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História

A inovação é a constante da vida

Sinopse

Sérgio nos conta a trajetória de sua vida estudantil e profissional, relatando os causos de sua juventude em Carajás, logo após a conclusão do programa de Trainee da Vale, em Vitória, Espírito Santo.  

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História completa

P1 – Agora a primeira pergunta, eu vou pedir para você me dizer o seu nome completo, data e local de nascimento.

 

R – Meu nome é Sérgio Alessandro da Silva Rocha, nasci em Belém, no dia 13 de setembro de 1972.

 

P1 – A sua família é de Belém, os seus pais, são todos de lá?

 

R – É, meus pais são. Os meus avós não, vieram do Acre, do Amazonas, constituíram família lá no Pará.

 

P1 – Vieram do Acre, do Amazonas?

 

R – Do Acre e do Amazonas.

 

P1 - Floresta?

 

R – É, exatamente, exatamente. Aí eles, na verdade vieram do Ceará, foram para o Ceará, para essa região, uma parte da família da minha avó é da Itália, que foi para o Acre, interior do Acre, e hoje os dois vieram se encontrar lá em Belém (risos).

 

P1 – Ah, eles se conheceram em Belém?

 

R – Se conheceram em Belém. E o meu avô trabalhou durante muito tempo com sapatos... Lá em Belém tinha uma fábrica de sapatos, chegou a ter 17 funcionários.

 

P1 – É mesmo? Qual que era o nome da fábrica?

 

R – Era Calçados Cearense Ltda. (risos).

 

P1 – O Ceará e Belém é uma comunidade!?

 

R – Não, não tanto, mas ele colocou esse nome na empresa dele lá. Durou muitos anos, criou todos os dez filhos do meu avô com a minha avó.

 

P1 – O seu pai faz o que?

 

R – Meu pai trabalha lá no porto, em Belém, na CDP, trabalha na Companhia Docas do Pará. E agora, nos últimos tempos ele estava no Sindicato, trabalhando no Sindicato lá da CDP.

 

P1 – Você passou a infância toda em Belém?

 

R – Sim, a infância toda. Esporadicamente ia a Fortaleza nas férias de janeiro e julho (risos).

 

P1 – Ceará.

 

R – Isso.

 

P1 – E como é que era Belém, a infância em Belém, como é que foi um pouco isso?

 

R – Tranquilo, ainda era um lugar tranquilo, você tinha condições de brincar de bola, conhecer as ruas vizinhas, todo mundo, jogar pelada com o pessoal da rua de cima, de baixo, do lado, tinha campeonato de futebol, era muito legal. Hoje em dia não, com essa coisa toda que tem acontecido nas cidades grandes, você já não sai mais de casa, o seu filho já não... Mas na época não, a gente andava tudo a pé, tudo tranquilo.

 

P1 – Era tranquilo.

 

R – É.

 

P1 – Você já tinha ouvido falar em Vale do Rio Doce, nesse período em que você estava lá em Belém, já tinha ouvido falar disso?

 

R – Nem na época de faculdade, na época de faculdade, na realidade, eu pensava alturas em trabalhar com engenharia mecânica, na área de pesquisa, eu nem pensava em trabalhar em empresa, nem nada.

 

P1 – Você fez a faculdade aonde, em Belém?

 

R – Em Belém, faculdade de Engenharia Mecânica.

 

P1 – Engenharia mecânica, você fez. E a sua perspectiva era trabalhar onde mesmo, pesquisa?

 

R – Pesquisa, universidade, o meu foco era ser professor, trabalhar numa universidade, era dar aula, ensinar, o foco era esse. Nunca pensei nem em trabalhar, nunca pensei, para você ter uma idéia, nem em estagiar: “pô, vai fazer um estágio...”. “não!”. Penso que ali, na verdade, muitas vezes é pegar um cara para ser o trouxa na área (risos). Então, eu nunca nem estagiar quis, trabalhei na (inaudível), peguei uma bolsa de iniciação científica, fui aluno na iniciação científica.

 

P1 – Você começou... quando é que desfocou?

 

R – (risos) Olha, desfocou quando eu me formei. Então, na verdade foi, chega aquele momento que você vai começar a trabalhar, né? E aí apareceu um concurso, eu vi aquela notazinha no jornal do concurso da Vale, me inscrevi, fiz o concurso para Trainee, despretensiosamente, assim, consegui entrar, foram várias etapas seletivas, e aí comecei em maio de 96.

 

P1 – Era muito concorrido o concurso?

 

R – 16.000 candidatos, só ficaram 120, todo o Brasil.

 

P1 – As provas foram feitas aonde?

 

R – Foram feitas em várias cidades, foram feitas em Belém, em São Luís, em todos os lugares que a Vale tinha uma unidade, em todos os lugares eles tinham a prova.

