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História

Carlos, o tenista de mesa da Petrobras

História de: Carlos Cavalcanti do Nascimento
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 29/01/2021

Sinopse

Nasceu em João Pessoa, Paraíba. Entrou na Petrobras em 23 de junho de 1976 como topógrafo. Participação nos jogos do jubileu. Mudanças de cargo. Período de intranquilidade nos governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Sindicatos e as greves.

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História completa

P/1 – Senhor Carlos, eu queria que o senhor falasse primeiro o seu nome completo, o local e data de nascimento. 
R – O meu nome completo, Carlos Cavalcanti do Nascimento. Olhando pra você, pode ser? 
P/1 – Pode ser. 
R – É melhor, né? Eu nasci no dia 10 de março de 1955, em João Pessoa, Paraíba. 
P/1 – Senhor Carlos, fala pra gente como e quando foi o seu ingresso na Petrobras. 
R – Eu ingressei na Petrobras no dia 23 de junho de 1976 como topógrafo. 
P/1 – E como foi isso? O senhor fez um concurso? 
R – Fiz um concurso com dez candidatos, duas vagas. Eu fui o segundo colocado, mas fui admitido de imediato porque o primeiro colocado teve um problema de saúde. 
P/1 – E aí, como que era esse seu trabalho? 
R – Eu fui... inicialmente eu entrei como... por ser topógrafo, e o concurso na época era para topógrafo, eu ingressei na Divisão Regional de Engenharia. Como topógrafo passei uma média de 11 anos de campo. 
P/1 – E como que era esse trabalho de campo? Conta pra gente. 
R – Eram locações, estacamento de locações com coordenadas com UTMs [Universal Transversa de Mercator], levantamento de planialtimétrico de áreas, nivelamentos de jazidas, levantamentos cadastrais de estações coletoras. Resumindo, é isso aí. Cálculo de áreas, desenhos de plantas topográficas, o resumo disso aí. 
P/1 – E ao todo já são quantos anos na Petrobras? 
R – 28 anos e meio. 
P/1 – Nesse tempo todo o senhor tem alguma lembrança marcante pra contar pra gente? 
R – Marcante na minha _____ Petrobras ou dentro da Petrobras? P/1 – Dentro da Petrobras. 
R – Eu pratico tênis de mesa e eu sempre sonhava que a empresa realizasse um evento esportivo onde eu pudesse ter condições de medir a minha condições de atleta com outros colegas da empresa. E nós tivemos essa oportunidade agora nos jogos do jubileu. 
P/1 – Quando? 
R – Agora em abril passado, jogos do jubileu que teve seu início em outubro de 2003. Fase estadual, fase regional, fase nacional e fase internacional. 
P/1 – E como foi? 
R – Na estadual eu fui campeão. Eu fui campeão também na regional e na nacional. Agora, na internacional subestimei, eu jamais imaginei que lá na Colômbia, que no Peru, tivesse um atleta de tênis de mesa, inclusive que já foi da seleção peruana. Aí complicou. Geralmente foi um contra ataque na Petrobras, o meu contra ataque ficou em terceiro e eu fiquei em quarto lá por ocasião da tabela. Mas foi muito bom, foi no Rio de Janeiro. E a empresa se propõe a fazer um evento desse agora, parece que de dois em dois anos. Então isso é muito bom porque desde 15 anos que eu pratico tênis de mesa, inclusive trouxe da Paraíba pra cá, que aqui não tinha. Fundamos a federação em 1982, e Sergipe já teve... 
P/1 – Federação de que? 
R – Sergipana de Tênis de Mesa. Então é, como se diz, é o meu hobby. Não bebo, não fumo. Pratico tênis de mesa. Inclusive essa semana passada tô realizando um campeonato sergipano, sábado e domingo, primeiro turno e segundo. E nosso clube _____ dos empregados da Petrobras, nós somos sete vezes campeão estadual. 
P/1 – Nossa, parabéns. 
