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Calcando sonhos

História de: Juvenal Capato
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 08/07/2005

Sinopse

Infância numa fazenda em Birigui. As brincadeiras e os estudos. A vinda para São Paulo e a adaptação à cidade grande. Os primeiros dias de trabalho num depósito de material de construção. As viagens de caminhão, o fornecimento de produtos e a evolução dos materiais de revestimento. "Causos" da clientela antiga e atual. Seu casamento e os filhos. Avaliação do seu ramo de atividade. O sonho de conhecer as pirâmides do Egito.

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História completa

IDENTIFICAÇÃO Meu nome é Juvenal Capato, nasci no dia 2 de setembro de 1937 em Birigui. Meu pai se chama João Capato, nasceu em Santa Cruz das Palmeiras, São Paulo, e minha mãe é Elisa Capato, nasceu em Sertãozinho, também em São Paulo. Meu apelido é Alemão. Sou o mais loiro da família e desde criança meu apelido é esse. Me lembro na época da última guerra, em 1945, eu era do mato, um caipirão de primeira linha, e meus tios falavam: "A Alemanha está perdendo a guerra." Quando aparecia gente perto da minha casa, eu me escondia debaixo da cama, de medo porque os caras iam pegar os alemães. Eu era Alemão e ficava com aquele medo danado! INFÂNCIA Aquela época era muito gostosa. A gente não tinha responsabilidade nenhuma, só ia pra escola, tinha aquela obrigaçãozinha de estudar e mais nada. O resto era tudo passeio e caçar, aquelas coisas de criança. EDUCAÇÃO Em Birigui, estudei no Grupo Escolar Roberto Clarck. Depois eu vim pra São Paulo, comecei a estudar no Colégio Tabajara e acabei terminando no Colégio São Luís. BRINCADEIRAS A gente brincava muito de salva. Era um tipo de brinquedo que você tinha um monte de gente e você dividia: metade pra um lado, metade pro outro. Metade ia se esconder. Geralmente, essa brincadeira era à noite. Metade ia se esconder e o resto ia procurar quem estava escondido. Se você achava um, você prendia essa pessoa e botava num lugar que os outros escondidos tentavam achar. Ficava quase a noite inteira, ninguém achava ninguém. A gente se escondia no cafezal, no pomar. A fazenda tinha um pomar muito grande, a gente se escondia em cima das árvores. A brincadeira continuava durante a semana, até você achar todo mundo era muito difícil. Aos domingos a gente jogava futebol. Lá tinha um belo campo. Era isso ou ia nadar na represa, ou ia caçar de estilingue. A gente falava que caçava passarinho, mas a fazenda quase nem tinha passarinho mais, porque era roça de café e de pasto, quase não tem pássaros. MUDANÇA PARA SÃO PAULO Fiquei na fazenda até 20 anos, até 1958. Aí a fazenda foi vendida, meu pai é administrador e viemos procurar outro meio de sobrevivência. Como meus avós já moravam em São Paulo, nós viemos pra perto deles. Acabamos ficando. TRAJETÓRIA NO COMÉRCIO Na frente da casa do meu avô, tinha um depósito de material de construção. Chegamos e compramos aquele depósito. Começamos a trabalhar, ampliamos, era bem pequenininho. O meu irmão mais velho já era mais desenvolvido, menos caipira do que a gente, porque ele já tinha vindo pra São Paulo antes do que a gente. Então ele já ficou no balcão, já sabia atender a clientela. Eu comecei a trabalhar de ajudante de caminhão. O segundo irmão mais velho era motorista de caminhão. Meu pai também. Meu outro irmão também era ajudante e continuamos trabalhando, puxando areia, puxando tijolos. PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE SÃO PAULO Fiquei completamente apavorado com a cidade! Nossa senhora! Eu queria até morrer! Virgem! Cheguei em São Paulo, vi todo aquele movimento. Nossa senhora! Foi muito difícil de se