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História

Buscar nossa energia e nunca desistir

História de: Flávio Alves Antunes
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 24/11/2006

Sinopse

Conta com detalhes como é a atividade de um Auxiliar de Marketing e de um Vendedor. Conta como é seu trabalho na rota de vendas. Fala da marca Skol e sobre o Ponto Azul e o Ponto Verde.

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História completa

IDENTIFICAÇÃO Nome, data e local de nascimento Meu nome é Flavio Alves Antunes. Eu estou com 30 anos e nasci 2/9/1976, no Rio.

TRABALHO Ingresso na empresa/Trajetória profissional Tem três anos e três meses que estou na Companhia. Eu comecei na Companhia fazendo eventos. Trabalhando em uma agência de eventos, comecei a fazer eventos aqui para a Companhia. Na época quando eu comecei foi até o projeto Ponto Azul. Isso é bastante antigo. Aí eu saí da agência de eventos e vim trabalhar aqui na Companhia no caminhão. Fazendo entrega. Mas não é de bebidas não. Era de refrigeradores, mesa, cadeiras. Aí fiquei mais ou menos um ano e meio. Aí surgiu a oportunidade para mim trabalhar em uma empresa terceirizada que prestava serviço para o AS. Aí eu fiquei lá um ano. Aí saí. Fui trabalhar em uma outra empresa. Depois de um tempo apareceu uma oportunidade, eu me inscrevi. Fui chamado. Aí passei pela seleção, aí estou aí. Foi para Auxiliar de Marketing quando eu comecei. Aí eu comecei Auxiliar de Marketing na sala da Brahma, e aí quando eu fui promovido a vendedor foi para o projeto. Quando começou o projeto Marcas, aí me chamaram. Fizeram uma outra entrevista, perguntaram se eu estava interessado em passar para o projeto, ver se era uma coisa legal para mim. Foi aonde eu parti para o projeto que foi começando na Ilha, que estamos até hoje lá. Desde quando eu comecei lá na agência de eventos já era uma meta, assim, uma vontade muito grande de trabalhar na Companhia. Infelizmente nesse período que eu trabalhei terceirizado não surgiu oportunidade nenhuma. Para você ver que é uma coisa assim de destino, né? Estava escrito eu ter que vir para cá. Porque eu saí, fiquei um ano fora trabalhando em uma outra empresa. E, de repente, eu acabei sendo iluminado. Eu trabalhava como motorista. Eu comecei, como eu te falei, trabalhando com eventos junto da Companhia. Comecei fazendo montagem dos “ponto azul”, aqui no Rio de Janeiro. Foi, eu fui um dos primeiros a começar o projeto aqui. Como eu tinha a ambição de entrar para a Companhia surgiu a idéia de que, de repente, eu trabalhando mais próximo da Companhia eu pudesse entrar para a empresa que prestasse serviço. De repente até vim para a AmBev. Só que isso não aconteceu. Eu vim para trabalhar no caminhão para ficar alguns meses para poder fazer uns contatos. E, de repente, só que isso não aconteceu. Eu fiquei um ano e meio. Aí depois eu fiz uma inscrição pela empresa que prestava serviço, aí fui chamado. Um ano depois eu saí e não voltei mais. Aí ficou mais um pouquinho. Aí fiz uma inscrição e acabei entrando. Era o que eu esperava, sim. Era um sonho. Foi uma coisa assim de realização. Uma coisa que você sempre espera. Está sempre assim, querendo mais. E foi o que aconteceu comigo. Depois desse tempo eu consegui realizar o meu sonho e a minha vontade de vir trabalhar aqui. Acho que a parte que aconteceu comigo mesmo, que ficou marcado minha foi essa história de, da onde eu ter vindo, entendeu? Do que eu fazia, que eram coisas que não têm nada a ver com a venda em si. Eu trabalhei como repositor de mercado, motorista de caminhão, entendeu? Montador de “ponto azul”. Não são profissões, assim, que a gente tem que desvalorizar. É muito valorizada, tá? Mas assim, é difícil tu ver uma pessoa que, acho que, vem de baixo assim e alcançar o que eu alcancei, assim. E eu tive a oportunidade aqui na Companhia, acredito que vou continuar tendo as oportunidades. Olha, até eu ser contratado foi bastante tempo. O “ponto azul” quando começou, acho que 2002, por aí. Não, perdão, 2002 não. Foi antes. Foi bem antes. Eu não me recordo bem, mas eu acredito que tem assim uns seis anos, mais ou menos quando começou isso. Eu já estou em três... Bastante. Eu esperei bastante mesmo. Tive que agüentar lá, esperando, mas eu consegui.

