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Amizades e Solidariedade em prol da sociedade brasileira

História de: Depoimento de Mauro Lúcio Goiatá Campante
Autor: Tayara Barreto de Souza Celestino
Publicado em: 12/07/2021

Sinopse

Mauro Lúcio inicia seu relato contando sua primeira experiência na cidade de Brasília, quando cursou Geologia na UnB. Narra como se deu sua entrada no Banco do Brasil e seu afastamento para seguir carreira na política como Chefe de Gabinete na Prefeitura de Paracatu (MG). Depois desse período de distanciamento, junto com seu amigo e colega de profissão, Almir Paraca, Mauro conta como voltou a Brasília para trabalhar na Fundação do Banco do Brasil, onde trabalha atualmente realizando diversos projetos e ações sociais. Por fim, relata a importância desses programas comunitários para o país, os quais são destinados à melhoria da qualidade de vida de populações vulneráveis, apaziguando as desigualdades sociais presentes no Brasil

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História completa

 

Projeto Fundação Banco do Brasil

Depoimento de Mauro Lúcio Goiatá Campante

Entrevistado por Eliete da Silva

Gravação realizada em Brasília em 05/05/2006

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista FBB Cabine 014

Transcrito por Anabela Almeida Costa e Santos.

Revisado por Danyella Xavier Franco.

 

P/1- Mauro, boa tarde.

 

R/1- Boa tarde, Eliete.

 

P/1- Mauro, qual o seu nome completo?

 

R/1- É Mauro Lúcio Goiatá Campante.

 

P/1- O local e a sua data de nascimento.

 

R/1- Foi em Três Rios, estado do Rio, 4 dia junho de 1953.

 

P/1- Mauro, você não é natural de Brasília, você veio quando pra Brasília?

 

R/1- Eu vim por duas vezes. Eu estudei aqui em Brasília, na década de 70, na UnB. E voltei agora pra vir trabalhar na Fundação Banco do Brasil.

 

P/1- E quando você estudou aqui, na década de 70, você fez qual curso?

 

R/1- Eu fiz Geologia.

 

P/1- Geologia?

 

R/1- Geologia.

 

P/1- Você fez na Universidade de Brasília?

 

R/1- Na Universidade de Brasília.

 

P/1- Qual foi a impressão, quando você chegou em Brasília pela primeira vez, Mauro?

 

R/1- Ah, eu sempre gostei muito de Brasília. Acho que Brasília é um contraste que a gente tem no nosso país, né? Do nosso antigo, do nosso novo. Brasília é uma sensação diferente, né, pra todos nós. É uma maravilha, um espetáculo de cidade.

 

P/1- E a sua, a sua história no Banco do Brasil, Mauro? Você é funcionário do banco?

 

R/1- É. Eu sou funcionário do banco, eu entrei no banco em Paracatu, Minas Gerais, aqui bem pertinho de Brasília. Então, a ligação com a gente aqui é muito estreita. Trabalhei...

 

P/1- Em que ano que você entrou?

 

R/1- Entrei em 1980 pro Banco do Brasil. Trabalhei muitos anos, depois saí, fui lidar com política. Trabalhei com o Paraca, que ele foi Diretor Executivo. Fui Chefe de Gabinete dele durante quatro anos na prefeitura. Então, trabalhei com ele oito anos, quando ele estava deputado e tudo mais. Então, depois viemos juntos aqui pra Fundação Banco do Brasil, trabalhar aqui.

 

P/1- Então, você, antes de você entrar na Fundação, você não estava trabalhando no Banco do Brasil. Você estava...

 

R/1- Não, fiquei afastado.

 

P/1- Licenciado.

 

R/1- Exatamente. 7 anos eu fiquei fora, trabalhando com política.

 

P/1- E antes de você entrar aqui na Fundação, Mauro, você já conhecia o trabalho da Fundação, já tinha ouvido falar?

 

R/1- A gente conhecia um pouco porque, quando estávamos na prefeitura em Paracatu, a gente tinha já alguns, projetos feitos em parceria com a Fundação Banco do Brasil. Então, já foi uma, assim, um sonho que a gente acalentava, enquanto funcionário do banco, vir trabalhar na Fundação, que é um trabalho, a meu ver, um pouco mais gratificante para nós, funcionários do Banco do Brasil. Trabalhar na Fundação, pra gente, é um objetivo, era um sonho. E agora, eu estou vendo esse sonho concretizado. Muito bom, realmente.

