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História

As Olimpíadas do BNDES

História de: Maria Elizabeth Teixeira de Mello Stussi Neves
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 19/10/2018

Sinopse

Maria Elizabeth conta para o Museu da Pessoa um pouco sobre sua trajetória no BNDES, que se iniciou em 1979 como estagiária de economia. Comenta um pouco sobre projetos marcantes e fala principalmente de um evento memorável que acontecia no Banco: As Olimpíadas do BNDES, que eram realizadas para promover a integração de todos os funcionários. Maria explica também os apelidos que são dados às diferentes gerações de funcionários: Frescarinis, Tostines e Genéricos.

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História completa

P/1 - Bom dia, por favor, qual é o seu nome, o local e a data de nascimento?

 

R - Maria Elizabeth Stussi Neves e eu nasci em Maceió, Alagoas, em 23 de maio de 1957.

 

P/1 - Quando e como se deu o seu ingresso no BNDES?

 

R - Eu entrei como estagiária aqui, em final de 79, estagiária de economia na antiga Fibase [Insumos Básicos S.A. Financiamento e Participações], que era uma das subsidiárias...  Tinha a Fibase, Ibrasa [Investimentos Brasileiros S.A] e Embramec [Mecânica Brasileira S.A] que se fundiram na BNDESPAR, na década de 80. Daí eu fiquei aqui um ano e meio, saí e trabalhei na (expo?), e voltei no final de 82, como técnica, e desde então nunca mais saí. Estou aqui direto.

 

P/1 - Quais são as atribuições de sua área agora?

 

R - Agora eu estou na assessoria da renda fixa, né? Agora eu estou na assessoria da renda fixa que foi uma reestruturação, né, de todo o ano passado, tiveram várias alterações aqui na organização interna do banco e lá é o financiamento tradicional do Banco, o Finem, operações diretas e indiretas com agentes, e aí eu assessoro o presidente dessa área, Valim Vasconcelos.

 

P/1 - Quais os projetos, conta então um projeto que você participou e que considera interessante, importante, porque como você é assessora, você já participou de várias coisas, conta então um projeto do qual você participou e que você se envolveu mais.

 

R - Eu participei um pouco de Marlim, né, mas foi quando eu estava ainda na assessoria, ainda na antiga BNDESPAR.

 

P/1 - Não tem problema. E o que era esse projeto da Marlim?

 

R - O projeto de petróleo envolvendo a Petrobrás para novos poços. A descoberta de novos poços de petróleo na Bacia de Campos foi um projeto importante, e bom também, para a economia do país assim nessa parte de energia.

 

P/1 - O que aconteceu? O BNDES emprestou dinheiro para a Petrobrás?

Subsidiou a Petrobrás?

 

R - Não, entrou em parceria com a Petrobrás. Foi uma... eles criaram uma sociedade de propósito específico para isso, que seria a companhia Marlim, porque a Petrobrás não pode se envolver assim diretamente, tem que entrar como eles chamam, de offshore no balanço. A Petrobrás tem que entrar offshore nesse tipo de apoio. E foi um projeto que deu resultado a BNDESPAR, obteve bons resultados com isso e lucrou com esse projeto. E agora a gente, enfim, eu participo não exatamente diretamente dos projetos, porque eu não estou mais na parte de análises de projeto. Na assessoria a gente participa de reuniões, participa de leitura de relatórios, não exatamente da confecção de um relatório de análise.

 

P/1 - Então conta para mim uma lembrança marcante do seu dia-a-dia no BNDES, uma história engraçada, alguma coisa que te marcou nesse tempo do BNDES. Quanto tempo você trabalha aqui?  

 

R - Se contar o tempo de estágio, 22 anos.

 

P/1 - Tem muito chão, vamos lá.

 

R - Não. O que eu tinha até conversado com você naquele dia, né, é que eu gostaria de dar um depoimento, seria assim, sobre as Olimpíadas que tinha antigamente até o final da década de 80, assim, início de 90. O BNDES promovia entrevista a cada dois anos pro sistema inteiro, então isso era uma forma de promover a integração do sistema como um todo, você fazer novas amizades. Tiveram algumas olimpíadas externas também envolvendo a Petrobrás, o Banco do Brasil, a gente levava o nome do BNDES para fora nessa parte esportiva. E a Olimpíada interna foi muito boa porque tinha um pessoal que participava como atleta; na época eu era atleta, uma das atletas, mas tinha o pessoal também da torcida, então você tinha uma união, assim, uma coisa bem holística do banco, como um todo, que se mobilizava neste mês em que aconteciam as olimpíadas. Então, isso eu achei que foi uma pena, porque então, depois disso, na década de 90 e final de 90, que já tiveram mais dois concursos com a geração dos Tostines, Frescarini e agora com a geração dos Genéricos, que estão entrando agora.

 

P/1 - Genéricos? Como assim?

 

R - É porque desde o concurso de 1992 que foi dos Frescarini, eles apelidaram de Frescarini. Eu não sei da onde vêm esse apelidos, são todos muito engraçados. Os Frescarini é porque a nossa geração já está ficando nos ‘enta’ e quando Frescarinis chegaram aqui, em 92, com vinte e poucos anos, eles deram uma renovada aqui; o pessoal falou que eles eram Frescarini porque é aquela massa que é sempre fresquinha. No concurso de 97/98 já foi outra geração, dos Tostines, e deram esse apelido porque disseram que, que é melhor o Tostine porque está sempre fresquinho, como aquela marca de biscoito, e agora os genéricos; eu achei realmente o apelido mais engraçado, porque disseram que são genéricos porque têm o mesmo efeito, fazem o mesmo trabalho, mas se paga muito menos porque eles só trabalham seis horas; então, têm um salário um pouquinho diferenciado. Enfim, o Banco é todo assim, muito alegre, mas eles não participaram. Disso, né, eu acho que eles podiam estar se mobilizando e pedir a volta das Olimpíadas no sistema, acho que seria saudável para todo o mundo.

 

P/1 - E destas Olimpíadas, você ganhou alguma medalha?

 

R - Ganhei, ganhei medalha de salto em altura, salto em distância, medalha de vôlei, né?

 

P/1 - Então você era ativa nas Olimpíadas?

 

R - Era bem ativa.

 

P/1 - E tem alguma história da Olimpíada marcante? Alguma coisa que você queira falar?

 

R - Não... é... só até que quem fazia parte da torcida organizada é o nosso colega que está agora no governo do Espírito Santo, que foi prefeito de Vitória, que é o Luiz Paulo Vellozo Lucas; ele participava, agitava e tocava bumbo na época para organizar a torcida; a torcida era tão organizada e ele fazia isso, e depois ele também promovia aquela banda, saía lá de Ipanema, no carnaval, Simpatia é Quase Amor, pessoal muito animado. Tivemos também pessoas ilustres fazendo parte da Olimpíada das torcidas.

 

P/1 - E o que é o BNDES hoje para você?

 

R - Ah, ele é a minha vida inteira, quase uma grande família, isso é mesmo, eu fiz grandes amizades aqui.

 

P/1 - E o que você acha de ter participado desta entrevista e contribuído com projeto de 50 anos do BNDES?

 

R - Eu gostei muito; uma experiência interessante, nunca tinha sido entrevistada.

 

P/1 - Você se saiu muito bem. Obrigada.

 

R - Obrigada.

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