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História

Amor de mãe por telegrama

História de: Talita de Araújo Ramos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Talita é assitente administrativa em São Paulo. Quando criança recebeu um telegrama de sua mãe, que mesmo morando na mesma cidade, enviou dizendo que a amava.

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História completa

P/1 – Então Talita, pra começar eu queria que você falasse o seu nome completo, local e a data de nascimento.

R – Bom, o meu nome é Talita de Araújo Ramos, eu nasci no dia 12 de Dezembro de 1983 em São Paulo no bairro da Vila Maria.

P/1 – E como era a Vila Maria quando você era bem pequena? Como era a casa que você nasceu? Quais são suas primeiras lembranças?

R – Cara, eu lembro que era uma casa enorme, com muitos quartos, na imagem de uma criança era uma coisa bem legal porque tipo, tudo parecia enorme, gigante, então o bairro parecia sempre uma aventura pra desbravar, então é o que eu me recordo.

P/1 – E como eram as brincadeiras quando você era criança com as suas amigas?

R – Cara, as brincadeiras sempre eram legais, brincadeiras como barra manteiga, esconde-esconde, subi em muro, subir em árvore, pegar fruta em pé, essas coisas assim, na verdade eu não tinha muitas amigas, como eu tenho dois irmãos eu brincava mais com os meninos de empinar pipa, jogar bolinha de gude, essas coisinhas.

P/1 – Como é o nome dos seus pais?

R – O nome do meu pai é Pedro e o nome da minha mãe é Damiana.

P/1 – Você pode nos falar um fato marcante da sua infância?

R – Cara, tem tantos, dentre eles, quando eu era criança eu gostava muito de subir em muro, subir em árvores e na casa onde eu morava tinha uma laje e a gente gostava de subir lá pra empinar pipa, numa determinada tarde eu subi sozinha, os meus irmãos não estavam e cara, eu subi, na hora que eu fui descer quase que eu cai, o que me segurou foi o varal e tipo é uma situação engraçada, mas não rolou nada, eu não me machuquei nem nada, então foi bem legal também.

P/1 – Ainda bem.

R – (risos). Tem uma outra engraçada também, eu me recordo vagamente, eu tinha uns três anos e cara, criança vê tudo, os adultos fazerem as coisas, a minha mãe pintava com rímel os cílios dela né, cara eu achei uma cola Super Bonder e coloquei nos olhos...

P/1 – Nossa!

R –... Essa também foi engraçada (risos).

P/1 – Como você descolou? Foi parar no hospital?

R – Não, a minha vó jogou água quente no meu olho e foi desgrudando, foi bem engraçado, graças a Deus também não aconteceu nada.

P/1 – Que perigo!

R – (risos).

P/1 – E tuas lembranças de escola? Quais são as primeiras? Quais são os professores que te marcaram?

R – Cara, da escola, do primário não tem tanta coisa porque eu não gostava de escola, eu acho que ninguém gosta...

P/1 – Ninguém gosta!

R – ...Mas a minha professora do Pré me marcou, ela era bem legal assim, mais pra frente, como adolescente, uma professora que me marcou muito foi  a minha professora de Geografia porque ela ensinava de uma maneira diferente, tudo o que eu sei de Geografia foi graças a ela, tipo eu fecho o olho e tenho um mapa do Brasil na cabeça por conta dessa professora, até hoje eu tenho contato com ela porque ela foi mestre na verdade, aquela professora que marcou a sua história.

P/1 – Legal e essa professora do Pré foi a que te alfabetizou né, ela te instigou a escrever?

R – Não, na verdade não porque quando eu era pequena não tinha muito isso, mais pra frente sim, eu gostava de escrever, mas não por conta de professor nem nada, mais uma coisa intrínseca em mim mesmo.

P/1 – E na infância você chegou a escrever cartas?

R – Cartas não, mas bastante, cartas não enviadas digamos assim, eu escrevia bastante, mas não enviava muito.

P/1 – Mas você tem alguma lembrança de carta da família que marcou?

R – Eu tenho uma lembrança muito legal, eu tenho a lembrança de um telegrama que eu recebi da minha mãe no dia do meu aniversário, se eu não engano em 2002, eu estava trabalhando e de repente aonde eu trabalhava eu recebi um telegrama da minha mãe dizendo que me amava e tal, nisso a gente morava na mesma cidade, depois mais pra frente, a minha vó mora no Rio de Janeiro, a família do meu pai, ela me enviou uma carta também, eu tenho ela até hoje, foram duas cartas, um telegrama e uma carta que me marcaram muito, que eu tenho recordação é essa.

P/1 – Legal e hoje você utiliza o Correio?

R – Muito pouco, devido a informatização, eu acabo utilizando pouco, mas...

P/1 – Como que você utiliza hoje?

R – Cara, hoje eu uso mais na verdade pra trabalho, pra enviar documentação, pra enviar mais documentação mesmo ou até produtos de vendas, é como eu utilizo o Correio hoje.

P/1 – Pô legal! Você gostou de contar essa história de vida? Um pouquinho dela que seja aqui pra gente? O que você sentiu?

R – Cara, eu achei legal pra caramba porque é como está escrito, uma história pode fazer você ver o mundo uma forma diferente, eu acho que a contribuição de mostrar a sua história, ainda que pouco é bem legal né?!

P/1 – Pô legal! Eu fico agradecido pra caramba pelo seu depoimento.

R – Eu que agradeço! Obrigada!

P/1 – Valeu! Obrigado Talita!

 

FINAL DA ENTREVISTA

 

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