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História

A mulher que sempre fui

História de: Paola Valentina Xavier
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 28/07/2020

Sinopse

Infância em Americana, interior de São Paulo. Primeira apresentação vestida de Elvira no colégio. Questões de identidade de gênero. Preconceito. Bullying. Realização de shows de drag queen em São Paulo com sua personagem Kendjia Laurent. Transsexualidade. Abertura de salão de beleza. Trabalho em Telemarketing. Encontro do amor na internet. Aprovação no processo de contratação de produtora cultural do Museu da Diversidade Sexual.

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História completa

Eu vivi muito nesse mundo do fictício, da fantasia, esse mundo da fantasia, de ler sobre a Cinderela, ler sobre o Gato de Botas, sabe essa coisa? Eu vivi muito isso. É engraçado porque isso se deu desde pequenininha, geralmente, aí que vem a minha questão de identidade de gênero, ela já estava formada ali, enquanto era uma criança, totalmente inocente, sem nenhum saber de identidade de gênero, imagina! Não sabia nem do que se tratava. Indo para esse ponto, por esses caminhos da brincadeira ali, que era já, então, na época, falavam: “brincadeiras mais femininas”, “brincadeiras de meninas”. O que eu mais queria era brincar de boneca, mas também, como eu pediria uma boneca? Então fazia de folha de papel almaço, fazia bolinha e montava a minha própria boneca, sabe umas coisas, assim?

Eu acho que, na minha época, a gente vivia muito nessa questão desse mundo totalmente estruturado entre homem e mulher. Era tudo muito: “Você é homem, você tem que jogar futebol, você tem que não sei o que, não sei o quê”. Minha avó e meu avô sempre notaram uma fragilidade em mim por essas questões, eu não gostava, eu odiava, imagina! Eu odiava essas coisas, eu odiava esportes desde que eu entrei no parquinho, eu tinha quatro anos, quatro anos.

Todo mundo ia brincar, pular, correr, eu não, eu ficava quietinha, sabe? No joguinho ali no parquinho. A professora chamava a minha avó lá, para falar com ela, porque elas ficavam preocupadas: “Por que ele não brinca?”.

Eu não gostava, eu não gostava, eu ficava muito quietinha, sabe aquela coisa? Uma lady, uma lady, eu não sujava a minha roupa, todo mundo voltava para casa com os cabelos no barro, eu estava impecável com a minha bolsinha. Eu gostava era de ficar com as meninas, do papo das meninas, sabe essa história toda? E isso foi muito notado, desde muito pequenininha.

Eu falava: “Eu não gosto. Eu não gosto”. Tanto que eles me respeitavam com essa coisa do gostar, que quando eu comecei o primeiro ano na escola foi uma tormenta, né? Porque começa a coisa da aula de Educação Física, e eu odiava aula de Educação Física, para você ter noção era a coisa mais tenebrosa da minha vida fazer Educação Física, não, jamais, porque era aquela aula que a professor ou professor pegava a bola, dava para o aluno: “Os meninos vão brincar, as meninas vão pular corda”. Até então eu era um menininho ali, né? Subjetivamente, ali, dizendo, aquilo era um trauma para mim, porque eu não queria.

Eu não jogava e as professoras chamavam a minha avó. Aí teve um dia que eu falei para ela: “Me leva no médico, não sei, vamos em algum médico, você fala que eu tenho alergia, fala que eu tenho alergia, que eu sofro muito quando eu fico no sol”. Aí ela fez isso, ela me levou ao médico para a gente pegar um atestado de que eu tinha alergia ao sol, eu não tolerava o sol. Era mentira, ela estava realmente me protegendo porque eu não queria fazer aula.

