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História

A oração do palhaço

História de: Renato Ribeiro
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 16/07/2017

Sinopse

José Renato Ribeiro da Silva fala, nesta entrevista, sobre a infância no bairro do Cambuci, em São Paulo, e no interior do Paraná, lembrando de algumas brincadeiras de rua, do rigor do pai e da proteção da mãe. Fala da decisão de se tornar palhaço e dos momentos difíceis e prazerosos do início de sua carreira, desde as festas infantis até os muitos personagens que interpretou em programas de televisão. Discorre sobre a importância da fé e da oração para superar os principais desafios e da parceria que encontrou em sua esposa, Fabiane. Também aborda os objetivos de suas duas empresas, a PazCientes, que assiste doentes em fase terminal, e Love My Jobs, voltada para o mundo corporativo, contando casos que marcaram essa história e o papel da arte do palhaço nos dois empreendimentos. A família também é elemento importante que ele levanta na entrevista.

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História completa

Aconteceu uma coisa muito marcante no dia do casamento. Eu apresentava um programa na RedeTV de madrugada, que as pessoas completavam as frases e tal. E eles me ligaram no dia do meu casamento. Falei: "Olha, o pessoal da TV me ligando, acho que para dar os parabéns"."Renato, então, o programa acabou. E você está despedido". 

 

E aí, no meu casamento, quando ela entrou, eu não sabia se chorava porque tinha sido despedido ou porque ela estava entrando. Se você vir as fotos do meu casamento, eu estou assim, sabe, um choro meio duvidoso. De repente me vi sem dinheiro, tirando ela do Paraná e trazendo ela para São Paulo. Ninguém te ensina a casar. Ninguém te ensina que é tão difícil, que é tão diferente, mas que é tão prazeroso casar. É muita honra você encontrar uma pessoa que quer viver como um com você. 

 

Nós sofremos muitos problemas financeiros no começo do nosso relacionamento. Ela é veterinária, vendeu a clínica no Paraná para casar. O que ela vendeu, nós demos de entrada no apartamento. Tínhamos que pagar esse apartamento. Fizemos um financiamento de 20 anos, e ficamos seis meses sem pagar. Um dia eu fiz um trabalho, uma pegadinha no programa do Silvio Santos, e consegui levantar o dinheiro para pagar uma parcela. Liguei para o cara: "Ó, vou pagar uma parcela". Ele falou: "O seu apartamento já foi para leilão". Eu olhava para a Fabiane: "Como é que eu vou falar isso para ela, que a gente perdeu o apartamento? Onde vou morar?" Fez muita diferença, nesse momento da minha vida, aprender a exercitar a fé. Aprender a exercitar algo que eu não tinha muita prática, que era orar. Falei: "Fabiane, só nos resta orar. A gente vai orar".

 

Ela que tinha me ensinado a orar. Minha mãe falava: "Olha, faz isso, ora, medita sobre essas palavras ". E aí a gente orou. E esse apartamento, que a gente tinha que pagar em 20 anos, nós pagamos em um, por ter orado, por ter confiado, e por ter honrado um ao outro. Saímos da lama. Foi uma experiência de fé incrível.

 

Uma vez uma pessoa falou que, em Mateus 6:9, tem aquela oração do Pai Nosso. "Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja o vosso nome". Só nessa primeira parte tem o grande segredo da vida. "Pai nosso, que estais no Céu": quando eu entendo que existe algo maior que eu.  "Santificado seja o vosso nome": a palavra santo quer dizer separado; qual é o nome que Deus deixou pro homem, aqui na Terra? É Jesus. Então: "Pai nosso, que estais no Céu", santifica esse nome, que é invocar Jesus. Isso não é místico, não é religioso, não é desrespeitoso. "Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino": quando eu invoco esse nome, eu trago um reino pra dentro de mim, um reino que é acima da minha inteligência humana. Se tem alguma coisa especial, é simplesmente falar esse nome, Senhor Jesus. Isso mudou a minha história. Mas não no sentido religioso. Eu ainda odeio religião. A religião  separa, e separar não é o propósito de Deus. O propósito é que a gente viva em paz. 

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