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História

As oportunidades para a mulher na Avon

História de: Elza Maria Gama Maio
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Elza começa descrevendo sobre as atividades que os pais exerciam e relatando sobre sua infância. Conta de como era São Paulo nos anos 60 e 70, apontando as diferenças com a atualidade. Ela conta de como escolheu a carreira de Serviço Social e de quando começou a fazer esse curso na PUC. Conta das empresas que passou, a Copersucar, a Rede Globo até a chegada na Avon. Ela relata sobre sua experiência na Avon e suas primeiras impressões, descrevendo uma empresa muito descontraída mas com muito desenvolvimento de projetos. Elza conta de seu trabalho como assistente social na Avon, contando de como se preocupava com a qualidade de vida dos funcionários. Ela descreve seu trabalho favorito na empresa, o berçário, contando como é importante para garantir o emprego das mulheres e sua tranquilidade também. Ela conta de gostos pessoais e termina relatando o quão feliz é de trabalhar na Avon.

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História completa

 

P/1 – Por favor, você me diz o seu nome completo, local e data de nascimento.

 

R – Elza Maria Gama Maio. São Paulo 02 de junho de 1963.

 

P/1 – E qual é a sua atividade atual?

 

R – Eu hoje sou coordenadora de responsabilidade social da Avon.

 

P/1 – E o nome dos seus pais?

 

R – Algerino Maio e Júlia Gama.

 

P/1 – Qual que é a atividade profissional deles?

 

R – Meu pai hoje é aposentado, mas ele era proprietário de padarias. Então ele é português, né? Ele veio para o Brasil. Ele se tornou dono de uma padaria, mas hoje ultimamente ele é aposentado, e desenvolve atividades relacionadas ainda a sociedade com algumas pessoas que ele tem na padaria. E a minha mãe trabalha em casa também.

 

P/1 – A origem da família então é portuguesa?

 

R – Portuguesa.

 

P/1 – E o lado da sua mãe?

 

R – Também. 

 

P/1 – Também é?

 

R – Também é. Eles são portugueses. Meus irmãos também são portugueses. Só eu brasileira.

 

P/1 – Quantos irmãos são? 

 

R – São dois irmãos.

 

P/1 – São dois irmãos e com você três? 

 

R – Isso.

 

P/1 – Quando eles vieram para o Brasil?

 

R – Eles vieram em 1961.

 

P/1 – Você sabe o motivo?

 

R – Realmente tentar a vida aqui no Brasil. Eles moravam na Ilha da Madeira, não tinha muitas perspectivas de trabalho lá. E como eles têm família aqui em São Paulo, então eles definiram vim de lá pra cá com dois filhos em 1961.

 

P/1 – Certo. Vamos lembrar um pouco da sua infância. 

 

R – Ok.

 

P/1 – Onde era que você morava?

 

R – Eu morava ali próximo do aeroporto de Congonhas.

 

P/1 – E me fala um pouco, como é que era a casa que vocês moravam? O cotidiano da casa?

 

R – Assim, uma casa simples, né? Dois irmãos, meu pai como eu comentei, era dono de padaria. Então a gente tinha sempre essa vontade de sempre estar na padaria. Comendo os doces, os pães de todos os tipos, né? Mas normal. Minha mãe sempre trabalhou em casa, sempre cuidou dos filhos, e o meu pai sempre trabalhando, porque era de domingo á domingo, né? Então a gente tinha um vínculo maior com a minha mãe, e quando meu pai ficava em casa era um grande momento de a gente curtir um pouquinho pai, mãe e irmãos. Mas era normal. A gente brincava bastante, era uma época que a gente podia brincar na rua. Então tinha várias brincadeiras de rua, pega - pega, esconde - esconde, é carrinho de rolimã, é jogos, brincadeiras com os vizinhos, e como era uma casa a gente tinha contatos com as pessoas da região de onde nós morávamos, então éramos todos amigos. Hoje em dia não tem muito isso, a gente acaba não tendo muita essa facilidade com os nossos filhos. As atividades eram ir para a escola de amanhã, a tarde fazer lição e brincar, mais brincar do que fazer lição, né? Mas enfim... Era muita essa questão de estar brincando muito. E eu particularmente aproveitei bastante a minha infância.       

 

P/1 – E brincadeiras favoritas?

 

R – Eu gostava de boneca, gostava bastante de brincar de boneca, mas de brincar também de esconde - esconde, pega - pega, é vôlei, andar de bicicleta, que eu comecei andar com uns seis, sete anos, que eu aprendi a andar de bicicleta. A bicicleta inclusive era maior do que eu, mais enfim, de lá pra cá eu acabei curtindo bastante muita brincadeira na rua, né? Com o pessoal que eram os meus vizinhos, colegas, amigos.

 

P/1 – E como é que era essa São Paulo aí dos anos 60, 70? Você se lembra?  

 

R – É. Muito das amizades, da confiança das pessoas, de segurança, você se sentia segura, não precisava ter medo de sair na rua á noite. Então não tinha muito essa preocupação, né? Com assalto, hoje a gente tem muito disso, né? Na época não tinha. Na realidade era uma coisa muito mais tranqüila, muito mais segura, as pessoas elas pareciam ser mais amigas, mais confiantes, a relação familiar muito mais próxima, né? As pessoas, os primos, tios, a gente sempre se reunia. Hoje fica um pouco mais difícil né? Mais era uma época bem gostosa, anos 70,80. Com as músicas, com os bailes, né? Na época de escola, de ginásio, né? Depois do colégio. Então era bem gostoso.

P/1 – E você continua morando no mesmo bairro?

 

R – Próximo. Moro próximo. 

 

P/1 – Próximo.

 

R – Moro ali próximo. Hoje da Avon no caso, mas também é bem perto. Mas minha mãe ainda mora lá.

 

P/1 – Mora?

 

R – Então a gente acaba revivendo, né?  Sempre quando estou lá. E as pessoas também praticamente são as mesmas, claro todas cresceram, agora com filhos, casados.  Então você meio que acompanham a vida das pessoas, né? Então é bem legal.

 

P/1 – E alguma lembrança marcante que você tem da infância?

 

R – É são várias, né? De escola, de brincadeiras, de algumas brigas. É. Minha mãe era portuguesa, né? Então minha mãe tinha essa... Quando eu ia para a escola eu ia super arrumadinha, né? Com uniforme da escola, e ela fazia um penteado, que tinha um rabo de cavalo aqui. Então eu ia para a escola assim, e o pessoal ficava meio que tirando um sarro, brincado do meu rabo de cabelo, e mexia. Aí teve um dia em que briguei com uma moça lá. Ataquei uma pedra na cabeça dela, nunca mais ninguém tirou sarro, (risos) porque aquilo estava me irritando já, no começo era tranqüilo, mas aos poucos aquilo foi me perturbando. E eu achava que ficava bonito. Então eu mantia, mas só que as pessoas não gostavam. Então um dia eu saí da escola, porque a gente ia á pé, né? Eu voltava para a minha casa á pé, não tinha essa coisa de carro era próxima, e eu acabava indo a pé e voltando a pé. E eu estava indo para minha casa, e ela atrás tirando sarro, tirando sarro, tirando sarro, e aí chegou uma hora que cansei. Aí eu vi uma pedra peguei e joguei na cabeça dela. Mais assim não machucou né? Mas ela ficou assustada (risos) não pegou também, né? Ainda bem, porque senão com certeza eu ia apanhar muito da minha mãe. Mas foi uma coisa que me marcou assim, do que eu fiz na infância, que mais me marcou. É Foi isso.    

