As fotos que vocês recebiam nos primeiros anos que vocês recebiam chegavam pelo correio? Vocês escanearam, é isso?

 

R – É. A gente tem uma caixa com bastante fotos, mas todas já estão no computador, principalmente [as] de 2002 até 2005. As fotos não são muito boas, não tem uma qualidade muito boa, às vezes a gente não consegue usar.

 

P/1 – E os boletins, quem é o responsável?

 

R – Eu e Mariana também. A gente está tentando fazer um boletim mensal.

 

P/1 – Por enquanto ele é o quê?

 

R – A gente está conseguindo, ele saía a cada dois meses, eu acho, a cada três meses, até eu acho que metade do ano passado. Depois a gente tentou começar a fazer mensal, mas é porque o boletim demanda um tempo também, porque a gente tem que sentar para escrever, seleciona fotos, vê como é que vai ficar o “layout”, enfim, e acaba levando um tempinho. E a revisão também, a Suzane e Patrícia sempre revisam. Mas a gente está conseguindo fazer mensal e sempre coloca a história de um projeto que está acontecendo, algum projeto que está em destaque, e que está acontecendo aqui ou em Nova Iorque.

 

P/1 – Os projetos são os que estão sendo apoiados ou até pode ser que já tenha passado? 

 

R – Não, pode ser que tenha passado, e que a gente continua acompanhando de certa forma, não apoiando financeiramente, mas continuar acompanhando.

 

P/1 – Lívia, essa parte de comunicação, o que acha que demanda mais trabalho para você? 

 

R – Eu não sei te dizer isso.

 

P/1 – O relatório?

 

R – O relatório sim, mas o relatório é três meses por ano e me consome, mas cada vez vai surgindo coisas novas. Então, a capacitação também, a gente tem bastante trabalho quando está chegando perto. A nossa capacitação esse ano foi diferente, foi especial.

 

P/1 – E o que é que você mais gosta de fazer? Dessas atividades todas?

 

R – Eu gosto de cuidar do site, de fazer os materiais de capacitação.

 

P/1 – Você acompanha a confecção dos materiais? Fica lá vendo? Gosta de acompanhar?

 

R – Acompanho. O tempo todo vai e volta material, às vezes eu fico irritada porque demora [a] chegar, a gente tem prazos para imprimir, mas está indo tudo certinho.

 

P/1 – Você participou do encontro de Itatiaia? Como que foi? Me conta o que foi o encontro.

 

R – O encontro foi para a capacitação dos gestores. Esse ano são as instituições que já foram apoiadas e que a gente está apoiando novamente, para participar desse projeto dos dez anos. Então, a gente isolou todo mundo sem internet, sem telefone, e foi muito interessante, porque mais que a gente, eu, principalmente, da comunicação, que acabo vendo, lendo sobre os projetos, acabo participando de longe, mas a gente sabe [o] que está acontecendo. Quando a gente está perto é diferente, eu entrevistei a maioria dos gestores que estavam lá e é emocionante ver como as pessoas estão correndo atrás mesmo. Elas têm poucas ferramentas e conseguem fazer um trabalho bem legal. É inspirador também, a gente fica tentando fazer um pouquinho igual.

 

P/1 – Você falou essa parte das entrevistas? Como é que foi que vocês fizeram? Já estava programado?

 

R – Todo o ano a gente faz entrevista com os gestores.

 

P/1 – Você entrevista também?

 

R – Entrevisto. 

 

P/1 – No evento de?