A minha entrada na escola foi um negócio, tanto que é uma história que eu sempre conto, que eu acho super interessante. Eu era muito amiga das professoras, eu era muito amiga das professoras, sabe? Aquela que ficava do lado, que amava as professoras, queria abraçar, queria beijar, fazia correção pela professora, enfim, aquela coisa. Aí, no primeiro ano, no final do ano, estava rolando uma festinha na escola dos ‘formandozinhos’ de primeira série, do primeiro ano, iam fazer qualquer coisa, alguma coisa artística: cantasse, dançasse, era bem aberto e criativo. Eu sempre fui apaixonada, desde pequenininha, pelo filme “Elvira, Rainha das Trevas”, tanto que minha gata chama Elvira por causa desse filme. Aí tem uma cena final, que ela está com vestido, que ela faz um show, canta e dança. O que eu fiz? Eu falei assim: “Gente, eu não vou contar para ninguém, todo mundo vai ficar surpreso comigo”. Meu avô dava mesadinha para a gente, peguei aquela mesadinha que eu já não gastava, fui na costureira da minha avó, falei para ela fazer uma roupinha de Elvirinha para mim, desenhei a roupinha, levei a roupinha, ela fez, não falou nada para minha vó, paguei ela com a minha mesada, mas era muito doida.

Fui lá, peguei o gravador, tinha um gravador antiquíssimo em casa, sabe? Coloquei o filme na televisão, no VHS, sofrido, coloquei o filme lá que eu tinha gravado e a parte que ela cantava, do showzinho lá do filme e fui para escola para essa apresentação, tudo escondido. Todo mundo: “O que você vai fazer?”, “Ai, surpresa”. Eles estavam achando que eu ia, sei lá, mostrar um desenho, que eu ia fazer alguma coisa. De repente, a hora que chegou a minha hora, eu fiquei sozinha na sala de aula me montando, coloquei aquele vestidinho preto, maquiagem eu não tinha colocado, imagina. Mas eu estava me sentindo a Elvira, eu era a Elvira. Aí eu coloquei a música, quando soltou a música e eu comecei a fazer toda a dublagem ali, uma Drag Queen com sete anos de idade. Aí todo mundo perplexo. Imagina? Pai, mãe, na escola, a escola inteira, né? Todo mundo perplexo e aquela perplexidade me passava que eu estava arrasando. Eu falei: “Nossa, está muito bom porque as pessoas estão chocadas com esse passo, que maravilhoso”. Aí que eu me performava mais ainda. Quando, de repente, estava todo mundo em choque, porque: “Nossa, como assim? Um menino vestido de menina, cantando a música de um filme”. Eu acho que ali, se alguém tinha alguma dúvida da minha família, foi o momento que foi à tona, sabe? Não, não tem jeito vai ser outro caminho, né? Eles trataram dessa forma.

[Mais tarde, eu criei] uma personagem chamada Kendjia Laurent. A personagem que criei, a Kendjia Laurent, era uma coisa muito top, ela era top de estar nos palcos, chique, com casaco, joias. E, de repente, quando tudo isso terminava que eu ia desmontar a Kendjia Laurent, eu falava: “Gente, para que eu estou desmontando, sabe? Quando eu não sou uma personagem, essa pessoa sou eu, essa pessoa sou eu. Eu não quero tirar esse brinco, eu não quero tirar esse colar, eu não quero tirar essa roupa, não quero ter que vestir uma calça, quero ficar com meu vestido”. Sabe essas coisas? Me doía muito, eu chorava muito, eu ia tirando e as lágrimas...

[Depois que eu] comecei a fazer show, foi aí, nessa hora, que Paola bateu cem por cento, Paola bateu cem por cento, porque foi o momento mais mágico da minha vida.

Era muito sofrida a coisa do hormônio, porque ele também te dá aquela sensação da depressão, né? É química atrás de mais química e eu tive uma depressão muito forte, eu não sei se foi só por conta do hormônio, mas também por conta da sociedade, o que eu vivi, vivenciei aqui nessa cidade, foram coisas que me levaram para um lugar não tão bacana que eu queria me desvencilhar, sabe? Eu queria tirar tudo isso de mim. Então foi bem complicada essa parte da hormonização, sabe? Eu falo até para as meninas que estão ouvindo, que vão escutar essa história, façam com prescrição médica o que você quer fazer, porque mata, hormônio mata muito, tanto que nós estamos com uma expectativa de vida de 27 a 35 anos de mulheres trans e travestis nesse país, por conta da violência, por conta da saúde, por conta dessa automedicação que faz desde muito cedo.