P/1 – Certo. E você começou falando dos estudos, né? Quando você começou a estudar? E a escola onde era?

 

R – Proxima da minha casa também. Eu comecei com sete anos no primeiro ano. Eu não fiz pré - primário. Então, eu já comecei com sete anos no primeiro ano, da primeira série á quarta série, foi numa escola pública ali próxima da região. A quinta série eu fiz numa escola particular até o terceiro colegial, que era uma escola de freiras. Então, eu da quinta série até o terceiro colegial, e era um colégio de meninas também, não era um colégio misto. Que também é próximo da minha casa. Então eu ia de ônibus, às vezes meu pai me levava. Ás vezes eu ia de ônibus.

 

P/1 – E quais as lembranças marcantes da escola?

 

R – Olha. É muitas amizades, elas tinham com relação, por exemplo, (pausa) Em termos de valores, por exemplo, á escola era uma escola que normalmente, que a grande maioria tinha mais posses do que eu, propriamente, né? É meu pai pagava aquela escola com certo sacrifício, né? Na realidade dos três filhos, só eu estudei em escola particular. Então, por exemplo, eu era considerada como classe média, elas tinham uma classe mais alta do que eu. Então elas contavam muitas histórias de viagens que elas faziam julho, janeiro, fevereiro, né? Então elas sempre nas férias iam pra lugares que assim com certeza dificilmente eu iria. Então assim de certa forma eu achava aquilo tranqüilo, normal, eu não tinha muito receio, muita vergonha do que eu era né? Mas às vezes algumas pessoas questionavam que eu era de uma classe um pouco mais baixa do que as delas, mas isso nunca me deixou triste. Eu também nas férias, eu fazia uma série de coisas bem legais, bem gostosas. É me divertia bastante também, mas eu sentia que faziam questão de chamar atenção pra essa diferença, vai de classe social. É era uma escola de freiras, eles ensinavam Francês, então eu tive uma super oportunidade, né? De conviver com pessoas de outros níveis sociais. Elas contavam coisas das viagens delas, e tive oportunidade também de conhecer um pouquinho da língua francesa, apesar de que hoje eu não lembro de mais nada (risos) na época era assim bem interessante, eu achava bem legal, né? E tinha Festa Junina, trabalhos na casa das colegas, então eram casas super legais, com piscinas, então eu acabava curtindo, né? A vida delas. E eu assim acho interessante, que eu tive essa coisa de ser melhor ou pior. Mas eu acabava aproveitando essa oportunidade de conhecer outros lugares. Ás vezes elas me 

Convidavam para ir a restaurantes ou para dormir na casa delas. Então de certa forma eu ia acabar aproveitando. Mas assim, tive muitas amizades, e normal de escola, não tem nenhuma situação específica assim, mas tem essa questão das oportunidades, que eu tive de conhecer outros lugares, de ter experiência com outras pessoas de outros níveis sociais. 

 

P/1 – Entendi. E depois que você terminou a escola. Você começou algum curso, faculdade?

 

R – Depois que eu terminei o terceiro colegial. Assim o que eu pretendia fazer? Na realidade eu escolhi alguns cursos, eu queria fazer fisioterapia. Na época só era a USP, hoje você têm outras opções, né? Mais na época ou era a USP ou era uma Universidade de Campinas. Pra morar fora de São Paulo realmente ficaria complicado, pois eu não teria essa possibilidade de sair de São Paulo para fazer uma faculdade, então eu prestei. Eu acho que uns dois anos para fazer Fisioterapia na USP, e também no segundo ano eu prestei em outras faculdades, Serviço Social e Nutrição. Então eram algumas atividades relacionadas à área de saúde, né? Então eu entrei na PUC de São Paulo, Serviço Social. E Nutrição na São Camilo. Mas aí, eu preferi fazer o curso de Serviço Social, porque logo depois que eu saí do colegial, eu fiz cursinho. Então pra pagar o cursinho eu comecei a trabalhar numa clínica que na época era próxima a minha casa também, então eu acabava não pagando condução e eu ia a pé também. Uma clínica de Psiquiatria, então eu comecei a ter contato com Assistentes Sociais, que desenvolviam trabalhos com dependentes químicos, que aquela clínica ela atendia tanto pessoas com problemas psiquiátricos, tanto como dependência Química, qualquer tipo de dependência de álcool, drogas. Então eu comecei a conhecer um pouquinho mais do trabalho de uma Assistente Social achei interessante, e fui pesquisar um pouquinho sobre a profissão. E no segundo ano quando eu comecei, quando eu prestei no segundo ano, porque eu prestei pro primeiro ano eu só prestei Fisioterapia e no segundo ano eu já comecei a prestar Fisioterapia e Nutrição, que eu tinha um interesse também em fazer, e
Serviço Social. E aí eu peguei Serviço Social e Nutrição. E escolhi Serviço Social.

 

P/1 – Na PUC?

 

R– Fiz na PUC. Em 83.

 

P/1 – E houve alguma influência pra essa área da saúde? Ou era uma vontade?

 

R – Não. Eu particularmente, eu gosto de trabalhar com pessoas, né? Assim, e de ajudar as pessoas e de estar com pessoas. E eu me interessei por essa área da saúde, assim, não posso te dizer assim o porquê especificamente. Mas por essa questão de trabalhar com a saúde, não com relação à doença, mas na questão mais da promoção da saúde mesmo de como prevenir algumas coisas, de estar com as pessoas, de poder ajudar. Mais nesse sentido. Então, por isso esses caminhos da Saúde, Nutrição e Serviço Social.

 

P/1 – Certo. E com quantos anos você começou a trabalhar?

 

R – Comecei a trabalhar com 18 anos.

 

P/1 – Foi nessa clínica que você comentou?

 

R – Foi. Foi nessa clínica. 

 

P/1 – Certo. E qual que era a sua função lá?

 

R – Na realidade eu era recepcionista. Eu que atendia os pacientes no caso, as pessoas que tinham interesse em conhecer a clínica, em saber o tipo de trabalho que desenvolvia. Então eu fazia a recepção, eu mostrava como é a clínica, mas sempre tinha, por exemplo, a partir do momento que a pessoa tinha interesse, eu repassava para o médico, que era responsável pela clínica, para poder está fazendo uma avaliação, naquela pessoa, que sempre a pessoa vinha acompanhada de um familiar, né? Normalmente a pessoa nunca chegava sozinha, né? Ou com a mãe, ou com o marido, ou com o filho. Aí o médico era responsável pra está apresentando a clínica, e também passar o tipo de trabalho que desenvolviam lá, né?

 

P/1 – Certo. E quais outros lugares você trabalhou?