 

P/1- Mauro, quais eram os projetos lá do, em Paracatu, que você conheceu, da Fundação?

 

R/1- É, tinha, eram vários projetos, a Fundação tinha uma maneira de atuar um pouco diferente de hoje, mas primordialmente era o Projeto Homem do Campo, né? Era, inicialmente era Educar Plantando, depois transformou-se no Projeto Homem do Campo. Ele visava a melhoria de condições de estudo da, principalmente dos alunos da zona rural.

 

P/1- Mauro, e como surgiu o convite, aqui, pra trabalhar na Fundação?

 

R/1- A Fundação foi na mudança do Governo Federal, na realidade, quando mudou a diretoria da Fundação, o Paraca veio e a gente já trabalhava junto já há mais de 20 anos e viemos juntos aqui pra Fundação. Ele veio para ser Diretor Executivo, e eu trabalho aqui na Secretaria Executiva da Fundação, que assessora a Diretoria Executiva, mais diretamente.

 

P/1- Aí, especificamente, assim, você está assessorando a Diretoria Executiva...

 

R/1- Nós trabalhamos na Secretaria Executiva da Fundação. De uma maneira geral, cuida da assessoria à Diretoria Executiva, ao presidente e aos dois diretores executivos da Fundação.

 

P/1- Agora, Mauro, com essa nova estruturação da Fundação, você está, você está trabalhando na mesma área, sempre na assessoria...

 

R/1- Sim, na Secex.

 

P/1- Ou você mudou o seu papel aqui? 

 

R/1- Não, a gente continua na Secex, que é a Secretaria Executiva da Fundação. A Fundação está se reestruturando, mas pra gente não houve diferença aí, né, significativa.

 

P/1- Mauro, agora, entre esses vários projetos que a Fundação vem trabalhando, né, atualmente, que você, que o seu acompanhamento começou agora nessa gestão, atual, qual projeto social que você se identifica, que você tem um carinho especial, que você acompanhou de alguma forma de perto? Tem algum?

 

R/1- Bem, a gente, todos os projetos da Fundação, assim que essa diretoria assumiu, não desfazendo, de forma alguma, das diretorias passadas, que tudo tem seu tempo, sua história, né? A Fundação, a partir da posse do Jacques, passou a trabalhar mais com geração de emprego e renda, que é uma coisa muito gratificante. Porque a gente sabe, é sabido dessa desigualdade que existe no país. Então, a gente saber que nós contribuímos, mesmo com um pouquinho que seja, pra amenizar o sofrimento dessas pessoas é muito importante, né? Por isso, todos os projetos são importantes, só que esse trabalho com cadeias produtivas, a gente de perto acompanha um pouco mais a questão aqui do Vale de Urucuia, que é um projeto territorial, piloto. É uma maneira de desenvolvimento de um território, não de uma cidade só, de um projeto só. Todos os projetos da Fundação, hoje, esse de geração de emprego e renda, o projeto com catadores de lixo e materiais recicláveis, tudo é muito importante no contexto Brasil, hoje, do próprio governo que a Fundação faz parte do projeto e tem o Fome Zero, que nós estamos alinhados com o Fome Zero. Então, eu acho que todos os projetos aí são importantes, no momento. Esses projetos de geração de emprego e renda, eles vieram a calhar e num momento muito próprio pro país, para esse momento que o país vive, de você tentar diminuir as desigualdades que existem hoje no país.

 

P/1- Bom, Mauro, eu vou até fazer uma pergunta específica a isso que você está dizendo. É relacionado à Fundação e o papel dela no desenvolvimento social do Brasil. Como que você visualiza, assim, o papel da Fundação?

 

R/1- Bom, eu acho o seguinte, o Banco do Brasil em si, e eu vejo que quase, num contexto já que muitas empresas brasileiras, elas têm adotado esse viés de empresas socialmente responsáveis. O Banco do Brasil não é diferente. E o Banco montou um projeto que é o Desenvolvimento Regional Sustentável, DRS, e a Fundação tem trabalhado em concomitância com o DRS, que é o Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil. A Fundação está mais integrada ao Banco, nessa fase mais recente, e isso tem proporcionado um desenvolvimento, projetos importantes, principalmente aí no Agreste, no Norte, Nordeste, na região do árido, semi-árido. Assim, esse projeto, eu acho que, esses projetos, não esse projeto, eu acho que eles são muito importantes pro contexto que o Brasil vive atualmente. Esse viés socialmente responsável que a Fundação tem trabalhado, não só a Fundação, várias outras empresas nacionais e internacionais. A gente vê que hoje, hoje há uma preocupação maior, com o meio ambiente, com essa situação de não desgastar mais a nossa natureza que já vem tão estragada e judiada nos últimos anos, né?

