Busca avançada



Criar

História

Caçadora de tempestades

História de: Daniele Rodrigues Ornelas de Lima
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 28/10/2021

Sinopse

Daniele Rodrigues Ornelas de Lima nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de maio de 1976. 

Nascida num dia de tempestade no Rio de Janeiro considerado um fenômeno atípico para este período na cidade. É filha do meio do casal: Luiz Mauro Ornelas de Lima e Sueli Rodrigues Pereira de Lima. Devido a profissão de bancário do pai, cresceu morando em vários municípios do Brasil. Porto Alegre foi a cidade que mais gostou de morar. Acredita que essas muitas mudanças lhe trouxeram boas características como adaptabilidade e liderança. Nesse período despertou o interesse por ciências exatas, participando de muitas olimpíadas de matemática. Aos 13 anos, após seu pai sair do banco, a família retornou à cidade do Rio de Janeiro e se estabeleceu no bairro de Campo Grande. 

Quando chegou no final do ginásio decidiu fazer escola técnica incentivada pelos seus professores e para aliviar no orçamento da família.  Ingressou no CEFET no curso de Meteorologia porque era o único que poderia cursar em 3 anos. No último ano do curso estagiou na INFRAERO.

Em 1995, ingressou na Universidade Federal do Rio de Janeiro para cursar Meteorologia. A dificuldade das disciplinas do curso uniu a turma e seus melhores amigos são desta época. No último período da Universidade se candidatou a uma vaga de mestrado na COPPE, mas não passou. Começou a trabalhar na única empresa júnior da UFRJ de meteorologia, onde um dos clientes era FURNAS. Junto com a equipe de FURNAS, desenvolveram a página da internet da área de meteorologia. 

Na entrega do trabalho, fez uma entrevista para substituir uma das meteorologistas de FURNAS que sairia de licença maternidade. 

Após um mês, recebeu o chamado para ingressar em FURNAS. Por causa da vaga, correu com a entrega da monografia e se formou em 2000. No mesmo dia da sua formatura ingressou no quadro de empresa como contratada. Em 2004 fez o concurso e então foi efetivada.

Sua equipe está ligada ao suporte da operação, atendendo às demandas das equipes de linhas de transmissão e dos parques geradores hídricos. Produzem boletins específicos para área de manutenção da empresa, fazem monitoramentos climáticos das usinas hidrelétricas, acompanham os grupos de trabalho para viabilidade de empreendimentos eólicos, hidrelétricos e de linhas e são membros do RIDAT. Atuam ativamente nas emergências de linhas de transmissão com boletins de alerta meteorológicos e com pareceres técnicos de cada evento de queda de torres.

A atuação nas emergências foi desafiadora e enriquecedora para sua carreira profissional. Nelas desenvolveu sentido de pertencimento e sentido de equipe. Orgulha-se deste trabalho por agregar valor e trazer benefícios financeiros para empresa.

 O colega Ortiz Fialho Araújo foi seu primeiro gerente e encontrou nele seu mestre, incentivador e sua inspiração na vida profissional. 


Tags

História completa

Um pequeno excerto sobre a vida de Daniele

Então, se a gente vê que pode ter entrada de um evento mais severo, a gente já tem que comunicar as áreas afins da empresa. Esse é o primeiro ponto. “Mas vocês não seguram torre”? Não, a gente não segura, a gente avisa. E você tem uma série de decisões que podem ser tomadas a partir daí. 

 