 

R – De trabalho foi lá especificamente. Depois eu entrei na PUC fiz dois anos de faculdade e continuei trabalhando lá. Depois eu comecei a estudar a noite. E quando eu comecei a estudar a noite, eu arrumei um estágio de serviço social já. No Açúcar União. Então eu trabalhava e estagiava durante o dia, porque na realidade era um trabalho, né? Eu aproveitava, ou seja, eu trabalhava e estagiava e a noite eu ia pra faculdade. E aí depois eu me formei em 1986, fui efetivada no Açúcar União, e trabalhei durante por mais uns dez, onze anos. Depois eu saí de lá, porque teve uma reestruturação na companhia União e a fábrica. Eu trabalhava diretamente com o pessoal da fábrica, ela foi pra Limeira, transferida pra Limeira. E aí eles fizeram um processo de desligamento com alguns funcionários, com vários funcionários, afinal eram alguns, vários. Então teve um corte grande na empresa, e nós éramos sete Assistentes Sociais. Eram quatro Assistentes Sociais que atendiam o Açúcar União, que era toda a parte de refinação de açúcar, torrefação de café. E uma outra eram duas, que atendiam a Copersucar que era uma empresa coligada ao Açúcar União. E aí eu saí depois, de uns seis meses mais ou menos, a Copersucar me chamou novamente, porque eles estavam retomando o trabalho. E eu trabalhei mais dois anos na Copersucar. Depois eu saí da Copersucar. Trabalhei seis meses, com um prazo determinado na Rede Globo na área de Recursos Humanos, na parte de Jornalismo, mas eu trabalhava com a área de benefícios. E depois eu fui pra Avon 98.

 

P/1 – Então vamos falar de Avon. E como é que foi...

 

R – E aí eu cheguei à Avon (risos) 98.

 

P/1 – Como é que surgiu essa oportunidade?

 

R – Então. Eu também cheguei à Avon pra cumprir um prazo determinado. Fui chamada, porque a Assistente Social de lá, que trabalhava em Interlagos, ela estava grávida, e ela ficaria durante quatro meses fora da empresa. E durante esse período, eles estavam contratando uma pessoa para trabalhar com prazo determinado. E aí, eu fiz alguns testes, passei, fui escolhida. E eu fiquei durante esse período enquanto ela estava afastada, eu desenvolvia as atividades que ela desenvolvia lá na Avon. E aí quando ela retornou do afastamento, do auxílio maternidade, coincidentemente surgiu uma vaga pra trabalhar na Avon de Osasco, no centro de distribuição de Osasco. E a partir daí eu fui efetivada, e trabalhei em Osasco cerca de um ano e meio, dois anos. Aí a coordenadora de Interlagos saiu da empresa, e nesse período eles me chamaram pra cobrir, enquanto não contratava uma outra coordenadora. E estou lá até hoje. Na realidade se passaram dez anos, e aí eu continuei o trabalho que essa coordenadora desenvolvia especificamente em Serviços Sociais, era coordenadora de Serviço Social. E aí com o tempo, eu fui pro lugar dela, e fui tocando o trabalho, desenvolvendo algumas atividades, implementando outras, e fiquei.

 

P/1 – Certo. Você conhecia a Avon antes de começar a trabalhar lá? 

 

R – Já.

 

P/1 – Já conhecia?

 

R – Já. Os produtos da Avon, já conhecia, e como eu moro próximo, então conhecia fisicamente inclusive  os produtos...   

 

P/1 – Certo. E qual foi à primeira impressão que você teve da Avon chegando lá?

  

R – É uma empresa que tem um clima muito legal. Eu particularmente... Você quando entra na Avon, você sente um clima bem descontraído, é bem assim, é muito trabalho, que é desenvolvido, mas é um trabalho que você percebe que as pessoas trabalham descontraídas, bem tem esse sentimento assim... Várias mulheres trabalham com maquiagem, trabalha com beleza, então isso acaba levantando o astral das pessoas, né? E tem o berçário, tem crianças então tudo isso, acaba trazendo, assim uma imagem bem interessante de se trabalhar. As pessoas são bem harmoniosas, né? Eu particularmente me sinto bem, trabalhando lá. E a primeira vez que eu entrei na Avon, eu senti isso. Então acho que foi meio uma paixão á primeira vista. Eu particularmente gosto muito, e eu me sinto muito bem trabalhando lá. E esse sentimento continua não é uma coisa, que foi daquele momento, do momento, né?

P/1 – E você se lembra do seu primeiro dia de trabalho?

 

R – Mais ou menos. Eu lembro que foi assim, a gente se assusta um pouco com relação ao primeiro dia, né? O que vai acontecer, mas eu me senti super bem. No primeiro dia já fui conhecendo as pessoas na área de recursos humanos. É assim, tenho boas lembranças, várias pessoas, porque é um grupo grande, né? Então ficava meio preocupado em saber lembrar o nome das pessoas, porque será que eu vou conseguir lembrar? Mas assim aos poucos com a convivência eu consegui lembrar. Mas foi bem gostoso. Foi um dia bem assim, interessante, tenso e ao mesmo tempo tranqüilo depois, porque eu cheguei uma conclusão de que as coisas iriam bem.

P/1 – Certo. Você já falou um pouquinho, né? Da sua trajetória na Avon. Eu gostaria que retomasse um pouco e falasse das atividades, que você desenvolveu quando você entrou em Osasco, voltou. Conta um pouquinho, por favor.

