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Amor de Chateação

História de: Glauber Machado
Autor: Glauber Machado
Publicado em: 14/07/2014

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No CEFAM de Santo André (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério), escola de ensino Médio com Magistério, fomos divididos em grupo para apresentar uma obra literária de forma dramática para todas as outras turmas da escola. O meu grupo recebeu a missão de ler e transformar em peça o livro “Amor de Perdição”. Ao ler aquele romance ultrarromântico, não gostei do livro, e muito menos de todo aquele sentimentalismo típico e exagerado daquele momento em que a obra foi escrita. No meu grupo tínhamos uma integrante, a Miriã, que se envolvia com o teatro. Coube a minha pessoa ajudar na construção da narrativa em forma dramática. Se eu já detestava o livro, com isso, piorou mais. Eu sempre fui mais ligado à comédia que à tragédia, e a Miriã queria um estilo mais gótico. Tive de me conter e escrever como o resto do grupo queria, mesmo que a contragosto.

No dia da apresentação, eu fui o narrador que introduzia os momentos e ações, à frente do palco. Todo um clima gótico foi criado no anfiteatro, com iluminação à base de velas. O protagonista foi o Billy, que era o galã da turma. Todos tentamos dar o ar triste e dramático que a obra trazia, até mesmo eu estava sério e compenetrado. A peça falava sobre um amor proibido, aos moldes de Romeu e Julieta, só que tinham várias cartas que contavam a história desse romance. Um momento de grande importância na obra se dá no confronto que Simão, no caso Billy, confronta o pai de Teresa, que era a Miriã. Neste exato momento, o Billy pisa em falso, arqueja os braços, levantando-os para o alto, e vai, desequilibrado, cada vez para trás, promovendo uma queda memorável. Eu, como narrador, consegui não rir muito indiscretamente da situação no momento, mas depois eu não me contive. A peça prosseguiu, e todos os personagens envolvidos pelo amor morreram. Eternizou-se, entretanto, o belíssimo tombo ultrarromântico.

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