A decisão de fazer escola técnica, foi muito disso, de eu querer algo mais, algo maior, que as escolas particulares da região que eu morava, não me sentia integrada ali, realmente eu queria algo diferente. Mas principalmente, a gente está numa época difícil de grana em casa, e eu sabia que pagar escola estava sendo pesado. Eu falei: cara, tenho que dar um jeito... Aí comecei a pesquisar, comecei a conversar com os professores e surgiu a escola técnica, era uma escola boa, escola federal, escola boa, ensino de qualidade, e não paga, é de graça, acho que a decisão, o querer ir para a escola técnica, era isso. Ter um ensino de qualidade, e que isso deixasse de pesar no dia a dia da família. Aí depois veio a decisão do que fazer, aqui a gente tinha duas opções, tinha a federal de química e o Instituto Tecnológico. Ai a primeira coisa assim, faz as duas. Ai eu acabei passando para as duas, a Federal de Química eu não gostei muito, ai acabei ficando com o CEFET, e fazendo meteorologia, foi outra escolha aleatória, não foi muito assim, “ah, por que você vai fazer meteorologia”? meu sonho de infância. Talvez hoje, de repente tem alguma criança que sonha em ser meteorologista, não sei. Mas não foi o meu caso, era mais... Aí eu queria as coisas muito rápido, no CEFET todos os cursos eram 4 anos, e meteorologia eram 3. Então não tem uma história bonita, eu escolhi porque era mais rápido. E aí eu me apaixonei e fiquei na meteorologia, to ai até hoje. A vida foi levando. 

Desenho de um círculo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

 Eu acho que hoje as pessoas até estão vendo mais. Isso até foi bem complicado, porque eu fiz CEFET, fiz meteorologia, no 2º grau, e depois eu tinha que escolher o que fazer na universidade. Como o mercado era pequeno, era muito restrito, e realmente você não tinha essa visibilidade que você tem hoje, muitas vezes você falava: vou fazer meteorologia. Tinha que dar toda uma explicação, o que é meteorologia. Na época eu tinha muita dúvida do que ia fazer na universidade, e aí não na hora de escolher lá, “é isso que eu quero, vou fazer meteorologia, vou para a UFRJ”. Tanto que não tem outra universidade na época, a minha única aposta foi essa. E eu acho, que todo esse período depois, quando eu entrei para a universidade, a gente começou a ver uma virada na meteorologia. Porque começou a ganhar, os outros setores da economia, eu acho que começaram a enxergar o potencial da informação meteorológica. Hoje todos nós estamos, e eu acho que é mais plausível, com tecnologia, a informação meteorológica, ela ganhou muita qualidade, nos últimos anos. A gente precisava desse mundo tecnológico para melhorar, as coisas e andaram em paralelo, as demandas aumentaram, porque a gente também estava respondendo cada vez melhor. Mas a gente pensar meteorologia, o tempo, o clima, afeta tudo, hoje está ai, com temperaturas extremamente baixas, toda essa massa polar. Cachecol, alguém fabricou esse cachecol, então tem toda uma cadeia econômica que é afetada simplesmente porque ou tá frio ou tá calor, ou está chovendo, ou não está. Então assim, todo mundo, queira ou não, é afetado pelas condições de tempo e condições do clima. E a partir do momento que você começa a ver, que essa informação, ela vai trazer benefícios para as pessoas, benefícios para área econômica. Aí você começa realmente ver o potencial de uma carreira. Então eu acho que foi ali, essa virada do CEFET para universidade, essa escolha, hoje é muito pequeno, mas eu enxergava o potencial nessa carreira, porque se todo mundo depende, pode não saber que depende, mas é afetado por essa área, pela meteorologia, pelos fenômenos atmosféricos, uma hora isso tem que acontecer. Estava em muita dúvida fazer meteorologia, fazer arquitetura, ou qualquer outra coisa, na verdade. Eu lembro que o meu pai me falou assim: do que você gosta? “Eu gosto de meteorologia”! “Então vai! Porque vai acontecer, as portas vão se abrir, você é dedicada”.  E deu certo! A escolha que tem quase 30 anos. Quase 30 anos depois deu certo, acabei em Furnas, Centrais Elétricas, como meteorologista, nem sonhava com tal coisa. Nessa época já tinha meteorologia em Furnas, 1995, mas eu não sabia.