R – Tá. É bom, quando eu cheguei à Avon foi pra cobrir esse prazo determinado do auxílio maternidade. Então eu desenvolvi atividades relacionadas à área do Serviço Social expletivamente, de atendimentos, e na época era uma área ligada à área de benefícios. Então todas as dúvidas que os funcionários tinham relacionadas ao convênio médico, relacionados aos benefícios da empresa, os atendimentos do serviço social, são atendimentos sociais: o que são atendimentos sociais? É tudo que tem a ver com a vida da pessoa, né? Então por exemplo, elas são atendimentos relacionados à parte financeira, por exemplo, a pessoa tem um problema financeiro, então nós temos uma política específica, que atenda esse funcionário pro empréstimo, por exemplo, social. São problemas de saúde. Então a pessoa não está bem de saúde, então ela precisa de um atendimento, ela vai ser internada, então nós fazemos um acompanhamento. Se precisar de uma visita domiciliar, hospitalar, nós realizamos também. Tem todo um atendimento relacionado á problemas com maridos, filhos, dependência química, tabagismo, a pessoa que quer parar de fumar, a pessoa que está sentindo assim obesa. Então nós tínhamos na época alguns trabalhos relacionados á parte de saúde preventiva. Então tinha um atendimento ao funcionário, que ele continua hoje, mas hoje a gente tem atividades de qualidade de vida, que foram sendo implementados de acordo com algumas ações, com algumas necessidades dos funcionários. É na época também eu não era ainda responsável pelo berçário, eu fazia os atendimentos aos funcionários só. Depois em Osasco eu fiz a implementação do Serviço Social lá em Osasco, que até então não existia uma área específica de atendimento aos funcionários. Então nós realizamos atendimentos como esse que eu comentei, atendimento social, visita domiciliar, visita hospitalar, alguma coisa relacionada à família, aos filhos dos funcionários, eventos. Eu era responsável também pela ginástica laboral. Depois voltando para Interlagos novamente, foi quando eu comecei a assumir mais responsabilidades, então eu era responsável pelo berçário da empresa, então você já tinha um contato maior com funcionárias que tinham os bebês lá no berçário. E aos poucos nós fomos reestruturando a área, ações antigas, por exemplo, de dependência química, nós fomos reestruturando. Nós fizemos uma série de trabalhos com gestores de palestras relacionadas ao que é dependência química? Como identificar um funcionário dependente químico? Uns trabalhos forte também em relação à família desse funcionário, desenvolvem palestras para os familiares dos funcionários, aonde a família do funcionário tinha acessos às informações, e que a empresa tinha uma política para o tratamento do dependente químico. Tabagismo também, um grupo de tabagismo, para aquelas pessoas que queriam parar de fumar, nós implementamos um trabalho específico de grupos, que ele tinha acompanhamento com o médico da empresa. E também nós fazíamos um grupo, como é feito um grupo de “A.A grupos de N.A” de alcoólatras anônimos e narcóticos anônimos. Nós fazíamos também de pessoas que queriam para de fumar. Eventos dentro do berçário, nós temos também uma política de suporte de saúde ao funcionário, que é muito focado a funcionários que tem problemas de HIV positivo, ou de câncer. Então tem todo um acompanhamento com essas pessoas, funcionários e a família também acabam participando desse processo. Então tem uma série de atividades. Em 2004 especificamente nós fizermos um levantamento de todas as ações de qualidade de vida, que nós temos na empresa, e fizemos uma semana de qualidade de vida, onde nós fizemos um mapeamento de todo o perfil de saúde e estilo de vida dos funcionários. Então a partir daí nós mapeamos as quatro unidades. Hoje eu sou responsável por Interlagos e pelo centro de distribuição também. Então em 2004, nós fizermos toda uma reavaliação, uma reestruturação das ações do programa de qualidade de vida, e também tivemos informação do perfil de saúde dos funcionários, e perfil de estilo de vida. E durante toda essa semana, os funcionários fizeram exames de sangue, medição de massa corpórea, peso, altura. Então nós fizemos um cruzamento de informações, e foi emitido um relatório gerencial, aonde nós tivemos um, assim, todo mapeamento da empresa com relação, a saúde do funcionário. E a partir daí nós implementamos um programa chamado Viver Bem. Então dentro desse programa, eu tenho médico que é focado em promoção da saúde. Então ele trabalha com doentes crônicos, diabéticos, hipertenso, obesos, a parte da saúde mental também ele acabava atendendo. Tem uma Nutricionista, que dos atendimentos do médico são encaminhados para essa Nutricionista. Então ela faz todo um acompanhamento desses funcionários relacionados à alimentação. Para as pessoas também que querem perder peso. Aí tem vários motivos pelo o qual as pessoas procuram à Nutricionista, ou porque realmente querem emagrecer, ou porque tem um problema de saúde específico, são obesas, então tem um trabalho com esses funcionários. E tem uma Fisioterapeuta preventiva também, que desenvolve um trabalho específico com os funcionários, especificamente da área de manufatura ou fábrica, ou área administrativa mais operacional, de prevenção de (lordose?). Então tem essa Fisioterapeuta, que atende esses funcionários. E aí eu tenho uma equipe que é de berçário também. Hoje o berçário é terceirizado. Então tem todo um trabalho desde o momento que a mãe, que a funcionária deixa o seu bebê de manhã no berçário, até o momento que ele saí tem toda uma preocupação com o bem estar da criança, com os cuidados com a criança. Então é o cuidado tanto da parte de alimentação, de sono, de atividades pedagógicas, de alimentação. Então nós temos uma equipe dentro desta empresa terceirizada, que atende essa criança, tem uma Nutricionista, uma Pediatra, uma Enfermeira. Então, e uma Coordenadora Pedagógica, Berçaristas, que cuidam dessa criança desde o momento, que ela chega ao berçário, até o momento que ela saí. Ela faz todas as alimentações, aí faz uma atividade pedagógica, brincadeiras. Tem à hora do sono, então tem reuniões com as mães, eventos que são realizados com essas crianças também. Eu sou responsável por essa parte do Serviço Social também, então continuam os atendimentos com os funcionários. Então tudo que tem a ver com o funcionário em si, desde o momento o que tem a ver com ele, com a família dele, com os filhos, nós temos um atendimento, depende muito da situação, entendeu?  Às vezes a pessoa nos procura, porque ela está com um problema financeiro, e esse problema financeiro ele está prejudicando no trabalho. Então nós temos algumas opções a dar a essa funcionária, é um empréstimo consignado, um empréstimo da empresa, verificar como é que estão as contas dela. Repassar uma orientação, passar umas orientações relacionadas às financias. Porque às vezes a pessoa precisa de uma orientação, para que ela possa se livrar das dívidas, ou então administrar o seu orçamento familiar. Então a gente acaba dando algumas opções para ela. Então o empréstimo hoje é uma opção, mais também, não é só isso. Hoje ela tem um empréstimo, e ela também a partir de agora pra não ter mais problemas, ou então pelo ao menos conseguir administrar a sua vida, que ela começa a ter uma orientação melhor, de quanto ela ganha, até quanto ela pode gastar, das despesas que ela tem o que ela pode. Pra também não complicar mais ainda a situação. Então a gente tem assim algumas orientações para dar, relacionada essa parte da administração do orçamento familiar. Às vezes a pessoa nos procura, porque tem um problema de saúde, às vezes ela tem um problema relacionado ao filho, que é um dependente químico, ou o marido que é um dependente químico. Existem várias desde... São situações do funcionário, né? Que tem a ver diretamente com ele ou com a família dele, que isso acaba interferindo no trabalho dele, na produtividade dele. Então nós enquanto área, nós não temos uma ação paternalista, né? Nós temos uma ação de orientação, de conscientização, de orientação ao funcionário, pra que ele busque os caminhos dele. Porque às vezes as pessoas nos procuram, porque ela está completamente perdida. “Pra onde vou”. “Por onde eu posso resolver o meu problema”. Nós então temos algumas indicações de recursos externos também. Algumas necessidades podem ser atendidas por políticas da empresa, mas outras ele precisa de um advogado. Nós encaminhamos pra assessoria jurídica que fica fora da empresa, né? Porque nós temos o departamento jurídico, mas ele não atende funcionário. Então nós encaminhamos, nós fazemos encaminhamento pra recursos, nós chamamos recursos da comunidade, então depende muito do tipo de problema que nos chega né? É violência doméstica, problemas relacionados à saúde do funcionário, ou de dependentes, então depende muito de cada situação. E dependendo da situação nós encaminhamos ou resolvemos internamente. O gestor do funcionário ele é sempre envolvido nesse processo, claro que a gente tem um comprometimento com o funcionário relacionado à confidencialidade, porque às vezes é muito relacionado a um problema de saúde dele, por exemplo, e que ele não quer repassar isso pra outras pessoas, então a gente tem toda essa preocupação também.

 

P/1 – E como é que os funcionários. Todas essas ações que vocês fazem, como é que eles lidam com isso? Eles aceitam? O retorno que vocês têm deles?