 

Eu acho que eu não mudaria nada [na minha vida], não. Eu acho que tudo que eu vivi foi importante para eu ser quem eu sou hoje. Tudo, tudo, tudo mesmo. Tudo que eu vivi. Até os momentos piores que eu passei, eu aprendi demais, eu aprendi valorizar tanto a vida, por isso que eu tenho muito esse orgulho de estar viva. Eu passei por situações que eu quase não estaria mais aqui, então tudo isso me ensinou a valorizar as pequenas coisas da vida, a valorizar um copo de água, a valorizar uma casa aconchegante, e quando eu falo aconchegante não é de luxo, não, é aconchegante de amor, de afeto, de carinho, um lugar onde você possa entrar e se sentir bem, a valorizar o que ninguém vê, o que ninguém vê.
[Após a minha demissão no Telemarketing], eu entrei em contato com o diretor do Museu da Diversidade Sexual perguntando se ele sabia de alguma coisa, ele falou que estava abrindo uma vaga para produção, produção no Museu e se eu tinha interesse. Eu falei: “Meu Deus, imagina, vou ter o primeiro emprego que eu não esteja escondida, que eu vou poder estar à frente de alguma coisa e fazer alguma coisa totalmente diferente do que eu já fiz”. E muito preocupava também, né? Eu tenho interesse, mas será que eu vou dar conta? Será que é para mim? É isso, sabe? A sociedade minimiza tanto a gente, deixa a gente tão impotente de achar que a gente não tinha nada, ninguém, sabe? Margem da margem? E, de repente, você passa a acreditar e você não acredita no seu potencial. Aí abriu a vaga, eu me inscrevi na vaga, não só eu, mais de mil pessoas se inscreveram para essa vaga, eu vim fazer a entrevista e aí passei e entrei para o Museu. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida, foi um dos momentos mais felizes da minha vida, porque eu comecei a sair daquela estagnação e comecei a ter perspectiva na minha vida, pensar em um futuro diferente, em um futuro onde eu poderia pluralizar.

Então eu vivi muito nesse mundo, sabe? Do fictício, da fantasia, esse mundo da fantasia, de ler sobre a Cinderela, ler sobre o Gato de Botas, sabe essa coisa? Eu vivi muito isso. E é engraçado porque isso se deu desde pequenininha, geralmente, aí que vem a minha questão de identidade de gênero, ela já estava formada ali, enquanto era uma criança, totalmente inocente, sem nenhum saber de identidade de gênero, imagina! Não sabia nem do que se tratava. Indo para esse ponto, por esses caminhos da brincadeira ali, que era já, então, na época, falavam: “brincadeiras mais femininas”, “brincadeiras de meninas”. O que eu mais queria era brincar de boneca, mas também, como eu pediria uma boneca? Então fazia de folha de papel almaço, fazia bolinha e montava a minha própria boneca, sabe umas coisas, assim?

Eu acho que, na minha época, a gente vivia muito nessa questão desse mundo totalmente estruturado entre homem e mulher, não sabia. Era tudo muito: “Você é homem, você tem que jogar futebol, você tem que não sei o que, não sei o quê”. Minha avó e meu avô sempre notaram uma fragilidade em mim por essas questões, eu não gostava, eu odiava, imagina! Eu odiava essas coisas, eu odiava esportes desde que eu entrei no parquinho, eu tinha quatro anos, quatro anos.

Todo mundo ia brincar, pular, correr, eu não, eu ficava quietinha, sabe? No joguinho ali no parquinho. A professora chamava a minha avó lá, para falar com ela, porque elas ficavam preocupadas: “Por que ele não brinca?”.