adaptar. Mas depois, a gente se adapta. Comecei a estudar, já comecei a ficar no balcão, aprendendo a atender a clientela, a freguesia, e fui tocando. Mas no começo era muito difícil. Quando eu entrei no balcão, chegou um freguês pra mim e pediu uma fechadura. Eu não sabia o que era fechadura. Na minha casa não tinha fechadura, era "tramela". O seu Antônio, que era o ex-dono da loja, eu cheguei lá: "O homem quer uma fechadura, não sei o que é que é isso." Aí ele começou a me ensinar o que era. Eu não tinha a mínima ideia do que era material de construção. TRABALHO COMO AJUDANTE DE CAMINHÃO Eu tinha mão fina, era estudante. De vez em quando trabalhava na roça, nas férias. Aí eu vim pra cá. Hoje tem trator, puxa areia, é fácil. Pedra, pedregulho, você tinha que carregar na pá. A gente ia buscar areia. Osasco tinha um porto de areia, Interlagos tinha um monte na beirada da represa. A minha mão, no começo, ficou com uma ferida danada, tudo machucado. A gente buscava tijolo, a gente levantava de madrugada pra chegar cedo na olaria, se não, tinha gente na fila. Quantas vezes a gente tirava tijolo quente do forno, e tinha que carregar, ficava com a mão toda queimada. OLARIAS Olaria tinha em Parelheiros, Casa Grande, Brooklin, perto da Ponte do Morumbi, do lado esquerdo, onde é aquele cemitério, lá embaixo, era tudo olaria. Era Olaria do Petrela, a gente buscava muito tijolo. Quando o forno ia queimar, a gente chegava e comprava antecipado, porque senão os outros compravam antes. Só se vendia tijolo maciço. Hoje não, hoje tem bloco de cimento, tijolo furado, tem mais variedade. TERRA DA GAROA Na década de 1960 existia muita garoa. Inclusive tinha "São Paulo da garoa, São Paulo terra boa." E São Paulo acabava no Aeroporto, aqui em Congonhas. Depois não tinha mais nada. A gente ia buscar areia pra esses lados, de Eldorado, que tinha muita garoa, e eu ia na frente, dando sinal pro meu irmão, porque ele não enxergava nada. Eu ia procurando o caminho pra ele, de tão forte que era a garoa. SÃO PAULO ANTIGA – MOEMA Moema tinha a igreja. Mas o resto, quando eu cheguei a São Paulo, só tinha um prédio, na Avenida dos Imarés. E aquele prédio todo o mundo falava que era condenado, porque era rota de avião. Mas acabou ficando lá. Asfalto, por exemplo. A Maracatins, Nhambiquaras, Avenida Jandira, onde está o Colégio Tabajara, que eu estudava, não tinha asfalto nenhum, era tudo terra. Ninguém dava nada pra Moema. Todo mundo se conhecia. Era uma beleza. Depois, o progresso foi chegando, os mais pobres foram saindo, foram pros bairros mais longínquos, foi dando espaço para os prédios. Hoje Moema é aquilo que está lá, um mundaréu, supervalorizado. CLIENTES Tinha muito pedreiro que comprava. Depois, com o tempo, você vê mais equipes de engenharia, você quase não tem mais contato com pedreiro. Quem pega reforma, quase tudo agora, é engenharia. ENTREGAS Compra, faz o pedido e a gente coloca no caminhão e leva lá, na obra. FORMAS DE PAGAMENTO Naquela época era menos cheque. Cartão de crédito não existia. Mais era dinheiro e depois, em segundo plano, era cheque. Mas era pessoa que a gente conhecia muito, então a gente vendia muito fiado. Assinava notinha e guardava na caixa, depois ia receber. A inflação era pequena, então você não se preocupava muito com essas coisas. Você tinha muito cliente amigo. Era quase tudo de casa. Ele se queimava quando você ia cobrar. Comecei a usar o cartão de crédito de uns três anos pra cá. Eu não usava nem cartão de crédito e nem financiamento. Minha clientela já era formada, já era aquela turminha. Agora, à medida que a concorrência foi crescendo, então a gente tem que usar cartão de crédito, tem que faturar, tem que usar cheque pré-datado, o que