 

R – É um retorno assim, eu posso te dizer um retorno positivo. Existem algumas situações, eu não posso dizer que em tudo, a resposta seja: sim eu posso fazer. Às vezes nós negamos um empréstimo, e isso pra ele outra pessoa que precise daquele dinheiro, negar empréstimo com certeza não é legal, né? Porque é o momento, que ele precisa da ajuda da empresa. Mas nós orientamos do porque não, né? Existem situações que realmente a empresa vai poder colaborar, vai poder orientar, vai poder ajudá-lo. Mas existem situações que não, que ele realmente vai ter que resolver por outros caminhos. Então de certa forma nós... Qual que é o nosso objetivo? Atender o funcionário. A gente acaba escutando bastante, porque as pessoas não têm muito assim, espaço pra falar, né? Às vezes a pessoa não tem, e às vezes a gente acaba assim, sendo uma pessoa assim, que escuta. Teve um dia que eu atendi uma funcionária e foi muito interessante.  E é uma situação que sempre lembro né? É uma pessoa que me procurou pra conversar comigo, mas assim era uma pessoa que estava muito angustiada dela com o marido, e ela falava, falava, e eu queria sempre entrar, falar alguma coisa dá alguma opinião, mas ela não deixava eu falar nada, só ela falava. E aí eu sempre querendo entrar, eu sempre querendo entrar e ela sempre falando. E aí chegou um momento, que quando ela chegou a falar comigo, ela chegou com um ar super triste, inclusive estava chorando, super desesperada, e ela foi falando, e aos poucos aquilo foi meio que, sabe aliviada. E teve uma hora que ela falou: “A está bom, obrigada”. “Então tá”. E eu não tinha falado absolutamente nada, e eu achei super estranho. E olhei pra cara dela e falei escuta: “Você não precisa me agradecer, porque eu não fiz nada”. Ela disse: “Não você fez sim, você me ouviu”. Então isso é uma coisa que pra mim marcou muito. Porque às vezes você não precisa fazer nada, né? A pessoa só precisa fala, é quem que vai escutá-la? Pode parecer uma coisa assim, nada a ver O que você está falando? , né? Mas assim, pra pessoa com certeza eu ajudei né? Eu a ouvi de certa forma, ela foi falando e ela mesmo foi concluído coisas, que puxa vida. “Eu devia ter feito coisas”. “Devia ter feito isso”. “Devia ter feito aquilo”. “Mas agora eu vou fazer isso”. “Devia ter feito aquilo”. Então ela mesma falando, ela foi chegando a conclusões, que eram coisas que ela achava: não eu vou conseguir por esse caminho. Entendeu? Então nem sempre você precisa fazer muita coisa pra poder ajudar as pessoas, ou pra colaborar, ou então pra que ela se sinta bem, né? Às vezes você está lá, ouve que foi esta situação que depois eu concluo nossa que rápida né?  O atendimento assim que eu não falei absolutamente nada, e ela mesma saiu. Nossa, se você for perguntar obrigada. Nossa, obrigada por tudo. Mas eu falei, eu não fiz nada, né?  Então foi assim bem interessante. Então é mais ou menos isso. Porque o que nós trabalhamos? A pessoa quando ela entra na Avon, ela entra Elza, né? Eu não entro metade Elza, e a outra metade Maria (risos), né? Eu continuo sendo a Elza Maria, né? Então, a pessoa continua sendo ela mesma, os problemas eles continuam dentro da Avon. E o nosso trabalho, o trabalho da minha área, realmente trazer pro funcionário assim, algumas opções do que ele pode fazer para poder ajudar - lo, pra que ele possa trabalhar tranqüilo, pra que ele possa pensar. A gente trabalha muito com a questão da promoção a saúde, justamente com essa intenção, claro existem pessoas que tem problemas de saúde e que são tratadas, aquelas que têm problemas estão sendo tratados, o convênio está aí, pra isso. Qual que é o nosso objetivo? Prevenir, né? Promover a saúde, então o que eu posso prevenir hoje, pra que futuramente estas pessoas não sejam uma pessoa obesa, pra que não seja uma pessoa sedentária, então a gente acaba trabalhando, estimulando as pessoas, á fazer uma atividade física, a melhorar a sua alimentação, pra que futuramente ele não tenha problemas. Isso tem resultado para o funcionário, especificamente tenha o resultado para a empresa. Não tem como, não dá pra desconciliar, né? Então a gente acaba tendo esse foco. Um foco mais tanto de colaboração, tanto como de produtividade, como de melhoria de qualidade de vida, melhoria da qualidade de trabalho do funcionário. Então o que a empresa pode melhorar em termos de construção de trabalho, pra que o funcionário trabalhe melhor, trabalhe mais contente, mais engajando, mais produtivo, né?  E a família, a vida dele pessoal, não tem como, não dá pra você quebrar isso. Continua, né? Então é uma colaboração.

                                      

 TROCA DE FITA

 

P/1 – Dessas ações que você falou todas. Tem alguma que você tem especial carinho? Que você queira falar um pouquinho sobre ela?

 

R–Bom. Assim de todas as atividades, ações de qualidade de vida. Que eu sou responsável, realmente, a que mais assim tenho admiração, é relacionada mesmo ao berçário, né? Que é assim, de todos os benefícios eu acho que é um dos mais importantes.  Se não o mais importante, né?(risos) porque o berçário ele, de certa forma pra mulher, né? Eu estou pensando enquanto mãe, enquanto funcionária, enquanto responsável. Eu acho que é bem interessante, porque a pessoa mulher hoje, pra você ter um filho você precisa pensar, assim muito, né? Porque a demanda de trabalho é grande, você fica muito tempo fora de casa. A educação, a criação financeiramente falando, né? Pra você escolher ser mãe é uma decisão hoje eu acredito difícil, né?(risos) a não ser que aconteça assim, por acaso. Mas pra você definir quero ou não quero você acaba meio que protelando. “Não o ano que vem o ano que vem” e, por exemplo, para as funcionárias da Avon tanto da área da manufatura, operacional como administração as próprias executivas, eu posso te dizer de certa forma que até no berçário elas acabam. Puxa mais tem o berçário, né? Isso acaba facilitando, porque de certa forma, é quando ela engravida, sabe que quando ela voltar a trabalhar ela vai ter uma estrutura marcada pra ficar com o seu bebê. Porque durante pelo ao menos uns dois anos, ele vai estar ali do lado dela, é que isso dá uma segurança muito grande. Eu que tenho duas filhas, e na época eu não tive essa opção, né? De deixar em berçário da empresa infelizmente, então eu sentia, ficava muito preocupada, ficavam com a minha mãe as meninas, né? Elas ficaram com a minha mãe. Mas de certa forma é um trabalho grande, né? É uma responsabilidade grande. E muitas coisas aconteciam, e eu acabava não acompanhando, né? Por exemplo, quando elas começaram a engatinhar, começaram a falar eu acabei não acompanhando muito isso, né? Minha mãe foi a que sempre, a primeira a ter essa oportunidade. No caso da Avon especificamente, quando a funcionária volta do auxílio maternidade, e o foco do berçário é o aleitamento materno, né? Isso é um grande foco, que eu incentivo aleitamento materno. Então enquanto ela estiver lá, enquanto ela amamentar lá, ela amamenta o seu bebê. E tem também esse lado de você acompanhar o crescimento do bebê. Então ele fica lá que são os dois primeiros anos, que são os mais complicados, em termos de adaptação. Tudo acontece nos primeiros dois anos, né? Ele começa a engatinhar, começa a falar, começa a andar. E hoje eu percebo assim, que as crianças elas saem assim, prontas, né? Pra mãe especificamente pra funcionária é complicado quando ela sai. Mas a criança ela, já saí falando, então se ela for para uma creche, por exemplo, pra uma escolinha. Ela já sabe se defender, ela já fala, ela já está praticamente ali desenvolvida. E fora esse lado do acompanhamento, né? De estar junto. Então por exemplo, quando ela começa a engatinhar as meninas do berçário já ligam pra funcionária. “Oh! Ela engatinhou”. Então você tem essa oportunidade de está indo lá, e eu falei: “Nossa! Que legal!” Entendeu? De acompanhar esse processo. Eu acho que pra a mulher, é muito interessante. E hoje, as funcionárias da empresa da Avon, né? Elas têm essa oportunidade. Fora os cuidados, né? E assim, é muita responsabilidade. Porque você já tem uma responsabilidade com o funcionário, né? Com o filho do funcionário, então é triplicado. Mas vale a pena, porque você tem uma série de trabalhos pedagógicos, que são feitos então você acompanha todo o processo, desenvolvimento da criança. Então tem rodas de histórias, rodas de brincadeiras, rodas de músicas. Então você percebe... Aquela criança de quatro meses ela já está assim, com o olho super arregalado. Olhando prestando atenção. E ela já está aprendendo. Parece que não, mas a criança já está aprendendo, ela já está se desenvolvendo. Então é bem interessante. Então eu me sinto parte disso, faço parte disso. Então é bem legal.