Eu não gostava, eu não gostava, eu ficava muito quietinha, sabe aquela coisa? Uma lady, uma lady, eu não sujava a minha roupa, todo mundo voltava para casa com os cabelos no barro, eu estava impecável com a minha bolsinha. É isso, era de mim isso, eu não curtia, eu não gostava. Eu gostava era de ficar com as meninas, do papo das meninas, sabe essa história toda? E isso foi muito notado, desde muito pequenininha.

Eu falava: “Eu não gosto. Eu não gosto”. Tanto que eles me respeitavam com essa coisa do gostar, que quando eu comecei o primeiro ano na escola foi uma tormenta, né? Porque começa a coisa da aula de Educação Física, e eu odiava aula de Educação Física, para você ter noção era a coisa mais tenebrosa da minha vida fazer Educação Física, não, jamais, porque era aquela aula que a professor ou professor pegava a bola, dava para o aluno: “Os meninos vão brincar, as meninas vão pular corda”. Até então eu era um menininho ali, né? Subjetivamente, ali, dizendo, aquilo era um trauma para mim, porque eu não queria. Eu não jogava e as professoras chamavam a minha avó. Aí teve um dia que eu falei para ela: “Me leva no médico, me leva no médico, não sei, vamos em algum médico, você fala que eu tenho alergia, fala que eu tenho alergia, que eu sofro muito quando eu fico no sol”. Aí ela fez isso, ela me levou ao médico para a gente pegar um atestado de que eu tinha alergia ao sol, eu não tolerava o sol. Era mentira, ela estava realmente me protegendo porque eu não queria fazer aula.

A minha entrada na escola foi um negócio, tanto que é uma história que eu sempre conto, que eu acho super interessante. Eu era muito amiga das professoras, eu era muito amiga das professoras, sabe? Aquela que ficava do lado, que amava as professoras, queria abraçar, queria beijar, fazia correção pela professora, enfim, aquela coisa. Aí, no primeiro ano, no final do ano, estava rolando uma festinha na escola dos ‘formandozinhos’ de primeira série, do primeiro ano, iam fazer qualquer coisa, alguma coisa artística: cantasse, dançasse, era bem aberto e criativo. Eu sempre fui apaixonada, desde pequenininha, pelo filme “Elvira, Rainha das Trevas”, tanto que minha gata chama Elvira por causa desse filme. Aí tem uma cena final, que ela está com vestido, que ela faz um show, canta e dança. O que eu fiz? Eu falei assim: “Gente, eu não vou contar para ninguém, todo mundo vai ficar surpreso comigo”. Meu avô dava mesadinha para a gente, peguei aquela mesadinha que eu já não gastava, fui na costureira da minha avó, falei para ela fazer uma roupinha de Elvirinha para mim, desenhei a roupinha, levei a roupinha, ela fez, não falou nada para minha vó, paguei ela com a minha mesada, mas era muito doida.

Fui lá, peguei o gravador, tinha um gravador antiquíssimo em casa, sabe? Coloquei o filme na televisão, no VHS, sofrido, coloquei o filme lá que eu tinha gravado e a parte que ela cantava, do showzinho lá do filme e fui para escola para essa apresentação, tudo escondido. Todo mundo: “O que você vai fazer?”, “Ai, surpresa”. Eles estavam achando que eu ia, sei lá, mostrar um desenho, que eu ia fazer alguma coisa. De repente, a hora que chegou a minha hora, eu fiquei sozinha na sala de aula me montando, coloquei aquele vestidinho preto, maquiagem eu não tinha colocado, imagina. Mas eu estava me sentindo a Elvira, eu era a Elvira. Aí eu coloquei a música, quando soltou a música e eu comecei a fazer toda a dublagem ali, uma Drag Queen com sete anos de idade. Aí todo mundo perplexo. Imagina? Pai, mãe, na escola, a escola inteira, né? Todo mundo perplexo e aquela perplexidade me passava que eu estava arrasando. Eu falei: “Nossa, está muito bom porque as pessoas estão chocadas com esse passo, que maravilhoso”. Aí que eu me performava mais ainda. Quando, de repente, estava todo mundo em choque, porque: “Nossa, como assim? Um menino vestido de menina, cantando a música de um filme”. Eu acho que ali, se alguém tinha alguma dúvida da minha família, foi o momento que foi à tona, sabe? Não, não tem jeito vai ser outro caminho, né? Eles trataram dessa forma.