vier. CARACTERÍSTICAS DA LOJA Quando eu comecei, a loja era uma portinha. Não tinha água encanada, tinha um poço lá no quintal. Quando a gente queria tomar água tinha que ir buscar com o balde. E era um balcãozinho de madeira, era muito mixuruca a loja! Pequenininha de tudo. Tinha um pedacinho de um monte de areia de um lado, um monte de pedra do outro, um pouquinho de cimento de um lado, um pouquinho de cal do outro. PRODUTOS O cal era o principal do material de construção, não era pó, era pedra, era cal virgem. Vinha naquele saco de estopa de uns 20 quilos mais ou menos. Você armazenava aquele cal num barracão, porque não podia tomar vento, ele queimava, esquentava e ia se dissolvendo. E nós começamos com aquilo, coisinha pequenininha. Material de encanamento eu comprava da Décio Domingues, que era o maior atacadista em conexões de ferro. Vinha aquela barrica de 200 quilos de conexão. Chegava lá, separava as peças e botava na gaveta. Depois, comecei a trabalhar com azulejo, a gente tinha que comprar de terceiro. Era azulejo Klabin, era o único que tinha. Não tinha azulejo decorado naquela época. E era vendido em cotas. Por exemplo, a Klabin fabrica 10.000 metros de azulejo. Ela não vendia 10.000 metros só pro fulano, ela dividia: uma cota de 2.000 pro fulano, uma pro beltrano, outra pra outra pessoa. Nós conseguimos uma pessoa que tinha uma cota e conseguimos comprar dela, mediante uma comissão que a gente dava. Era o único jeito de ter azulejo. Depois, começaram a aparecer as outras coisas. Começou a aparecer cano plástico de esgoto, antes era só manilha de barro. Você tinha que comprar manilha, comprar as conexões, vendia muita estopa, pixe, betume. Os esgotos eram tudo feito com manilha. Hoje é facilidade. Tubo de esgoto tem seis metros, você de uma vez consegue fazer seis metros de esgoto. Antigamente, a manilha era de 60 centímetros. O cal era o cal virgem, você jogava na água, deixava dissolver, formar aquela nata. Depois despejava na areia, misturava, curtia. No outro dia é que você ia fazer a massa pra rebocar, pra assentar. Agora você tem a argamassa, pega a argamassa do saco, molha e está pronta. Na década de 1960 começaram a aparecer os azulejos decorados, um dos primeiros que eu conheci foi o do Alfredo Mathias. Piso, por exemplo, o primeiro piso que eu conheci foi uma cerâmica pequenininha. Tinha sete e meio por 15 centímetros. Era a Bienal que fabricava. Antes, a São Caetano era pioneira em fabricar piso. Fabricava aquela cerâmica vermelha, amarela, preta, era muito bonita. Era uma cerâmica que nunca acabava. Mas deixou de sair, porque começou a aparecer o piso petrificado, piso esmaltado, ela foi perdendo mercado. E hoje tem piso de tudo quanto é jeito. Antigamente, azulejo era só branco. Em cores, era amarelo, azul, verde, o azul vendia muito! Depois começaram a aparecer as decoradas. CLIENTES A maior parte da minha clientela é Zona Sul. Brooklin, Santo Amaro, Moema, Planalto Paulista, Itaim, nessas redondezas. Eu forneço pra Febem, lá na Celso Garcia, forneço pra Sabesp, quase toda a Sabesp, Vasp, já forneci muito pra Vasp, agora eles não estão comprando muito, Tribunal de Justiça, prefeitura. Faz muito tempo que estou na praça, então a gente vai ficando conhecido. AMPLIAÇÃO DA LOJA O prédio onde estou agora foi feito em 1969. Em 1970 já estava pronto. Nós começamos em uma casinha pequenininha, com uma porta só, era o 1.808 da Maracatins. Era alugado. Depois com nosso trabalho nós compramos o terreno e conseguimos construir, daí fomos expandindo. Meu irmão ficou com uma loja, depois nós montamos outra com outro irmão, e depois nós montamos outra com outro irmão. Um vai ajudando o outro e nós acabamos ficando com uma loja na praia, uma na