 

P/1 – E como é que é a relação de vocês com o Instituto Avon?

 

R – Nós temos uma relação de parceria com o Instituto Avon. O Instituto Avon ele desenvolve ações para o público externo, né? Muito voltado a públicos externos, revendedoras, as gerentes de setor. É no nosso caso especificamente. Eu sou responsável pelo público interno, então as ações de saúde integral a mulher um exemplo, nós temos uma parceria com o Instituto Avon de desenvolver esse trabalho com as funcionárias da empresa, com as funcionárias da Avon. Esse ano especificamente, nós já realizamos um workshop com a equipe, né? De qualidade de vida, no caso de promoção a saúde. Com a equipe do Instituto Avon. E nós traçamos um plano de trabalho pra esse ano. E o grande objetivo de trabalho realmente é trazer pra funcionária informações relacionadas à prevenção, alcear um pouquinho mais essas informações, trabalhar mais a fundo essas informações com as funcionárias, né? De prevenção, de sexualidade de informações voltadas à mulher, a saúde integral a mulher. Então esse projeto começou esse ano. E nessa semana especificamente nós vamos realizar um treinamento com o pessoal da área de saúde, com os laboratórios médicos pra que eles tenham informações, pra que possam repassar pra essas funcionárias. De prevenção, e de informação com relação à saúde integral da mulher.

 

P/1 – E você pode cita alguns projetos do Instituto que você conheça?

 

R–É de violência doméstica. Que também de certa forma nós desenvolvemos, nós trabalhamos, nós atendemos essa demanda. Algumas situações relacionadas a isso. Às vezes a própria funcionária conhece alguém, que foi e que sofreu alguma violência por parte do marido, ou até mesmo alguma situação da própria funcionária. Então nós encaminhamos pra recursos fora. Hoje é a Eliana de________ que nós encaminhamos e que desenvolve assim, um trabalho de orientação de acompanhamento a essas mulheres.

 

P/1 – Certo. Você se lembra de mais algum?

 

R – Da prevenção do câncer de mama. Que isso também de certa forma é um trabalho que nós realizamos com as funcionárias. Então nós temos uma política específica interna da Avon. Que é uma política de suporte da saúde do funcionário, e que dentro dessa política as funcionárias ou funcionários, no caso funcionárias, né? Que tem problemas de câncer de mama. Nós temos também todo um trabalho de acompanhamento, de visitas, de contato com as funcionárias. Se precisar de uma ajuda para algum procedimento que não tenha cobertura pelo convênio, ou medicamentos que não são distribuídos pela rede pública, e que ela necessita para um tratamento específico. A Avon tem toda uma política pra poder atender essas funcionárias. Então a gente aproveita o ensejo, também pra falar do câncer de mama isso é falado também. Com essa parceria com o Instituto Avon da saúde integral da mulher, a intenção é acirrar cada vez mais essas informações de prevenção no ambulatório médico, porque o laboratório ele é um ponto de entrada, para os funcionários que estão chegando, para as funcionárias que são admitidas. Anualmente elas passam por lá pra fazer o periódico. Eventualmente elas passam com consulta com a Ginecologista, porque nós temos uma ginecologista que atende as funcionárias também e o foco dela é prevenção. Então essa parceria com o Instituto Avon é fundamental pra que o nosso trabalho também internamente funcione, né? Então a gente aproveita o material, que o Instituto Avon concede tanto pra os profissionais, quanto para as funcionárias, e essa parceria específica do programa Saúde integral á mulher tem um planejamento assim, pra poder desenvolver atividades para esse ano, né? Então esse primeiro Workshop foi justamente para aliar as informações, pra ter mais informações sobre o programa. E a partir daí nós estabelecemos um plano de ação, então tem uma série de ações previstas pra esse ano. Uma das ações acontece agora como eu comentei, desse treinamento com ambulatório médico. Futuramente vamos fazer um mapeamento de todas as mulheres, né? Na faixa etária acima de 40 anos e mapear se fez o papanicolau, e fez a mamografia, ou não. Então a gente vai fazer tipo um controle mais rígido pra saber, em que ponto a gente precisa trabalhar. Trabalhar bastante com a questão de conscientização de informações e orientação á mulher.

 

P/1 – Certo. Elza fala pra mim é... Principais desafios que você enfrenta na Avon?

 

R – Desafios? Eu acho que um dos desafios. É mudança de estilo de vida, é uma coisa que pra as pessoas é difícil, né? Você mudar o tipo da alimentação que ela tem ela desenvolver uma atividade física. Até para nós que trabalhamos, é difícil. Então por isso que eu comento pra mudar um pouquinho isso, pra que as pessoas tenham mais cuidado com a sua saúde. São difíceis hábitos alimentares, por exemplo, tomar água, que são coisas simples, mas que as pessoas não mudam, acaba não tendo essa mudança de hábito, né? Esse é um super desafio. É Um outro desafio é o reconhecimento de uma área estratégica, né? Eu acho da área de saúde ser uma área de estratégica pra a empresa, aos poucos a gente tá conseguindo trazer isso pra empresa como sendo um ponto importante.   Porque não adianta nada a pessoa ter uma série de questões relacionadas ao trabalho, fazer uma série de coisas. Se ela especificamente não está bem de saúde. Então nós precisamos primeiro cuidar da saúde dela, e prevenir pra que ela continue bem, pra que ela possa se desenvolver bem em termos de trabalho, fazer uma faculdade, se desenvolver profissionalmente, né? Aos poucos a gente está trazendo essa área de qualidade de vida, sendo também uma área estratégica de recursos humanos e também dentro a empresa.

 

P/1 – E quais são as alegrias que você presencia lá na Avon?

 

R - Ah! São várias. A gente tem assim, um trabalho bem assim interessante, com as crianças do berçário, isso é uma das alegrias que a gente tem. Com as mães, com os funcionários que retornam pra nós, dizendo que conseguiram resolver problemas que até então, eles achavam que não iriam conseguir, ou sozinhos, ou se não tivesse tido, por exemplo, uma orientação nossa. Ou não só isso, às vezes a própria pessoa chega a próprias conclusões, aquilo que eu comentei de um papo que você teve, de alguma conversa que você teve tem atendimento. Então ela mesma chega a algumas conclusões.  Das relações com as pessoas, da integração das pessoas, da amizade. É nós trabalhamos bastante, mais assim é um trabalho, que você percebe que dá resultado, que você vai atrás, que as pessoas te ouvem, é do trabalho em equipe que existe. Então eu particularmente, eu gosto bastante do clima, acho que é um clima agradável de trabalhar.

