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Ana Paula Tasinaffo de Mello: Paula Modas

História de: Ana Paula Tasinaffo de Mello
Autor:
Publicado em: 06/05/2021

Sinopse

Ana Paula Tasinaffo de Mello nasceu em 8 de abril de 1969 na cidade de Rio Preto – SP. Seus avós possuem ascendência italiana. Sua mãe trabalhava em uma chapelaria e seu pai era um chofer de praça. Posteriormente ambos iniciaram no ramo do comércio em uma feira. Ana Paula fez o magistério e posteriormente cursou pedagogia. Ela morou com o marido e filhos na Coréia do Sul por um período. Hoje o Modas Paula é administrado por ela. Está tendo oportunidade de vender em um e-commerce. Possui um filho e uma filha, o Leandro e a Lívia. 

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História completa

Meu nome é Ana Paula Tasinaffo de Mello. Nasci em 8 de abril de 1969, em Ribeirão Preto. Meu pai é Paulo Sebastião Tasinaffo. E a minha mãe, Nelza Aparecida Ferri Tasinaffo. Eu sou descendente de italianos dos dois lados. Os dois vieram da Itália. A minha avó, por parte do meu pai, nasceu aqui em Batatais. Da parte da minha mãe, meus parentes vieram da Itália, mas os meus avós nasceram em Cravinhos. Então, todos somos descendentes 100% de italiano. Eles vieram para trabalhar em fazendas.

        A minha mãe trabalhava na Chapelaria Olímpica, que era lá no centro. E o meu pai na Principal, do “seu” Monteiro. Eles eram vendedores, aí se conheceram, namoraram, e meu pai quis montar a feira. Eles montaram duas barracas e se casaram em 1963. Depois, em 1967 começaram a loja, mas ainda não era Modas Paula - o nome era Elite Presentes, Cama, Mesa, Banho e Tecidos, uma coisa assim. Ele abriu na esquina, na Avenida da Saudade, 969. Depois que eu nasci, apareceu uma outra loja com o mesmo nome em Campinas, e eles mudaram para Modas Paula.

        Eu nasci no Campos Elíseos, na Rua São Paulo. E naquela época eram só casas. Tinha algumas casas com grandes quintais, tipo uma chácara pequena, onde as pessoas criavam galinha. Aí, com uns 14 anos, nós mudamos pra Rua Hermínio Morandini, no Jardim Mosteiro, porque meu pai comprou a casa. E lá, até hoje, é nossa.

        Naquela época era tudo diferente. Eu lembro que eu brincava na rua, jogava vôlei, você podia sentar num portão, brincava de boneca. Eu comecei a ir mais para o centro de Ribeirão na época em que eu comecei a namorar o meu esposo. A gente ia pra comer pão de queijo, porque naquela época não tinha muitos lugares pra ir.

        Estudei no Círculo Operário. Depois, quando eu fui pro primeiro colegial, no Thomaz Alberto. Aí eu fui fazer Magistério no Santa Úrsula. Depois que eu me formei, fui trabalhar no Vita et Pax, para dar aula pra criança. Trabalhei no Vita et Pax da Lagoinha, e meus pais ficaram aqui na loja. Depois, eu ainda fiz Pedagogia e me formei pedagoga. Continuei dando aula, mas eu sempre vinha trabalhar na loja, nas férias.

        Em 2004, fui morar fora do país com o meu esposo e meus filhos. Nós fomos para a Coreia do Sul em 2004, 2005 e 2006, porque meu marido foi trabalhar com futebol lá, em um time – ele era goleiro e depois virou treinador de goleiros. Quando voltamos, meu pai já havia falecido, e eu não fui mais dar aulas; fiquei na loja com a minha mãe. Fiquei cinco anos aqui na loja com a minha mãe e, mais tarde, retornamos para a Coreia em 2012.

        Aí eu voltei de novo pra Ribeirão e reassumi a loja. Foi complicado, um pouco, porque eu estava acostumada lá. Foi a primeira vez que eu me separei dos meus filhos, pois eles ficaram lá pra terminar os estudos.

        O forte da loja é tecidos e confecções de senhoras. Eu também tenho confecção de masculino e infantil, mas o que nós mais vendemos é pra senhoras. A gente mantinha venda de tecidos também, porque sempre tinha alguém querendo. Só que, depois da pandemia, vendeu muito. De lá pra cá aumentou muito a venda de tecido, porque o pessoal foi pro artesanato.

        E nós ainda temos muitos clientes antigos. Alguns já faleceram, e tem também os clientes novos, que são os que aceitam venda por foto, mandando pela internet. Mas as senhoras de mais idade gostam de vir olhar, ver o tecido. E a nossa clientela não é só daqui do bairro. Como é uma loja muito antiga, pegamos clientes da Vila Tibério, Ribeirânia, Jardim Paulista... é bem amplo. Eles vêm pra cá porque sabem que aqui eles vão encontrar um vestido de senhora, aqueles vestidos de vó, abertos, de golinha, que você não acha em qualquer lugar.

        No começo da pandemia, fecharam aqueles primeiros meses, e foi aquele choque que nós tivemos - nós ficamos sem reação, sem saber: “Vamos abrir? Não vamos?” Aí, no começo podia vender tecido, pois liberaram tecido como essencial. Nós colocamos só tecidos na porta e tampamos a confecção, pra poder trabalhar um pouco, e deu pra ir levando. Depois barraram os tecidos. Aí ficava nesse negócio de whatsapp, o drive thru, entregar nos carros... mas não é a mesma coisa do que você estar com as portas abertas. Não tem nem como.

        Estamos tentando vendas on line agora. Estou fazendo uma parceria com a Magalu. Aí é outro tipo de clientela, né? É uma clientela que compra tudo on line. Nesse caso, eu acredito que funcione bem. Essa parceria com o Magazine Luiza é assim: eu vendo pelo site deles. Eu coloco a minha mercadoria. Aí tem uma taxa que é deles, mas vende pro Brasil inteiro. O interessante é isso, né?

        Quanto ao futuro? Tem vários pensamentos sobre isso. Depois dessa pandemia, sinceramente, cheguei até a falar com minha mãe pra alugar o prédio, porque o nosso prédio é grande. Mas o meu esposo é contra; ele fala que eu vou jogar a galinha dos ovos de ouro fora.

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