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História

A Química da Petrobras.

História de: Andréia Ribeiro
Autor: Sophia Donadelli
Publicado em: 13/06/2021

Sinopse

Apesar de Andréia trabalhar em uma área da empresa concorrida por homens, ela não sentiu discriminação dentro da Petrobras, muito pelo contrário, ela afirma até ter vantagens. Na sua entrevista ela descreve sua profissão e a convivência na empresa.

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História completa

Projeto: Memória Petrobras 

Realização Museu da Pessoa.

Depoimento: Andréia Ribeiro

Entrevistado por:  Miriam Colares

27 de janeiro de 2005

Código: Petro_HV007

Transcrito por: Maria da Conceição Amaral da Silva

 Revisado por: Lara Eloiza Dan Della Mura.

 

P – Boa tarde, Andréia. 

R – Boa tarde. 

P – Fala para a gente o teu nome completo, local e data de nascimento.

R – Andréia Souza Ribeiro. Campos, Rio de Janeiro. Dia 11 de setembro de 1983.

P  - Quando você entrou aqui para trabalhar na Petrobras e como foi essa tua entrada?

R – Eu entrei aqui em abril de 2004. Gostei muito quando eu entrei aqui, eu achava que era uma outra, assim, uma coisa. Na verdade eu vi outra. E assim, coisas boas. 

P – Você já entrou sabendo que vinha trabalhar aqui na P38?

R – É. Já sabia que eu ia vir para a P38.

P – Você é contratada? De uma empresa contratada?

R – Hum, hum. 

P – E como é a vida aqui? Como é ser...

R – É, porque, no caso eu trabalho de 7 às 7. E fora que às vezes eu faço alguns serviços durante a noite. Porque se chega rebocador, ou igual quando tem a “offload” hoje, que trabalho a noite. Aí também fico bem ocupada, dá para distrair. No horário de folga eu procuro ler, estudar. Aqui tem muita coisa para fazer também. Tem salas de karaokê. Tem salas de jogos. Dá para distrair bastante. [risos] 

P – [risos] Fala para a gente como é a rotina, como é o teu trabalho? 

R – Meu trabalho? O que é que eu faço. Análises diárias de óleo, faço análise de água potável dos tanques. Análise de inibidor de corrosão. Análise, agora não tem, não está tendo. Análise de descarte também. Descarte de água oleosa. E análise de H2S, que é análise diária também. E quando tem “offload” analiso também do óleo do “offload”.

P – O “offload” é isso que o navio está fazendo aqui hoje, quando transfere...

R – É, transferência do óleo da plataforma para o navio. 

P - ...para o navio. Você falou em água potável, como é feita a água potável aqui?

R – Aqui, o que eu faço mais é análise, para ver como é que está de cloro nos tanques. Para deixar em uma concentração que não venha a causar nenhum problema. E além da análise de cloro, eu faço análise de cloreto, cálcio, dureza, Ph. E o controle é feito assim: quando saí fora o cloro eu já peço para injetar de novo. Faço o cálculo, peço para injetar de novo para fazer novamente a análise no dia seguinte para ver se ficou na concentração ideal. 

P – Mas a água potável é água do mar transformada ou  não?

R – Não, não. Ela chega pelo rebocador.

P – Ela chega pelo rebocador? Ah, isso era uma curiosidade minha.

R – E também é mandada, não sei se é uma vez por mês, para a terra para fazer análise microbiológica.

P – Ela é trocada sempre, é isso?

R – É.

P – Interessante. Fala para a gente sobre como é viver nesse mundo que é muito masculino, né?

R – É. [risos] 

P – As mulheres aqui são minoria. Como é viver nesse mundo masculino?

R – É, no início achei um pouco complicado. Seria, às vezes, eu acho o problema não está nem aí. É a personalidade de uma pessoa bater com a sua. Às vezes você tem jeito e aquela pessoa não se dá bem com você. E você tem que se manter bem com as pessoas porque você fica aqui 14 dias tendo que conviver com elas.

P – Não dá para fugir, né? [risos] 

R – É. Eu acho que até que esse problema assim, com homem não tem.

P – Não tem problemas. Você não sente...

R – Não.

P - ...nem discriminação nem…[risos] 

R – [risos] É até o contrário às vezes você consegue até algumas coisas, algumas sobremesas, alguma coisa.

P – Alguns mimos?

R – [risos] É. Por ser mulher. 

P – E tem alguma coisa que você lembre, um fato marcante? Alguma coisa, você tem um ano mais ou menos, não é isso?

R – Eu tenho quase um ano.

P – Quase um ano?

R – É.

P – Tem alguma história engraçada, ou algum fato marcante que tenha te marcado nesse período?

R – É, eu passei o meu aniversário aqui. [risos]. É legal foi que fizeram surpresa para mim. Fizeram um bolo, e me chamaram lá no refeitório. Eu fiquei surpresa. Porque tinha bem pouco tempo e eu recebi vários elogios do pessoal. Como o geplat e o coine. E fiquei muito feliz porque não sabia que eles gostavam tanto do meu trabalho.

P – É bom ser reconhecida.

R – É.

P – Tem alguma coisa que você queira falar mais para a gente? Nenhuma história, até no teu trabalho? Alguma situação curiosa assim não?

R – É, curiosa não. [risos] 

P – Em relação ao trabalho, não?

R – Não, não.

P – Então tá. Eu queria te perguntar o que é que você achou de ter participado aqui desse projeto Memória Petrobras? Fazer parte, ter contribuído aqui dando o teu depoimento?

R – Gostei. Eu achei muito interessante. E se aparecerem mais vezes aqui, pretendo participar novamente.

P – Tá bom, Andréia, obrigada.

R – De nada.

                                                  --- Fim da entrevista---



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