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História

A sina da Borges Lagoa

História de: Marcelo Dias de Moraes
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 26/12/2012

Sinopse

Nascimento e infância no bairro de Perus. As lembranças da escola e o primeiro emprego em loja de doces. O envolvimento na indústria de equipamentos hospitalares, ainda bem jovem. O trabalho como vendedor de uma multinacional do ramo. O contato com os diversos agentes da área da saúde e a atuação em lojas da Rua Borges Lagoa. A loja Nova Med Tec. Os desafios da área e a renovação constante dos equipamentos. O relacionamento com os clientes que eventualmente estão passando por momentos difíceis de suas vidas. Análise da especialização dos estabelecimentos comerciais da Rua Borges Lagoa.

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História completa

“Eu sempre tive atração pela área médica, sempre tive um deslumbramento. Mas nas minhas condições de juventude seria muito difícil pensar em seguir carreira: ou eu teria que trabalhar ou estudar, porque para você passar numa faculdade, numa Fuvest ou alguma coisa assim, era preciso ralar muito. A vontade era grande, mas o fato é que deu uma balançada. E aí... O que faz? Tive que trabalhar mesmo. Passei por vários empregos, andei aqui, andei ali, até que um dia eu fui a uma agência de empregos, acho que na Lapa. Eu tinha saído da Hermes Macedo na época e fui fazer uma entrevista. Falaram que tinha aparecido essa possibilidade em Tamboré; Tamboré, Alphaville. E aí aconteceu um acaso feliz, porque eu não tinha ideia do que a empresa fazia. Assim que acabou a entrevista, tal, a moça falou: nossa empresa lida com material hospitalar. E depois de uma semana acabei sendo contratado. Isso foi um acaso mesmo e, nessa parte, eu confesso que fiquei bem contente. Trabalhei um pouco com venda interna e mais tarde fui promovido para fazer a parte externa; quer dizer, visitação em hospitais, clínicas. Você ia até o local, apresentava o produto; eles testavam, ficava por um período no hospital, e disso se formava a opinião para o médico passar para o Departamento de Compras. Se fosse um órgão público, abria uma licitação; se não, era uma compra. Isso sempre envolvia valores grandes, então você sempre tinha que mostrar para eles, para eles pegarem confiança e perceberem a diferença do produto para ver se iam comprar ou não. E foi nessa época, nessas andanças, que eu comecei a ter contato com a Rua Borges Lagoa. Ela já era bem conhecida por atender hospitais dali da região, como o Hospital São Paulo, Hospital Edmundo Vasconcelos. A Casa Fretin, que começou no centro de São Paulo, na São Bento, foi, acredito, a primeira casa a vender produtos médicos ali. Depois vieram a Cirúrgica Fernandes, a Cirúrgica São Paulo. E com o tempo foi agregando, hoje temos lá acho que... na rua são seis lojas de comércio de material hospitalar. Outro motivo é por causa da proximidade com a faculdade. Muitos médicos se formam ali, compram o primeiro aparelho naquelas lojas e depois acabam indicando para os pacientes. Virou uma questão de tradição; de as pessoas chegarem: ‘Onde eu encontro tal produto?’‘ ‘Olha, vai lá na Vila Mariana – é Vila Clementino, mas todo mundo fala Vila Mariana –, e você vai encontrar.’ Por conta disso, a Borges Lagoa se tornou famosa. O tempo passou e, anos depois, fui de novo a uma agência de emprego. Soube que estavam procurando um gerente de loja, para uma empresa bem conhecida no mercado, a Rimed, e me interessei. Fui até a sede deles, que era na Cayowaá, fiz a entrevista e fui aprovado. Estava pronto para começar a trabalhar quando o rapaz falou: ‘Só que não é aqui, senhor, é numa loja que nós montamos agora, faz um mês, na Borges Lagoa.’”

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