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História

A vida no Alto das Pombas

História de: Valmir Cerqueira
Autor: Berla Oliveira de Almeida Aquino
Publicado em: 01/11/2019

Sinopse

Valmir Cerqueira é um senhor, extrovertido, comunicativo que gosta de interagir com as pessoas, morador do bairro Alto das Pombas, em Salvador, é bom contador de “causos” de sua infância e vida adulta. Nem tudo em sua vida foi fácil, mas soube lidar com sabedoria com as pedras que apareceram em seu caminho. Gostaria de convidar vocês a conhecerem um pouco das suas travessuras de criança e a história de seu bairro de um jeito leve e prazeroso.

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História completa

Valmir Cerqueira, nasceu no dia 09 de abril de 1949, na cidade de Salvador, na maternidade Tarsila Balbino. Foi criado pela sua avó D. Felicidade que era uma matriarca respeitada, não só pela sua família, mas também pelos moradores do bairro. Todos pediam a sua benção e aquele que esquecia recebia uma enorme bronca dos pais. Após seu falecimento a rua em que morava recebeu o nome de Av. Felicidade em sua homenagem. Na sua infância aproveitou e aprontou muito com seus amigos e primos. Sua diversão predileta era ir até o Cemitério Campo Santo, onde armava armadilhas para pegar papa capim e durante a espera subiam nas jaqueiras com canivete para retirar as frutas e faziam apostas para quem comia mais. Como em todos grupos de amigos eles tinham apelidos que não eram tão comuns assim, como Formiguinha ,Vainha, Zé Isca, Zé de Amanda e Chico Burro, mas ao contrário de hoje não era considerado bullying e até quando se encontram, mesmo depois de adultos continuam se chamando pelos seus apelidos de adolescência . Outra grande ocasião era ir assistir televisão, uma vez que em suas casas não tinha. Eles iam até outros bairros próximos, de pessoas com mais recursos, que moravam em casarões e ficavam assistindo pelas janelas, de vez em quando eles eram convidados a entrar e se sentar junto aos moradores do casarão. No bairro do Altos das Pombas para se ter agua era necessário enfrentar a fila do chafariz e tinha que acordar cedo e se ligar no horário, pois abria as 8h, fechava na hora do almoço, e reabria as 14h e encerrava as 17h, nessa época era a única forma de ter água em casa. Na escola era uma farra só, a professora ensinava as quatro operações que naquela época era o necessário para se conseguir um bom emprego e durante o recreio ia até a casa da avó merendar e voltava correndo para o campo ao lado da escola. O baba era sagrado. Ele casou teve um casal filhos e se aventurou mudando –se para o bairro do Jardim Cruzeiro, na Cidade Baixa, essa mudança durou pouco, mas rendeu grandes amizades que duram até hoje. Hoje está aposentado, avó de três crianças uma menina e dois meninos, vivendo no bairro de coração, o Alto das Pombas.

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