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As noites no Cangaceiro

História de: Helena de Lima
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 10/06/2016

Sinopse

Nesta entrevista, Helena de Lima falou sobre seus dias na escola, como ela era e como começou a cantar em público, em eventos e na Rádio Nacional, no programa Guri. Nos contou sobre sua vida no Rio de Janeiro e de seu percurso musical na boate “O Cangaceiro”, no qual cantou por tantos anos, assim como em festas, jantares e outras boates, como a “Acapulco”. Relembrou canções que interpretou, por exemplo: “Estão voltando as flores”, de Paulo Soledade e outros, Lupicínio Rodrigues, Johnny Alf. Além disso, nos disse um pouco sobre como vê a vida, seus amigos, familiares e também sobre sua nova residência, o Retiro dos Artistas, onde mora há cinco anos. Por fim, falou de seus discos, shows, de como gerenciava-os, e que sonhos ainda tem.

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História completa

Eu me chamo Helena de Lima, nasci na cidade do Rio de Janeiro em 17 de maio de 1926. Meus pais se chamam Alfredo Vitor de Lima, que era garçom, minha mãe Maria Francisca de Lima era dona de casa. Junto com meu irmão mais velho, Alberto Vitor de Lima, morávamos na rua do Catete e estudei no Colégio Deodoro nas proximidades. Tínhamos uma casa boa e confortável. Brincávamos, eu e meus amigos,  de jogar bola, peteca e de esconder por lá. Fiz a Primeira Comunhão nessa época e sempre ao acordar ouvíamos música popular brasileira, samba, marchinhas. Sempre quando tinha festa de encerramento de ano no Colégio Deodoro, por ser extrovertida, era chamada para cantar. Tenho boas lembranças do Colégio, tanto dos colegas e amigos, quanto das briguinhas.

 

Comecei a cantar profissionalmente depois de algum tempo. Era sempre convidada a cantar na Rádio Nacional, no Programa Guri. Cantava muito “Cidade Mravilhosa”. Depois comecei a cantar todos os dias na boate “O Cangaceiro”, ali na rua Fernando Mendes. O público de adultos era principalmente composto por amigos. Eles chegavam para conversar, jantar e toda semana me apresentava lá.  Além dessa, também me apresentava na boate “Acapulco”.

 

Sempre tomei conta dos meus shows, agendamentos, cachê, etc. Gravei discos, como “Uma noite no Cangaceiro”, “Outra noite no Cangaceiro”, “Estão voltando as flores”. Foram uns dez discos e sempre tinha um dinheirinho.

 

Eu era amiga de Dolores Duran, uma ótima cantora, assim como de Paulo Soledade, Lupicínio Rodrigues, Johnny Alf, dos quais interpretei algumas músicas. Hoje moro há cinco anos no Retiro dos artistas, que é um lugar muito aprazível, calmo e agradável. Todos aqui são pessoas amigas, que se estimam, conversam e se lembrar que a vida continua. Aqui é um lugar pequeno, mas que tem um palquinho, onde já até cantei. Mas poderia haver mais festas, atividade. 

 

Meu sonho hoje é primeiro, a saúde, a família, a alegria de viver, os amigos, que é patrimônio. Esses, sim, são os melhores sonhos da vida da gente.

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