[Mais tarde, eu criei] uma personagem chamada Kendjia Laurent. A personagem que criei, a Kendjia Laurent, era uma coisa muito top, ela era top de estar nos palcos, chique, com casaco, joias. E, de repente, quando tudo isso terminava que eu ia desmontar a Kendjia Laurent, eu falava: “Gente, para que eu estou desmontando, sabe? Quando eu não sou uma personagem, essa pessoa sou eu, essa pessoa sou eu. Eu não quero tirar esse brinco, eu não quero tirar esse colar, eu não quero tirar essa roupa, não quero ter que vestir uma calça, quero ficar com meu vestido”. Sabe essas coisas? Me doía muito, eu chorava muito, eu ia tirando e as lágrimas...

[Depois que eu] comecei a fazer show, foi aí, nessa hora, que Paola bateu cem por cento, Paola bateu cem por cento, porque foi o momento mais mágico da minha vida.

Era muito sofrida a coisa do hormônio, porque ele também te dá aquela sensação da depressão, né? É química atrás de mais química e eu tive uma depressão muito forte, eu não sei se foi só por conta do hormônio, mas também por conta da sociedade, o que eu vivi, vivenciei aqui nessa cidade, foram coisas que me levaram para um lugar não tão bacana que eu queria me desvencilhar, sabe? Eu queria tirar tudo isso de mim. Então foi bem complicada essa parte da hormonização, sabe? Eu falo até para as meninas que estão ouvindo, que vão escutar essa história, façam com prescrição médica o que você quer fazer, porque mata, hormônio mata muito, tanto que nós estamos com uma expectativa de vida de 27 a 35 anos de mulheres trans e travestis nesse país, por conta da violência, por conta da saúde, por conta dessa automedicação que faz desde muito cedo.

Eu acho que eu não mudaria nada [na minha vida], não. Eu acho que tudo que eu vivi foi importante para eu ser quem eu sou hoje. Tudo, tudo, tudo mesmo. Tudo que eu vivi. Até os momentos piores que eu passei, eu aprendi demais, eu aprendi valorizar tanto a vida, por isso que eu tenho muito esse orgulho de estar viva. Eu passei por situações que eu quase não estaria mais aqui, então tudo isso me ensinou a valorizar as pequenas coisas da vida, a valorizar um copo de água, a valorizar uma casa aconchegante, e quando eu falo aconchegante não é de luxo, não, é aconchegante de amor, de afeto, de carinho, um lugar onde você possa entrar e se sentir bem, a valorizar o que ninguém vê, o que ninguém vê.
[Após a minha demissão no Telemarketing], eu entrei em contato com o diretor do Museu da Diversidade Sexual perguntando se ele sabia de alguma coisa, ele falou que estava abrindo uma vaga para produção, produção no Museu e se eu tinha interesse. Eu falei: “Meu Deus, imagina, vou ter o primeiro emprego que eu não esteja escondida, que eu vou poder estar à frente de alguma coisa e fazer alguma coisa totalmente diferente do que eu já fiz”. E muito preocupava também, né? Eu tenho interesse, mas será que eu vou dar conta? Será que é para mim? É isso, sabe? A sociedade minimiza tanto a gente, deixa a gente tão impotente de achar que a gente não tinha nada, ninguém, sabe? Margem da margem? E, de repente, você passa a acreditar e você não acredita no seu potencial. Aí abriu a vaga, eu me inscrevi na vaga, não só eu, mais de mil pessoas se inscreveram para essa vaga, eu vim fazer a entrevista e aí passei e entrei para o Museu. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida, foi um dos momentos mais felizes da minha vida, porque eu comecei a sair daquela estagnação e comecei a ter perspectiva na minha vida, pensar em um futuro diferente, em um futuro onde eu poderia pluralizar.

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