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Como me afirmo aos 23

História de: Maria Luisa Anara Bragaglia Garcia
Autor: Maria Luisa Anara Bragaglia Garcia
Publicado em: 27/04/2022

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Para além de registrar, esse texto também representa uma autoafirmação e entendimento próprio de quem eu sou, e como me vejo. Nasci em São Paulo capital, filha única de pais separados, com mundos bem diferentes. Meu pai Luis, era engenheiro hidráulico, professor da USP e sempre me ensinou e me inspirou muito sobre ter paixão dentro da profissão. Com ele aprendi a refletir sobre a viver a cidade e como enxergar e questionar como usufruímos e contribuímos pro cotidiano das delas, principalmente num aspecto urbano ambientalista. Minha mãe Paula, por outro lado, me fez entender a vida com mais criatividade e leveza. Ela se formou em hotelaria, mas decidiu seguir a carreira de professora de Hata yoga. Sempre muito ligada com a espiritualidade, me ensinou como viver um dia após o outro, dar valor para as pequenas coisas do dia dia. Sempre morei em São Paulo, com a minha mãe nos dias de semana, e aos finais de semana alternado entre pai e mãe. Aos 9 anos, me mudei com minha mãe para Florianópolis, pra que eu pudesse ter uma infância mais livre, próxima a natureza, mas visitando meu pai em São Paulo 2 vezes por mês. Em 2010 meu pai foi diagnosticado com câncer de pele, e eu aos 12 anos tomei a decisão de voltar a morar em São Paulo para ficar mais próxima a ele, e poder apoia-lo da forma que eu podia na época: com companhia , amor e carinho. Com a mudança para São Paulo, entrando em uma nova escola, fiz amizades muito intensas, pela fase que estava vivendo e por todo o apoio que tive delas nesse momento delicado, as amizades foram muito importantes pra mim, mais plurais em vários sentidos, elas abriram minha mente para novas experiências. Infelizmente no fim de 2010 meu pai veio a falecer, e com isso voltei a morar com a minha mãe em Florianópolis. Por estar sem meu pai, e longe das minhas novas amizades virei uma adolescente um tanto quanto revoltada e na primeira oportunidade que tive (e autorização da minha mãe) quis ir embora. Fui fazer intercâmbio para Australia, pra poder sozinha me entender e construir novas boas histórias, experiências. Lá tive a sensação de poder começar do zero, contar minha própria história, sem um passado que me prendesse nas minhas próprias inseguranças. Voltei depois de um ano, cheia de certezas além de muitas histórias. Vivi o fim do colegial intensamente, e sempre tive muito decidida na minha cabeça que queria fazer faculdade em São Paulo. Optei por prestar o curso de arquitetura e urbanismo, tinha o sonho de entrar na USP por influência do meu pai que dava aula lá e sempre me levava nos finais de semana no campus para andar de bicicleta. Acabei não conseguindo, mas passei no Mackenzie que era minha segunda opção. Decidi então vir morar sozinha em São Paulo para fazer a faculdade, que num primeiro momento era mais pra começar algo novo logo e entender mais do curso, tentar ter alguma certeza se esse era o caminho que queria. Com o tempo acabei me identificando muito com as pessoas, com o campus, com os professore, com o tempo entendi que minha caminhada fazia sentido por ali. Na faculdade foi tudo muito intenso, entrei em 2016, me joguei em tudo que podia, em 2018 entrei pra Atlética e em 2019 virei presidente da entidade. Ter vivido a faculdade muito intensamente me fez afastar um pouco da realidade do mercado de trabalho de arquitetura e urbanismo, que é pouquíssimo reconhecido, zero dinâmico, pouco justo, e bastante frustrante. Sou apaixonada pela profissão, me entendo e me reconheço com muito orgulho como arquiteta, mas acredito que tenha me formado muito mais como pessoa do que como profissional, não senti que era o caminho pra mim. Em 2021 em meio a pandemia do Covid-19 vivi um dos piores anos da minha vida, me formando em uma profissão que amo mas não via futuro, fazendo tcc ead, trabalhando muito, sempre exausta e bastante infeliz. Foi em meio a toda essas ideias e incertezas que decidi tentar me encontrar de novo, me arriscar e voltar a estudar. Pensando na minha caminhada, acertos e erros, gostos e desgostos decidi arriscar na carreira de comunicação. Hoje estou no primeiro semestre de rádio, tv e internet na Faculdade Casper Líbero, ainda com poucas certezas mas curtindo cada passo do processo, com uma sensação estranha de estar começando tudo de novo mas também bastante animada com o que já estou construindo. Daqui pra frente já não sei muito mais, algum dia volto pra escrever os próximos parágrafos :))
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