Avenida Gentil Leite Martins, uma na Avenida Guarapiranga e essa na Maracatins. E também uma em Araçatuba, porque meu irmão voltou às origens, voltou pro mato. FILIAL NO LITORAL DE SÃO PAULO A gente tinha um amigo que tinha um loteamento na praia. Ele ofereceu um lote. A primeira casa que surgiu lá foi a nossa, no Balneário Jussara, onde nós estamos agora. Montamos o depósito e saímos do nada. Hoje virou uma cidade. MERCADORIAS MAIS VENDIDAS Vendo muito areia, cimento, cal, tijolo baiano. Vendo mais tijolo baiano do que tijolo comum. Meu forte é material bruto. Mas eu tenho piso, azulejo. Vendo muita ferragem, porque eu diversifiquei. Com a concorrência você é obrigado a aumentar a linha de produtos. Madeira tem um pouco, material de encanamento. Minha loja está sempre cheia de gente, porque de tudo eu tenho um pouco. Tudo pra uma casa eu tenho! COMPRA DE MERCADORIAS NO ATACADO Hoje não busco mais tijolo, o caminhão de Bragança me trás. Areia eu busco num revendedor, vem de Itaquaquecetuba. Busco no revendedor e já entrego direto pro cliente. Mas a maior parte da areia que eu vendo agora é em saco. Não tem mais areia a granel. É areia em saco, porque Moema, essa Zona Sul aí, só tem arranha-céu. MUDANÇAS NA VENDA DE PEDRA E AREIA Areia começou a ser ensacada de uns dez anos pra cá. Mas foi depois que começou o progresso, a construção de prédios. Num prédio, não tem jeito de você jogar um caminhão de areia na frente e dentro do elevador. Você tem que levar no elevador em saco. Dá um trabalho danado. O cara quer dois metros de areia, você entrega pra ele 280 sacos. É meio dia de serviço. A gente geralmente deixa na garagem do prédio, já combina com o pedreiro: "Ó, vou entregar terra lá amanhã, vou deixar na portaria, de lá você coloca no elevador." Antigamente, você quase não tinha pedra, era mais pedregulho. Tinha muito pedregulho nessa zona do Jaguaré, de Osasco. Sabe como tiram areia? Eles pegam a draga, puxam a areia, ela cai dentro da caixa com água. Passa pela peneira, o pedregulho fica de um lado e a pedra fica de outro. Tinha muito pedregulho e era muito mais barato. Hoje é só pedra. Em obras grandes, a pedra vai a granel, mas em prédio, vai tudo em saco. ESTOQUE Tenho estoque. Só não tenho estoque de areia e pedra, porque meu espaço não é muito grande. Você precisa ter, não tem condições. Principalmente, na inflação. Quando estava na época da inflação, se você trabalhava só com aquele materialzinho pequenininho, não tinha condições. Você vendia o material e quando ia receber não valia mais nada. Hoje você pode trabalhar com um pequeno estoque, porque não tem inflação. ATENDIMENTO AO CLIENTE A gente procura deixar o cliente deixar mais livre, pra sentir o ambiente da casa. Ele acaba ficando, acaba brigando com a gente, xingando junto. Fica tudo da mesma família. Procuramos não tratar assim com muita formalidade. Tenho clientes que compram na loja desde que eu comecei. Mais de 30 anos e ainda é amigo da gente. Amigo e cliente. CASAMENTO Minha esposa eu conheci quando eu tinha a loja antiga. Eu era garotão, 20 anos, ia pra porta olhar as meninas que passavam, caipirão. E sempre passava uma loirinha, de manhã. Ia pro colégio. Eu sempre ficava de olho nela, mas eu nunca tinha coragem de falar, que ela era muito séria. O tempo foi passando até que depois eu cansei. Estava cansado de namorar, namorar e paquerar. Vida noturna, o diabo a quatro, estava cansado. Já estava com a loja nova. Um dia, o pai dela foi na loja comprar uma lâmpada e eu sabia o nome dela. Eu falei: "Ô, seu Alexandre, e a Sônia? Como vai?" E o pai dela: "Ô, Juvenal, perguntou de você." Um dia ela apareceu lá na loja, aí eu falei: "Olha, você é a parte que me falta." Acabamos casando! FAMÍLIA