 

P1 – Aí você passou, conseguiu passar e foi para onde?

 

R – Pra Vitória, no Espírito Santo. Primeira viagem de avião! (risos) Senão, viajava de ônibus pra Vitória. Aí, chegando lá, conheci essa turma nova, que eram 30 colegas lá, e a gente foi se enturmando lá...

 

P1 – Lá é que aconteceu aquele programa?

 

R – É, sim. É, lá tem o trainee, o trainee é um programa que, na época você passava três meses em treinamento, e tinham várias atividades, você aprendia sobre a empresa, comportamento, mercado, e uma das atividades que eu achei mais interessante foi a do paint ball. Então é uma situação que você tinha que formar dois exércitos, esse paint ball foi em Cabo Frio, bem próximo à Ilha dos Japoneses, não sei o que. E você tinha que vencer batalhas, e batalhas em tudo quanto é tipo de lugar, subindo morro, descendo morro, em lugar com muito mato, realmente muito mato, você tinha que se arrastar pra passar pelo morro. E lá foi que aconteceu uma história engraçada, foi quando numa determinada batalha, a gente estava perdendo, estava atrás no placar, e estávamos assim numa moita, então, tinha um colega trocando tiros com outros colegas lá, adversários, e eu estava aqui escondido, não tinham me visto, e eu estava em condição: “eu vou chegar, eu vou chegar.” Aí eu resolvi, na hora que ele estava trocando tiros eu resolvi correr em direção à bandeira, que o objetivo era tocar a bandeira, não interessava outra coisa, era tocar a bandeira; nessa hora aparece um outro colega, e nós ficamos frente a frente, aquela coisa, e a arma não funcionava, você com a arma de paint ball, só que às vezes ela não funciona (risos). Aí ficou naquela tentativa, um tentando atirar no outro, e a bala só cuspia assim no chão, até que teve uma hora que consegui dar pressão e pegou, feriu lá o colega. Veio um colega de lá correndo, para poder, tinha uma função, chamava: “Rendido! Rendido!”, aí nessa hora eu estico e toco a bandeira. Na hora lá os juízes de campo deram vitória para a gente, mas aí ficou uma confusão, “não, não valeu, não valeu porque renderam o soldado”, não sei o que. Aí foi feita, o pessoal da empresa que, contratada pra fazer o jogo, o alto comando chamou lá, e eu fui chamado, fiquei numa sala a parte, fui entrevistado pelos comandantes, o alto comando, “o que é que houve na situação?” Aí tive que contar o que é que houve, em detalhes, exatamente como aconteceu, aí na saída eu estava incomunicável, a ordem do alto comando: “soldado, está incomunicável!” (risos). É, ficar lá no meio da turma toda calado. Aí, no final do dia, eles decidiram dar os pontos para a outra equipe, isso causou uma fúria muito grande na nossa equipe, da gente ter ganho no campo e perdido no tapetão. Dia seguinte, as duas últimas batalhas. Aí foi justamente quando mudou o comando da nossa equipe, mudou o comando, na época eu era soldado e passei a uma posição de sargento, tinham outros dois colegas que estavam na posição de tenente, capitão e comandante. Passamos a estratégia toda, tinha um grupo kamikaze, um grupo que, acontecesse o que acontecesse, ele tinha que tocar a bandeira, não importava se o soldado ia passando ali, ele tinha que chegar lá. Então, com essa estratégia a gente conseguiu vencer os dois últimos jogos. As mulheres, sempre aquela coisa, quer ser a liderança, quer a disputa, a gente resolveu colocar elas na defesa, elas preparam armadilhas bem inteligentes, amarraram galho... o pessoal vinha correndo, caía e tchá! Dava tiro direto, nós conseguimos ganhar os dois jogos e fomos vencedores desse último jogo (risos).

 

P1 – O quê é que acontece, a empresa observa a sua reação?

 

R – Sim, porque tem gente que leva tiro e não quer morrer, entendeu? Não aceita morrer, porque mancha, né? Paint ball... Ele quer ver como se dá a questão de relacionamento das pessoas, tem pessoas que são seres iguais, mas que, por algum motivo, viraram, naquele momento, líderes, estão ali chefiando. Então, teve até uma situação muito engraçada, traçamos a estratégia, os três do comando, apresentamos às pessoas que eram soldados, e uma determinada colega, a Paula, ela veio depois, já próximo de todo mundo, a equipe ter: “vamos lá gente, vai começar! Três minutos!”, e ela veio com a história de questionar: “não, não é assim...” Aí eu tive uma atitude bastante, bem engraçado... (risos) “Soldado, você sabe as suas funções, já sabe o que vai fazer, se não sabe fale com seu líder.” (risos) Cortou a conversa, entendeu? Mas é isso, eles medem como que é o relacionamento. Porque é bem complicado, durante o jogo você vê pessoas que resolvem dar uma de louco, correr feito um louco, eles tiveram muito isso, o adversário, correr  feito um louco para dar uma de Super homem, só que eles se deram mal no caso, porque o pessoal montou uma defesa muito bem feita que, além de uns buracos na areia, tinham esses galhos, então, as pessoas além de tropeçar caíam no buraco, e eram, se não se rendessem eu ia cravejar de bala! (risos) À queima roupa! Muitos saíram feridos, porque queriam ser super homens! (risos).

