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História de: Cesar Aceti Lenz Cesar
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 02/03/2009

Sinopse

Cesar Aceti nasceu em 1953, em Niterói – Rio de Janeiro. Por lá se criou, mas numa Niterói bucólica, interiorana, ruas de terra que finalizavam em cachoeiras. Uma Niterói antes da ponte, sem quase violência. Estudou em escola pública e particular, passou para a Fluminense – Engenharia, curso que abandonou. Ingressou no Banco do Brasil. Tomou posse em Carinhanha, interior do interior da Bahia. Uma gostosa aventura que durou um ano e quatro meses. Aí assumiu no Rio e, algum tempo depois, desembarcava em Brasília. Guarda com imensa satisfação e enorme carinho os anos que passou na Fundação. Foi o período em que mais realizou, mais cresceu, mais aprendeu. Sensibilizou-se com a oportunidade de atuar como atividade-meio – dando suporte, através de procedimentos administrativos, aos serviços de atividades-fim. Leia-se, projetos sociais. Ou seja, trabalho do Banco em prol de populações carentes.

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História completa

Sou natural de Niterói, Rio de Janeiro, onde nasci em 29 de março de 1953. Fui batizado Cesar Aceti Lens Cesar e me criei num lugar meio roça, meio provinciano, que era Niterói antes da ponte (Ponte Rio-Niterói), com muitas ruas de terra e cachoeira em final de rua. Minha infância, eu a passei brincando na rua, brincando no morro, que o morro, a favela, naquela época, era lugar de gente pobre, mas ainda não havia sido invadida pela violência. Que veio, principalmente, com a ponte. E na Niterói daquele tempo havia galinhas, patos e porcos, assim como muitas árvores frutíferas nos quintais. Cercas no lugar de muros.

 

Estudei em Jardim de Infância público, alfabetizei-me em escolinha de bairro. Em seguida, frequentei escola pública que, na época, tinha outra qualidade, e, posteriormente, fui para o Colégio Salesiano. Na sequência, prestei vestibular na Universidade Federal Fluminense. Só que, no fundo, me identificava mais com Arquitetura, fui fazer Engenharia, e o resultado é que abandonei o curso a um ano e meio de seu término.

 

Já casado, prestei concurso para o Banco do Brasil. Indicaram-me para assumir no interiorzão da Bahia, um município a mais de mil quilômetros de Salvador, chamado Carinhanha. Apesar da distância, reagi muito positivamente porque sabia que ali estava a minha oportunidade, a minha estabilidade profissional, a minha segurança financeira. E com tais perspectivas, fui viver a grande aventura que significou o meu deslocamento até Carinhanha. Um mês depois, minha esposa reuniu-se a mim lá, e até que nos adaptamos bem à rotina da cidade de interior: o passeio na pracinha, o sorvete do fim de tarde, os doces caseiros, o rádio de pilha e o papagaio. Mas, realmente, a viagem até lá foi memorável. Avião até Salvador; ônibus passando por dentro de fazendas, de tempos em tempos alguém entrava com galinha, por fim descendo no ponto errado e o restante da viagem à base de carona.

 

E, na verdade, eu estava achando tudo lindo… Eu me apaixonei pelo sertão. E aí, aquele sol começou a se pôr, aquele dourado parecia ouro, assim, embaixo de uma fumacinha branca, e só os cactos e os mandacarus, e tudo seco. 

 

Permaneci um ano e quatro meses em Carinhanha. Comecei escriturário, passei a Caixa. Voltei para o Rio, também Caixa, na agência Cinelândia. Um ano e dois meses. Aí, surgiu a oportunidade de ir para a área administrativa e eu fui preparar a transferência – para Brasília – do Departamento de Administração do Patrimônio Imobiliário. Trabalhei algum tempo no setor de controle de custos e inscrevi-me para o concurso interno de programador, alcançando o primeiro lugar. A minha adaptação à Capital Federal foi plena. Aqui, inclusive, voltei à Universidade. Também no plano acadêmico resolvi investir na carreira: fiz Ciências Contábeis. Mas em 1995, eu finalmente cheguei à Fundação Banco do Brasil. Dela, de início, eu só tive uma visão administrativa. Porém, mal ingressei na mesma e surgiu toda aquela mudança em relação ao Banco do Brasil e seu quadro funcional.

 

… O Banco tinha que cortar o cordão umbilical com os funcionários, e a relação maternal que então existia.

 

O Banco criou o PDV e fez uma série de reestruturações. Foram mudanças radicais, como aliás era o objetivo da administração. E em meio à severidade das medidas, sobrou de bom a união dos funcionários.

 

A Fundação levou um tempo para cicatrizar. Apagar, não vai apagar nunca.

 

Só que, de fato, essas mudanças precisavam acontecer. Elas melhoraram a Fundação como instituição, dinamizaram-na, evidenciaram sua utilidade social. E lá na Fundação, eu comecei na menor das Comissões e cheguei à Assessoria. Procurei, no entanto, manter-me durante a maior parte do tempo na área administrativa, aquela com a qual eu sempre tive maior afinidade. Ainda que fosse área-meio, atividade-meio, isto é, área que dava apoio para o funcionamento das áreas-fim, aquelas que lidavam, diretamente, com os projetos sociais. Avalio a minha trajetória na Fundação como de constante ascensão profissional, período em que aprendi muito. Muito mesmo. 

 

A Fundação está em meu coração… Tudo o que aconteceu - os sofrimentos e as alegrias - tudo foi um imenso aprendizado.

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