R – Tô aqui todo dolorido, que não foi fácil. E a turma já faz esses eventos assim um dia atrás do outro, já pra nos prejudicar, com certeza. Porque os outros são mais jovens, têm 18, 17. O mais velho, geralmente da outra equipe, tinha um da minha idade, 40 e poucos anos, mas o pessoal é tudo 33, 35, 20 anos. Aí disse: “Vamos fazer isso assim pra ver se a gente consegue complicar pra o pessoal do Cepe [Clube dos Empregados da Petrobras]”, mas graças a Deus ganhamos tranquilamente pela sétima vez. 
P/1 – E nesses 28 anos e meio o senhor tem alguma outra história interessante ou engraçada pra contar? 
R – Nesses 28 anos ainda, nesses 28 anos... eu vou fazer um resumozinho, eu trabalhei 16 anos, 17 anos na Divisão de Engenharia. Depois saí, fui para o planejamento, que hoje é Deec [Desempenho Empresarial e Estratégia Corporativa]. 
P/1 – É o que? 
R – Deec, é Desempenho Empresarial. Na época era Divisão de Planejamento. Passei dois anos e meio, depois fui para o transporte. Passei cinco anos na atividade do transporte lidando com licitações, acompanhamento de custos, elaboração de orçamentos. E estou no suprimento a quatro anos. 
P/1 – E o senhor faz o que no suprimento? 
R – Eu trabalho com acompanhamento de custos, licitações, pan, atividade ligada diretamente à gerência, o José Osvaldo Moura Aragão. Vinha trabalhando na atividade de serviços. Que geralmente suprimentos a pessoa é de suprimentos, compras, mas na área de serviços tenho eu. 
P/1 – Mas aí então o senhor abandonou a topografia? 
R – Veja bem. Quando eu vim aqui pra sede, em 1987, eu senti necessidade porque a época eu me alimentava muito mal lá no restaurante, em Carmópolis. E meus filhos estavam numa época de 12 anos por aí, 13 anos. Eu senti necessidade de acompanhá-los melhor nessa fase. E também surgiu uma oportunidade aqui. 
P/1 – E eles moravam aqui? 
R – É, moram aqui em Aracaju. E surgiu essa oportunidade aqui na sede pra... estavam compondo uma coordenação de obras e me fizeram esse convite. E eu comparei e vi que eu aqui na sede eu estaria levando meus filhos no colégio, estaria me alimentando em casa. E em Carmópolis tinha uma viagem que é realmente uma viagem de quase uma hora todo dia. E fazia topografia dirigindo também carro da empresa. Que a Petrobras hoje ela, nós temos carros contratados, temos até motoristas, mas na época não. Na época a gente mesmo tinha que fazer topografia, tinha que dirigir carro de empresa. Me alimentava muito mal lá no restaurante. Então somei e vi que aqui eu só teria a ganhar. O salário era o mesmo. Aí vim aqui pra sede e, graças a Deus, não me arrependo não. 
P/1 – Mas aqui não tem trabalho de topografia? 
R – Não. Quando eu vim aqui pra sede, eu vim desenvolver atividade de escritório e mesmo como topógrafo. Um ano depois o chefe do setor fez um enquadramento. Ele disse: “Não justifica um topógrafo estar aqui na sede, no escritório.” Então eu fui enquadrado pra atividade de iniciativa. Na época eu era Assistente Administrativo e depois mudou pra Assistente Integrante de Administração, depois Assistente Técnico de Suprimento e hoje sou Técnico de Suprimento. 
P/1 – Então, e nesse período que o senhor está aqui em Aracaju, tem alguma história interessante, engraçada pra contar das suas lembranças na Petrobras? 
R – Engraçada não tenho, não. 
P/1 – Uma história pra deixar registrado pra gente? 
R – O que eu tenho, que eu fico feliz hoje é, alguns anos atrás, na época do Governo Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, a nossa região aqui era uma região que havia muita intranquilidade. 
P/1 – Como assim? 