 

P1- E você, terminando esse trainee, aí você veio para São Luís, ou não?

 

R – Não, aí de lá eu fui pra Carajás.

 

P1 – Ah, você foi pra Carajás...

 

R – Pra Carajás, trabalhei lá durante um tempo em Carajás, trabalhamos na área de informática lá, administrando alguns sistemas, fui eu e mais um colega que também era da mesma turma, fomos pra Carajás.

 

P1 – Vocês foram morar no núcleo?

 

R – No núcleo, no núcleo.

 

P1 – O quê é que era, alojamento de solteiro, na época?

 

R – Na época que eu fui era alojamento de solteiro, claro, são três pessoas na mesma casa, teve aquelas festinhas (risos). Porque em Carajás, eu não sei se já foi, já rodou lá alguma entrevista, mas em Carajás existem ruas pra solteiros, ruas pra casados. E as ruas de solteiros, geralmente acontecem as mais loucas coisas! A nossa festa de open house, que eles chamam, até teve gente que jogava cerveja no chão, sentava em grade de cerveja e brincava de trenzinho, quer dizer, o pessoal totalmente louco.

 

P1 – Open house?

 

R – Open house, seria...

 

P1 – Abrir a casa.

 

 R - Abrir a casa mesmo para as pessoas, dizer que você está chegando, chegou em Carajás, então, é comum churrasco... Esse tipo de coisa.

 

P1 – E aí você ficava lá direto, ou você ia pra Belém?

 

R – Não, direto, direto. Eu ia uma vez no mês a Belém, a minha família estava lá em Belém, eu ia, uma vez no mês eu ia lá. Aí de lá, eu passei um tempo em Barcarena, num projeto, pela própria Vale, a gente estava lá...

 

P1 – Na Albrás?

 

R – Na Albrás, trabalhando lá num projeto de terceirização em informática, passei lá uns seis meses, e depois eu retornei já pra São Luís, já não foi nem Carajás, voltei pra São Luís, quando eu comecei a trabalhar em área comercial, que é a área que eu atualmente estou trabalhando.

 

P1- Hoje você trabalha na área comercial?

 

R – Na área comercial.

 

P1 – Mas no quê exatamente?

 

R – Hoje eu sou analista de comercialização e mercado. Hoje os clientes que desejam utilizar a ferrovia ou o porto da Vale, eles acionam a nossa área, e a gente vai fazer um estudo para ver a viabilidade de dar transporte para ele, ver as condições de operação, a viabilidade econômica, a gente faz esse tipo de estudo. Nesse ponto tem uma história bem interessante, pra ver como às vezes a gente tem que lutar internamente com grandes, grandes barreiras mesmo, internas. Porque a Vale, depois da privatização é que começou a focar em outras áreas, como logística, energia. Isso é uma mudança de cultura muito grande, você tem dificuldades, você tem isso no dia a dia, se você resolve adicionar um novo hábito na sua vida é difícil. Então, aqui a gente teve um projeto para transporte de bebidas, transporte de bebidas na ferrovia Carajás ela é feita em vagões fechados, com caixa batida, aquele pessoal que carrega nas costas e coloca dentro do vagão, vai empilhando. Na época nós estávamos correndo atrás de novas cargas, novos transportes, e tentamos um projeto para a Coca Cola e para outros clientes de, como a Brahma, de bebida, e transportando em vagões abertos, com empilhadeira. No muito é aquela coisa, você tentar convencer um cliente que já tem uma logística forte, e já conhece o negócio, para entrar num negócio novo ele tem receio, então, passamos assim, acho que foi de seis a oito meses conversando, e eles dizendo não, e a gente tentando outras soluções além dessa, tem uma que usava somente a carreta e tinha um pino, que ficava segurando a carreta em cima do vagão, a gente tentou isso, mas não conseguimos, e fomos nessa história. Aí resolvemos trabalhar para a Brahma, fomos fazer um projetinho com o pessoal da oficina, com o pessoal da engenharia, tudo para sair certinho, e na hora de fechar o negócio, por algum motivo a Brahma recuou. E a Coca resolveu fazer um teste, topou fazer um teste com a bebida, logicamente a equipe do pátio brigou muito, porque aquilo era impossível, trabalhar com lona, cabo de aço, cantoneira, é uma luta danada, mas conseguimos fazer para o transporte. “Não, vamos parar com isso!”. Saiu muita briga, briga, briga, mas hoje é interessante, porque são 60.000 toneladas de carga por ano, dá uma receita superior a um milhão de reais por ano. E aí, hoje vai evoluir para outra coisa, talvez container, mas é aquela coisa, você trabalhou com pouco recurso, não investiu quase nada, especificamente na coisa, você não tinha essa liberdade, investiu muito, você tinha que tentar ajustar pequenas coisas, e você conseguiu um resultado muito bom. Apesar de existir muita resistência, porque é uma coisa __________, as pessoas muitas vezes não estão preparadas para essa, para o novo, ou não querem adquirir.