MUNDO DO TRABALHO Cotidiano de trabalho O dia-a-dia é normal como todos os outros trabalhos. Só que assim, a gente faz o algo a mais. A gente sempre busca o melhor para a gente e até mesmo para a Companhia. Que é assim: a gente preza muito aqui o nome da Companhia, que a gente tem que mostrar na rua o que realmente a Companhia é. E assim, algo diferente, cada dia é um dia. Nunca é um dia igual ao outro. A gente está sempre buscando algo diferente, sempre mostrando o melhor possível. Ah, hoje eu faço aí é, um pedaço ali da praia. Praia da Bica, que eu passei para lá tem um mês agora. Praia da Bica, é a Colônia, faço ali a Ribeira, entendeu? Esses pedaços assim. Faço ali na Estrada Cambaúba. E fico assim. A rota é bem. Bem pequena. Não é uma rota assim muito grande não. E eu vendo Skol. Poxa, tem umas coisas que são meia, um pouco difíceis de estar se fazendo. Tem sempre um cliente ou outro que é um pouco enjoado. Às vezes a gente precisa fazer uma cobertura ou então aumentar o volume dele. Assim, eu acho que isso é uma dificuldade maior. Porque assim, o cliente não te dá espaço a gente tem que cativar o cliente, fazer um lobbiezinho de vez em quando. Eu acho que essa é a maior dificuldade que a gente tem aqui.

LOCALIDADES Rio de Janeiro É, realmente o Estado do Rio de Janeiro é muito consumidor de Skol. Acredito que lá na Ilha seja um dos lugares que mais venda Skol. Lá na Ilha eu acho que é o que mais consome Skol, sim. Diferente da Baixada, que eu moro na Baixada, e na Baixada a gente, quer dizer, lá a gente consome Antarctica, né? Que o pessoal vai, eu paro para beber também, a gente acaba bebendo Antarctica, porque vamos lá, né? É oito querendo Antarctica e dois querendo Skol. Aí a gente acaba bebendo Antarctica. Mas lá na Ilha do Governador é predominante a marca Skol.

PRODUTOS Cerveja Skol Com certeza, Skol é a que manda. A Skol tem bastante tempo no mercado, mas uma coisa voltada para os jovens, assim. Na hora que tu está na noite é uma azaração, tu está com uma Skol, usando um Skol Beats também. Tu não vai aparecer lá com uma outra marca querer impressionar uma mulher que tu não vai conseguir nunca, porque... (riso) vai ficar lá: "Esse cara aí está duro. Eu vou sair de perto dele que não dá não." Aí acho que a Skol é a que está voltada mesmo para a juventude daqui do Rio.

CAUSOS “Sorriso e Superbonder” Eu tinha um ponto de venda lá na Ilha. E estava fazendo uma obra lá. Aí eu cheguei para atender ele, aí eu chamei: "Oh, seu Sebastião." Aí ele: "Opa, espera aí que eu já vou aí." Só que ele tentou passar assim, estava tudo fechado. Não tinha como ele passar. Ele:"Pô, espera aí que eu vou pular." Eu: "Calma aí, seu Sebastião." Ele falou: "Não, espera aí que eu pulo." Deu três passinhos para trás, correu. Quando ele foi assim ele não veio, só veio a dentadura dele, voando. Fez: "Plac" Aí caiu. (riso) Aí eu: "Pô, seu Sebastião, eu falei para o senhor não tentar pular. Olha só." "Não, pode deixar, se quebrar eu colo com superbonder." (risos) Mas ele pulou aí veio me atender. Eu falei: "Eu passava aí." Ele estava fazendo um murinhozinho. Acho que era para fazer um balcão, né? Estava cheio de entulho. Nisso que ele veio, aí. Quer dizer, ele ficou e a boca veio.