Desenho de um círculo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

No último ano, no último período na faculdade, eu tentei o mestrado, na COPPE, na época, e não passei. Foi o primeiro não que eu recebi na minha vida, foi complicado até na época, mas foi o melhor não que eu recebi na minha vida. Passei uma semana chorando, “como é que eu não vou fazer o mestrado na COP”? E eu era uma das melhores alunas, eu tinha tudo para ter tido aquela vaga e não aconteceu. Passei uma semana chorando, depois que eu me recuperei, nessa época eu fazia parte de um grupo, tinha uma empresa júnior empresa júnior na faculdade, foi a única empresa júnior de meteorologia, na época, na URFJ. Também foi uma época que tinha minha empresa júnior na UFRJ, começaram ter as empresas de alunos. Aí pintou um trabalho para Furnas, na época acho que éramos 11 alunos, “então quem vai atender a Furnas vai ser você, Danielle e o resto. Aí a gente veio começar a fazer reunião em FURNAS, para desenvolver a página de meteorologia, o site para Furnas. Aí cheguei lá, vi a meteorologistas de Furnas, uma das meteorologistas de Furnas, tinha sido minha professora no CEFET. “Cris, você trabalha aqui, que legal”. Fiz o trabalho, passou uns 4 meses desenvolvendo, ia a Furnas uma vez por semana. Na última visita, entrega final do projeto, dá página, estava tendo entrevistas para uma vaga, porque a outra meteorologista estava grávida, ia sair de licença maternidade, eles precisavam de alguém para cobrir a licença maternidade. Aí cheguei lá, não tinha nada a ver com isso, não era nem formada, aí essa outra meteorologista que foi a minha professora, Cristiane, “não quer fazer a entrevista”? “Fazer a entrevista Cristiane? Eu não sou nem formada”. “Não falta só a monografia”? “Só”. “A monografia a gente faz no final de semana”. Eu não gosto de entrevista até hoje, imagina lá atrás. Aí fui fazer a entrevista. Claro, pegaram outra pessoa formada, com experiência e eu fiquei lá para baixo, não tinha como. Acho que um mês e meio depois, dois meses depois, uma coisa assim, ela me liga: como é que está a monografia? “Tá parada, estou pedindo uma bolsa aqui na universidade, porque eu estou desempregada, não passei no mestrado, não posso entregar a monografia e tirar o meu vínculo, se não perco bolsa, perco tudo”. “Então você tem uma semana para fazer a monografia e vim para Furnas”. Eu: como assim? “Aquela vaga, a menina que veio, a Patrícia, acabou passando num concurso público e foi embora”. E era assim, éramos cinco, eu era a última opção. “Ai ela vai embora, o outro não pode, sobrou você, você tem que vir”. Na época o telefone que eu tinha era no vizinho. Vai lá no vizinho para ligar para um professor, tinha que apresentar a monografia, ainda tinha um carnaval, “não vai, vai estragar o meu carnaval”. E aí eu vim para FURNAS assim. Aí fiz a monografia em uma semana, apresentei, no mesmo dia passei no CREA, peguei o provisório, fui a FURNAS, e assinei o meu primeiro contrato, autorização de serviço, que eram de 6 meses, nada, de 4 meses, para cobrir a licença maternidade. Aí nesses 4 meses que eu fiquei lá, a outra meteorologista, essa que foi a minha professora, arranjou outro emprego, foi trabalhar na operadora nacional de sistema elétrico, surgiu uma vaga fixa, fiz outra entrevista e acabei ficando, isso já era agosto de 2000. Em 2004 teve concurso para Furnas, eu fiz concurso, passei, fui efetivada em 2004, e eu estou lá até hoje, tem 21 anos, faz tempo. Mas foi assim, foi oportunidade aparecendo e você vai pegando. Uma semana eu estava chorando, porque não tinha passado no mestrado e na outra eu estava indo para o emprego, numa empresa enorme, que ia ser o meu futuro profissional ali, oportunidade mesmo, a porta se abriu.