 

P1 – Você acha que São Luís tem uma, lugar onde a ideia de produzir o novo, de se fazer o novo tem mais espaço, tem espaço para se fazer?

 

R – Essa impressão eu tenho desde Carajás, por ser um sistema mais novo, 84, 82 que começou, muita coisa teve que vir, novo, pra cá... Então, as pessoas têm naturalmente esse conceito, por exemplo, na época que eu trabalhei em Carajás, as iniciativas de inovação em sistemas eram todas de Carajás, depois é que elas iam ser incorporadas a outros núcleos da Companhia, aí ia ser desenvolvido em Vitória, mas o núcleo de desenvolvimento, da coisa nova, é Carajás. São Luís também tem essa cultura, principalmente, porque se você observar a ferrovia ela tem, digamos assim, o menor quantitativo de cargas, você tem menor variedade, então, você tem que tentar atrair novos clientes, então nós fizemos aqui também, nossa área foi responsável por um teste, que continua hoje, em função minha, do rodo trilho, que é um tipo de carreta que funciona como guia, ela funciona na estrada e na ferrovia, para transporte de gás. É uma inovação também que funciona aqui, em São Luís, foi um teste feito todo aqui e só funciona aqui em São Luís. Então, essa necessidade de inovar é para o mercado.

 

P1 – Qual que é a necessidade de acabar (inaudível)?

 

R – Você não tem. Você tem que criar o mercado, o mercado ele está aí, mas ele, pra que você consiga atingi-lo, você tem que criar uma solução nova.

 

P1 – Em relação a, quer dizer, a sua experiência já é Pará, e aí você veio para o Maranhão, criou um contraste para você ou é fácil, a relação Pará – Maranhão é tranquila?

 

R – Não, eu acho tranqüilo. Eu, na época, até que entrei na Vale, uma coisa que eu achei interessante é que na época me interessava mais ficar no Norte e Nordeste, porque eu gostava dos climas acima dos 30 graus, não pode muito frio, e tal... (risos) Mas não tem problema, não, porque culturalmente as populações são parecidas, pequenas diferenças no modo de falar, mas a forma de viver é um bocado parecida. E até mesmo no programa de trainee a gente pode ver isso, porque estive lá convivendo com pessoas de todo o Brasil, a gente vê que na mesma faixa etária as pessoas são muito parecidas, né? Assistem os mesmos programas de televisão, comem quase as mesmas coisas, então, não tem grandes problemas não.

 

P1 – Sua relação com a cidade de São Luís, como é? As relações na cidade, os seus espaços, como é tudo isso?

 

R – São Luís, nesse ponto, eu me relaciono mais ou menos com a cidade por uma questão de transporte, nisso eu senti, isso é verdade. A cidade de Belém tem muito mais transporte urbano do que São Luís, em Belém você vai pra qualquer lugar, você vai de ônibus, vai com tranqüilidade, e em grande quantidade. Aqui você aguarda horas, você tem que andar de taxi, você tem que andar, sabe, ou tem que ter o seu próprio carro, porque você não consegue andar, e as distâncias são grandes, têm muitos vazios na cidade, a cidade não é toda compactada com muitas casas e prédios, então é desse jeito.

 

P1 – Então, eu vou pedir só para você encerrar, então, você quer deixar uma mensagem, quer passar uma mensagem para alguém, ou para a Vale, para quem for assistir o vídeo?

 

R – A mensagem que eu deixo para os colegas da Vale, é que a gente tem que sempre estar olhando para o futuro, tem que estar acreditando que algo novo pode ser construído, e que o sucesso que a gente teve ele já passou, você tem que estar construindo a cada dia um novo sucesso, se você ficar apegado ao que você já fez você acaba sendo ultrapassado, então, a inovação e a mudança é a única constante que a gente pode ter na vida, esse seria o recado que eu deixaria.

 

P1 – Está ok, obrigado.

 

R – Obrigado, tchau.

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