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Até o centenário!

História de: Ana Luiza Landim
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 22/10/2018

Sinopse

Carioca e formada em Direito, ingressou no BNDES ainda na época em que cursava o terceiro grau. Com 23 anos de BNDES, transitou por diversos setores que possibilitavam sua atuação no meio jurídico. Hoje Ana Luisa percebe o privilégio de ter tido tantas experiências dentro de um mesmo local, além das amizades que mantém há vinte anos.

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História completa

P/1- Qual seu nome completo, local e data de nascimento?

 

R- Ana Luisa Pinto Ferreira Landin. Nasci no Rio de Janeiro 16 de março de 1961, na Lapa.

 

P/1- Ana, quando e como você entrou no BNDES?

 

R- Em 79, entrei para trabalhar como estagiária de Direito, e trabalhei na IBRASA, que é a subsidiária do banco que hoje é a BNDESPAR.

 

P/1- Você entrou por concurso?

 

R- Não, porque na subsidiária não tinha concurso, você fazia uma entrevista. Eu tenho impressão que a criação da subsidiária tem alguma coisa a ver com a maleabilidade, pra dar mais agilidade na contratação. Não havia essa modalidade.

 

P/1- Você estudava o que na época?

 

R- Direito na PUC [Pontifícia Universidade Católica], estava começando a faculdade.

 

P/1- E aí você acabou a faculdade e continuou no banco?

 

R- Eu sempre trabalhei no banco, terminei a faculdade e continuei trabalhando no banco, desempenhando sempre funções ligadas à área jurídica da BNDESPAR, BNDES.

 

P1- Desde que você entrou você passou por várias áreas?

 

R- Passei por várias áreas e locais. A gente trabalhava na Avenida Rio Branco, lá no 31. Eu cheguei inclusive a trabalhar no fórum, acompanhando processos judiciais, então eu saía da praça Mauá, caminhava até o Fórum e fazia o acompanhamento do processo pra saber se o Juiz já despachou, se aquela ação... Como está, depois voltava e depois aqui na Avenida Chile.

 

P/1- E quando é que você foi efetivada?

 

R- Em primeiro de maio de 1983.

 

P/1- E ficou na mesma área?

 

R- É, sempre foi a BNDESPAR, onde tinham várias áreas na área jurídica vinculada a diversas áreas operacionais, e eu sempre trabalhei nas diversas formações que a área jurídica foi tendo ao longo do tempo.

 

P/1- E hoje, qual é a sua área?

 

R- Hoje em dia eu sou assessora da superintendência de comunicação e cultura do BNDES. É um trabalho diferente do que eu fiz a minha vida inteira aqui no banco, porque é uma área corporativa e voltada para a comunicação interna e externa do Banco. Eu sempre trabalhei diretamente com mercado financeiro, com a participação acionária das diversas empresas que o banco apoiou, na venda dessas ações quando essas empresas estavam maduras, porque o projeto é entrar como acionista, ficar um tempo, fortalecer aquela empresa e depois vender no mercado, também fortalecendo o mercado de ações, de capitais. Hoje eu trabalho na área de comunicação e cultura, que é responsável inclusive por parte dos projetos que estão comemorando os 50 anos do BNDES.

 

P/1- Desde que você entrou, de todos os projetos que você acompanhou, quais você considera mais importantes?

 

R- É uma pergunta que não dá para responder, porque todos os projetos do banco você aprende alguma coisa. Alguns são importantes pela sofisticação, como algumas operações do mercado financeiro que são sofisticadas você vende a ação e dá o direito ao investidor de recomprar de uma maneira complicada; até projetos muito simples, de um cara que inventou uma pele sintética a partir de um subproduto da abelha, que não é mel nem cera, mas que para queimadura é maravilhoso. Então era um projeto pequeno, o cara tinha uma geladeira e umas baciaszinhas, era um projeto que eu era apaixonada por ele, mas em termos de recursos financeiros ele era irrelevante perto do que o banco faz. E na área de Comunicação e Cultura todos os projetos, esse mesmo.

 

P/1- Mas sempre tem um xodó. Quais são os xodós?

 

R- É, tem esse, acho que ele lembrou de mim agora, mas tem vários maravilhosos. Eu participei do financiamento das empresas na privatização, trabalhei com as chamadas moedas podres, foi uma experiência muito rica também.

 

P/1- E na época das privatizações, foi uma movimentação muito grande? Mudou a rotina?

 

R- Mudou completamente, era bastante animado. Eu trabalhei na parte do financiamento das empresas.

 

P/1- E tem história interessante e engraçada do cotidiano e das pessoas, ao longo desses anos, que você gostaria de registrar?

 

R- Eu acho que o trabalho durante esses anos todos sempre foi uma coisa alegre, sempre teve muita história engraçada. Não me lembro de nenhuma especial, mas é um lugar que eu estou sempre rindo muito, tem muita coisa engraçada que acontece, mas é agora não sei dizer...

 

P/1- E as amizades ao longo desses anos, foram muitas?

 

R- Muitas amizades! Queridíssimas, um carinho enorme, 20 anos depois...

 

P/1- Conta da foto.

 

R- É, amigas desde o tempo de estágio. Tem as brincadeiras que a gente fazia, enfim, não estou lembrando de uma história específica, se eu lembrar depois eu conto.

 

P/1- Ana, e o que é o BNDES pra você?

 

R- O BNDES é meu único emprego; do meu ponto de vista são 23 anos, sou super agradecida por trabalhar no banco, pela experiência, pelo aprendizado e pela possibilidade de crescimento e realização que o banco proporciona, porque você trabalha com o universo da economia, você tem uma visão privilegiada, que é o panorama da maioria das empresas do país, você abre o jornal, olha o banco e a possibilidade que você tem de realizar um trabalho aqui dentro.

 

P/1- E o que você achou de ter participado dessa entrevista e contribuído com esse projeto, que você já ajudou a formar?

 

R- Maravilhoso, não doeu nada, uma emoção.

 

P/1- Cinquenta anos bem vividos?

 

R- Bem vividos e prontos para mais 50.

 

P/1- Muito obrigada e até os 100 anos (risos).

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