Desenho de um círculo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

A gente sempre trabalhou muito assim, como se a gente fosse uma empresa, e o resto da empresa são cliente em potencial, já percebi logo no início. Então a gente fazia previsão meteorológica para atender o pessoal das linhas de transmissão, que fazem até hoje, hoje a gente tem até uma proximidade muito maior com esse pessoal de linhas e também para atender a parte de geração, porque o Parque Gerador de FURNAS, do país, é a maior parte da Hidrelétrica de FURNAS, é quase que 100%, geração hídrica. Então você pensar, aquela coisa que a gente estava conversando, que todo mundo é afetado de alguma maneira pelas condições atmosféricas, se pensar que o seu parque gerador, ele é hídrico, você precisa de uma coisa, é água, é chuva. Então o trabalho era esse, era fazer previsão meteorológica, previsão quantitativa da situação para cada uma das usinas, o que a gente faz até hoje. Porque você precisa saber quanto vai chover, quanto que essa chuva vai refletir em reservatório, em água acumulada nos reservatórios, que é o combustível que a gente tem para gerar energia elétrica. A primeira atividade quando eu cheguei e comecei a desenvolver, foi a questão da previsão mesmo, para atender a geração e para atender a parte de transmissão, porque a parte de transmissão era muito afetada, também pelas condições atmosférica, aí condições mais adversas. O sistema de transmissão são torres de transmissão, ligadas por cabos. A região Sudeste, centro-oeste, é um parque muito grande, mais de 24.000 km de linhas. Que podem ser afetadas por chuvas, vento, então você precisa saber qual que é a interação dos sistemas meteorológicos com esses ativos de transmissão. E outra coisa é a questão da manutenção. Logo depois a gente desenhou o que seria boletins especiais para o pessoal de linha de transmissão. Isso foi na época que eu já estava em Furnas, a gente desenhou esse modelo, fazendo boletins específicos para as áreas de manutenção da empresa, ou seja, vai fazer uma manutenção em um transformador. Um transformador não pode ser aberto para fazer a manutenção se tiver com a umidade alta, então você precisa saber, não pode estar chovendo. A origem da meteorologia em FURNAS, ela veio daí, saber quando de água que está disponível para gerar energia, a partir das chuvas, e também apoiar as áreas de transmissão da empresa, na tomada de decisão, de quando fazer, de como fazer, as manutenções, nos ativos de transmissão.

Desenho de um círculo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Achei transformador essa experiência nos eventos de emergência, e foram bem, elas me transformaram assim como profissional, o primeiro desafio, me sentir desafiada a fazer algo diferente ? fazer algo quase que inédito para época, realmente era algo que por si só era motivador, daí você vai pro campo ambiente bastante inóspito, nessa época eu nessa primeira emergência que eu fui, eu não fui a primeira meteorologista a para uma emergência, uns meses antes uma meteorologista que não trabalha mais na equipe, mas continua na empresa a Leila, ela sim foi a primeira que foi pro campo, mas a minha experiência foi transformadora no sentido que, primeiro que naquela emergência eu era a única mulher, foi uma emergência muito grande, na época 300 o número que eu lembro era de 300 profissionais trabalhando em todas as áreas de conhecimento e eu era a única mulher, então tiveram situações inusitadas, até de banheiro, não tinha banheiro químico para mulher, então aí a gente precisa de um banheiro para meteorologista" e as pessoas também não me conheciam, não a meteorologia, então é aquela coisa “Quem é ela”, e eu fui pro campo mandada pelo diretor na época, então era aquela coisa meio distante, “O que ela está fazendo aqui? Mulher aqui tirando um monte de foto? Então foi bastante desafiador para mim nesse sentido? Porque a gente, teve um momento que eu falei que eu tive que explicar o que é meteorologia, o que a meteorologia não para 300 as para 50 pessoas e repetir, repetir, eu to aqui mas eu to trabalhando também como vocês e no final vocês vão ver que o resultado vai ser legal, vai ser positivo, sendo que eu mesmo não sabia muito o que estava fazendo ali, naquele espaço, vai e a gente vai se adaptando assim, então foi uma situação que realmente demandou muito de adaptação, enxergar que aquilo que eu estava fazendo era uma situação nova que tinha um potencial de agregar valor então acreditar no trabalho que eu estava fazendo e se posicionar sim, não era uma situação fácil de você se posicionar, mas a questão de ser transformador pra mim acho que foi dentro do que eu falei da união da meteorologia na época da universidade e eu fui chamada a essa união de novo, eu acho que meu início de carreira em Furnas eu trabalhei muito sozinha, com minha equipe ali mas eu tinha o individual muito aguçado, sabe ? Eu queria ser a meteorologista e quando eu fui pra ali naquela situação do campo é extremamente caótico, tem tudo pra dar errado, é muita gente fazendo muita coisa, querendo fazer rápido, e chove, e eu vi tudo aquilo fluindo muito bem, eu vi as pessoas, os profissionais se respeitando muito, como aquele grupo de linhas de transmissão eles tinham a certeza de que juntos somos mais fortes, meu trabalho afeta o seu, o nosso trabalho é o que tem que sobressair, e isso na época me chamou de novo, pra aquele “eu não faço nada sozinho” então foi muito transformador por isso assim, estava sendo desnorteado, que era algo totalmente da minha zona de conforto no escritório, estava até meio perdida, daí chego num ambiente totalmente inóspito e você olha pro lado e vê as pessoas dando seu melhor sabe? Querendo que a coisa flua, eles usam muito esse termo “a gente tem que devolver a linha pro sistema no menor tempo possível, mas com segurança, um cuidando um do outro” então isso pra mim foi realmente muito transformador, e daí eu falei cara... primeiro, essa é a Furnas que eu acredito, é essa que eu quero fazer parte da empresa que um ajuda o outro, na empresa que trabalha junto por algo maior, então isso foi em 2005 eu tinha 5 anos de Furnas, 5 anos de formada então foi dali que eu realmente falei não, eu estava indo pra uma direção mas ajusta, ajusta pra cá e trouxe muitos frutos positivos para também a metodologia de Furnas daí a gente se aproximou mais ainda do pessoal, foi um parecer que teve todo um.. foi um evento muito grande que teve uma visibilidade dentro da empresa muito grande, externa também e a meteorologia começou a aparecer ali agregando valor de uma maneira diferente. A partir disso a gente fez tanta coisa para a linha de transmissão, sabe? A gente hoje trabalha bastante próximo dessa área da empresa, ali aquela meteorologia extremamente aplicada mesmo? Agregando valor, mas que aquele evento foi mais que só o técnico pra mim porque trouxe essa coisa de que realmente a gente precisa trabalhar juntos, a gente precisa trabalhar de forma colaborativa senão não dá certo, se não fica ruim.

