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História de: Eduardo Assed
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/03/2016

Sinopse

Eduardo Henrique Assed de Araujo Feio, nascido em 21 de janeiro de 1962, na cidade do Rio de Janeiro, inicia sua história de vida contado a história das origens de sua família, portuguesa e libanesa, e falando um pouco de seus pais. Relata uma infância vivida no bairro de Copacabana, mais especificamente no Posto 6, sempre frequentando a praia e rodeada de amigos, histórias e boas memórias. Narra como optou por cursar Engenharia Química, como foi seu ingresso na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro] e como essa etapa de sua vida o transformou, abrindo sua mente para novas realidades.Obteve diversas experiências profissionais, uma pós-graduação em Marketing e um MBA [Master of Business Administration] em Londres. Eduardo retornou ao Brasil e assim sua história se cruzou com a do AFS. Ingressou na organização como Superintendente, cargo que ocupou por 10 anos, desempenhando um papel fundamental em sua reestruturação.

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História completa

Meu nome completo é Eduardo Henrique Assed de Araujo Feio, conhecido dentro do AFS como Eduardo Assed. Nasci no Rio de Janeiro, em 21 de janeiro de 1962. Atualmente moro em São Paulo. Meu pai se chama Henrique Dias de Araujo Feio e minha mãe Teresinha Assed de Araujo Feio.

Minha família tem duas origens. A família do meu pai é proveniente de Portugal, é a família Araujo Feio. E por parte de mãe, eles são de origem libanesa, vieram para o Brasil também no início do século 20, como imigrantes também e se estabeleceram no Rio de Janeiro.  

Meus pais se conheceram na praia, no Rio de Janeiro. Frequentaram a mesma praia, a mesma área e aquela coisa de paquera etc. Meu pai era dentista, agora é aposentado, e minha mãe era inicialmente professora e, depois, ela trabalhou, durante muitos, anos como Diretora, em uma imobiliária, em sociedade com um tio meu. Mas ambos são aposentados hoje.

Eu passei a minha infância toda e minha adolescência no Rio de Janeiro, em Copacabana. Sempre moramos na mesma área de Copacabana, que é o Posto 6. A memória é muito boa mesmo! A gente ainda conseguia ter ainda amizade de rua, e havia ruas perto de onde nós morávamos que praticamente não havia trânsito nenhum. Eu me recordo, por exemplo, de fechar a rua para jogar futebol, na própria rua mesmo. A vida, muito como todo carioca que está perto da praia, é em função dela, os programas são: “Ah, depois da praia, vai fazer o quê?” “Vamos nos encontrar na praia.” Sempre frequentando aquela área, mas também indo muito para as festas.

Eu me identificava [com a área de] Ciências Exatas, influência de professores nessa área de Química, de um tio... [Escolhi] meio que por eliminação: “Engenharia Civil eu não gosto. Engenharia Elétrica não gosto, então, eu vou fazer Engenharia Química.” Também eu não gostaria de fazer alguma coisa que fosse muito genérica. Prestei vestibular e acabei ingressando e passando na minha primeira opção, que foi a UFRJ. Foi um mundo novo que se abriu de várias maneiras. E eu vi uma outra realidade ali. Para mim, aquilo marcou a minha vida, por ver tudo isso acontecendo, conhecer pessoas de outras origens.

Eu resolvi fazer uma pós-graduação em Marketing na PUC [Pontifícia Universidade Católica]. Isso foi depois de cerca de dois ou três anos que eu me formei. Eu fiz a IAG, que é o Instituto de Administração e Gerenciamento da PUC. [Depois] surgiu a oportunidade para mim junto com a minha esposa de morar no exterior. Eu era recém-casado e vi a possibilidade de aproveitar essa questão e fazer um MBA, fazer um Master de Administração de Empresas, um Master of Business Administration fora do Brasil. Fomos morar em Londres. Eu parei com o meu trabalho naquele momento, tirei um período sabático na minha carreira e fui fazer o MBA. Estudar em Londres, fazer na universidade de lá um curso de Administração de Empresas, que durou dois anos. Voltamos para o Brasil quando eu acabei. Eu me recoloquei e comecei outra história na minha vida, que foi a história do AFS.

A missão que o AFS fazia, na hora em que eu tive o primeiro contato, me chamou muita a atenção, até pela experiência de ter morado no exterior, vendo com o que eles trabalhavam, também a missão e o trabalho voluntário que existiam dentro da organização. Principalmente, mais essa questão internacional dela, onde eu sentia que a minha responsabilidade era não só de cuidar do AFS, de administrar e cuidar dos interesses do AFS no Brasil, mas eu representava o AFS para uma rede internacional de mais de 50 países na época; aquilo, de fato, me chamou bastante a atenção.

Para mim é um privilégio trabalhar com essas pessoas e, de fato, toda essa questão voltada ao AFS, ao comprometimento com um mundo melhor, ao entendimento entre os povos. Quando a gente vê hoje, eu acho que o AFS teve várias fases e, sempre algumas pessoas falam, “Ah, mas isso está um pouco fora de moda...” Não é a questão, obviamente, que há um altruísmo imaginar que você vai viver em um mudo de paz, mas algumas coisas a gente consegue fazer em determinadas épocas. A nossa missão hoje em dia [não é] de convencer fulano ou sicrano, mas você vê que existe ainda muito preconceito, muita falta de entendimento do que são as diferentes culturas e as maneiras de pensar. Não existe uma melhor do que a outra ou uma pior, mas existe sim uma maneira de encontrar de a gente viver junto, de respeitar e, de fato, lidar com uma outra maneira de pensar. Esperamos que [o mundo] seja melhor no futuro, mas sempre vai ter uma necessidade para uma organização como o AFS [contribuir] para poder fazer com que ele seja um pouco melhor, um pouco mais tolerante no futuro. Eu vejo por aí.

A família é uma parte muito forte em mim. Eu tenho dois filhos, a Giulia, que tem hoje, 24 anos, e o Paulo, que tem 22 anos. A Giulia está morando hoje em Portugal, está trabalhando em Lisboa. E o Paulo faz universidade no Rio de Janeiro, faz Administração de Empresas , talvez aquela questão um pouco da influência do pai. A gente está cada um, hoje, em um lugar, quer dizer, eu e a Maria Teresa, minha esposa, estamos aqui, em São Paulo. Passo mais viajando que em São Paulo, um filho no Rio e outro em Lisboa, mas eu acho que essa questão da união da família está muito presente, mesmo a distância, a gente é muito unido, está sempre se falando, sempre se encontrando quando pode.

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