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História

Bolas de fogo

Sinopse

Em sua entrevista, Nazareno nos conta bastante acerca de suas travessuras de criança e de suas maiores influências no rádio e nos LP’s da época, no começo dos anos 1980. Conta sobre sua formação e também a respeito de sua entrada no mundo da música, como compositor e cantor. Nazareno canta e toca muitos de seus sucessos, tanto de lambada quanto guitarrada, brega e música folclórica. Lendo sua história, você aprenderá muito sobre as lendas de Barcarena e sobre o trabalho atual, lúdico, educativo e musical de Nazareno.

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História completa

Olha, eu quero fazer um registro pra você. Eu disse que eu sou de Barcarena, do tempo da luz de lanterna, da lamparina, do lampião: aqui não tinha energia, não tinha televisão e depois que passa isso, a gente vê que era bom. Às vezes, a gente fala nos mitos, lobisomem, curupira. Então, um dia me perguntaram se eu acreditava nisso. Eu falei: "Ah, se a gente for ver, hoje em dia eu não acredito”. Tu vai dizer que não acredita, porque é uma situação difícil da gente lidar.

Bem, quando o meu pai se acidentou com uma serra em 1981, próximo de casa era bem escuro, e aí papai foi pro hospital com a mamãe, a gente ficou só em casa. Aí quando eu vi a minha irmã começou a chorar e disse: “Eu vi, eu vi!”. Ela viu e pegava de desespero, eu peguei também.. Aí já depois de muito tempo desse a gente tava numa resenha, e eu: "Silvia, eu tenho curiosidade de te perguntar...". A minha irmã é conhecida como Silvia, mas o nome dela é Raimunda, Raimunda Muniz, Marinho Muniz. Aí: "Quando o papai se acidento, aquilo ficou marcado em mim" "O que, mano? Do corte?". "Não, eu não vi o papai, só sabia que ele tinha ido pra Belém. É que tu falava assim: ‘Eu vi, eu vi’. Aí tu fechava o olho: ‘Veio dali, eu vi, eu vi, eu vi’. E o que tu viu, mana?".

Ela me disse: "Eu vi duas bolas de fogo vindo desse tamanho, na minha direção assim, e aí elas pararam no ar. Do nada, saíram assim. Algo cinematográfico. Algo de televisão”. Outro colega, o Abadias Miri, falou que um dia aquilo mesmo botou ele pra correr tanto, cara, lá no campo da aviação de Barcarena: era lá que as pessoas falavam que acontecia. Muitas outras pessoas falaram a mesma coisa. Acho que é a Matita Pereira. Hoje em dia eu só quero saber se isso ainda existe, se é real.


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