Desenho de um círculo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

A meteorologia a gente vai absorvendo, não tenho 30 anos na meteorologia, desde que eu comecei a estudar meteorologia, então eu acho que a gente tem que ter a humildade de que é uma área que as pessoas não sabem o que que é, hoje muito mais, mas isso não é 15 anos atrás as pessoas não sabiam previsão do tempo era o tal do dedinho, quer saber a previsão do tempo bota o dedinho. Então a gente foi construindo exatamente e mostrando que pode fazer mais quando aqueles dias ali no campo realmente ninguém tinha realmente ideia do que eu estava fazendo ali, mas quando você transforma aquilo em um trabalho que vai trazer um benefício para empresa, você formata direito, faz uma entrega muito boa, então ali eles começaram também a perceber, caramba é tudo isso que você estava fazendo lá? Então a gente começou a ter o benefício de ter o tal do desconto da parcela variável, daí as pessoas começam a olhar realmente para aquela atividade "peraí o que eles fazem é sério" por que realmente no início as pessoas não tinham essa visão achavam que meteorologia quem escolhe fazer meteorologia? quem faz isso? Então é o desconhecido, então assim desde o primeiro momento eu disse eu sou o ser diferente aqui, eu preciso humildemente mostra aquilo, e isso foi construído e vieram outros eventos e aí a gente começa e a gente sempre foi muito bem recebido dentro dessa área, quando a gente começou a mostrar que pode agregar depois foi uma construção ao longo dos anos assim, perdi a conta de quantos eventos eu fui, até difícil o número de quantos eu fui mas a gente já foi em sei lá uns 30 eventos de desligamento, e isso vai sendo construído e outra coisa assim, é eu sempre fui muito sempre gostei muito do trabalho pé no chão, então você chega lá você tem que conversar com todo mundo, você tem que mostra o que você tá fazendo então o que no início era estranheza passou a ser curiosidade, passou a ter respeito e assim a gente foi desenvolvendo esse trabalho ? Acho que é isso, estranheza, curiosidade e respeito, acho que a linha foi mais ou menos essa.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+