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História de: Luzia Rodrigues de Dios
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 17/12/2012

Sinopse

Nascimento na Grande São Paulo. A infância em Guarulhos, os amigos e as brincadeiras de uma filha única. O trabalho com a mãe na banca de frutas no Mercado de Guarulhos. A ida da família para Santos e a mudança para Campinas para cursar Computação. Os 20 anos de trabalho na área e seu ano sabático. Os cuidados com a mãe. Os contatos com o terceiro setor e com a comunidade do Capão, onde fica a Casa do Zezinho. Os trabalhos que desenvolve atualmente, os projetos de sustentabilidade e desenvolvimento local.

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História completa

“Minha primeira escolinha ainda existe, só que agora cheia de muro. Ela tinha um viveiro maravilhoso de pássaros, a casinha de bonecas, o travesseirinho. Eu amava aquele ambiente. Toda vez que eu vou a São Bernardo faço um ritual pra passar ali em frente. Quando minha mãe vinha do mercado e me buscava, à tarde, eu ainda ia brincar com os amigos que também estavam saindo da escola. O estudo sempre foi uma coisa boa na minha vida. Depois, mais tarde, eu fiz computação, Época do cartão, daquele disquete grande que hoje é uma relíquia. E nesse vaivém eu comecei a demonstrar, tipo uma inquietação, um desejo de fazer algo maior na vida. Eu devia falar disso nas conversas quando fiz estágio na Caixa, na Prodesp e, mais tarde, quando me tornei gerente de uma empresa de informática. Eu digo isso porque várias pessoas começaram a falar a mesma coisa: ‘Pô, se você quer tanto esse lado social, o que você está fazendo aqui?’ Eu sei que um dia eu resolvi largar tudo e me dei um ano sabático. E um dia, andando a pé, passei por uma banca de jornal e vi lá falando de uma ONG. E eu pensei: ‘Nossa, isso pode ser um trabalho?’ E aí fui parar na Casa do Zezinho, que é a entidade na qual, há muitos anos, sou voluntária. Ela fica na Zona Sul. E fui acompanhando, comecei indo dois dias, depois passei a três dias, e depois virou sete dias e, quando você vê, já está entrando naquele mundo difícil, mas de possibilidades reais de transformação. E lá, com o tempo, eu me envolvi num projeto de economia solidária. É um projeto com um grupo de mães que começou numa simples oficina. Hoje o carro-chefe é a produção de bolsas e sacolas com reaproveitamento. Isso e mais aquele garfo japonês, que é o hashi, a garrafa PET, o saco de cebola, tecidos, banners. Da minha parte, eu ajudo com as planilhas, ensinando a mexer no Excel. Até e-mail as mães da comunidade têm agora. E eu lá imaginava que um dia ia fazer isso? Trabalhar com um grupo, mães de costura? Mas hoje eu vejo que faz sentido, essa minha ligação com a educação, faz todo o sentido eu ter trabalhado com informática. Tudo isso foi um grande caminhar, que me levou a um mundo que aparentemente você acha que não tinha nada para dar em troca, pra você trocar, mas tinha.”

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