Hoje eu tenho três filhos, eu adoro meus filhos, tenho um neto que é parte da minha vida também. Minha esposa trabalha na cobrança, é durona na cobrança, todo mundo reclama. E meu filho trabalha na seção de compras, ele é comprador. Ele é comprador. Antigamente, fazia lista de preços. Hoje, não tem mais lista de preço pra fazer, é sempre a mesma! A outra trabalha no escritório, faz contabilidade. Só a mais nova que ainda não trabalha. Ela faz faculdade à noite e de dia faz inglês. PUBLICIDADE Faço propaganda só em lista telefônica. Aos domingos eu distribuo uns panfletinhos com o nome do Depósito Santo Antônio. Distribui nas casas, no bairro. De vez em quando surte efeito. HISTÓRIAS CURIOSAS COM CLIENTES Eu tenho um cliente ainda, o apelido dele é Canarinho. Ele é meio cabeça quente, sempre fala: "Quero meu material para amanhã." Se você não mandava naquele dia, você ia ver. Um dia, um rapaz precisava fazer uma reforma numa casa. Ele fez a reforma, combinou o pagamento, tudo o mais, a reforma foi andando, foi recebendo, tudo bonitinho. Quando chegou no fim da obra, ele disse pro cliente dele: "Ó, está entregue a obra. Você tem que me pagar tanto." O cliente falou: "Não vou te pagar. Eu não gostei da reforma." Aí ele falou pro cara: "Ó, eu vou esperar uma semana pra você pagar. Experimenta não pagar." Pelo cúmulo dos azares, um certo dia eles cruzaram dentro da loja. Ele chega no cliente dele, fala assim: "Você vai pagar ou vai apanhar?" O cliente fica olhando para ele e falou assim: "Vou apanhar." Eu tinha uma pilha de tinta, dessa largura assim, que subia até quase em cima do forro. Olha, o que esses caras derrubaram de lata de tinta lá! Mas fizeram o maior rebuliço! Ainda bem que era bem cedinho. O que eles fizeram de rebuliço naquela loja! Eu falei: "Nossa Senhora!" Até que chegou a turma do aparta, do deixa disso, aí o cliente do pedreiro chegou, falou assim: (imita alguém limpando a roupa) "Bom, já apanhei, agora não pago mais!" Ficou por isso mesmo. Um outro caso pitoresco foi o seguinte: antigamente, se vendia cimento, se vendia farinha de mandioca, roupa, linha se vendia tudo na mesma venda. A gente chamava de armazém. Uma vez chegou na loja um cliente que falou: "Você tem farinha de mandioca?" Meu irmão olhou assim pra mim: "Tenho" "Me dá dois quilos." Ensacou dois quilos de cimento branco, cobrou e deu pro cara. LAZER Sou muito caseiro. Trabalho o dia todo. De vez em quando, nem sempre, eu vou à praia. E pratico esporte, pratico cooper quatro vezes por semana no Ibirapuera. Gosto de ver futebol na televisão, no campo não vou mais. Gosto de ver vôlei, essas coisas. No interior, eu jogava futebol na minha cidade. Depois vim pra São Paulo, comecei a jogar futebol no clube, no União de Indianópolis. Depois comecei a jogar futebol no Guarani, não tem mais time. Depois só essas peladinhas de areia. Agora só pratico cooper. SONHOS Eu gostaria de conhecer as Pirâmides do Egito, vou realizar. Não conheço ainda, só dos livros. Eu gostaria de conhecer Machu Picchu, terra dos Incas. É um sonho. Gosto muito de conhecer praias. Também não conheço muitas praias no Norte e gostaria de conhecer o Brasil, muito mais do que a Europa. REFLEXÕES SOBRE A ENTREVISTA É uma coisa que faltava pra São Paulo, uma história de São Paulo que ninguém contava, que ninguém sabe. A geração de hoje não sabe da dificuldade que nós tivemos aqui, porque hoje a cidade é uma moleza. A dificuldade que a gente tinha pra se locomover, por exemplo. Moema só tinha um bonde, ônibus. Quebrava um bonde, ficavam 30 atrás. Então, eles não conhecem isso aí, essas coisas que vocês vão contar. Eu acho muito gratificante pra São Paulo.

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