R – Vai fechar, é inviável. Aquela época o barril de petróleo, digamos, U$ 12,00. Digamos que a gente gastava 18. Então, vai fechar, não está sendo viável, o pessoal vai pra Salvador. Então era uma intranquilidade. Vai privatizar, vai. E o que aconteceu? Inúmeros colegas meus que tinham tempo já pra se aposentar, que hoje não se aposentariam, se aposentaram às pressas porque vai mudar na constituição agora, que vai se aposentar com 60 anos e não sei o que. Então foi uma época de intranquilidade. Colegas nossos já faltando um ano pra se aposentar, dois anos até pra se aposentar, foram transferidos pra Bahia, no interior da Bahia, Taquipe, parece que é lá em Catú . E tiveram uma época de terrorismo e intranquilidade, entendeu? E graças a Deus hoje, pelo menos no atual governo, nós não temos essa sombra, esse temor assim de vai privatizar, de hoje ____ a criação das unidades de negócio, hoje na realidade se constata que é viável a unidade de negócios e que não, a gente não ouve conversa sobre vai privatizar, não vai privatizar. E hoje a Petrobras, graças a Deus, a gente vê que ela está melhor do que nunca. E sempre tivemos orgulho em trabalhar nela, mas confesso pra você que nesta época que eu te falei desse terrorismo eu pensei: “Meu Deus do céu, eu deveria ter pensado duas vezes antes de ter entrado na Petrobras. Eu devia ter feito um outro concurso no Banco do Brasil, que tive oportunidade, Receita Federal.” Mas graças a Deus passou. 
P/1 – Mas o quê que são unidades de negócio? 
R – Unidade de negócio, por exemplo, aqui a nossa unidade de negócio é Coneseal, Comunidade de Negócio Sergipe Alagoas. Tem o NBA, tem o Espírito Santo, a NCE, o pessoal lá do Norte. Então antes a Petrobras era como um todo. E ela foi, foram criadas as unidades de negócios. Foi como se fosse pra ficar mais flexível, pra ficar uma estrutura mais leve. Inclusive até que, mesmo numa situação dessas, é possível a privatização já é até mais fácil porque tem as unidades já definidas, coisas que antes ninguém tinha nem como mensurar o valor da nossa empresa, porque era tudo uma unidade só, ou seja, era compacto, não era dividida dessa maneira. 
P/1 – E o senhor é sindicalizado? 
R – Sou sindicalizado desde que entrei na Petrobras. 
P/1 – Desde que entrou? 
R – Isso. 
P/1 – O senhor já exerceu, nesse tempo, algum cargo? 
R – No sindicato? 
P/1 – No sindicato. 
R – Não, não tenho perfil pra isso. 
P/1 – Por que? 
R – Não tenho perfil pra isso porque o sindicato mudou muito. Ele hoje é muito político. Nós ficamos como... imagine um sanduíche. Nós somos o presunto. De um lado fica a Petrobras e do outro lado o pão. Petrobras, sindicato e a gente no meio e o sindicato nos utilizando como meios políticos. E eu tenho certeza absoluta que muitas vezes as coisas poderiam ter tido um desfecho muito melhor sem a intervenção. Quando eu digo sem o sindicato, eu estou falando esse sindicato depois que criaram a FUP [Federação Única dos Petroleiros], que antes a coisa eu acho que era menos política. Mas mesmo assim o que eu tenho que falar é o seguinte... Aí você pode até perguntar: “Mas mesmo assim porque você continua sindicalizado?” Porque pra mim é ruim com o sindicato, pior sem ele. Porque infelizmente sem o sindicato nós estaríamos à mercê do governo, entendeu? Que na realidade as pessoas confundem Petrobras com governo. ______ tudo bem. A Petrobras é uma empresa do governo, mas eu tenho certeza absoluta que Presidente da Petrobras, Diretor de Petrobras, tenho certeza que eles querem uma situação muito melhor pra gente, nós empregados, certo? Mas muitas vezes eles querem tomar uma iniciativa, ter uma atitude, mas o governo realmente torna a coisa como um empecilho. Questão de ______ mesmo. Todo ano é uma complicação danada. Em setembro é um desgaste e o governo fica ali. E na realidade, e por conta disso o sindicato já perde coisas astronômicas pra ver se chega mais ou menos a uma realidade. 
