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Adilson Show

História de: Adilson Pereira Lobo
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 06/07/2010

Sinopse

Em seu depoimento, Adilson nos fala sobre sua família catarinense e sua infância na Penha. Em seguida, fala sobre sua facilidade com idiomas e sua incursão no mundo da língua inglesa, onde habita até hoje, dando aulas nas maiores escolas de São Paulo. Adiante, Adilson fala de sua empreitada no mundo teatral e musical, sua viagem à Inglaterra e seu casamento. Seguindo em frente, sabemos sobre suas aparições em programas de TV, o desafio de ser dublador e a personalidade de seu filho, Bruno. Por fim, Adilson relembra a sua trajetória e os ensinamentos de sua mãe.

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História completa

Se eu me lembro da minha mãe? Sim, minha mãe me criou e lutou a vida inteira pra me criar, me educar e acabou por falecer agora no ano 2000. Uma guerreira. Uma guerreira porque eu com sete meses de idade tive paralisia infantil, aos quatro perdi meu pai e ela se viu com um filho de quatro anos de idade com paralisia infantil em 1957 mais ou menos, sem muito recursos e ela teve que ir à luta, teve que ir à luta. Quando minha mãe me levava para o Hospital das Clínicas, a gente ia de bonde naquela época e minha mãe me contava que eu ia cantando, principalmente Lampião de Gás, da Inezita Barroso e que todos os passageiros ficavam olhando pra mim, rindo, maravilhados, sei lá o quê, modéstia a parte. Então diante do tratamento eu fui melhorando, melhorando, ficando com sequela apenas na perna direita e que eu preciso usar um aparelho ortopédico pra andar. Eu adorava ficar bem pertinho da janelinha por causa do vento e cantava, ou então pegava aqueles bondes fechados, motorneiro, o motorista, não sei como é que é o nome, ele já me conhecia, então ele: “Que música nós vamos cantar hoje?”.Mas isso não me impediu a minha vida inteira, eu sempre andei, sempre estudei, eu sou mestre em linguística aplicada pela Unicamp lá em Campinas. Morei no exterior agora mais recentemente, na Inglaterra, sou professor de Inglês, Língua e Literatura Inglesa. Então ela nunca me barrou nas atividades. É claro que eu nunca vou ser um jogador de futebol, mas eu posso fazer muitas outras coisas. Minha mãe dizia quando pequeno e ficou no meu subconsciente: “Você estude, porque você vai ter limitações”. Ela nunca falou: “Você não pode”. Tanto é que eu me lembro dessa fase, na época com muita raiva, mas depois eu entendi o porquê. “Mãe, me dá um copo d’água” “Levante e vai pegar, você pode”. A experiência de vida dela, só segundo ano primário, era uma coisa que ela me ensinava muito grande, que marcou minha vida. Então hoje, eu sei, tenho alguma dificuldade pra fazer alguma coisa? Tenho. Mas eu posso fazer muita coisa, não é? E até hoje, tudo que eu quis fazer, graças a Deus eu fiz, posso não ter tido sucesso pra ganhar dinheiro, aquela coisa toda, mas eu fiz. Até ator de teatro eu fui, quando na época eu pensava: “Nunca que eu vou poder ser. Imagina, como que eu vou aparecer!”




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