 

R – No evento de seleção. Na verdade, nos dois anos, três anos, um ano fez com gravador - a gente não tinha as câmeras -, a gente acabou não usando, algumas pessoas transcreveram. Enfim, foram três pessoas fazendo entrevistas, [e] a gente não usou. O ano passado a gente filmou também, fez um vídeo, mas a qualidade não ficou boa. A gente tem o vídeo para a gente, mas acabou não indo para o site também. E aí, esse ano, a gente decidiu fazer uma coisa bacana para ser usado mesmo, porque foi um evento diferente, foi um evento importante para a gente, então decidimos entrevistar um gestor de cada projeto, porque os 40 seria impossível. Os 20 [já] foi corrido demais. E aí, a gente tentou saber um pouquinho mais sobre a vida de cada um, para tentar entender porque cada um estava ali, estava fazendo aquele trabalho, porque estava naquela instituição, e foi legal, foi bem bacana. Acho que a equipe toda de filmagem que participou das entrevistas gostou bastante, apesar de ter sido cansativo. A gente filmava até 9 da noite, porque tinha que conciliar o trabalho que estava acontecendo lá. E aí, a gente pegava um rapidinho e ia lá, fazia no meio das oficinas. Mas, foi bacana, eu gostei bastante.

 

P/1 – Foram quantas entrevistas?

 

R – Foram 20. 21.

 

P/1 – Vocês vão botar no site?

 

R – A gente está editando e vai colocar no site e eu, uma parte da entrevista a gente vai mandar para o Gala desse ano, para que os patrocinadores conheçam quem a gente está apoiando.

 

P/1 – Lívia, da parte desse projeto de dez anos, vocês estão com planos também?

 

R – O setor de comunicação está esperando definirem que tipo de materiais serão feitos com o resultado desse projeto, se a gente vai fazer um livro, se vai fazer um CD com as entrevistas. A gente está pensando nisso para poder começar a desenvolver o que vai ser feito, como vai ser o “layout”. Isso é demorado, não é simples. Só que o projeto ainda está em andamento, então a gente precisa concluir para ver o que vai ser feito com tudo isso. 

 

P/1 – Lívia, eu sempre peço para contar alguma história. Você tem alguma história, se lembra de alguma história ou do curso de capacitação quando era estagiária, alguma que você se lembre. Pode ser engraçada, pode ser bonitinha. Uma que a sua memória te traz?

 

R – Você me pegou de surpresa, não sei se vou conseguir lembrar de alguma coisa.

 

P/1 – Alguma coisa qualquer.

 

R – Não sei.

 

P/1 – Eu queria também perguntar se participou também do encontro de Itatiaia. Como você avalia o trabalho da própria Brazil Foundation? Na sua avaliação?

 

R – Eu acho que eu gosto de trabalhar aqui. Acho que além de trabalhar, todo mundo precisa ganhar dinheiro, sustentar família, mas eu acho interessante você saber que o trabalho que está fazendo tem uma finalidade, tem um sentido. Você não está ali só ganhando o seu dinheiro, está fazendo uma coisa boa, interessante para alguém. Tem alguém que está ali vendo o seu trabalho que admira isso, e a gente trabalha com pessoas não diretamente, mas a gente conhece, a gente lê as histórias, vê, que eu acho que deixa tudo mais encantador. Eu, pelo menos, vejo assim, às vezes, [que] o dia a dia acaba te deixando... Eu tenho um trabalho burocrático, assim, no dia a dia, eu tenho que ver coisas, não estou em contato com eles direto, mas quando eu paro para pensar no que é o trabalho da Brazil Foundation, no que a gente está fazendo, dá uma renovada, dá até um orgulho, de trabalhar aqui. Eu acho bacana.

 

P/1 – Teria alguma outra coisa que a gente não conversou aqui que você quisesse deixar registrado?

 

R – Eu acho que não.

 

P/1 – Lívia, você está casada?

 

R – Não.

 

P/1 – Está namorando?

 

R – Eu estou namorando quase dois anos. Eu moro aqui com o meu irmão, em Niterói, minha família toda é de Paraty - eu estou sempre lá. E é isso, sou dividida entre meu trabalho e minha família.

 

P/1 – Então Lívia, eu gostaria de agradecer e perguntar se você gostou de participar?

 

R – Eu gostei, não fiquei nervosa. Eu gostei. 

 

P/1 – Muito obrigada.

 

R – De nada.

 

[Fim do depoimento]

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