P/1 – O senhor comentou que tá achando atualmente o sindicato muito político. 
R – Isso. P/1 – O quê que o senhor quis dizer com isso? Político como? 
R – Porque sempre são utilizados, por exemplo, o daqui mesmo é filiado ao PSTU [Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado], partido político. Então na realidade eles nos utilizam como um meio de atingir seus intentos, ou seja, mais tarde uma candidatura pra Câmara de Vereadores ou Câmara de Deputado, entendeu? E ficam com o microfone aí utilizando a gente. Inclusive, eu tenho certeza absoluta que eles não têm nenhum interesse que não haja nenhuma pendência porque aí eles não teriam o que fazer. Eles sempre têm interesse que haja alguma coisa pra poder eles ficarem ali batendo naquela tecla, entendeu bem? Mas muitas vezes a gente percebe que em vez de serem tão objetivos, em vez de olharem pra gente, na realidade tem uma causa política por trás disso aí. Querem se promover. 
P/1 – Mas e antes? Como é que era antes, quando o senhor entrou, que se sindicalizou? 
R – A coisa era menos política. O sindicato era mais transparente, entendeu? Ele visualizava nós empregados mais como realmente, com mais objetivo. Não tinha, assim, segundas intenções, digamos assim e se tivessem, eram em proporções menores que hoje. 
P/1 – E a quê que o senhor atribui essa mudança de atitude do sindicato? 
R – A questão é o seguinte. Vou te dar um exemplo. A época que eu te falei, que citei agora, que não era político, mas era menos até do que hoje, eu votei até num colega nosso, Roberto Dantas Rocha, uma pessoa íntegra, decente, foi presidente do sindicato. Mas depois a diretoria lá, não sei, um começava a olhar pro seu umbigo, outro começava também. Chegou a um ponto que o próprio Alberto como diretor do sindicato, presidente do sindicato, chegou e disse: “Olha”. Entregou a uma tal de diretoria colegiada, hoje não existe mais aquela presidência. Hoje é diretoria colegiada, entendeu? Talvez pra não... pra um só, como talvez não tenha tanto poder, aí foi criada essa diretoria colegiada. Mas se você vir nessa diretoria colegiada, só tem elementos filiados a partidos, nesse caso esse PSTU. E inclusive começa a tirar proveito de qualquer situação e até contra o partido do presidente e da Petrobras, PT [Partido dos Trabalhadores] e não sei o que mais lá. Então, hoje é muito político. 
P/1 – E esse exemplo que o senhor citou foi quando? 
R – Ah, a uns oito anos atrás, eu acho, quando o Alberto era presidente. Eu não vou em nenhuma reunião do sindicato, nenhuma assembléia, porque eu fui alguma vez e na realidade eles são muito astuto e quando eles veem que tem uma colocação que vai de encontro aos interesses deles, eles retardam e deixam sair umas pessoas pra ter menos pessoas pra votar. Realmente eles procuram manipular da melhor maneira possível. 
P/1 – E nesse tempo em que o senhor é sindicalizado, o senhor acompanhou de perto as lutas, as campanhas do sindicato? 
R – Ah, fiz greve duas vezes. Uma de dez dias e uma de 20 dias, em 1995 parece, outra 1990, foi na época do Collor. Inclusive nós petroleiros sempre nos expomos contra situações que, na realidade, eu sempre dizia até pra alguns colegas meus: “Olha, não adianta petroleiro querer mudar o Brasil, tirar Presidente da República.” Pô, nós somos uma classe. Nós tínhamos que nos preocupar com a nossa empresa Petrobras, mas aí o sindicato, já começando politicamente: “Ah, vamos derrubar Presidente da República, vamos fazer isso, tira Collor, tira não sei quem, ba, ba, ba, ba,ba.” E ficava, a gente depois sendo penalizado com desconto de dia de greve e outras coisas mais. 
P/1 – E essas greves foram pra que? 