 

P/1- Mauro, você tem algum caso, assim, marcante aqui, na Fundação?

 

R/1- Da Fundação?

 

P/1- É. Alguma história?

 

R/1- Eu acho, na minha, particularmente, a minha vinda pra Fundação foi gratificante no sentido de fazer novas amizades porque a gente que vai ficando um pouquinho mais velho (riso), a gente fica imaginando que os nossos amigos estão prontos, que você já tem aquele círculo de amizade, que dificilmente uma nova situação ou um novo amigo vai surgir, novas amizades. E aqui, quando eu cheguei, o Alfredinho era muito sério, que é hoje o Secretário executivo. E eu tive, assim, um feedback muito positivo porque o Chicão, que é nosso Diretor Executivo, me chamou um dia e falou assim: "O Mauro, você deve até ser  gente boa." Eu falei assim: "Por quê, Chicão?" "O Alfredinho te cumprimenta rindo toda manhã." (riso) Então, isso foi pra mim importante. Me fez ver que a gente está sempre aberto a novos caminhos, novas amizades. E isso tem sido muito bom aqui na Fundação. Eu encontrei um ambiente de trabalho maravilhoso, com pessoas responsáveis e interessadas nessa situação que nós vivemos aqui. Modificar essa situação vivida pelo nosso país.

 

P/1- Mauro, assim, como que você enxerga a Fundação na sua trajetória profissional? Assim, você, que é funcionário do Banco do Brasil, foi assessor, né, de gabinete do Paraca, tem uma vida política atuante e a Fundação, como que você enxerga?

 

R/1- Pois é, eu estudei, eu tive problemas na época de estudo, né, e fui trabalhar no Banco. E o trabalho no Banco é claro que é um trabalho importante, tudo, mas, às vezes, é um trabalho repetitivo e a gente começa a ficar um pouquinho, assim, com aquela sensação que poderia fazer mais, né? E a Fundação veio coroar esse período profissional pra gente, vem mostrar que o Banco do Brasil e a própria, nós todos somos socialmente responsáveis e temos muito que fazer. Assim, em termos profissionais, pra mim, é muito gratificante ter vindo trabalhar na Fundação. Não que o Banco do Brasil não fosse uma coisa importante, porque tem, são coisas que só quem trabalha no Banco do Brasil sabe. A responsabilidade, o trabalho, mas o dia-a-dia de quem trabalha na Fundação é mais interessante do que quem trabalha ali naquele... Repetitivas tarefas, tarefas repetitivas, iguais, todo dia a mesma coisa, né? Então, profissionalmente, pra mim, está sendo importantíssimo esse período que eu estou aqui na Fundação Banco do Brasil.

 

P/1- Mauro, e como, você pode, assim, traduzir a Fundação em poucas palavras? O que você falou, poderia dizer sobre a Fundação?

 

R/1- É, eu acho que toda a grande empresa nacional, ela deveria ter esse braço que nós fomos em relação ao Banco do Brasil. Esse braço social, esse braço de responsabilidade, esse braço de solidariedade com o ser humano, que é o que a Fundação representa. Por isso, eu acho que a Fundação é, antes de tudo, solidariedade, fraternidade. E eu acho que isso nos gratifica, a todos que trabalhamos aqui.

 

P/1- Mauro, o que que você acha desse projeto de registro da memória da Fundação e seus 20 anos?

 

R/1- Bom, eu sou até suspeito porque eu sou estudante de História, né? Então, eu acho que a gente, tudo nesse mundo, nessa vida, teria que ficar registrado. E eu acho da maior importância dentro dessa suspeição minha de estar estudando História por achar que, realmente, todos os fatos são importantes. A Fundação não podia ficar de fora e nós temos, agora, a possibilidade de estarmos com essa, toda essa história feita, marcada, gravada, pras gerações futuras, eu acho que é de uma valia incomparável, incondicional. Acho importante isso.

 

P/1- Ah, legal, Mauro. Então, em nome da Fundação Banco do Brasil, em nome também do Instituto Museu da Pessoa, a gente agradece a sua entrevista.

 

R/1- Ah, muito obrigado, Eliete. Eu que agradeço. 

  

--FIM DA ENTREVISTA-- 

 

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