 

P/1 – E o que você considera a sua principal realização na Avon?

 

R – Minha principal realização? Olha, eu já tive alguns reconhecimentos de trabalhos que foram feitos. Eu acho que isso que é reconhecimento. Não só dos gestores, do meu gestor da época, mais do reconhecimento do próprio funcionário, né? Dos trabalhos que são realizados, das outras áreas do reconhecimento de outras áreas. Por que isso é continuo. Você trabalha com o objetivo de uma série de coisas, e entre eles eu acho que o reconhecimento é um dos seus grandes objetivos, que as pessoas reconheçam o seu trabalho. Então eu particularmente me sinto reconhecida, ou muitas vezes pelos gestores, pelas as áreas que trabalham comigo, pela equipe, pelos próprios funcionários. Então isso pra mim é bem importante.

 

P/1 – Então fala pra mim um pouquinho agora da equipe. Ela é formada por quais pessoas? Quem? E como é que é a relação entre vocês?

 

R–Eu tenho uma equipe em cada unidade, às vezes é uma equipe de uma (risos) mais assim, aqui em Interlagos tem uma pessoa que trabalha comigo há muito anos que é a Meire, já há praticamente 10 anos juntas aí. É tem a Denise que trabalha comigo também, e a Camile que é estagiária de Serviço Social. E isso são pessoas que são efetivas. E eu tenho vários prestadores de serviços que são do programa Viver Bem. Então tem uma Nutricionista que é da RG Nutri. Tem o médico que a promoção da saúde que é o Doutor Roberto Tunalla. Tem a Érika que é uma Fisioterapeuta, que também é prestadora de serviço. Tem uma empresa que desenvolve ginástica laboral, é uma prestadora de serviço. Então são vários prestadores de serviços que desenvolvem trabalhos específicos da minha área.  E eu tenho uma pessoa que fica em Osasco que é a Paula também, é uma prestadora de serviço, uma Assistente Social, que trabalha e que atende os funcionários de lá. Em Fortaleza é a Keila Santos. e na Bahia Tatiana Costa. São duas Assistentes Sociais também, que desenvolve o trabalho que eu desenvolvo aqui. Então elas que atuam no centro de distribuição. É uma relação assim bem legal. Assim, a Meire especificamente é uma pessoa que trabalha comigo há muitos anos, então ela já conhece a Avon também, ela trabalhou na área de Call Center, de atendimento ela era funcionária da Avon depois ela pediu demissão pra ser, estagiária de Serviço Social. Ela estagiou comigo durante dois anos, depois ela saiu. Ficou como prestadora de serviço, saiu e voltou depois como prestadora de serviço. E depois de alguns anos ela foi efetivada. Então a gente assim, uma relação assim de muitos anos de trabalho, de muitas conquistas, de muitas coisas que deram certo outras que não deram tão certo. Mas que foi assim bastante sucesso.

 

P/1 – E em sua opinião, o que a Avon representa para os funcionários?

 

R–Pergunta difícil (risos) bem ampla, né? Eu acho que ela representa uma empresa preocupada. Eu vejo assim a Avon uma empresa voltada pra a mulher, voltada para a saúde da mulher. Representa algo de muito responsabilidade. Eu vejo a avon como uma empresa assim, muito preocupada, em todos os níveis, né? Com o negócio da Avon, preocupada com os funcionários, preocupada com o engajamento dos funcionários. Ela desenvolve ações específicas para isso, acho que pra atender realmente cada vez mais, que as pessoas sejam mais engajadas, que elas trabalhem bem, que sejam produtivas. Então eu acho que tem essa relação. Relação de confiança. Eu vejo uma relação de confiança. Bem grande.

 

P/1 – E você pode nos contar um caso engraçado que você tem na memória? Algum caso pitoresco, que você se lembre?       

 

R – Pitoresco? Na Avon especificamente?   

 

P/1 – É.

 

R–  Uma pausa.

 

P/1 – Se você não se lembrar não tem problema.

 

Assim de supetão? Pitoresco? (pausa)

      

P/1 – Então a gente volta então?

 

P/1 – Fala pra mim. Você é casada?

 

R–Casada.

 

P/1 – E o nome do seu marido qual que é?

 

R–  Abisalão Bezerra Neto.

 

P/1 – E você o conheceu como?

 

R–  Na realidade ele era o meu vizinho.  Ele morava perto da minha casa, então nós nos conhecemos assim, meio que passando né?... Primeira vez que ele me viu na realidade, foi dentro de um ônibus. E aí ele olhou onde eu ia parar, e eu parei na minha casa, e ele descobriu que eu era vizinha dele. E, aí foi quando tudo começou, ele tentou se aproximar, a gente começou a conversar. Acho que depois de uns três meses, quatro meses, ele me pediu em namoro. Nós namoramos durante uns oito anos, casamos. Noivamos e casamos. Ele foi o meu primeiro namorado. E eu estou casada há 20 anos. E eu o conheço há 28 anos.

 

P/1 – E tem filhos?

 

R–Duas filhas.

 

P/1 – Duas filhas.

 

R– Uma de 15 anos e a outra de 17 anos. Carolina de 15 e a Mariana de 17.

 

P/1 – E fala pra mim um pouquinho do que você gosta de fazer na sua hora de lazer?

 

R–  Olha, eu curto muito ficar com a minha família. Então praticamente tudo que faço no final de semana é com o meu marido, é com as minhas filhas. Então a gente assim, não tem muita programação do que fazer. Às vezes a gente saí de manhã no sábado. E sai, e sei lá, um dia chegamos até Limeira pra almoçar. Então a gente não tem muita programação do que fazer, né? Então a gente pega o carro saí, vai almoçar fora, vai ao parque do Ibirapuera, vai ao cinema, no shopping, vai jogar tênis, vai jogar boliche. Então a gente meio que as coisas são feitas juntas. Eu gosto bastante de estar com eles, de sair bastante. Hoje minhas filhas já, uma praticamente namora. Então assim, isso permanece né? De a gente estar saindo, ela saí à noite. Então a gente saí durante o dia, mas sempre juntos. Não tem essa. Toma sorvete, às vezes coisas assim, sabe? Super simples, mas que pra nós é bem gostoso. Na realidade a gente também torce pelo o time do Santos. Na realidade meu marido é Santista, e acabou levando as filhas, e no caso eu pra curtir essa questão de ser torcedora do Santos. Então eu gosto bastante, então a gente vai pro estádio, vai pra vila Belmiro de final de semana. Às vezes ele ganha às vezes ele perde né? (risos) então é bem gostoso esse ritmo de ir para a praia, porque como fica em Santos a gente aproveita o ensejo, passeia na praia, almoçar por lá, e depois assisti ao jogo, e depois sobe. Ou faça o contrário, assisti ao jogo, jantar e sobe. Enfim, é uma forma de você também curtir alguma coisa diferente.  E viajar também, a gente acaba viajando bastante no fim de semana.

 

P/1 – Gostoso.

      

R–E viajar também, a gente acaba viajando bastante no fim de semana.