TRABALHO Momentos marcantes Poxa, assim, que seja muito forte? Pô, que eu lembro sempre é uma coisa que eu fiquei profundamente triste. Um companheiro nosso que estava indo para a rota e ele se acidentou, né? Não, ele está bem, não morreu. Mas infelizmente está afastado até hoje, já faz quase dois anos já. E ele não está podendo trabalhar. Assim, que a gente sempre lembra. A gente sempre quando passa ali na Linha Vermelha, a gente passa até com um pouco mais de cautela com relação a isso. Sempre lembrando nele, que é uma pessoa muito bacana.

EMPRESA AmBev Isso conta bastante. Em qualquer lugar que você chega você fala assim: "Pô, trabalho na AmBev." "Pô, trabalha na AmBev? Você faz o quê?" "Eu sou vendedor de Skol." Então as pessoas já vêem diferente. É que nem chegar em uma festa tu não vê ninguém comentando assim: "Pô, vendi 50 quilos de prego aí." Tu só vê assim: "Pô, a Skol está vendendo muito. Pô, a Skol está boa. Pô, a Skol está..." Só se fala nisso, né? E ninguém fala em prego, ou vendi cinco quilos de carne. Ou outra coisa parecida. Então é um diferencial muito grande trabalhar aqui na AmBev.

MUNDO DO TRAB ALHO Relações de trabalho Isso aí a empresa chega junto mesmo, assim, já tive já algumas dificuldades aqui. O pessoal da área de gente me ajudou bastante. O meu supervisor também chegou junto comigo também. Foi muito bacana. O gerente também. Assim, eu vejo que se preocupa muito com o lado pessoal mesmo do vendedor. Então as vezes que eu precisei não tive com o que me decepcionar.

PROJETO MEMÓRIA VIVA AmBev Importância da história/Importância dos depoimentos Pô, isso é, eu acho que é bacana até porque assim, a minha história ela fica, e eu vou embora. A gente não sabe o que pode acontecer. Cada dia, como você disse, é um dia. E cada dia é diferente um do outro. E assim, são poucas pessoas que nós temos aqui. Que muitas já da antiga, já alguns foram se aposentaram, outros já se aposentaram e faleceram. Então não temos muitas histórias assim para ser contada. Então esse é um meio de estar perpetuando a história mesmo da Companhia. E assim, de repente, as pessoas interessadas poderiam estar até tendo oportunidade de estar conhecendo essa história, assim, a satisfação que cada funcionário tinha na época que trabalhava.

AÇÕES DE COMUNICAÇÃO Projeto “Ponto Azul” e “Ponto Verde” É, começou aqui no Rio de Janeiro, né? Era uma estante grande, de cinco prateleiras, que vinha a testeira, né? Da Pepsi. Aí no fundo vinha um luminoso, um pano azul até em cima, assim, como se fosse uma tela. Um relógio. E era chamado “O Ponto Azul”, que a gente direcionava ele sempre para os melhores lugares do ponto de venda. Ali a gente colocava todos os nossos refrigerantes de dois litros de cima em baixo. Já arrumado já no layout já. Foi esse o projeto. Depois desse ainda veio o ponto verde. Aí no ponto verde eu participei pouco tempo e saí. Que eu fui para essa empresa terceirizada já, prestar serviço para a Companhia. O Ponto Verde era voltado para o Guaraná Antarctica. O Azul era da Pepsi, o Verde o Guaraná Antarctica.

ENTREVISTA Recado É, falar para os companheiros que nunca desistam. Quem desiste é porque está fraco. Então vamos buscar nossa energia e nunca vamos desistir. Eu posso mandar um beijo para a minha mãe, para o meu pai, para o meu tio e todo mundo? (risos)

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