R – Reivindicar ações salariais, passivos trabalhistas, Plano Bresser, URB [?] e outras coisas. 
P/1 – E como que o senhor atuou nessas greves? 
R – Eu, como já lhe disse, na maioria delas, ou seja, fiz duas greves, uma de 20 e poucos dias e uma de dez dias. Depois eu vi o seguinte, que, na realidade, eu deveria... eu quando vi que a coisa estava política, eu passei a ter uma atitude, digamos, de pelego, como chamam. Passei a entrar, a não participar mais de greve. E hoje eu não participo mais de greve. Por que? Porque você se expunha lá fora. Outras pessoas... não havia aquele consenso. E na realidade sempre nós éramos penalizados por isso. Então hoje eu prefiro e também foi o que aconteceu. Uma das razões que me levaram a agir dessa maneira, inclusive também muitos colegas meus, é que qualquer coisinha o sindicato: “Vamos fazer greve, vamos fazer greve”. Eu acho que não é por aí, entendeu? Greve é a última instância, mas qualquer coisinha greve. Então você fazia greve por brincadeira e, quando começou a acontecer isso, eu disse: “Eu não participo mais”. 
P/1 – E aí pro senhor, você acha que as reivindicações deveriam ser feitas de que maneira, esse não pela greve? [Pausa] 
R – Como estou lhe dizendo, infelizmente as coisas ficam muito conturbadas, porque às vezes a gente não tem condição de saber quem está falando a verdade, se é o nosso empregador ou se é o sindicato. A gente fica perdido às vezes. Um dá uma informação, outro dá outra. A gente percebe que, às vezes, talvez esteja faltando boa vontade de um lado e todo ano, realmente, é uma fase constrangedora, a fase da negociação. Mesmo começando a negociação antes, como a empresa às vezes começa a negociar até às vezes no primeiro semestre, mas mesmo assim sempre constrangedora. Nunca é fácil. 
P/1 – E no geral como que o senhor classificaria essa relação entre sindicato e Petrobras? 
R – Pelo menos a nível daqui eu não, apesar de a empresa aqui tem um bom relacionamento com o sindicato, recebe seus líderes, diretores, e fazem reuniões. Hoje eu acredito que haja um bom relacionamento entre sindicato e Petrobras, mas eu confesso pra você que eu estaria mentindo se eu dissesse que eu confio, eu estou no meio e eu fico, digo: “Poxa, o que é que vai ser?”. Fico torcendo para que haja um bom desfecho, mas eu não sei realmente quem está falando a verdade. 
P/1 – Sr. Carlos, a gente tá encaminhando pra terminar a entrevista. Eu gostaria que o senhor falasse o quê que o senhor achou de ter participado do Projeto Memória e ter contribuído para essa história da Petrobras. 
R – Eu, quando cheguei aqui, a 28 anos e meio atrás, eu imaginava que, quando eu estivesse com 28 anos e meio eu estaria como alguns colegas que eu conheci quando eu entrei aqui, em 1976, que já estavam aposentáveis. Eu pensava: “Agora, quando eu estiver com 28 anos e meio, também como essas pessoas,” alguns que tinham até 35 anos, “vou ficar mais tranquilo assim em termos de atribuições.” Mas hoje com, acredito e lhe digo isso, não estou falando, não estou reclamando, certo? Mas hoje nós trabalhamos mais do que quando entramos. E às vezes, por conta disso, o que acontece é que a gente fica preocupado com a qualidade do nosso trabalho. Então, à medida que você não tem tempo para pensar, sempre apagando fogo, vamos, e às vezes você gostaria de dar até um retorno melhor, de atender melhor. E por conta dessa correria a gente não tem condições de dar um atendimento que a nossa empresa merece. 
P/1 – Mas o senhor gostou de estar aqui agora dando este depoimento? 
R – Eu estou sempre à disposição em tudo que possa contribuir para a nossa empresa. É um prazer pra mim. Eu me sinto envaidecido. 
P/1 – Sr. Carlos, muito obrigada. 
R – Ok, minha querida. 

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