 

P/1 – É Elza eu queria fala mais um pouquinho da Avon. Qual que é a relação, à importância da Avon e a venda direta?  A venda de porta em porta? Né?

 

R–A importância?

 

P/1 – É.

 

R–Para as mulheres super importantes, né? Para as vendedoras é uma forma de elas conseguirem realizar praticamente todos os seus sonhos, né? A gente ouve histórias de revendedoras de alguns depoimentos, que é assim bem emocionante. Que conquistaram uma série de coisas, vendendo os produtos da Avon. Então tem histórias de revendedoras que formaram os seus filhos em faculdades. E são histórias realmente, só a mulher e os filhos, né? Então eu acho isso uma contribuição pra sociedade incrível, se você for pensar em termos de responsabilidade social. Eu posso te dizer que a Avon são mais de um milhão de revendedoras aquelas que foram cadastradas, fora aquelas que não são cadastradas. Você acaba não tendo muito, você sabe do oficial, né? Mas o quanto as pessoas depende dessas vendas, o quanto a Avon realiza sonhos, o quanto ela dá oportunidades pra mulher especificamente. Hoje tem alguns homens que são revendedores, mais a grande maioria são mulheres. E mulheres assim, de muita raça, de muita força, que conseguiram assim, coisas que você for pensar hoje, muitas não conseguem trabalhando em outras empresas, por exemplo. São pessoas que amam a empresa, né? Não são funcionárias da empresa, mais amam a empresa. Tem uma dedicação especial para Avon, então aquilo pra ela de estar vendendo os produtos da Avon... É uma coisa assim: sou eu vendendo... É meu né? É bem interessante. Das conquistas que as pessoas conseguem né? De comprar casa, de comprar carro. É principalmente da formação dos filhos, que isso para pai e para mãe é fundamental, você conseguir chegar ao ponto de... “Nossa formei meu filho”. “Ele se formou, está trabalhando”. Então isso é super compensador.

 

P/1 – E como é que você vê essa posição da Avon de inserir a mulher no mercado de trabalho?  Ela é meia que pioneira nisso? Né?

 

R–Super. Nossa muito interessante. Eu acho que ela é mesma uma das responsáveis pelo desenvolvimento da mulher mesmo. Por ela estar onde está hoje. De coisas boas realmente. De trazer pra mulher essa oportunidade, que muitas realmente não têm, tem uma série de coisas pra fazer em casa. E você consegue fazer realmente essa série de coisas, e vendendo os produtos da Avon. Então, é essa oportunidade que a Avon dá né? Não precisa necessariamente bater cartão, né? Pra poder vender os produtos. Você pode em uma hora ou outra, né? Enquanto você leva o seu filho na escola e você volta. Nesse meio tempo você já pode vender os produtos da Avon. Então qualquer momento você pode vender os produtos da Avon. Essa é a facilidade, né? Então isso é importantíssimo a partir disso você busca e encontra uma série de oportunidades.  

 

P/1 – Como é que você avalia o alcance dos produtos da Avon? No Brasil inteiro, né? Falando de Brasil, né? Como é que você vê isso? Uma pessoa lá no Amazonas usando um produto Avon? 

 

R–É incrível. A logística disso é pra quem conhece o centro de distribuição de Osasco. Só de você olhar aquele centro. No momento que você vê o centro assim, de cima pra baixo. Aquelas caixas indo de um lado pro outro. E aí você nossa é interessante à forma como isso chega pra cidades, né? Do Brasil como um todo, né? Isso é muito interessante, porque não tem erro, né? A forma como as caixas, como estão sendo distribuídas, aonde chega esses produtos. Que muitos chegam de canoa. É assim, de transportes, que você nunca imagina. Correio nem passa por lá, né? Tem lugares no Brasil, que não passa nem correio, mais chega os produtos da Avon, né? Como é que você explica isso. Então é uma logística muito interessante, né?  E é um acesso realmente aos produtos. Os produtos de qualidade, de um preço super bom. Então que realmente você favorece as pessoas de todas as classes sociais, né? A, B, C, D, E. Todas podem comprar né?

 

P/1 – Certo. Na sua opinião qual que é a importância da Avon, pra a história dos cosméticos? Contribuição dela?

 

R – Cada vez mais. Eu acho que a Avon ela tem crescido muito, hoje ela é reconhecida em todo o mundo. E a gente tem percebido que assim, tecnologia super avançada, fragrâncias. Eu acho que a área de flagrância teve uma evolução muito grande, recentemente foi, né? Uma das fragrâncias da Avon ganhou um prêmio. Na Cros? Agora eu não lembro. Mais ele ganhou um prêmio de melhor fragrância, é bem interessante porque, acho que um dos pontos que precisam ser melhorados com relação aos produtos da Avon eram as fragrâncias. E hoje cada vez mais você percebe que as pessoas têm comprado não só os cosméticos, né? Porque a parte da maquiagem eu considero assim super boa, né? Tecnologia super interessante, os produtos de primeira qualidade. E agora cada vez mais as pessoas têm interesse, inclusive de pessoas que eu conheço que tem realmente comentado das fragrâncias da Avon, que tem mudado que hoje ela compra uma fragrância da Avon. Então isso é interessante, porque ela começa também a abrir um mercado pra flagrância, por exemplo. Então cada vez mais abrindo mercados e a tendência é cada vez aumentar mais.

 

P/1 – É. Fala pra mim quais aprendizados de vida você tirou desses 10 anos aí de Avon?

 

R – Eu acho que assim, é vário, né? De aprendizado, da importância de você confiar nas pessoas, da integridade, da ética. Acho que isso pra mim importantíssimo.  São pontos que eu acho que a Avon ela é muito forte. Eticamente falando a integridade, a responsabilidade dela perante essas revendedoras. Que eu considero assim, super importante, porque muitas pessoas, muitas famílias dependem realmente da revenda dos produtos da Avon. E ela é responsável por isso, e ela cada vez mais está contribuído pra melhorar as condições financeiras das pessoas. Realmente atingindo sonhos, né?  Eu acho que isso é uma das coisas que eu mais admiro.

 

P/1 – Bom. A Avon está completando 50 anos, né? O que você acha dela está resgatando a memória dela através desse projeto aqui?

 

R–Nossa muito interessante. Eu me sinto assim, super lisonjeada de ter sido escolhida para participar desse processo muito interessante, porque todas as pessoas que participarão dessas entrevistas, desse depoimento com certeza elas tem muita coisa pra contar, né? Do que já aconteceu, de experiências que tiveram. De resgatar realmente a memória da Avon. Então assim muito interessante. Isso Realmente vai perpetuar os que estão na Avon, pra conhecer, pra saber mais detalhes. É resgatar realmente uma história. Então achei uma idéia assim muito interessante. Muito obrigada inclusive.

 

P/1 – Você gostou então de ter participado?

 

R–Gostei (risos). Gostei de ser convidada, gostei de participar e me sinto assim super reconhecida, né? Pelo trabalho, pelo o meu trabalho, né? Reconhecida enquanto pessoa também. Acho que quem lembrou do meu nome (risos), né? Eu achei muito interessante. Muito obrigada mesmo.

 

P/1 – Então a Avon o Museu da Pessoa agradece bastante a sua participação. Muito obrigada.

R–Obrigada vocês.  

 

FINAL DE ENTREVISTA




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